Ouguela (Alentejo, Portugal) em baixo; Alburquerque (Badajoz, Espanha) ao fundo.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Passem estes imperativos para a segunda pessoa



Do Brasil vêm estes bons conselhos. Mas como estão na terceira pessoa, por causa do você, vamos passar para a segunda pessoa, por causa do tu usado no português europeu.

Como é fácil isto, não é?



domingo, 29 de setembro de 2013

Rui Costa, campeão do mundo de ciclismo em Florença


Rui Costa sagrou-se campeão do mundo de ciclismo, ao vencer a prova de fundo dos Mundiais de Itália, em Florença.

É a primeira vez que um ciclista português ganha o Mundial.


O ciclista da Póvoa de Varzim está a viver um ano fenomenal. Depois do triunfo na Volta à Suíça e das duas vitórias em etapas na Volta à França, o atleta da Póvoa de Varzim sagrou-se agora campeão do mundo.

Rui Costa ganhou assim o direito a usar a camisola arco-íris durante toda a época de 2014.

O português superiorizou-se nos metros finais ao espanhol Joaquim Rodríguez. Tal como há um ano, o espanhol Alejandro Valverde ficou em terceiro, cortando a meta 16 segundos depois de Rui Costa.

À Lusa, o português confessou a alegria com o triunfo: “Eu acho que ainda não assimilei. Como tenho dito é um sonho. Sempre sonhei ser campeão do mundo e hoje poder realizá-lo... acho que é algo que não acreditava e que agora estou a viver. Vou vivê-lo da melhor forma.”

O ciclista poveiro não hesitou em eleger o triunfo na prova de estrada dos Mundiais de Florença como “o ponto mais alto” da sua carreira e assumiu estar desejoso para mostrar em Portugal a camisola arco-íris de campeão do mundo.

“Em princípio tinha a Volta à China para fazer, mas creio que irei fazer a Lombardia, já com a camisola de campeão do mundo. Tenho de desfrutar ao máximo o resto da temporada”, prosseguiu, escusando-se a traçar objectivos para a próxima temporada, que correrá pela Lampre-Merida.


CLASSIFICAÇÃO

1. Rui Costa (Portugal), 7h25m44s
2. Joaquim Rodríguez (Espanha), m.t.
3. Alejandro Valverde (Espanha), a 16s
4. Vincenzo Nibali (Itália), a 16s
5. Andriy Grivko (Ucrânia), a 31s
6. Peter Sagan (Eslováquia), a 34s
7. Simon Clarke (Austrália), m.t.
8. Maxim Iglinskiy (Cazaquistão), m.t.
9. Philippe Gilbert (Bélgica), m.t.
10. Fabian Cancellara (Suíça), m.t.


(Notícia lida hoje, 29 de setembro, no jornal Público)



O que acham desta notícia?



O que acham, sobretudo as nossas alunas, desta notícia?


Xeque saudita defende que conduzir danifica os ovários das mulheres 

A Arábia Saudita é o único país do mundo que proíbe as mulheres de conduzir


Saleh bin Saad al-Lohaidan, um dos religiosos conservadores mais importantes da Arábia Saudita, defendeu que a condução de automóveis pode danificar os ovários das mulheres.

"Se uma mulher conduz um carro sem que seja absolutamente necessário pode sofrer consequências psicológicas negativas, já que existem estudos médicos fisiológicos que demonstram que a condução afecta automaticamente os ovários e pressiona a pélvis para cima", afirmou o xeque saudita. "Por isso achamos que aquelas que conduzem habitualmente têm crianças com problemas clínicos de diferentes níveis", assegurou numa entrevista dada à publicação digital Sabq.org.

Saleh bin Saad al-Lohaidan defendeu ainda que as mulheres que desafiam a proibição de conduzir deviam privilegiar "a razão em vez do coração, emoções e paixões". A Arábia Saudita é o único país do mundo que proíbe as mulheres de conduzir. Apesar de não exisitir uma lei específica, apenas os homens têm direito a obter carta de condução. A proibição baseia-se em fatwas (éditos) emitidos por líderes religiosos wahhabitas, corrente rigidamente puritana muito influente junto da monarquia saudita. As mulheres que forem identificadas a conduzir podem ser multadas e detidas. Na Arábia Saudita, as mulheres precisam de uma autorização por escrito do marido, pai, irmão ou mesmo do filho para sair do país, trabalhar ou até submeter-se a operações cirúrgicas.

(Notícia completa no jornal Publico, 29-setembro-2013)



sexta-feira, 27 de setembro de 2013

A festa do silêncio (António Ramos Rosa)

António Ramos Rosa


É triste quando morre um poeta. António Ramos Rosa morreu na passada segunda-feira aos 88 anos. Um dos grandes nomes da poesia portuguesa.


