Ouguela (Alentejo, Portugal) em baixo; Alburquerque (Badajoz, Espanha) ao fundo.

sábado, 22 de junho de 2013

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Despedimo-nos com Virgem Suta




O ilustrador português André Caetano desenha como vocês veem. Este desenho é muito bom, não é? É uma visão muito pessoal de uma personagem portuguesa chamada Zé Povinho, que cá vemos a fazer o tradicional manguito. Lembram-se dele, e do seu criador, Rafael Bordalo Pinheiro? Vejam aqui.


Com este Zé Povinho dizemos até à próxima. O verão é comprido. Aproveitem-no, e não se esqueçam de ler. Ler faz bem à saúde! E há tempo para tudo, não o percam!



Boas férias!


Um bocado de música para a despedida. Uma banda portuguesa que virá mais vezes por aqui. Chamam-se Virgen Suta, e lá está a cantar com eles Manuela Azevedo, a vocalista dos Clã.




LINHAS CRUZADAS

Reajo a esse incomodo olhar
Nem quero acreditar
Que vem na minha direção
Há dias que estou a reparar
Nem queres disfarçar
Roubas a minha atenção
Aprecio o teu dom de tornar
Num clique o meu falar
Numa total confusão
Confesso que só de imaginar
Que te vou encontrar
Me sobe à boca o coração

(Refrão)
E falas de ti
E Falas do tempo
Prolongas o momento
De um simples cumprimentar
Falas do dia
Falas da noite
Nem sei que responda
Perdido no teu olhar

É certo que sempre ouvi dizer
Que do querer ao fazer
Vai um enorme esticão
Mas haverá quem possa negar
Que querer é poder
E o nunca é uma invenção
Bem sei que este nosso cruzar
Pode até nem passar
De um capricho sem valor
Mas porque raio hei-de evitar
Se esse teu ar
Me trouxe ao sangue calor

(Refrão)
E falas de ti
E Falas do tempo
Prolongas o momento
De um simples cumprimentar
Falas do dia
Falas da noite
Nem sei que responda
Perdido no teu olhar



"Na escola da vida não há férias"

Caricatura de J. Bosco


Um dos maiores autores da literatura brasileira, Jorge Amado (1912-2001), disse que uma vez viu escritas as seguintes palavras num caminhão (em Portugal, camião) na estrada que liga o Rio de Janeiro à Bahia.

NA ESCOLA DA VIDA NÃO HÁ FÉRIAS



Cuidado com estas palavras: cheiram


É muito facil saber qual a outra palavra que pode sair desta, não é? Infelizmente, estão muito ligadas.




Uns quadrinhos de Leo Bastos







terça-feira, 18 de junho de 2013

As palmeiras (Eugénio de Andrade)



AS PALMEIRAS

Também o deserto vem
do mar. Não sei em que navio,
mas foi desses lugares
que chegaram ao meu jardim
as palmeiras.
Com o sol das areias
em cada folha,
na coroa o sopro
ainda húmido das estrelas.

Eugénio de Andrade



Que beleza de calçada portuguesa!



Mais calçada portuguesa, mais um um postal de Portugal para estes dias finais do ano escolar. É tão bonita, não é? Estamos na Praça dos Restauradores, em Lisboa.

Cá em baixo têm duas vistas  de diferêntes ângulos desta praça. Nas árvores começa a Avenida da Liberdade, que termina na Rotunda do Marquês de Pombal. Damos um passeiozinho por ela sob as árvores? É muito agradável. Que saudades de Lisboa!


(Fotografia da calçada: Wikimedia Commons)






Primeiro QR Code em calçada portuguesa



A ideia era simples; fazer um QR Code, uma da mais inovadoras tecnologias do SEC XXI, com pedras de calçada portuguesa, uma das mais antigas tradições portuguesas.

Da fusão da tecnologia e da tradição histórica nasce uma forma inovadora de promover Portugal lá fora e de fornecer conteúdos culturais e relevantes para os turistas que visitam o Chiado, no Bairro Alto lisboeta.



Tudo por um beijo (Jorge Palma)



Tudo por um beijo é uma canção composta pelo músico português Jorge Palma e que faz parte da banda sonora do filme A bela e o Paparazzo. Canta Jorge Palma, um dos melhores cantores portugueses de sempre.


