Lamento não saber o nome do fotógrafo... Estamos na África, é claro. São belas as cores, não são?
Blogue dos alunos de português de 3º e 4º de ESO do IES 'M. DOMINGO CÁCERES', em Badajoz, Espanha (De 2010-09-01 a 2020-01-17)
Ouguela (Alentejo, Portugal) em baixo; Alburquerque (Badajoz, Espanha) ao fundo.
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quarta-feira, 12 de junho de 2019
quinta-feira, 6 de junho de 2019
Dança ma mim crioula (Tito Paris)
O português é lingua oficial em Cabo Verde, mas lá todas as pessoas falam o crioulo no dia a dia. O que é o crioulo. Leiam o que nos diz a Wikipédia e a seguir reparem na letra da canção, e comparem o que se canta com a versão em português.
Tito Paris canta ao vivo em Lisboa, no clube B. Leza, e podemos ouvir como o público o acompanha em certos momentos.
"O crioulo cabo-verdiano ou língua cabo-verdiana é uma língua originária do Arquipélago de Cabo Verde. É uma língua crioula, de base lexical portuguesa. É a língua materna de quase todos os cabo-verdianos, e é ainda usada como segunda língua por descendentes de cabo-verdianos em outras partes do mundo"
DANÇA MA MIM CRIOULA
Dança ma mim criola cola na mim
Pensa na passá sabe num coladera
Sabura é lá na nôs terra Cabo Verde
Lá nô ta sinti na meio d'nôs tradiçon
Tchiga na mim bô perta'm forte quê pa'm sinti
Calor di bô morininha óh Cabo Verde
Sabura é lá na nôs terra cabo verde
Lá nô ta sinti na meio d'nôs tradiçon
DANÇA COMIGO, CRIOULA
Dança comigo crioula, encosta-te a mim
pensa em divertires-te numa coladeira
O divertimento é lá na nossa terra, Cabo Verde
lá sentimo-nos no meio das nossas tradições
Aproxima-te de mim, aperta-me com força, que é para eu sentir
o teu calor, moreninha, oh Cabo Verde
O divertimento é lá na nossa terra, Cabo Verde
lá sentimo-nos no meio das nossas tradições
Tito Paris canta ao vivo em Lisboa, no clube B. Leza, e podemos ouvir como o público o acompanha em certos momentos.
"O crioulo cabo-verdiano ou língua cabo-verdiana é uma língua originária do Arquipélago de Cabo Verde. É uma língua crioula, de base lexical portuguesa. É a língua materna de quase todos os cabo-verdianos, e é ainda usada como segunda língua por descendentes de cabo-verdianos em outras partes do mundo"
DANÇA MA MIM CRIOULA
Dança ma mim criola cola na mim
Pensa na passá sabe num coladera
Sabura é lá na nôs terra Cabo Verde
Lá nô ta sinti na meio d'nôs tradiçon
Tchiga na mim bô perta'm forte quê pa'm sinti
Calor di bô morininha óh Cabo Verde
Sabura é lá na nôs terra cabo verde
Lá nô ta sinti na meio d'nôs tradiçon
DANÇA COMIGO, CRIOULA
Dança comigo crioula, encosta-te a mim
pensa em divertires-te numa coladeira
O divertimento é lá na nossa terra, Cabo Verde
lá sentimo-nos no meio das nossas tradições
Aproxima-te de mim, aperta-me com força, que é para eu sentir
o teu calor, moreninha, oh Cabo Verde
O divertimento é lá na nossa terra, Cabo Verde
lá sentimo-nos no meio das nossas tradições
quinta-feira, 14 de março de 2019
Um conto angolano: "Passado e Futuro"
Uma grande contadora de histórias, Ana Sofia Paiva, e um belo conto angolano, tão bem contado. Que duas personagens encontramos aqui? De qual é que vocês gostam mais? Eu gosto da história toda, dessa maneira de ver o passado e o futuro.
Antes de ler o texto, façam o favor de tentar compreender o conto na boca de Ana Sofia Paiva.
PASSADO E FUTURO
Iam dois homens por um caminho, caminhando, caminhando, caminhando. No meio do caminho pararam; encontraram outro homem, aquele que consegue extrair o vinho da palmeira.
–Ei, ei! Queremos vinho de palma; dá-nos vinho de palma!
–Eu dou-vos vinho de palma em troca dos vossos nomes.
O primeiro homem deu um passo em frente e disse:
–O meu nome é De Onde Viemos.