A FESTA DO SILÊNCIO

Escuto na palavra a festa do silêncio.
Tudo está no seu sítio. As aparências apagaram-se.
As coisas vacilam tão próximas de si mesmas.
Concentram-se, dilatam-se as ondas silenciosas.
É o vazio ou o cimo? É um pomar de espuma.

Uma criança brinca nas dunas, o tempo acaricia,
o ar prolonga. A brancura é o caminho.
Surpresa e não surpresa: a simples respiração.
Relações, variações, nada mais. Nada se cria.
Vamos e vimos. Algo inunda, incendeia, recomeça.

Nada é inacessível no silêncio ou no poema.
É aqui a abóbada transparente, o vento principia.
No centro do dia há uma fonte de água clara.
Se digo árvore a árvore em mim respira.
Vivo na delícia nua da inocência aberta.

António Ramos Rosa 


Suspeitos (Stêvz)



Stêvz vem do outro lado do oceano, do Brasil, e já cá tem estado mais vezes. 

Estão a ver? Aprendem como é que se diz "sospechosos" em português.




quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Apresento Daniel Cramer em Sushi de kriptonita



O que acham? Não é mesmo bom Daniel Cramer? Do seu blogue Suski de kriptonita, eis dois exemplos. Este em baixo intitula-se Medofobia.






quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Dia a dia (Blaya)




Blaya nasceu no Brasil, mas cresceu em Portugal. Ela é MC e bailarina dos Buraka Som Sistema. Não achei a letra desta canção. Vamos ver quem é que consegue apanhar mais palavras!








segunda-feira, 23 de setembro de 2013

As minhas férias (Jacinto Lucas Pires)

Jacinto Lucas Pires


As minhas férias foram em casa dos meus avós. Todos os anos as minhas férias são lá. A casa dos meus avós é grande mas parece um bocadinho pequena. Tem umas escadas e uma cave e muito mais quartos que a nossa casa, mas tudo parece um bocadinho mais baixo e apertado. Uma vez caí das escadas e não me magoei nem nada. Mas isso foi quando eu só tinha cinco anos. Nessa altura eu não sabia escrever nem nada porque ainda estava na infantil e agora até subo dois degraus de cada vez e as pessoas dizem que eu sou muito mexido. O meu avô até me disse que eu era um super-herói. Disse assim: ah, és tu, Filipe! Achei que era um super-herói que nos tinha entrado em casa. O meu avô gosta muito de super-heróis ou pelo menos é o que eu acho porque ele está sempre a falar-me deles. À mesa, quando os outros crescidos começam a ter conversas diferentes assim mais sérias e isso, o meu avô fica calado que nem um rato, que é como diz a minha avó, e depois só diz uma coisa ou outra quando lhe apetece ou quando se lembra de uma história divertida e então dá gargalhadas muito altas, mas não altas como quando às vezes ralham alto connosco e sim altas de fazer uma espécie de cócegas na nossa boca e termos de rir também e também alto como ele. As pessoas crescidas normalmente são diferentes. As pessoas crescidas normalmente não se riem ou riem-se de coisas que não têm graça nenhuma, pelo menos eu não acho, e às vezes param mesmo de rir a meio do riso como se uma gargalhada fosse uma coisa feia ou um palavrão muito mau. As pessoas crescidas não são nada como o meu avô. O meu avô é assim mais redondo e às vezes até parece que vai tropeçar e tudo. Mesmo quando está calado ou a dormir na poltrona castanha o meu avô não é nada sério e, como eu costumo dizer, isso é muito positivo. As pessoas crescidas normalmente não são nada positivas. As pessoas crescidas normalmente são muito levantadas e direitas e fazem lembrar árvores daquelas que estão sempre num conjunto de árvores e são muito iguais às outras todas, como os eucaliptos por exemplo. Um dia o meu pai foi comigo à mata que é como nós chamamos a uma floresta que há lá ao pé da casa dos meus avós, para aí a uns 2 km ou 3 km, e mostrou-me o que eram eucaliptos. Disse assim: estás a ver, Filipe? Isto aqui são eucaliptos. Eucaliptos. Mas nessa altura eu era muito pequenino e tinha mais ou menos quatro anos e por isso ainda não sabia dizer eucaliptos. Dizia de uma maneira diferente e engraçada mas agora já não me lembro. Já passou muito tempo porque isto foi quando eu ainda era um bebé. Aos seis anos é a idade em que se fica mais crescido e eu já estou quase a fazer sete por isso vou rebentar a escala e claro já não sou um bebé.