TUDO POR UM BEIJO

Eu não sei bem quem tu és
Sei que gosto dos teus pés
Do teu olhar atrevido

Tu baralhas-me a razão
Invades-me o coração
E eu ando um pouco perdido

Troco tudo por um beijo
Mais vale morder um desejo
Que ter toda a fama do mundo

Troco tudo por um beijo
Mais vale morder um desejo
Que todo o dinheiro do mundo

Adivinha onde eu cheguei
Desde o tempo em que roubei a tua privacidade
Fiz de ti lírio quebrado
Fera de gesto acossado, vendi a tua ansiedade

Troco tudo por um beijo
Mais vale morder um desejo
Que ter toda a fama do mundo

Troco tudo por um beijo
Mais vale morder um desejo
Que todo o dinheiro do mundo

E agora que estamos sós, vamos ser apenas nós
Dar a volta ao argumento
Vamos fugir em segredo
Sumir por entre o enredo, soltar o cabelo ao vento

Troco tudo por um beijo
Mais vale morder um desejo
Que ter toda a fama do mundo

Troco tudo por um beijo
Mais vale morder um desejo
Que todo o dinheiro de mundo










Conjugação do verbo 'empurrar'





(Fonte: Português? Sim, com certeza)



Humor brasileiro com legendas

 


Encontramo-nos no estado brasileiro de Minas Gerais. Alguém que nasceu nesse estado fez-nos o favor de traduzir para nós percebermos...

- Anteontem achei um quilo de carne lá dentro do forno! Comi tudo! Que azía que me deu! 
- Nossa Senhora, doido de mais! 
- Só uma pinga com mel para descer do estômago. 
- Isso mesmo. 
- Olha para você ver, guardei um pouco em baixo da cama para eu comer amanhã. 
- Virgem Maria, divide, aí!


segunda-feira, 17 de junho de 2013

Um caldeirão de sentimentos (Orlando Pedroso)

Orlando Pedroso já cá tem estado mais duas vezes.

Do ponto de vista da língua, reparem numa coisa: se ele fosse português, tería escrito "Afogo-me..." Já temos dito várias vezes na sala de aula que a colocação dos ponomes átonos é diferente no Brasil.



(Literatortura)


Mafalda e a democracia






Na Avenida Fontes Pereira de Melo


Não é de um português, mas está numa avenida bem lisboeta, na Fontes Pereira de Mello. Em 2010 estas fachadas tornaram-se telas gigantes para «monstros» do graffiti: os famosos Gémeos de São Paulo e o italiano Blu. O desenho dos brasileiros faz parte dos dez melhores graffitis do Mundo, segundo o «The Guardian». Mérito para o poder premonitório do projecto «Crono» e da Câmara Municipal de Lisboa, responsáveis pelas escolhas dos artistas. O seu significado: Tudo o que está por trás da guerra do petróleo. O personagem suga a América Latina e todos os seus recursos.

(Texto e fotografia de Lisboa Story Centre)


Mais dos Gêmeos no blogue.


Morena, morena (Júlio Dinis)

Fotografia de Pablo Bandeira




Morena, morena
Dos olhos castanhos,
Quem te deu, morena,
Encantos tamanhos?

Morena, morena,
Dos olhos galantes,
Teus olhos, morena,
São dois diamantes.

Júlio Dinis


Júlio Dinis (1839-1871)








Protestos em São Paulo e Rio contra aumentos nos transportes públicos



BRASIL TRANSPORTE

Milhares de pessoas protestam em SP e Rio contra aumento de passagens São Paulo, 13 jun (EFE).- 

Milhares de pessoas saíram às ruas de São Paulo e do Rio de Janeiro nesta quinta-feira para protestar contra o aumento das tarifas do transporte público. Em São Paulo foram registrados distúrbios entre manifestantes e a polícia, com a detenção de 64 pessoas, segundo dados preliminares divulgados pela Secretaria de Segurança Pública do estado. (...)



Da Globo:


Após quase quatro horas, termina protesto no entorno do Maracanã 




Mais um desenho de Allan Rabelo





Allan Rabelo nasceu no Rio de Janeiro. Há tempo dei com este desenho dele  e gostei. É por isso que aparece na parte da direita, em baixo, no blogue.

Agora podem apreciar melhor por causa do tamanho.

No mês de setembro foi publicada aqui outra obra dele.




sábado, 15 de junho de 2013

Apanhamos o elétrico 28?