O outro homem ficou atrás e disse:
–O meu nome é Para Onde Vamos.
–De Onde Viemos, que belo nome! Quero. Para Onde Vamos é nome errado! A ti não te dou o vinho.
Os homens começaram a discutir e como não conseguiam chegar a um acordo, puseram-se a caminho. Iam três homens por um caminho, caminhando, caminhando, caminhando, caminhando à procura do juiz.
No fim do caminho, encontraram o juiz. Fizeram as suas queixas. O juiz ouviu, pensou e disse:
–Homem, erraste! Para Onde Vamos tem razão. Porque De Onde Viemos já passou, já nada nos pode dar, mas Para Onde Vamos, esse é o lugar onde iremos encontrar tudo aquilo que houver para encontrar.
Jeremia Dia Sabatelu, a partir da recolha de Héli Chatelain.
Antes de ler o texto, façam o favor de tentar compreender o conto na boca de Ana Sofia Paiva.
PASSADO E FUTURO
Iam dois homens por um caminho, caminhando, caminhando, caminhando. No meio do caminho pararam; encontraram outro homem, aquele que consegue extrair o vinho da palmeira.
–Ei, ei! Queremos vinho de palma; dá-nos vinho de palma!
–Eu dou-vos vinho de palma em troca dos vossos nomes.
O primeiro homem deu um passo em frente e disse:
–O meu nome é De Onde Viemos.
O outro homem ficou atrás e disse:
–O meu nome é Para Onde Vamos.
–De Onde Viemos, que belo nome! Quero. Para Onde Vamos é nome errado! A ti não te dou o vinho.
Os homens começaram a discutir e como não conseguiam chegar a um acordo, puseram-se a caminho. Iam três homens por um caminho, caminhando, caminhando, caminhando, caminhando à procura do juiz.
No fim do caminho, encontraram o juiz. Fizeram as suas queixas. O juiz ouviu, pensou e disse:
–Homem, erraste! Para Onde Vamos tem razão. Porque De Onde Viemos já passou, já nada nos pode dar, mas Para Onde Vamos, esse é o lugar onde iremos encontrar tudo aquilo que houver para encontrar.
Jeremia Dia Sabatelu, a partir da recolha de Héli Chatelain.
sexta-feira, 6 de maio de 2016
Beijo de Saudade (Mariza com Tito Paris)
Uma portuguesa nacida em Moçambique, Mariza, e um cabo-verdiano, Tito Paris, cantan juntos, em português e em crioulo. E cantam à saudade.
BEIJO DE SAUDADE
Ondas sagradas do Tejo
Deixa-me beijar as tuas águas
Deixa-me dar-te um beijo
Um beijo de mágoa
Um beijo de saudade
Para levar ao mar e o mar à minha terra
Nas tuas ondas cristalinas
Deixa-me dar-te um beijo
Na tua boca de menina
Deixa-me dar-te um beijo, oh Tejo
Um beijo de mágoa
Um beijo de saudade
Para levar ao mar e o mar à minha terra
Minha terra é aquela pequenina
É Cabo Verde terra minha
Aquela que no mar parece criança
É filha do oceano
É filha do céu
Terra da minha mãe
terra dos meus amores
Bêjo Di Sodade
Onda sagrada di Tejo
Dixám'bejábu bô água
Dixám'dábu um beijo
Um bêjo di mágoa
Um bêjo di sodadi
Pá bô levá mar, pá mar leval'nha terra
Na bôs onda cristalina
Dixám'dábu um beijo
Na bô boca di mimina
Dixám'dábu um beijo oh Tejo
Um bêjo di mágoa
Um bêjo di sodadi
Pá bô levá mar, pá mar leval'nha terra
Nha terra ê quêl piquinino
È Cabo Verde, quêl quê di meu
Terra que na mar parcê minino
È fidjo d'oceano
È fidjo di céu
Terra di nha mãe
Terra di nha cretcheu
quarta-feira, 4 de maio de 2016
Música cabo-verdiana para os alunos que tocam viola
"Música tradicional caboverdiana é em S. Domingos, na ilha de Santiago, onde Ano Nobo deixou numerosos discípulos. Berço natal também, entre outros, de Ntoni Denti d'Oro, Manel di Candinho e Codé di Dona, recentemente falecido. Este video é a prova de que, "na rubêra di São Domingu", a música bebe-se já com o leite materno!... Nos violões: Pedro Semedo, Pascoal, Kim di Nanda (solo) e Elísio Barros. By Firmino Cachada, 3 de Julho 2009."
