Ouguela (Alentejo, Portugal) em baixo; Alburquerque (Badajoz, Espanha) ao fundo.

quinta-feira, 21 de junho de 2018

A despedida, com António Zambujo



Desta vez, a despedida e o desejo de umas boas férias grandes para todos, vai acompanhado com a música do cantor alentejano António Zambujo. Boas leituras, espero também!


FORTUNA

Não tenho nada em meu nome
Somente o fado que faço
O meu coração não tem fome
Mora num pequeno espaço

Vive da vida que passa
De amores que vão e vêm
Nada possuo em meu nome
E nem invejo ninguém
2x

Lamento se não me querias por mim
Não vias o quanto sou rico assim
Um dia virás-me dizer «Não vivi»
Só posso ter pena de ti
Fortuna ganhei tanto quanto perdi

Não tenho posses nem peço
E outras paixões já sobrevivi
Sei dos meus erros confesso
Adeus, não olho p'ra trás

O tempo todo consome
Perde-se o ouro
O amor se desfaz
Não tenho nada em meu nome
O tempo tudo consome
Não tenho nada em meu nome
O teeeeempo...

Lamento se não me querias por mim
Não vias o quanto sou rico assim
Um dia virás-me dizer «Não vivi»
Só posso ter pena de ti
Fortuna ganhei tanto quanto perdi
Não tenho posses nem peço
E outras paixões já sobrevivi
Sei dos meus erros confesso
Adeus, não olho p'ra trás
O tempo todo consome
Perde-se o ouro
O amor se desfaz
Não tenho nada em meu nome
O tempo tudo consome
Não tenho nada em meu nome
 Não tenho nada em meu nome
2x




sexta-feira, 15 de junho de 2018

quarta-feira, 13 de junho de 2018

" Como uma criança antes de a ensinarem a ser grande..." (Caeiro / Pessoa)

Fotografia de Dan and Ana


O poeta português Fernando Pessoa nasceu a 13 de junho de 1888, e para além de o ler em qualquer dia do ano, o professor o recorda nesta data, desta vez com dois versos do seu heterónimo Alberto Caeiro.


Como uma criança antes de a ensinarem a ser grande,
Fui verdadeiro e leal ao que vi e ouvi.





terça-feira, 12 de junho de 2018

Programa das Festas de Lisboa, 1934 (Almada Negreiros)




Desenho do programa das Festas de Lisboa, 1934. Obra de Almada Negreiros.

Milagre das Bilhas - Uma jovem ia à fonte com a bilha no regaço, buscar água. Ao chegar, partiu a bilha e ficou a chorar. Santo António apareceu e perguntou-lhe a razão do seu pranto. Cheio de compaixão, Santo António consertou a bilha.



(Desenho e texto no blogue Aldeia de Gralhas)


quarta-feira, 6 de junho de 2018

"Morre que és despesa"


Uma manifestação. Compreendem as palavras do cartaz desse homem, um reformado, com certeza? Vamos pedir ajuda à Infopédia:

despesa
dəʃˈpezɐ
1. ato ou efeito de despender
2. dispêndio; gasto
3. consumo

não olhar a despesas
gastar o que é necessário, gastar sem se preocupar

Do latim dispensa, «coisas gastas», particípio passado neutro plural de dispendĕre, «distribuir; repartir»


Alguém sabe a expressão espanhola equivalente de "não olhar a despesas"?





segunda-feira, 4 de junho de 2018

A flor do maracujá (Fagundes Varela)

(*)



A FLOR DO MARACUJÁ

Pelas rosas, pelos lírios,
Pelas abelhas, sinhá,
Pelas notas mais chorosas
Do canto do sabiá,
Pelo cálice de angústias
Da flor do maracujá!

Pelo jasmim, pelo goivo,
Pelo agreste manacá,
Pelas gotas de sereno
Nas folhas do gravatá,
Pela coroa de espinhos
Da flor do maracujá!

Pelas tranças de mãe-d’água
Que junto da fonte está,
Pelos colibris que brincam
Nas alvas plumas do ubá,
Pelos cravos desenhados
Na flor do maracujá!

Pelas azuis borboletas
Que descem do Panamá,
Pelos tesouros ocultos
Nas minas do Sincorá,
Pelas chagas roxeadas
Da flor do maracujá!

Pelo mar, pelo deserto,
Pelas montanhas, sinhá!
Pelas florestas imensas,
Que falam de Jeová!
Pela lança ensangüentada
Da flor do maracujá!

Por tudo o que o céu revela,
Por tudo o que a terra dá
Eu te juro que minh’alma
De tua alma escrava está!…
Guarda contigo este emblema
Da flor do maracujá!

Não se enojem teus ouvidos
De tantas rimas em – á -
Mas ouve meus juramentos,
Meus cantos, ouve, sinhá!
Te peço pelos mistérios
Da flor do maracujá!

Fagundes Varela


Luís Nicolau Fagundes Varela (1841 — 1875) foi um poeta romantista brasileiro da 2ª Geração, patrono na Academia Brasileira de Letras.




Maracujá (do tupi mara kuya, "fruto que se serve" ou "alimento na cuia") é um fruto produzido pelas plantas do género Passiflora (essencialmente da espécie Passiflora edulis) da família Passifloraceae. O nome da árvore é também conhecido como Maracujazeiro. É espontâneo nas zonas tropicais e subtropicais da América.


 Maracujá maduro


sexta-feira, 1 de junho de 2018

Vamos lá com o Samba do avião!



Algum dos nossos alunos guitarristas ou violonistas quer tentar tocar isto? Toca bem Candô, não toca? Uma canção composta, letra e música, pelo mestre Antônio Carlos Jobim. Alegre canção! Um samba Reparem no género desta palavra em português!)


SAMBA DO AVIÃO

Minha alma canta
Vejo o Rio de Janeiro
Estou morrendo de saudades
Rio, seu mar
Praia sem fim
Rio, você foi feito prá mim
Cristo Redentor
Braços abertos sobre a Guanabara
Este samba é só porque
Rio, eu gosto de você
A morena vai sambar
Seu corpo todo balançar
Rio de sol, de céu, de mar
Dentro de mais um minuto estaremos no Galeão
Copacabana, Copacabana

Cristo Redentor
Braços abertos sobre a Guanabara
Este samba é só porque
Rio, eu gosto de você
A morena vai sambar
Seu corpo todo balançar
Aperte o cinto, vamos chegar
Água brilhando, olha a pista chegando
E vamos nós
Pousar...


"Dentro de mais um minuto estaremos no Galeão..."


Por causa da enorme importância de Jobim na história da música brasileira e desta canção, hoje o Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro tem o nome de Galeão – Antônio Carlos Jobim.



Olhem o Rio de Janeiro lá em baixo!