Ouguela (Alentejo, Portugal) em baixo; Alburquerque (Badajoz, Espanha) ao fundo.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Ai, essas férias grandes!

Fotografia de Filipe Pombo

Sera que neste dia a vossa alegria é tao grande como a deste jovem que salta numa praia de águas convidativas para um mergulho?


É assim que me despeço de vocês, alunos do 3º e do 4º anos. Será até setembro (assim, com minúscula, para nos irmos habituando ao Acordo Ortográfico, de que falaremos no próximo ano académico). Para aqueles alunos do 4º ano que mudam de disciplina, boa sorte no Bachillerato.


Boas férias grandes para todos!




"Necessidades primárias" mais Tribalistas


Necessidades primárias ("Bisogni primari") é o título desta fotografia tirada em Lisboa pela italiana Valeria Maggiora, e que depois arranjou com essas palavras.

Concordam com essas necessidades? E por falar em namorar, lembrei-me de uma canção brasileira, "Já sei namorar". Alguém conhece?

(os Tribalistas: Marisa Monte, Carlinhos Brown e Arnaldo Antunes, três dos melhores cantores brasileiros que se juntaram para fazer um disco ótimo intitulado com o nome do grupo, Tribalistas.


JÁ SEI NAMORAR

Já sei namorar
Já sei beijar de língua
Agora só me resta sonhar
Já sei onde ir
Já sei onde ficar
Agora só me falta sair

Não tenho paciência pra televisão
Eu não sou audiência para a solidão
Eu sou de ninguém
Eu sou de todo mundo
E todo mundo me quer bem
Eu sou de ninguém
Eu sou de todo mundo
E todo mundo é meu também

Já sei namorar
Já sei chutar a bola
Agora só me falta ganhar
Não tenho juízo
Se você quer a vida em jogo
Eu quero é ser feliz

Não tenho paciência pra televisão
Eu não sou audiência para a solidão
Eu sou de ninguém
Eu sou de todo mundo
E todo mundo me quer bem
Eu sou de ninguém
Eu sou de todo mundo
E todo mundo é meu também

Tô te querendo
Como ninguém
Tô te querendo
Como Deus quiser
Tô te querendo
Como eu te quero
Tô te querendo
Como se quer
(2x)




Carlinhos Brown, Marisa Monte e Arnaldo Antunes


quinta-feira, 9 de junho de 2011

A lição do aprendiz (Mia Couto)




São denominadas em Portugal literaturas africanas de expressão portuguesa as obras daqueles autores de Angola, Moçambique, Cabo Verde, a Guiné-Bissau, S.Tomé e Príncipe, que escrevem em português.

Sem dúvida, um dos maiores nomes destes autores é Mia Couto, nascido em Mocambique. Este conto, esta "crónica", intitulado "A lição do aprendiz", pertence ao seu livro Cronicando.Vamos ler o trecho inicial.

Após a independência de Portugal, algumas das suas antigas colónias, como Angola e Moçambique, conheceram virulentas guerras civis. Isso vê-se reflectido em "A lição do aprendiz".

* * * * *


Apresentou-se com uma carta na mão. O barbeiro Lázaro interompeu a tesouração e foi à porta. O miúdo estendeu a carta com a mão esquerda segurando respeitos no braço direito. Era uma missiva triste com notícias escuras dos lados da guerra. O rapaz que ali se apresentava ficara sem ninguém, a família dele era só pena dos outros.
O barbeiro fingiu demorar-se na leitura. Tinha receio de enfrentar aqueles olhos órfãos, parentes da morte.
Quem escreveu este bilhete foi o meu primo Ezequiel?
O miúdo acenou com a cabeça, dispensando a voz.
E queres trabalhar aqui comigo, aprender o serviço de barbeiro?
Agora foram os ombros que responderam um encolhimento.
Como te chamas?
Chamava-se Antoninho. O barbeiro aprontou-lhe uma condição. Pequena mas constante. Antoninho trabalharia ali mesmo, ajudante. Dormiria na própria barbearia. Chegada a hora de fechar, retiravam-se as almofadas da cadeira e estendiam-se no chão. Ele deitava naquele sossego frio, até dava jeito para espantar a ladroeira.
O menino foi ficando, vassourando os intervalos da clientela, lustrando o espelho sacudindo os panos. Nunca de sua língua se confeccionava palavra. Lázaro empurrava-lhe para a vontade, com ordem amiga:
Está atentinho, veja como eu faço. Um dia destes vais poder cortar cabelo tu também.
Mas o miúdo parecia sempre longe, dissidente da infância, olhos exilados na rua por onde a vida se derramava quente e luminosa. Fazia até medo contemplar aqueles olhos cheios dele. Toda a alma daquele pequeno corpo estava ali naqueles dois luzeiros, pareciam feitos de água incendiada. Antoninho amealhava silêncios, sem que ninguém suspeitasse que sonho brincava dentro dele.