Quem pudesse sair de casa e apanhar o famoso elétrico 28 (porque é famoso, sabiam?) para dar uma voltinha até ao Bairro da Graça, um dos mais antigos e belos da capital lisboeta, e depois seguir a pé por aquelas ruas!

Hoje é sábado, vamos lá à Feira da Ladra. De certeza que encontrávamos qualquer coisa interessante.

Havemos de voltar a este elétrico, e a outros. Boa viagem!


(Fotografia de Audrey Ribeiro)


sexta-feira, 14 de junho de 2013

"Vou dar uma olhada na Internet" (Ryot)





Moda 'street' no Brasil e no Japão



Alguém disse isto: O que é moda? O que passa de moda.



Você é linda (Caetano Veloso)



Uma das mais conhecidas canções de Caetano Veloso, que a interpreta ao vivo neste vídeo.


VOCÊ É LINDA

Fonte de mel
Nos olhos de gueixa
Kabuki, máscara
Choque entre o azul
E o cacho de acácias
Luz das acácias
Você é mãe do sol
A sua coisa é toda tão certa
Beleza esperta
Você me deixa a rua deserta
Quando atravessa
E não olha pra trás

Linda
E sabe viver
Você me faz feliz
Esta canção é só pra dizer
E diz
Você é linda
Mais que demais
Você é linda sim
Onda do mar do amor
Que bateu em mim

Você é forte
Dentes e músculos
Peitos e lábios
Você é forte
Letras e músicas
Todas as músicas
Que ainda hei de ouvir
No Abaeté
Areias e estrelas
Não são mais belas
Do que você
Mulher das estrelas
Mina de estrelas
Diga o que você quer

Você é linda
E sabe viver
Você me faz feliz
Esta canção é só pra dizer
E diz
Você é linda
Mais que demais
Você é linda sim
Onda do mar do amor
Que bateu em mim

Gosto de ver
Você no seu ritmo
Dona do carnaval
Gosto de ter
Sentir seu estilo
Ir no seu íntimo
Nunca me faça mal

Linda
Mais que demais
Você é linda sim
Onda do mar do amor
Que bateu em mim
Você é linda
E sabe viver
Você me faz feliz
Esta canção é só pra dizer
E diz




ἕν οἶδα ὅτι οὐδὲν οἶδα, disse Σωκράτης

Sócrates e Aristóteles


Sócrates (469-399 a.C) é um dos maiores nomes da filosofia grega, quer dizer, da filosofia ocidental, e ele teria dito estas sábias palavras: ἕν οἶδα ὅτι οὐδὲν οἶδα.

Com essas palavras “só sei que nada sei” Sócrates reagiu ao pronunciamento do oráculo de Delfos, que o apontara como o mais sábio de todos os homens*.


É preciso reconhecer sinceramente que não sabemos nada para começar a aprender mesmo.


Vamos ver como é que isto se diz em mais algumas línguas...

Em português: Só sei que nada sei

Em espanhol: Sólo sé que no sé nada 

Em italiano: Io so una sola cosa, di nulla sapere

Em francês: Je sais que je ne sais rien

Em inglés: I only know that I know nothing (I know one thing, that I know nothing)

Em alemão: Alles was ich weiß, ist, dass ich nichts weiß


Já tínha sido publicado aqui como é que se dizia em português, a partir de um desenho do brasileiro Ed Arruda, que reproduzo mais uma vez:


 


Festas dos Santos Populares




Os Santos Populares: assim é que são conhecidos em Portugal Santo António, São João e São Pedro. Todos são festejados neste mês de junho.

Aqui, o sítio Júnior da Texto Editora conta-nos um pouco de cada um deles.


Festas juninas ou festas dos santos populares são celebrações católicas que acontecem em vários países e que são historicamente relacionadas com a festa pagã do solstício de verão (no hemisfério norte) e de inverno (no hemisfério sul), que era celebrada no dia 24 de junho, segundo o calendário juliano (pré-gregoriano).

Tal festa foi cristianizada na Idade Média, se tornando a Festa de São João. Outros dois santos católicos populares celebrados nesta mesma época são São Pedro e São Paulo (no dia 29) e Santo António (no dia 13). Em Portugal, as festas dos 3 santos populares marcam o início das festas de verão por todo o país.