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quarta-feira, 6 de abril de 2016
Carmen Souza canta Sodade no FMM de Sines (2009)
Carmen Souza, cantora caboverdiana, canta no Festival de Músicas do Mundo de Sines, em 2009. A canção é Sodade.
A letra está escrita em português? Não, é crioulo caboverdiano., a límngua que se fala nessas ilhas, nesse País, Cabo Verde.
SODADE
Quem mostra' bo
Ess caminho longe?
Quem mostra' bo
Ess caminho longe?
Ess caminho
Pa São Tomé
Sodade sodade
Sodade
Dess nha terra Sao Nicolau
Si bô 'screvê' me
'M ta 'screvê be
Si bô 'squecê me
'M ta 'squecê be
Até dia
Qui bô voltà
Sodade sodade
Sodade
Dess nha terra Sao Nicolau
A letra está escrita em português? Não, é crioulo caboverdiano., a límngua que se fala nessas ilhas, nesse País, Cabo Verde.
SODADE
Quem mostra' bo
Ess caminho longe?
Quem mostra' bo
Ess caminho longe?
Ess caminho
Pa São Tomé
Sodade sodade
Sodade
Dess nha terra Sao Nicolau
Si bô 'screvê' me
'M ta 'screvê be
Si bô 'squecê me
'M ta 'squecê be
Até dia
Qui bô voltà
Sodade sodade
Sodade
Dess nha terra Sao Nicolau
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sexta-feira, 13 de novembro de 2015
Morrer em Zanzibar (João Afonso)
No dia 25 deste mês atua na nossa cidade o cantor português João Afonso. Eis uma das suas canções, dessas que ficam logo no ouvido...
MORRER EM ZANZIBAR
As histórias que contavas lá da aldeia
a bola no telhado da vizinha
o branco no amarelo da eira
e a calça sem bainha
A varanda e a calça sem bainha
a semana
na baía a pesca à linha
a vizinha, o que querias da montanha
Que pensamento querias da montanha
fugiste um dia p´ra Kilimanjaro
seria o jeito sábio dum cocoana
a falar sob um céu claro
a marimba, a falar sob um céu claro
a madeira, de pau preto um aparo
a montanha
vou de boleia em boleia
Agora vou de boleia em boleia
agora vou voltar a ser menino
parar, ouvir silêncios sobre a areia
visitar-te em S. Francisco
Sobre a areia, visitar-te em S. Francisco
lua cheia
a subir tudo o que lembro
a gavinha, numa noite de Dezembro
Deixaste o sol na praia de Inhambane
no cais da ponte o dia do vapor
amigos que p´ra longe a pátria bane
num retrato de esplendor
Ventoinha, num retrato de esplendor
cazuarina, quinino saga e calor
a cantina
com o sabor, o leitor
e fico com o sabor das leituras
percorro a vossa esteira pelo mar
com um baú de histórias de aventuras
vou morrer em Zanzibar
MORRER EM ZANZIBAR
As histórias que contavas lá da aldeia
a bola no telhado da vizinha
o branco no amarelo da eira
e a calça sem bainha
A varanda e a calça sem bainha
a semana
na baía a pesca à linha
a vizinha, o que querias da montanha
Que pensamento querias da montanha
fugiste um dia p´ra Kilimanjaro
seria o jeito sábio dum cocoana
a falar sob um céu claro
a marimba, a falar sob um céu claro
a madeira, de pau preto um aparo
a montanha
vou de boleia em boleia
Agora vou de boleia em boleia
agora vou voltar a ser menino
parar, ouvir silêncios sobre a areia
visitar-te em S. Francisco
Sobre a areia, visitar-te em S. Francisco
lua cheia
a subir tudo o que lembro
a gavinha, numa noite de Dezembro
Deixaste o sol na praia de Inhambane
no cais da ponte o dia do vapor
amigos que p´ra longe a pátria bane
num retrato de esplendor
Ventoinha, num retrato de esplendor
cazuarina, quinino saga e calor
a cantina
com o sabor, o leitor
e fico com o sabor das leituras
percorro a vossa esteira pelo mar
com um baú de histórias de aventuras
vou morrer em Zanzibar
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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015
Angola (Cesária Évora)
Música das ilhas de Cabo Verde! O português é lingua oficial neste arquipélago, antiga colónia de Portugal, mas na rua as pessoas falam o crioulo cabo-verdiano: uma língua crioula, de base lexical portuguesa. É a língua materna de quase todos os cabo-verdianos, e é ainda usada como segunda língua por descendentes de cabo-verdianos em outras partes do mundo.