Os donos da língua (Pepetela)



A história seguinte foi escrita pelo angolano Pepetela. Assim é conhecido este escritor, pelo seu pseudónimo (se querem saber mais coisas dele, como o nome verdadeiro, quando nasceu, obras que escreveu..., é só clicarem). 

Leiam com atenção e digam se acham algum paralelismo com a língua espanhola...


OS DONOS DA LÍNGUA

A estória que vos vou contar aconteceu no tempo em que os animais falavam, ou melhor, em que falavam todos o mesmo idioma.

O Senhor Cão, o animal mais velho da floresta, era uma espécie de guardião do verbo. Na verdade via-se a si próprio como o legítimo proprietário da fala.

- A palavra foi criada pelos cães, os quais, por gentileza, a emprestaram aos outros animais - explicava aos filhos. - O vosso avô, o Velho Cão, andou por toda esta floresta, descobrindo e nomeando as coisas: rios, lagos, rochedos, montes e vales, árvores, ervas, flores, frutos, os pequenos insectos, nevoeiros, chuvas,o lodo e a lama. Enfim, tudo. O que nós, cães, não conhecemos, não existe; o que não tem nome, não existe. Assim, a existência da floresta deve-se a nós. Este é um Mundo Cão.

A Senhora Sucuri não gostava de ouvir aquele discurso. Era o animal maior da floresta, falava tão bem como o Senhor Cão, e, como ele, usava chapéu. "A língua pertence a todos", dizia, "da mesma forma que um rio constrói o seu caminho e depois é ele esse caminho, assim nós fazemos uma lingua e a seguir ela nos refaz". A Senhora Palanca achava o mesmo, mas era mais dramática: "A língua sou eu!"; e o Senhor Papagaio repetia: "A língua sou eu, a língua sou eu!". Tímida, a Corça propunha uma outra formulação: "A minha Pátria é a minha língua"; e o Senhor Papagaio repetia: "A minha Pátria é a minha língua, a minha Pátria é a minha lingua".

Um dia o Senhor Cão foi passear para a zona mais remota da floresta, como costumava fazer, empurrado pelo desejo de descobrir coisas novas às quais pudesse dar nome (e existência). A luz era escassa, húmida e verde, naqueles deslimites. Uma lama espessa escondia o chão. As próprias árvores pareciam perigosas.

Algumas tinham os troncos cobertos de picos, outras de resina ácida, flores de uma melancolia crepuscular devoravam tudo em seu redor.

Ali, meio imerso na lama, o Senhor Cão descobriu o esqueleto de um animal desconhecido. Aproximou-se para o estudar melhor, ansioso por lhe dar um nome, agregando-o dessa forma à floresta, ao universo, à imensidão das coisas existentes, mas não lhe ocorreu nada. Ficou assim muito tempo, rondando aquela morte que lhe desorganizava o pensamento. "Como te chamas?", perguntou, já desesperado, e então, para seu grande espanto, o esqueleto ergueu-se e respondeu: "O meu nome? Nunca tive nome.