Santos Populares 2013










Outros tempos




Coitado do menino in peccato mortale... Eram outros tempos que, felizmente, vocês não conheceram Será que estão a voltar?




quinta-feira, 13 de junho de 2013

Todas as cartas de amor são ridículas (Fernando Pessoa)



Este poema já foi publicado no blogue há dois anos, mas podemos voltar a ler, e desta vez, escutar também. É um dos melhores poemas de Fernando Pessoa, que era um poeta e era muitos poetas ao mesmo tempo.

Lembram-se dos heterónimos dele? Vejam a mensagem anterior ou, banda desenhada feita com uns versos de Alberto Caeiro, um dos principais heterónimos: "Hoje de manhã saí muito cedo", que vimos no mês de maio.

O autor de "Todas as cartas de amor são ridículas" é o heterónimo Álvaro de Campos.

«Álvaro de Campos nasceu em Tavira,no dia 15 de Outubro de 1890, é engenheiro naval(por Glasgow), é alto (1,75 de altura), magro, cara rapada, cabelo liso. (…) pus em Álvaro de Campos toda a emoção que não dou nem a mim nem à minha vida.»  De uma carta de Fernando Pessoa.

Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.

Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.

As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.

Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.

Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.

A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.

(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)

Álvaro de Campos, 21/10/1935


 Álvaro de Campos por Almada Negreiros


"O ideal serve para sermos outros..." (Fernando Pessoa)

 


O ideal serve para sermos outros, mas paga-se caro — como nem sermos quem poderíamos ter sido. 

Fernando Pessoa



quarta-feira, 12 de junho de 2013

Manet no Museu Calouste Gulbenkian



O Museu Calouste Gulbenkian é um dos mais interessantes museus portugueses. As pompas de sabão é uma obra de 1867 do pintor francês Édouard Manet.

Alguns dados deste museu, que fica na Avenida Berna, 45A, Lisboa.

Transportes:
Metro: Estações de S. Sebastião ou Praça de Espanha
Autocarro: 16, 726, 56, 718, 742


Amigo da onça e amigos de Peniche



Mais uma vez temos uma onça no blogue, mas usada agora numa expressão idiomática.

A expressão amigo da onça é utilizada para se referir a um amigo falso, hipócrita, também chamado popularmente de “amigo-urso”. A expressão tornou-se bastante popular no Brasil a partir dos anos 40, quando o cartunista Pericles de Andrade Maranhão criou o personagem Amigo da onça a partir de uma piada que ouvira.

Piada original

Dois caçadores dividem uma barraca. Um deles pergunta:
- E se aparecesse uma onça agora?
- Eu dava um tiro nela.
- E se você estivesse sem arma?
- Eu usava o facão.
- E se você estivesse sem facão?
- Eu subia numa árvore.
- E se não tivesse árvore?
- Eu corria.
- E se você estivesse paralisado de medo?
- Pô, você é meu amigo ou amigo da onça?

(Fonte: Wikipédia)





Em Portugal, usa-se a expressão amigos de Peniche para a mesma coisa. Leiam o que nos diz a Wikipédia:

Amigo de Peniche é uma expressão idiomática de Portugal que se refere a um falso amigo - um parceiro desleal que não merece confiança e está apenas interessado em receber às custas de outros sem oferecer nada em troca. É o equivalente da expressão amigo da onça do Brasil, também usada em Portugal.



segunda-feira, 10 de junho de 2013

Mais uma vez: Hoje é o Dia de Portugal


Hoje é 10 de Junho. Quem clicar no Google em português,  vai encontrar este "cabeçalho" (não me lembro do nome correto) e quem clicar nele vai saber que hoje é o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, dia em que se assinala a morte de Luís Vaz de Camões em 1580, e é também um feriado nacional de Portugal.

Já dissemos aqui mas não faz mal recordar, pois não?


Também dissemos aqui na semana passada que havia uma novidade na nossa Comunidade, a Extremadura: é a primeira vez que uma região europeia ia celebrar o dia nacional de outro país..

Do diário Hoy, retiramos a seguinte notícia:

Programa de actividades del Día Nacional de Portugal en Extremadura

Los actos del Día de Portugal en Extremadura tendrán lugar el día 9 y 10 de junio en Badajoz.