Cesária Évora, já falecida, é a voz cabo-verdiana mais conhecida no mundo, mas há muitos cantores e músicos excelentes nessas pequenas ilhas africanas.
Eu fico com o original, mas é bem possível vocês gostarem mais da outra versão.Cesária Évora, já falecida, é a voz cabo-verdiana mais conhecida no mundo, mas há muitos cantores e músicos excelentes nessas pequenas ilhas africanas.
ANGOLA
Ess vida sabe qu'nhôs ta vivê
Parodia dia e note manché
Sem maca ma cu sabura
Angola Angola
Oi qu'povo sabe
Ami nhos ca ta matá-me
'M bem cu hora pa'me ba nha caminho
Ess convivência dess nhôs vivência
Paciência dum consequência
Resistência dum estravagância.
Letra: Vagalume
Aqui, mais uma versão de DJ Mobster.
terça-feira, 25 de novembro de 2014
Erupção na Ilha do Fogo
Imagem do satélite Meteosat 10: ao centro, o arquipélago
de Cabo Verde, com a nuvem de dióxido de enxofre libertada pelo vulcão
IPMA
Vulcão da ilha do Fogo voltou a acordar mas agora não foi uma surpresa
Teresa Firmino
24/11/2014 - 22:02
Última erupção foi em 1995 e nessa altura, ao contrário da situação actual, não havia instrumentos científicos a vigiar o vulcão.
Ao fim de um sono de 19 anos, o vulcão da ilha do Fogo, em Cabo Verde, voltou a acordar no domingo de manhã. Parte dos habitantes de Chã das Caldeiras, uma aldeia dentro da cratera do vulcão com cerca de mil pessoas, teve de ser retirada do local. E a lava, que corre em duas frentes, já cortou a estrada principal e a via alternativa para Chã das Caldeiras, por isso só é possível chegar à aldeia a pé, relata a imprensa cabo-verdiana.
Assim que o vulcão entrou em erupção, o Governo do país declarou a situação de “contingência” nas ilhas do Fogo e da Brava (a cerca de 25 quilómetros para oeste), o que implica pôr em prática medidas de protecção civil. Além disso, as autoridades aeronáuticas cabo-verdianas também avisaram esta segunda-feira, segundo a agência Lusa, a comunidade aeronáutica internacional para que os aviões desviassem a rota quando passassem pelo espaço aéreo do arquipélago, uma vez que as cinzas do vulcão já tinham chegado aos 4500 metros de altitude.
Apesar dos estragos e incómodos causados, desta vez o vulcão do Fogo não apanhou toda a gente desprevenida, ao contrário da erupção anterior, em 1995. Nessa altura, não existia instrumentação científica a monitorizar o vulcão e essa erupção, entre 2 de Abril e 26 de Maio, daria origem à criação de uma rede de monitorização e que foi sendo aumentada e melhorada.
A notícia completa no Público.
Teresa Firmino
24/11/2014 - 22:02
Última erupção foi em 1995 e nessa altura, ao contrário da situação actual, não havia instrumentos científicos a vigiar o vulcão.
Ao fim de um sono de 19 anos, o vulcão da ilha do Fogo, em Cabo Verde, voltou a acordar no domingo de manhã. Parte dos habitantes de Chã das Caldeiras, uma aldeia dentro da cratera do vulcão com cerca de mil pessoas, teve de ser retirada do local. E a lava, que corre em duas frentes, já cortou a estrada principal e a via alternativa para Chã das Caldeiras, por isso só é possível chegar à aldeia a pé, relata a imprensa cabo-verdiana.
Assim que o vulcão entrou em erupção, o Governo do país declarou a situação de “contingência” nas ilhas do Fogo e da Brava (a cerca de 25 quilómetros para oeste), o que implica pôr em prática medidas de protecção civil. Além disso, as autoridades aeronáuticas cabo-verdianas também avisaram esta segunda-feira, segundo a agência Lusa, a comunidade aeronáutica internacional para que os aviões desviassem a rota quando passassem pelo espaço aéreo do arquipélago, uma vez que as cinzas do vulcão já tinham chegado aos 4500 metros de altitude.