O Senhor Cão assustou-se:

- O nome é um resumo da alma - disse -, tudo o que existe ou existiu, ou até que se acredita que possa vir a existir, tem de ter um nome.

O esqueleto chocalhou os ossos, indiferente à perplexidade do outro:

- Eu nunca tive. Vivi e morri sem que ninguém me nomeasse.

Naquela tarde os outros animais viram o Senhor Cão regressar a casa de cabeça baixa. Achava-se um falhado. Descobrira algo de novo na Floresta e não fora capaz de lhe dar um nome. Adoeceu de desgosto. Alguns dias depois, preocupada, a Senhora Corça foi saber o que se passava e encontrou o Cão às portas da morte.

"Morro", disse-lhe este, "sem ter cumprido o meu papel nesta Floresta". E morreu.

Durante uma semana os animais choraram, dançaram e beberam o morto, conforme a tradição, e depois lançaram o seu cadáver ao rio, e o rio arrastou-o até à zona mais remota da floresta.

Anos depois, ou séculos, não importa, o cão foi parar junto às ossadas do animal desconhecido.

- Estou a conhecer-te - disse o esqueleto. - Tu és o cão. Aquele que se julgava o dono da língua. Mas morreste e a língua continua. Os outros animais servem-se dela, agora, como se fosse um perpétuo Domingo.

- Já alguém te deu um nome? - quis saber o cão - Só isso me interessa.

O outro riu-se:

- Sim - disse -, chamam-me Escuridão.


Pepetela



(Texto publicado com licença da Fundação Gulbenkian, a quem agradecemos)



quarta-feira, 8 de junho de 2011

Dois autorretratos



Hortencia Caires nasceu em Bahia, é brasileira, tem 20 anos, se calhar já fez 21, e está a viver em Nova Iorque, onde trabalha no mundo da fotografia. Fez este autorretrato dela como Minnie Mouse. Cá em baixo a podemos ver mais natural...





terça-feira, 7 de junho de 2011

"Os teus olhos, ó morena..."

Fotografía de Pablo Bandeira


Os teus olhos, ó morena, ó ai!
Quando olhas de repente,
Parecem chamas de lume, ó ai!
Que vêm queimar a gente.


Nota. É claro que o autor é anónimo. E a palavra "a gente" refere-se a quem fala ou canta. Dá para perceber?

Por acaso, a menina da fotografia não se parece com nenhuma das alunas da turma? Eu acho que sim. Um aluno concordou comigo, outros não.



O que será que apareceu aí?


Estévão Vieira, Stêvz, já esteve aqui no blogue na semana passada:  Jogo das citações. E antes disso pudemos apreciar o que ele faz em  Co (Stêvz) e Quadradinhos para o Perfeito Simples.



Uma menina de Goa

Fotografia de Anoop Negi


Goa é um estado da Índia. Situa-se entre Maharashtra a norte e Karnataka a leste e sul, na costa do Mar da Arábia, a cerca de 400 km a sul de Bombaim. É o menor dos estados indianos em território e quarto menor em população, e o mais rico em PIB per capita da Índia.

A sua língua oficial é o concani, mas ainda existem pessoas neste estado que falam português, devido ao domínio de Portugal na região por mais de 400 anos. As suas principais cidades são Vasco da Gama, Panaji (ou Pangim, antigo nome português), Margão (Madgaon, pronúncia aproximada em concanim) e Mapusa. Goa, a partir de 1510, foi a capital do Estado Português da Índia, tendo sido integrada pela força na União Indiana em 1961.

As suas igrejas e conventos encontram-se classificadas como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.





segunda-feira, 6 de junho de 2011

Anna Pavlova

Para a aluna Laura C., da turma de 4º A, que na passada sexta-feira tinha de fazer um exame de balé depois do recreio, e por isso ela apareceu na sala de aula com um bonito coque.


Anna Pavlova foi uma bailarina russa (1881-1931) de talento e carisma excepcionais, que fascinou o mundo da dança no fim do século XIX e na primeira metade do século XX. Seu extraordinário talento e suas interpretações extremamente pessoais deram um novo sentido ao balé clássico.