Entre las actividades culturales previstas para celebrar el Día Nacional de Portugal en Extremadura, el día 9 de junio la Orquesta Superior de Música de Lisboa ofrecerá un concierto dirigido por Vasco Pearze Azevedo, en el palacio de congresos 'Manuel Rojas' de Badajoz, con obras de Madureira, Mozart, Corte Real y Hindemith interpretadas al piano por Pablo Márquez.

Ese mismo día, la plaza alta de Badajoz acogerá a las 21 horas el concierto de Hip Hop de BOSS AC, "el mejor exponente del Hip Hop portugués, con millares de discos vendidos y cientos de espectáculos realizados por todo el mundo".

La compañía Marimbondo, una de las grandes impulsoras del nuevo circo en Portugal, representará en la plaza San Francisco a las 20 horas el espectáculo 'Circo Mamma Mía', que incluye un aparato musical itinerante, música en vivo, números de malabarismo, acrobacias, payasos, equilibrio, magia cómica, entre otras actividades.

Además, el Museo Extremeño e Iberoamericano (MEIAC) de Badajoz inaugurará la colección 'Sincronías' de Antonio Cachola, que reúne obras de artistas portugueses desde finales de los años 70 en vídeo, escultura, pintura, dibujo y grabado y que estará expuesta hasta el 30 de septiembre.

Los actos finalizarán con un concierto del Grupo Instrumental del Festival Ibérico de Música de Badajoz, que interpretará 'La Canción de la Tierra' de Mahler; dirigida por Álvaro Albiac, con la mezzosoprano Elena Gragera, y el tenor José Ferrero. Será en el Teatro López de Ayala a las 21:00 horas.






10 de Junho - Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas


Hoje é o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, e é feriado no vizinho país. Saibam porquê: cliquem neste link do Site Júnior, se não se importam.


Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.

O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.

E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.

 Luís de Camões 





sábado, 8 de junho de 2013

Dia de Portugal 2013



No dia 10 de Junho celebra-se em Portugal o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. O feriado nacional assinala ainda o dia da morte do poeta Luís Vaz de Camões, em 1580, autor d´ Os Lusíadas.

Durante o regime ditatorial do Estado Novo de 1933 até à Revolução dos Cravos de 25 de Abril de 1974, o dia 10 de Junho era celebrado como o "Dia da Raça: a raça portuguesa ou os portugueses". Após a revolução do 25 de Abril de 1974, que marcou o fim do regime ditatorial do Estado Novo, a celebração do dia passou a prestar homenagem a Portugal, Camões e às Comunidades Portuguesas.

Neste dia o Presidente da República e altas individualidades do Estado participam em cerimónias de comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, que decorrem em cidades diferentes todos os anos.

(Fonte)


Para melhor compreenderem o segundo parágrafo e como as ditaduras são, devem saber quue no nosso país também tivemos nos tempos da ditadura franquista um "Dia de la Raza" ("a gloriosa raça espanhola"!). Era a 14 de outubro. Diz-vos alguma coisa esta data?

Eis uma notícia de março sobre o Dia de Portugal em que se fala da escolha da cidade de Elvas pelo Presidente da República, Prof. Aníbal Cavaco Silva,  para comemorar este dia.




Cavaco escolhe Elvas para as comemorações do Dia de Portugal

PÚBLICO 26/03/2013 - 12:36

No ano passado, o Presidente da República escolheu Lisboa para receber as cerimónias do 10 de Junho.

Cavaco Silva escolheu Elvas como a cidade onde se vão realizar no dia 10 de Junho as comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, anunciou esta terça-feira o site da  Presidência da República. Elvas segue-se a Lisboa, que no ano passado recebeu as cerimónias presididas por Cavaco Silva.


sexta-feira, 7 de junho de 2013

O rapper português Boss AC em Badajoz



Boss AC é um rapper e cantor de hip hop português, filho de pais cabo-verdianos. É considerado um dos pioneiros do hip hop português, até mesmo considerado o pai do Hip Hop Tuga.