Apesar dos estragos e incómodos causados, desta vez o vulcão do Fogo não apanhou toda a gente desprevenida, ao contrário da erupção anterior, em 1995. Nessa altura, não existia instrumentação científica a monitorizar o vulcão e essa erupção, entre 2 de Abril e 26 de Maio, daria origem à criação de uma rede de monitorização e que foi sendo aumentada e melhorada.
A notícia completa no Público.
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
Um provérbio africano
Mulher mucubal, Angola - Fotografia de Eric Lafforgue
Um provérbio africano com uma sabedoria de muitos séculos:
Uma mentira estraga mil verdades
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
"A mata tem mistérios..."
Mata em S. Tomé (Fotografia de Robert Grant)
Depois da música de Cesária Évora, cabo-verdiana, vamos para S. Tomé. Continuamos, pois, em África, e desta vez em português (com Cesária foi em crioulo).
A mata
Atravessando a mata. A mata vive, tem ossos, carne, coração, espírito. No carro o condutor conta a história da árvore que foi cortada num dia e no dia seguinte apareceu de pé, ainda com as marcas da serra, mas de pé e eu vi, vi mesmo. A mata tem mistérios.
Na roça do João oiço as histórias de S.Tomé, que são tantas, cruzadas, emaranhadas, resolvidas, mal resolvidas, problemáticas, esperançosas e por aí fora. O céu desaba-se em água. Chove sempre, sempre e forte. A mata tapa tudo, só se vislumbrando um punhado de casas ali, um troço de estrada mais além, o cume dum monte ao longe, uma breve vista do mar e as vozes.
A mata tem sons e vozes.
S.Tomé tem povos vários, atirados do mar para dentro da mata. Com o lento escoar do tempo os povos se cruzam mas ainda dizem, nós, eles, aqueles, este é nosso, aquele é deles, não queremos saber nada deles e assim. Os povos ainda não sabem se juntar, num único abraço.
Lido no blogue Bianda
Uma ajuda do dicionário Houaiss para algumas palavras:
Mata 1. área coberta de plantas silvestres de portes diversos. 2. m.q. floresta ('conjunto de árvores') (...)
Floresta: denso conjunto de árvores que cobrem vasta extensão de terra; mata.
Roça: terreno de lavoura, grande ou pequeno; plantação, plantio.
Floresta: denso conjunto de árvores que cobrem vasta extensão de terra; mata.
Roça: terreno de lavoura, grande ou pequeno; plantação, plantio.
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
"Sem que tenhas atravessado todo o rio..."
Jacaré boiando (Fotografia de N. Vitorino)
Mais África nesta semana. Agora é um provérbio que li num livro do poeta moçambicano Rui Knopfli:
Sem que tenhas atravessado todo o rio, não te rias das mandíbulas do jacaré.
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
O que é BUALA?
Há mais ou menos um ano pus um link na seção INTERESSANTE E PRÁTICO do nosso blogue: Buala - cultura contemporânea africana, "o primeiro portal multidisciplinar de reflexão, crítica e documentação
das culturas africanas contemporâneas em língua portuguesa, com produção
de textos e traduções em francês e inglês (...) A língua portuguesa, celebrada na diversidade de Portugal, Brasil e Áfricas, dialoga com o mundo.
"
Agora por causa do aniversário acho bem chamar a atenção sobre esta associação, quer dos alunos mais velhos e curiosos, quer de qualquer visitante de Ao pé da Raia.
Das palavras da apresentação deste portal pronunciadas por Marta Lança nas V Jornadas de Língua Portuguesa e Cultura Lusófona da APPEX (Asociación de Profesores de Portugués en Extremadura), celebradas ontem em Mérida, salientamos estas: "A valorização da língua portuguesa na sua pluralidade". Marta Lança, mais Marta Mestre, Francisca Bugalho e Guillerme Cartaxo são os fazedores de BUALA.
Agora por causa do aniversário acho bem chamar a atenção sobre esta associação, quer dos alunos mais velhos e curiosos, quer de qualquer visitante de Ao pé da Raia.
Das palavras da apresentação deste portal pronunciadas por Marta Lança nas V Jornadas de Língua Portuguesa e Cultura Lusófona da APPEX (Asociación de Profesores de Portugués en Extremadura), celebradas ontem em Mérida, salientamos estas: "A valorização da língua portuguesa na sua pluralidade". Marta Lança, mais Marta Mestre, Francisca Bugalho e Guillerme Cartaxo são os fazedores de BUALA.