Às voltas com a saudade

S de Saudade (Fotografia de Rafael Nogueira )

Umas palavras sobre a saudade escritas do outro lado do oceano. É por isso que há algumas coisas que se escrevem de outra maneira de como vocês aprenderam.

Eu estava pensando, sinto falta de muita gente na minha vida, pessoas e amizades que passaram e que não voltam mais, outras que passaram e sabe-se lá Deus onde estão agora, outras que eu vejo de vez em quando, outras que estão sempre do meu lado, mais ainda sim, distantes. São, e foram, tantas promessas de "temos que nos ver mais", "nos vemos essa semana sem falta", "temos que combinar de sair juntos mais vezes", "tô com saudade, vem me visitar?", que não foram cumpridas que eu até perco a conta, e isso é tão chato. Encontrar alguém que você gosta, abraçar, rir, contar tudo, por o assunto em dia, e depois dizer tchau e ficar mais um longo intervalo de tempo sem ver de novo é triste, as vezes penso que seria melhor não ver então, que é pra não dar o gostinho. Pior também é ter aquele GRANDE AMIGO que mora em uma GRANDE distância. Acho que saudade foi inventada por alguém sozinho, que não tinha nada pra fazer, é, pode até ser, mas era uma saudade diferente, uma saudade de tudo aquilo que não foi visto ou sentido, e foi inventado para que as pessoas sintam como é ser sozinho. Contradição: ser sozinho e sentir saudades. Isso até existe né?! No fim, saudade existe pra aprendermos a dar valor, a aproveitar o agora, aproveitar aquele momento que ninguém sabe quando vai acontecer de novo, antes que fique no ar um "temos que nos ver mais" que não vai ser cumprido.

Fernanda Gaseta


sexta-feira, 3 de junho de 2011

Uma amizade sincera (Clarice Lispector)

 Clarice Lispector por Eduardo Denne

UMA AMIZADE SINCERA

Não é que fôssemos amigos de longa data. Conhecemo-nos apenas no último ano da escola. Desde esse momento estávamos juntos a qualquer hora. Há tanto tempo precisávamos de uma amigo que nada havia que não confiássemos um ao outro. Chegamos a um ponto de amizade que não podíamos mais guardar um pensamento: um telefonava logo ao outro, marcando encontro imediato. Depois da conversa, sentíamo-nos tão contentes como se nos tivéssemos presenteado a nós mesmos. Esse estado de comunicação contínua chegou a tal exaltação que, no dia em que nada tínhamos a nos confiar, procurávamos com alguma aflição um assunto. Só que o assunto havia de ser grave, pois em qualquer um não caberia a veemência de uma sinceridade pela primeira vez experimentada.

Já nesse tempo apareceram os primeiros sinais de perturbação entre nós. Às vezes um telefonava, encontrávamo-nos, e nada tínhamos a nos dizer. Éramos muito jovens e não sabíamos ficar calados. De início, quando começou a faltar assunto, tentamos comentar as pessoas. Mas bem sabíamos que já estávamos adulterando o núcleo da amizade. Tentar falar sobre nossas mútuas namoradas também estava fora de cogitação, pois um homem não falava de seu amores. Experimentávamos ficar calados — mas tornávamo-nos inquietos logo depois de nos separarmos.

Minha solidão, na volta de tais encontros, era grande e árida. Cheguei a ler livros apenas para poder falar deles. Mas uma amizade sincera queria a sinceridade mais pura. À procura desta, eu começava a me sentir vazio. Nossos encontros eram cada vez mais decepcionantes. Minha sincera pobreza revelava-se aos poucos. Também ele, eu sabia, chegara ao impasse de si mesmo.

Foi quando, tendo minha família se mudado para São Paulo, e ele morando sozinho, pois sua família era do Piauí, foi quando o convidei a morar em nosso apartamento, que ficara sob a minha guarda. Que rebuliço de alma. Radiantes, arrumávamos nossos livros e discos, preparávamos um ambiente perfeito para a amizade. Depois de tudo pronto — eis-nos dentro de casa, de braços abanando, mudos, cheios apenas de amizade.