Aqui interpreta Sexta-feira (Emprego Bom Já)

SEXTA-FEIRA (EMPREGO BOM JÁ)

Tantos anos a estudar para acabar desempregado
Ou num emprego da treta, mal pago
E receber uma gorjeta que chamam salário
Eu não tirei o Curso Superior de Otário
… não é falta de empenho
Querem que aperte o cinto mas nem calças tenho
Ainda o mês vai a meio já eu ‘tou aflito
Oh mãe fazias-me era rico em vez de bonito

É sexta-feira
Suei a semana inteira
No bolso não trago um tostão
Alguém me arranje emprego
Bom Bom Bom Bom
Já Já Já Já

Eles enterram o País o povo aguenta
Mas qualquer dia a bolha rebenta
De boca em boca nas redes sociais
Ouvem-se verdades que não vêm nos jornais
Ter carro é impossível
Tive que o vender para ter combustível
Tenho o passe da Carris mas hoje estão em greve
Preciso de boleia, alguém que me leve

É sexta-feira
Suei a semana inteira
No bolso não trago um tostão
Alguém me arranje emprego
Bom Bom Bom Bom
Já Já Já Já

É sexta-feira
Quero ir p’ra brincadeira
Mas eu não tenho um tostão
Alguém me arranje emprego
Bom Bom Bom Bom
Já Já Já Já

Basta ser honesto e eu aceito propostas
Os cotas já me querem ver pelas costas
Onde vou arranjar dinheiro para uma renda?
Não tenho condições nem para alugar uma tenda
E os bancos só emprestam a quem não precisa
A mim nem me emprestam pa mudar de camisa
Vou jogar Euromilhões a ver se acaba o enguiço
Hoje é sexta-feira vou já tratar disso

É sexta-feira
Suei a semana inteira
No bolso não trago um tostão
Alguém me arranje emprego
Bom Bom Bom Bom
Já Já Já Já

É sexta-feira
Quero ir p’ra brincadeira
Mas eu não tenho um tostão
Alguém me arranje emprego
Bom Bom Bom Bom
Já Já Já Já
Bom Bom Bom Bom
Já Já Já Já

Tem que ser BOM
JÁ!

A página dele.


 Depois de amanhã, dia 9, ele atua em Badajoz, na Praça Alta.



Extremadura decide celebrar Dia Nacional de Portugal

Mérida, 3 jun (EFE).- A Extremadura, em Espanha, será a primeira região da Europa a celebrar o dia nacional de outro país, concretamente o de Portugal, no próximo dia 10 de Junho, com uma série de atividades culturais em Badajoz, de modo a intensificar as relações históricas, comerciais e culturais entre ambas.






Receita de chá de ananás



Está calor, não está? Se não estiver, não se esqueçam desta receita para quando ele voltar. Uma receita fácil de preparar e bem fresquinha...


Chá de ananás

Ingredientes

1 ananás
Folhas de hortelã q.b.
Açúcar q.b.
1,5 l de água

Preparação

Descasque o ananás. Leve ao lume a água e quando levantar fervura junte as cascas do ananás e deixe ferver durante cinco minutos. Desligue, adicione o açúcar, mexa bem, deixe arrefecer e leve ao frigorífico. No momento de servir junte duas rodelas de ananás finamente picadas e aromatize com folhas de hortelã.

(Fonte: diário Público)


q.b. = quanto baste ("al gusto")



quinta-feira, 6 de junho de 2013

O melhor cão do mundo (Karina)

 
 O Rocky já velhote


Achei isto no blogue de uma jovem designer portuguesa. Fala do cão dela, que morreu em janeiro de 2011. Como vimos no 3º ano alguns animais e vocabulário relacionado numa das últimas unidades do livro anterior, e alguns alunos que tinham cães, cadelas, gatos... nos falaram deles, acho que gostariam de ler estas palavras em que Karina nos descreve como era e o que fazia o Rocky, um boxer, "o melhor cão do mundo" para ela, naturalmente. É  sempre assim, o nosso cão sempre será "o melhor do mundo", não é verdade?

Para além disso, eu concordo com Karina no caso da raça, porque tive uma cadela boxer. Ela era brincalhona e muito bruta também, mas muito meiga. Os boxers sempre são assim. Ela morreu há vários anos, mas sempre que vejo um deste cães pela rua sinto saudades dela.



O melhor cão do mundo

O melhor cão do mundo era o meu boxer, o Rocky de Shakazulo. Também tenho um cão de água, o Snoopy, que deve ser o melhor cão de água do mundo - muito esperto, muito meigo, muito ladino - e um gato - que também é o melhor gato do mundo, não tivesse ele atitudes de um autêntico cão.

Mas o melhor cão era o Rocky: era definitivamente o melhor amigo do dono, imensamente meigo, super inteligente e incrivelmente obediente. Se eu (ou alguém que da família) estivesse triste, o cão também ficava triste, e nessas alturas, ía pôr o seu focinho em cima do seu colo e olhava-nos com o olhar canino mais fofo que alguma vez podia existir.