Em Sobre nós, lemos o seguinte:
A Associação BUALA actua na criação e fortalecimento de pontes culturais entre África, Portugal e Brasil. Criámos uma rede de trabalho que se materializa num portal online de reflexão, crítica e documentação das culturas africanas contemporâneas, com produção de textos sobretudo em língua portuguesa e traduções em francês e inglês, de abordagem multissectorial e interdisciplinar. Do significado de BUALA (casa, aldeia, comunidade na língua quimbundo) retemos esse ponto de encontro entre várias geografias e contribuições, de todos os países de língua portuguesa, celebrada na sua diversidade. O conceito de África é aqui entendido no diálogo com o mundo, e vai do Rio de Janeiro a Lisboa, com várias bases no continente africano e nas ilhas.
(...)
(...)
Interessa-nos o património cultural africano de uma forma abrangente, na sua vertente contemporânea, contribuindo para o seu revitalizar constante, em termos de produção e intercâmbio cultural. (...)
Para fortalecer esta dinâmica apostamos também na formação, na ligação entre os núcleos de colaboradores: artistas, agentes culturais, investigadores, jornalistas, programadores, estudantes. Para isso promovemos módulos de formação em jornalismo cultural e produção nas cidades onde o BUALA está implantado. Fazemos debates mensais sobre assuntos ligados à representação de África em vários contextos culturais (em Lisboa, no Chapitô).
Os textos, inéditos ou não, sobre as culturas africanas contemporâneas, estão distribuídos nas seguintes secções: vou lá visitar – exposições, bienais, festivais, viagens; cara a cara – autores, objectos; afroscreen – cinema e multimédia; a ler - ensaios e reportagens; mukanda – divulgação do pensamento de autores africanos, manifestos, textos políticos e literários; palcos – artes do palco, dança, teatro e música; cidade – pensar a cidade e a urbanização; preparamos um arquivo onde se disponibilizarão materiais da autoria de Ruy Duarte de Carvalho e sobre a sua obra. Pode ainda encontrar o blog Dá Fala recheado de divulgação cultural e académica, imagens, sons e video, a secção Galeria com 15 exposições virtuais. Disponibilizamos ainda biografias dos autores.
O BUALA iniciou actividade a 25 de Maio de 2010, dia de África (...)
BUALA concentra e disponibiliza materiais, imagens, projectos, intenções, afectos e memórias. É uma plataforma construída para as pessoas. Uma rede de trabalho para profissionais da cultura e do pensamento. Artistas, agentes culturais, investigadores, jornalistas, curiosos, viajantes e autores, todos se podem encontrar e habitar este BUALA.
Para fortalecer esta dinâmica apostamos também na formação, na ligação entre os núcleos de colaboradores: artistas, agentes culturais, investigadores, jornalistas, programadores, estudantes. Para isso promovemos módulos de formação em jornalismo cultural e produção nas cidades onde o BUALA está implantado. Fazemos debates mensais sobre assuntos ligados à representação de África em vários contextos culturais (em Lisboa, no Chapitô).
Os textos, inéditos ou não, sobre as culturas africanas contemporâneas, estão distribuídos nas seguintes secções: vou lá visitar – exposições, bienais, festivais, viagens; cara a cara – autores, objectos; afroscreen – cinema e multimédia; a ler - ensaios e reportagens; mukanda – divulgação do pensamento de autores africanos, manifestos, textos políticos e literários; palcos – artes do palco, dança, teatro e música; cidade – pensar a cidade e a urbanização; preparamos um arquivo onde se disponibilizarão materiais da autoria de Ruy Duarte de Carvalho e sobre a sua obra. Pode ainda encontrar o blog Dá Fala recheado de divulgação cultural e académica, imagens, sons e video, a secção Galeria com 15 exposições virtuais. Disponibilizamos ainda biografias dos autores.
O BUALA iniciou actividade a 25 de Maio de 2010, dia de África (...)
BUALA concentra e disponibiliza materiais, imagens, projectos, intenções, afectos e memórias. É uma plataforma construída para as pessoas. Uma rede de trabalho para profissionais da cultura e do pensamento. Artistas, agentes culturais, investigadores, jornalistas, curiosos, viajantes e autores, todos se podem encontrar e habitar este BUALA.
Vamos lá mergulhar em BUALA!
Fotografia de J.D. Ojeikere retirada da Galeria de Buala
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