Queríamos tanto salvar o outro. Amizade é matéria de salvação.

Mas todos os problemas já tinham sido tocados, todas as possibilidades estudadas. Tínhamos apenas essa coisa que havíamos procurado sedentos até então e enfim encontrado: uma amizade sincera. Único modo, sabíamos, e com que amargor sabíamos, de sair da solidão que um espírito tem no corpo.

Mas como se nos revelava sintética a amizade. Como se quiséssemos espalhar em longo discurso um truísmo que uma palavra esgotaria. Nossa amizade era tão insolúvel como a soma de dois números: inútil querer desenvolver para mais de um momento a certeza de que dois e três são cinco.

Tentamos organizar algumas farras no apartamento, mas não só os vizinhos reclamaram como não adiantou.

Se ao menos pudéssemos prestar favores um ao outro. Mas nem havia oportunidade, nem acreditávamos em provas de uma amizade que delas não precisava. O mais que podíamos fazer era o que fazíamos: saber que éramos amigos. O que não bastava para encher os dias, sobretudo as longas férias.

Data dessas férias o começo da verdadeira aflição.

Ele, a quem eu nada podia dar senão minha sinceridade, ele passou a ser uma acusação de minha pobreza. Além do mais, a solidão de um ao lado do outro, ouvindo música ou lendo, era muito maior do que quando estávamos sozinhos. E, mais que maior, incômoda. Não havia paz. Indo depois cada um para seu quarto, com alívio nem nos olhávamos.

É verdade que houve uma pausa no curso das coisas, uma trégua que nos deu mais esperanças do que em realidade caberia. Foi quando meu amigo teve uma pequena questão com a Prefeitura. Não é que fosse grave, mas nós a tornamos para melhor usá-la. Porque então já tínhamos caído na facilidade de prestar favores. Andei entusiasmado pelos escritórios de conhecidos de minha família, arranjando pistolões para meu amigo. E quando começou a fase de selar papéis, corri por toda a cidade — posso dizer em consciência que não houve firma que se reconhecesse sem ser através de minha mão.

Nessa época encontrávamo-nos de noite em casa, exaustos e animados: contávamos as façanhas do dia, planejávamos os ataques seguintes. Não aprofundávamos muito o que estava sucedendo, bastava que tudo isso tivesse o cunho da amizade. Pensei compreender por que os noivos se presenteiam, por que o marido faz questão de dar conforto à esposa, e esta prepara-lhe afanada o alimento, por que a mãe exagera nos cuidados ao filho. Foi, aliás, nesse período que, com algum sacrifício, dei um pequeno broche de ouro àquela que é hoje minha mulher. Só muito depois eu ia compreender que estar também é dar.

Encerrada a questão com a Prefeitura — seja dito de passagem, com vitória nossa — continuamos um ao lado do outro, sem encontrar aquela palavra que cederia a alma. Cederia a alma? mas afinal de contas quem queria ceder a alma? Ora essa.

Afinal o que queríamos? Nada. Estávamos fatigados, desiludidos.

A pretexto de férias com minha família, separamo-nos. Aliás ele também ia ao Piauí. Um aperto de mão comovido foi o nosso adeus no aeroporto. Sabíamos que não nos veríamos mais, senão por acaso. Mais que isso: que não queríamos nos rever. E sabíamos também que éramos amigos. Amigos sinceros.


Conto completo, do livro Felicidade clandestina, obra da escritora brasileira Clarice Lispector


quarta-feira, 1 de junho de 2011

"Como seria viver a vida que realmente quero?"

Fotografia de Lia de Paula

Alguém escreveu esta frase numa rua de Fortaleza, capital do estado do Ceará, no nordeste do Brasil. Se calhar, ainda é cedo para vocês pensarem no sentido destas palavras, não sei, e devem esperar. Um dia, quando forem grandes...