Desde que nasceu até à sua fase final, foi sempre brincalhão ao ponto de nunca conseguirmos ter uns canteiros decentes no quintal, que ele ia lá e arrancava tudo - menos as rosas.

Tinha uma força brutal, e, se bem que fosse ciúmento em relação ao Snoopy, se era para defender o seu amigo cão de água, dos cães da rua, ele tratava do assunto.

Para além disso, estava sempre atento e sabíamos sempre que alguém estava a chegar porque, muito antes de tocarem à porta, já ele estava a ladrar.

Foi sempre um apreciador de comida, e nunca foi muito esquisito: tão depressa comia carne como estava a comer calças, casacos, tapetes, sapatos, comandos da televisão, o que lhe aparecesse à frente, basicamente.

E foi um lutador: a esperança média de vida de um boxer ronda os 8 anos, mas este durou 11 anos. O último ano já foi muito complicado, o cão começou com muitas dores, com dificuldades a respirar, entre outras maleitas. Mas sempre que o levávamos ao veterinário com a ideia de que provavelmente teria de ser abatido, ele melhorava um pouco e lá o traziamos de volta para casa, todos contentes. Até que na primeira semana de 2010 ele teve de ficar internado na clínica veterinária e no dia 6 de Janeiro, passado pouco tempo de ter comido, partiu.

Nunca consegui falar muito bem do assunto. Mesmo agora, passado mais de um ano, escrever isto está a ser um teste à minha força para conter as lágrimas.

O Rocky de Shakazulo era o melhor cão do mundo e provavelmente não vou ter cão como ele. Só espero que neste momento ele esteja no paraíso canino, a roer um bom par de calças. 

Karina


quarta-feira, 5 de junho de 2013

Assim era o poeta Alexandre O'Neill



Alexandre O'Neill foi um dos mais importantes poetas portugueses do século XX. Parece que ele tinha um feitio, uma maneira de ser, um pouco curiosa, como podem ver neste diálogo que ele teve uma vez com o pai.


"Uma manhã tem uma das habituais (e sempre iguais) trocas de palavras com o pai, o emproado empregado bancário José António Pereira d'Eça Infante de Lacerda O'Neill de Bulhões:

— Alexandre, leva o chapéu de chuva.
— Não é preciso, pai. Não chove.
— Chove. Leva o chapéu de chuva.
— Não é preciso, Pai.
— Já te disse para levares o guarda-chuva.
— Não levo o guarda-chuva e nunca mais cá apareço...

Esteve 16 anos sem ver o pai..."


Mas como estamos a falar de um poeta, o melhor é deixar que falem os versos:


A MEU FAVOR

A meu favor
Tenho o verde secreto dos teus olhos
Algumas palavras de ódio algumas palavras de amor
O tapete que vai partir para o infinito
Esta noite ou uma noite qualquer

A meu favor
As paredes que insultam devagar
Certo refúgio acima do murmúrio
Que da vida corrente teime em vir
O barco escondido pela folhagem
O jardim onde a aventura recomeça.







terça-feira, 4 de junho de 2013

Renato Machado, cartunista


Renato Machado Gonçalves, natural do Rio de Janeiro, criado no bairro de Vila Isabel, é desenhista, cartunista e chargista. Tem apenas 22 anos, mas já desenvolve este trabalho há cerca de 6 anos, fazendo caricaturas, histórias em quadrinhos, a maioria como free lance. Atualmente trabalha para a Revista Coquetel e colabora com o Jornal Inverta com suas charges que são, como o próprio Machado define, “denúncia com humor” sempre levando uma mensagem política.









segunda-feira, 3 de junho de 2013

Umas palavras de José Saramago



Quero é recuperar, saber, reinventar a criança que eu fui. Pode parecer uma coisa um pouco tonta: um senhor nesta idade estar a pensar na criança que foi. Mas eu acho que o pai da pessoa que eu sou é essa criança que eu fui. Há o pai biológico, e a mãe biológica, mas eu diria que o pai espiritual do homem que sou é a criança que fui.

José Saramago

Diário Público, Lisboa, 14 de Outubro de 1998

In José Saramago nas suas palavras

O escritor português faleceu a 18 de junho do ano 2010.