Ouguela (Alentejo, Portugal) em baixo; Alburquerque (Badajoz, Espanha) ao fundo.

terça-feira, 19 de março de 2013

O Rio Negro, o Solimões e o Amazonas

O rio Negro e o rio Solimões numa imagem de satélite


Encontro das águas do rio Negro e do Solimões perto de Manaus





Tudo é enorme quando se fala do Brasil e, neste caso, do rio Solimões, ou é o rio Amazonas? Vamos lá ver...

O rio Solimões é um rio brasileiro que banha o estado do Amazonas.

Começa no Peru e ao entrar no Brasil, no município de Tabatinga, recebe o nome de Solimões. Tem como afluentes da margem direita o Rio Javari, Jutaí, Juruá e Purus na margem esquerda os rios Içá e Japurá e percorre as cidades de São Paulo de Olivença, Amaturá, Santo Antônio do Içá, Tonantins, Jutaí, Fonte Boa, Tefé, Coari, Codajás, Anamã, Anori, Manacapuru, totalizando aproximadamente 1.700 km até chegar a Manaus, onde ao encontrar o Rio Negro, recebe o nome de Rio Amazonas. Ele é importante para o Norte porque é fonte de alimento, transporte, comércio, pesquisas ciêntíficas e lazer.


O rio Amazonas é um rio que corta todo o norte da América do Sul, ao centro da Floresta Amazônica. Maior rio da Terra, tanto em volume de água quanto em comprimento (6.937,08 km de extensão), nas cheias, a distância de uma margem a outra pode chegar a 50 km, tem sua origem na nascente do rio Apurímac (alto da parte ocidental da cordilheira dos Andes), no sul do Peru, e deságua no Oceano Atlântico junto ao rio Tocantins no Delta do Amazonas, no norte brasileiro. Ao longo de seu percurso recebe, ainda no Peru, os nomes de Carhuasanta, Lloqueta, Apurímac, Rio Ene, Rio Tambo, Ucayali e Amazonas (Peru). Entra em território brasileiro com o nome de rio Solimões e finalmente, em Manaus, após a junção com o Rio Negro, recebe o nome de Amazonas e como tal segue até a sua foz no Oceano Atlântico.

(...)

Centro da maior bacia hidrográfica do mundo, ultrapassando os 7 milhões de km², a maior parte do rio está inserida na planície sedimentar Amazônica, embora a nascente em sua totalidade seja acidentada e de grande altitude. Marginalmente, a vegetação ribeirinha é, em sua maioria exuberante, predominando as florestas equatoriais da Amazônia.

 Bacia hidrográfica do rio Amazonas

A área coberta por água no rio Amazonas e seus afluentes mais do que triplica durante as estações do ano. Em média, na estação seca, 110.000 km² estão submersos, enquanto que na estação das chuvas essa área chega a ser de 350.000 km². No seu ponto mais largo atinge na época seca 11 km de largura, que se transformam em 50 km durante as chuvas.


O encontro das águas dos rios Negro e Solimões

Este fenômeno natural ocorre devido à diferença de densidade, temperatura e velocidade dos rios Negro e Solimões. O rio Negro nasce acima da linha do Equador, formado por rios da Colômbia e Venezuela e percorre regiões argilosas, que dão cor escura às suas águas. Corre apenas cerca de 2km/h, à temperatura de 22ºC. O rio Solimões nasce nos Andes do Peru e por isso chegam mais frias a Manaus e suas águas barrentas e mais claras correm de 4 a 6 km/h. Eles não se misturam por mais de 6 km, até formarem juntos o rio Amazonas, um dos mais importantes do Brasil e mais extensos do mundo.

O encontro dos dois ocorre a cerca de 10 quilômetros de Manaus, de onde os rios passam a correr juntos.



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