Quando começam as férias vamos de carro para casa dos meus avós. E quando as férias acabam vimos para nossa casa também de carro, é só fazer o caminho todo ao contrário, mas por acaso às vezes parece mesmo que é outra estrada e que não foi por ali que viemos e nessas alturas eu penso para onde é que estamos a ir? Os meus avós são os pais da minha mãe. Os pais do meu pai morreram antes de eu nascer ou então quando eu era tão pequeno que não me lembro das caras deles. Um tio meu também morreu há pouco tempo e eu lembro-me muito bem da cara dele. A minha mãe disse-me que ele tinha subido para o céu porque era uma pessoa boa e então eu perguntei à minha mãe o que é que acontecia às pessoas que não eram tão boas e a minha mãe disse-me que também iam para o céu e depois eu ganhei coragem e perguntei-lhe e o que é que acontece às más? E a minha mãe disse que todas iam para o céu e eu aprendi isso. Deve ser bom estar no céu e passar por cima dos automóveis, principalmente quando está muito trânsito e as pessoas já estão chateadas de estar ali. A minha avó diz: não se diz chateadas, diz-se aborrecidas. Está bem, Filipe? Está bem, avó. A minha avó quer sempre que eu coma mais e às vezes ri-se de coisas que eu digo sem ser para rir e eu fico contente e depois volto a dizer essas coisas mas normalmente à segunda vez a minha avó já se ri com menos vontade. A minha avó diz que eu sou muito engraçado. Outras vezes diz que eu sou esperto mas não caço ratos. A minha avó não gosta nada de ratos mas está sempre a falar neles.


Jacinto Lucas Pires

Do romance Abre para cá, Livros Cotovía, 2000


(Fonte: Centro Virtual Camões)

 

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Fernão de Magalhães




Fernão de Magalhães (1480 - 1521) foi um navegador português que se notabilizou por ter organizado a primeira viagem de circum-navegação ao globo.

Nascido em família nobre, Magalhães era inquieto por natureza: queria ver o mundo e explorá-lo. Em 1506 viajou para as Índias Ocidentais, participando de várias expedições militares nas Molucas, também conhecidas como as Ilhas das Especiarias.

A serviço do rei de Espanha, planeou e comandou a expedição marítima que efectuou a primeira viagem de circum-navegação ao globo. Foi o primeiro a alcançar a Terra do Fogo no extremo Sul do continente Americano, a atravessar o estreito hoje conhecido como Estreito de Magalhães e a cruzar o Oceano Pacífico, que nomeou. Fernão de Magalhães foi morto em batalha em Cebu, nas Filipinas no curso da expedição, posteriormente chefiada por Juan Sebastián Elcano até ao regresso em 1522.

(Dados da Wikipédia)

Vale a pena clicar aqui para ver a grande viagem feita por Magalhães e Elcano.






O Estreito de Magalhães



quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Renfe quer pôr maquinistas espanhóis a aprender português



Renfe quer pôr maquinistas espanhóis a aprender portugués

Os maquinistas da transportadora ferroviária espanhola Renfe vão receber formação em língua portuguesa e normas nacionais para poderem operar em todo o trajeto do comboio direto entre Vigo, na Galiza, e Porto, disse à Lusa fonte sindical.

Segundo fonte do sindicato ferroviário da Galiza, que cita informação da própria transportadora espanhola, esta formação em português é justificada com a pretensão, recusada pelos representantes daqueles trabalhadores, de os maquinistas espanhóis passarem a operar em todo o trajeto.

Segundo o sindicato, esta formação em língua portuguesa envolveria 64 trabalhadores da Renfe, transportadora pública de Espanha, colocados em Vigo, dos quais 36 são maquinistas.

Até agora, mesmo com o novo serviço direto entre as duas cidades, inaugurado a 02 de julho e operado conjuntamente pela Renfe e pela congénere portuguesa CP, a troca de maquinistas era feita na estação de Valença.

Numa carta já enviada pelos sindicalistas galegos ao Governo de Espanha, é recusada esta pretensão, por implicar uma "redução considerável dos níveis de segurança".

O próprio sindicato recorda que a circulação em segurança no troço da Linha do Minho entre Valença, Viana do Castelo e Nine, de cerca de 90 quilómetros, está dependente da sinalização por meios mecânicos e da comunicação com os trabalhadores portugueses. Trata-se do único troço daquela linha ainda por eletrificar e modernizar, existindo o compromisso do governo português de o fazer até 2016.

É precisamente devido a estas exigências de comunicação, e para permitir ter maquinistas da mesma nacionalidade para garantir toda a viagem, que a Renfe pretende formar os profissionais espanhóis na língua portuguesa e nas normas nacionais.

Prevê recorrer, para tal, a um "curso intensivo", considerado pelos sindicalistas como "insuficiente", face às necessidades de entendimento com os colegas portugueses que operam a circulação na linha.

As aulas de português terão uma duração de entre 180 a 300 horas, consoante o nível de conhecimentos de cada profissional.


(Fonte: TSF, 17-09-2013)






segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Cem anos de perdão (Clarice Lispector)


Um conto de uma das maiores escritoras brasileiras de sempre, Clarice Lispector.

