Ouguela (Alentejo, Portugal) em baixo; Alburquerque (Badajoz, Espanha) ao fundo.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Um cacifo para cada aluno


Os alunos que participaram no intercâmbio com a EBI João Roiz de Castelo Branco ficaram muito surpreendidos quando viram os cacifos que havia nos corredores da escola, um para cada aluno! E tinham um bom tamanho, como podem ver na fotografia.

Não conheciam a palavra, e aprenderam-na: cacifo. Ficaram com um bocado de inveja por não terem um na escola em Badajoz.



segunda-feira, 28 de maio de 2012

Problema (Alexandre O'Neill)


Um dos "Seixos" do Alexandre O'Neill no seu livro de 1981 As horas já de números vestidas. Será que alguém o qualificaria hoje como "politicamente incorreto"? O mais provável é ninguém levar palmatoada nenhuma, claro.


Problema

No tempo em que os meninos, a mandado das mães, corriam à mercearia por batatas, sal, toucinho, enfim, pelas miúdas ou graúdas coisas de que a panela ferve não ferve, estava à espera, Daniel, que, nesses recados, ia sempre num pé e vinha noutro, perdeu certa feita, 125 gramas de toucinho.


Pergunta: –Quantas palmatoadas levou Daniel ao chegar, desapossado do tocinho, a casa de seus pais?



sexta-feira, 25 de maio de 2012

Dois desenhos de Eduardo Arruda

Eu no mundo


O cérebro do ilustrador (Ilustração para um texto do Renato Alarcão)


O amigo Eduardo Arruda é o autor destes desenhos. Ele tem vindo várias vezes aos blogues desta escola.



segunda-feira, 21 de maio de 2012

"a saudade é o pior tormento"


Canção dedicada para todos aqueles alunos que na sexta-feira passada aprenderam na carne o que é a saudade: Pedaço de mim, composta por Chico Buarque, quem a canta acompanhada por Zizi Possi.

PEDAÇO DE MIM

Oh, pedaço de mim
Oh, metade afastada de mim
Leva o teu olhar
Que a saudade é o pior tormento
É pior do que o esquecimento
É pior do que se entrevar

Oh, pedaço de mim
Oh, metade exilada de mim
Leva os teus sinais
Que a saudade dói como um barco
Que aos poucos descreve um arco
E evita atracar no cais

Oh, pedaço de mim
Oh, metade arrancada de mim
Leva o vulto teu
Que a saudade é o revés de um parto
A saudade é arrumar o quarto
Do filho que já morreu

Oh, pedaço de mim
Oh, metade amputada de mim
Leva o que há de ti
Que a saudade dói latejada
É assim como uma fisgada
No membro que já perdi

Oh, pedaço de mim
Oh, metade adorada de mim
Lava os olhos meus
Que a saudade é o pior castigo
E eu não quero levar comigo
A mortalha do amor
Adeus


Sexta-feira, 18 de maio - Uma das longas despedidas
na nossa escola, pouco antes da partida



sexta-feira, 18 de maio de 2012

Último dia da visita dos albicastrenses. Até à próxima!

 Vamos todos cantar no karaoke!

Último dia. Chegou o fim do intercâmbio entre a nossa escola, o IES M. Domingo Cáceres, e a EBI João Roiz de Castelo Branco, realizado no âmbito do Projeto REALCE.

Nós fomos de 16 a 20 de abril, eles vieram de 14 a 18 de maio. Tudo acabou, mas não é bem assim... Acho que isso toda a gente percebe, se calhar alguns dos alunos mais do que os outros, quer espanhóis, quer portugueses. 

Vejamos como decorreu o dia de hoje. Aulas nas duas primeiras horas, mas à terceira, os alunos do 1º de Bachillerato tinham preparado um espetáculo de karaoke para todos aqueles que tinham participado no intercâmbio com Castelo Branco. Canções em português, espanhol e inglês cantadas por –quase– todos os alunos portugueses e espanhóis, sem microfone –não dava..., eram tantos! Divertiram-se imenso todos, isso vê-se logo nas fotografias.






O sucesso desta experiência foi devido a alguém que não quer que eu diga nada dela. Mas vou dizer alguma coisa: só umas palavrinhas em espanhol. Pelos vistos ela não quer que eu le eche flores... Mais não digo.


Foi abreviada uma visita à Feira do Livro porque os alunos queriam estar juntos e, deste modo, ficaram no pátio do recreio. O tempo acabava e todos queriam estar juntos. A seguir, fomos visitar o Museu do Carnaval, para o qual, como habitualmente, tínhamos marcado a reserva. Uma boa visita guiada em que os alunos ficaram a saber da importância desta festa na nossa cidade e puderam admirar as máscaras, trajos, cartazes, etc, que nele se encontram expostos. Notava-se que os alunos gostavam do que estavam a ver. Será que algum deles voltará no Carnaval de 2013 para ver tudo ao vivo?




A última atividade foi um almoço de convívio na escola: os alunos portugueses, os espanhóis e os pais deles, que trouxeram a comida e as sobremesas. Uma ótima maneira de encerrar o intercâmbio, não é?


Como foi demorada a despedida dos alunos! Alguns deles se abraçavam e choravam, como querendo que nunca chegasse o momento da separação. Antes disto, trocas de mails, de endereços, encontros marcados para as férias grandes... Finalmente, alunos e professoras partiram 15 minutos mais tarde da hora prevista para Castelo Branco. 