CEM ANOS DE PERDÃO

Quem nunca roubou não vai me entender. E quem nunca roubou rosas, então é que jamais poderá me entender. Eu, em pequena, roubava rosas.

Havia em Recife inúmeras ruas, as ruas dos ricos, ladeadas por palacetes que ficavam no centro de grandes jardins. Eu e uma amiguinha brincávamos muito de decidir a quem pertenciam os palacetes. "Aquele branco é meu." "Não, eu já disse que os brancos são meus." Parávamos às vezes longo tempo, a cara imprensada nas grades, olhando.

Começou assim. Numa dessas brincadeiras de "essa casa é minha", paramos diante de uma que parecia um pequeno castelo. No fundo via-se o imenso pomar. E, à frente, em canteiros bem ajardinados, estavam plantadas as flores.

Bem, mas isolada no seu canteiro estava uma rosa apenas entreaberta cor-de-rosa-vivo. Fiquei feito boba, olhando com admiração aquela rosa altaneira que nem mulher feita ainda não era. E então aconteceu: do fundo de meu coração, eu queria aquela rosa para mim. Eu queria, ah como eu queria. E não havia jeito de obtê-la. Se o jardineiro estivesse por ali, pediria a rosa, mesmo sabendo que ele nos expulsaria como se expulsam moleques. Não havia jardineiro à vista, ninguém. E as janelas, por causa do sol, estavam de venezianas fechadas. Era uma rua onde não passavam bondes e raro era o carro que aparecia. No meio do meu silêncio e do silêncio da rosa, havia o meu desejo de possuí-la como coisa só minha. Eu queria poder pegar nela. Queria cheirá-la até sentir a vista escura de tanta tonteira de perfume.

Então não pude mais. O plano se formou em mim instantaneamente, cheio de paixão. Mas, como boa realizadora que eu era, raciocinei friamente com minha amiguinha, explicando-lhe qual seria o seu papel: vigiar as janelas da casa ou a aproximação ainda possível do jardineiro, vigiar os transeuntes raros na rua. Enquanto isso, entreabri lentamente o portão de grades um pouco enferrujadas, contando já com o leve rangido. Entreabri somente o bastante para que meu esguio corpo de menina pudesse passar. E, pé ante pé, mas veloz, andava pelos pedregulhos que rodeavam os canteiros. Até chegar à rosa foi um século de coração batendo.

Eis-me afinal diante dela. Para um instante, perigosamente, porque de perto ela é ainda mais linda. Finalmente começo a lhe quebrar o talo, arranhando-me com os espinhos, e chupando o sangue dos dedos.

E, de repente - ei-la toda na minha mão. A corrida de volta ao portão tinha também de ser sem barulho. Pelo portão que deixara entreaberto, passei segurando a rosa. E então nós duas pálidas, eu e a rosa, corremos literalmente para longe da casa.

O que é que fazia eu com a rosa? Fazia isso: ela era minha.

Levei-a para casa, coloquei-a num copo d'água, onde ficou soberana, de pétalas grossas e aveludadas, com vários entretons de rosa-chá. No centro dela a cor se concentrava mais e seu coração quase parecia vermelho.

Foi tão bom.

Foi tão bom que simplesmente passei a roubar rosas. O processo era sempre o mesmo: a menina vigiando, eu entrando, eu quebrando o talo e fugindo com a rosa na mão. Sempre com o coração batendo e sempre com aquela glória que ninguém me tirava.

Também roubava pitangas. Havia uma igreja presbiteriana perto de casa, rodeada por uma sebe verde, alta e tão densa que impossibilitava a visão da igreja. Nunca cheguei a vê-la, além de uma ponta de telhado. A sebe era de pitangueira. Mas pitangas são frutas que se escondem: eu não via nenhuma. Então, olhando antes para os lados para ver se ninguém vinha, eu metia a mão por entre as grades, mergulhava-a dentro da sebe e começava a apalpar até meus dedos sentirem o úmido da frutinha. Muitas vezes na minha pressa, eu esmagava uma pitanga madura demais com os dedos que ficavam como ensanguentados. Colhia várias que ia comendo ali mesmo, umas até verdes demais, que eu jogava fora.

Nunca ninguém soube. Não me arrependo: ladrão de rosas e de pitangas tem 100 anos de perdão. As pitangas, por exemplo, são elas mesmas que pedem para ser colhidas, em vez de amadurecer e morrer no galho, virgens.


Clarice Lispector


Uma pitanga



As boas vindas com os GNR



Damos as boas vindas aos alunos do 3º e do 4º anos a um novo ano letivo,  2013-14. Vamos lá começar com uma banda portuguesa de sempre, os GNR, que atua neste vídeo com um cantor espanhol Javier Andreu.

Espero que todos tenham passado umas ótimas férias!