Até à próxima, amigos da João Roiz!



Agradecimentos 

Para além daqueles que colaboraram comigo, quero agradecer nomeadamente ao nosso Diretor, Isidro Palacios, pelo apoio recebido em todo o momento, e também à minha colega de Língua Castelhana, Luz Romero, que me acompanhou a Castelo Branco substituindo a colega Barbara Michalik –segundo docente de Português–, quem nunca deixou de se interessar pelo projeto.

Helena e Susana, até à próxima!

Nem é preciso dizer que o balanço que o professor de Português e a Direção da escola fazem desta experiência do intercâmbio é totalmente positivo, já esquecidos alguns pormenores que se deram no princípio.



4º dia da visita dos albicastrenses

 O Jorge, na Plaza Mayor de Cáceres, com a t-shirt do Projeto REALCE

Hoje, sexta-feira, vou começar a contar o dia de ontem, quinta, quando fomos a Cáceres, professores e alunos portugueses e espanhóis, para uma visita guiada pela zona histórica.

Começamos à porta da Câmara Municipal, na Plaza Mayor. Daí seguimos para o Arco de la Estrella, entramos na parte antiga e de vez em quando o guia fazia parar o numeroso grupo, 38 alunos e 4 professores, para dar alguns dados e explicações.


Vão desculpar-me, mas não tomei notas e, ainda por cima, não tenho tempo para procurar os dados, é por isso que vou publicar uma seleção mais completa de fotografias. A visita durou uma hora e meia, e uma vez terminada, houve tempo livre para alunos e professores até a hora de irmos a Malpartida para visitar o Museu Vostell








A hora da visita marcada para o Museu Vostell de Malpartida era as 17:00 horas. Wolf Vostell (Leverkusen, 1932 - Berlim, 1998) foi um pintor e escultor alemão e uma figura fundamental da arte na segunda metade do século XX. Foi um dos pioneiros da Instalação, Videoarte, do Happening e do Fluxus. Os alunos ficaram a saber a causa de um artista alemão que fazia coisas tão originais ter acabado por criar um museu em terras extremenhas: o amor cruzou-se no caminho e, para além disso, as belíssimas paisagens de Los Barruecos. Podem ler mais alguma coisa sobre o museu  aqui.

Evidentemente, este museu não é um "museu normal". As explicações fornecidas pela guia e as perguntas que ela fez aos alunos foram muito úteis para eles, para verem a arte de uma outra maneira e que a crítica à sociedade não pode ficar de parte em certos momentos históricos.

 Vostell em 1990 (Fotografia da Wikipédia)

Dado não estar permitido tirar fotografias dentro do museu, publicamos duas retiradas da Internet para aqueles alunos que não participaram no intercâmbio poderem ter uma ideia do que os colegas deles lá viram.

Febre do automóvel


O fim de Parzival (como fundo música de Wagner). Uma colaboração entre Dali e Vostell

O grande contraste entre as obras vistas no interior do museu e a natureza que o rodeia, contraste procurado pelo artista alemão para nos fazer pensar. A guia pediu aos alunos para fazerem um happening: um minuto de silêncio. Só se ouviam os passarinhos..., pouco mais.




En el jardín de escultura está instalada con carácter permanente una gran pieza de Wolf Vostell, de 16 metros de altura titulada "¿Por qué el proceso entre Pilatos y Jesús duró sólo dos minutos?" (1996), conformada por el fuselaje de un avión ruso Mig-21, dos automóviles, monitores de ordenador y tres pianos (Dados da página do Museu Vostell)



As cegonhas que Vostell não pôde ver, mas que gostaria de ter visto fazer parte da sua escultura


E para terminar, meninos e  meninas, não tivemos tempo de ver isto. A arte integrada na paisagem de Los Barruecos:


V.O.A.EX., 1976


quinta-feira, 17 de maio de 2012

3º dia da visita dos albicastrenses


Continua o intercâmbio no âmbito do Programa REALCE que realiza a nossa escola, o IES M. Domingo Cáceres, com  a EBI João Roiz de Castelo Branco. Vamos ver o que fizemos ontem, quarta-feira.

Como estamos a caminhar nestes dias! A primeira atividade era uma visita guiada no Museu Luis de Morales, onde os alunos portugueses, acompanhados de alguns parceiros espanhóis, puderam conhecer nas diversas salas o percurso da nossa cidade através da história.



Quero salientar uma novidade. Há um mês que é possivel admirar neste museu uma recriação de diferentes episódios da Guerra de la Independencia espanhola contra os franceses com um bom número de excelentes dioramas. Todos gostaram imenso deles.




 Reconhecem Puerta Pilar lá em cima?
 
A seguir, visita guiada pela Alcáçova, a Torre de Espantaperros, a Plaza Alta e os jardins da Galera. Muito, muito calor. É preciso reconhecer que, por vezes, era difícil seguir as explicações, e esse cansaço... 





 À tarde, alguns dos alunos portugueses e espanhóis visitaram a Puerta de Palmas. Visita guiada também. Uma grande sorte para nós, pois geralmente não é possivel aceder ao interior e gozar das vistas do Puente Viejo e do rio do alto da Puerta. Terrível calor continuava a cair!







Este é um resumo do que fizemos ontem. O dia de hoje, quinta-feira, fica para amanhã. Não há tempo para mais!