Ouguela (Alentejo, Portugal) em baixo; Alburquerque (Badajoz, Espanha) ao fundo.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Belo, belo (Manuel Bandeira)



BELO BELO

Belo belo belo,
Tenho tudo quanto quero.

Tenho o fogo de constelações extintas há milênios.
E o risco brevíssimo — que foi? passou — de tantas estrelas cadentes.

A aurora apaga-se,
E eu guardo as mais puras lágrimas da aurora.

O dia vem, e dia adentro
Continuo a possuir o segredo grande da noite.

Belo belo belo,
Tenho tudo quanto quero.

Não quero o êxtase nem os tormentos.
Não quero o que a terra só dá com trabalho.

As dádivas dos anjos são inaproveitáveis:
Os anjos não compreendem os homens.

Não quero amar,
Não quero ser amado.
Não quero combater,
Não quero ser soldado.

— Quero a delícia de poder sentir as coisas mais simples.


Manuel Bandeira



sexta-feira, 26 de maio de 2017

quinta-feira, 25 de maio de 2017

A Ponte 25 de Abril vista de Alcântara



Alcântara é uma freguesia portuguesa do concelho de Lisboa, pertencente à Zona Ocidental da capital, com 5,07 km² de área e 13 943 habitantes. Densidade: 2 750,1 hab/km². O seu nome deriva do árabe al-qantara, que significa "ponte". Assim se chamava a ponte que atravessava a ribeira nessa área, que acabou por se chamar ribeira de Alcântara.

(Wikipédia)



Fotografia de Ricardo Silva Cordeiro.




segunda-feira, 22 de maio de 2017

"Sinto saudades de vez em quando..."



Meus caros alunos, lembram-se daquelas palavras que lemos de Fernando Pessoa?

"Ah, não há saudades mais dolorosas do que as das coisas que nunca foram"






sexta-feira, 19 de maio de 2017

Partido Alto - Ney Conceição - O Melhor de José Roberto Bertrami




Ney Conceição (baixo), Leonardo Amuedo (guitarra), Victor Bertrami (bateria), Luiz Otávio (piano), José Arimatéa (trompete), Paulo Levi (sax alto), Arlindo Dadada (percussão).




E tudo era possível (Ruy Belo)

Fotografia de Jorge Raimond


Que beleza a destes versos do poeta português Ruy Belo! Vamos ler bem, devagar, pensando no que o poeta diz, e reparem, por favor, nesse belo terceto final. E depois, vemos, ouvimos e lemos ao mesmo tempo este soneto.


E TUDO ERA POSSÍVEL 

Na minha juventude antes de ter saído
da casa de meus pais disposto a viajar
eu conhecia já o rebentar do mar
das páginas dos livros que já tinha lido

Chegava o mês de maio era tudo florido
o rolo das manhãs punha-se a circular
e era só ouvir o sonhador falar
da vida como se ela houvesse acontecido

E tudo se passava numa outra vida
e havia para as coisas sempre uma saída
Quando foi isso? Eu próprio o não sei dizer

Só sei que tinha o poder duma criança
Entre as coisas e mim havia vizinhança
e tudo era possível era só querer.







quinta-feira, 18 de maio de 2017

Almada Negreiros: uma obra em destaque V



Para conhecer melhor algumas das obras da exposição, a curadora Mariana Pinto dos Santos apresenta mais uma obra entre as mais de quatro centenas expostas nesta grande mostra.

José de Almada Negreiros: uma maneira de ser moderno

Até 5 de junho

Galerias de Exposições Temporárias - Edifício Sede



José Sobral de Almada Negreiros GOSE (Trindade, São Tomé e Príncipe, 1893 — Lisboa, 1970) foi um artista multidisciplinar português que se dedicou fundamentalmente às artes plásticas (desenho, pintura, etc.) e à escrita (romance, poesia, ensaio, dramaturgia), ocupando uma posição central na primeira geração de modernistas portugueses. (Wikipédia)




quarta-feira, 17 de maio de 2017

Uma citação de Paula Rego



Pintora portuguesa radicada em Inglaterra, Paula Rego nasceu a 26 de janeiro de 1935, em Lisboa. Formou-se na Slade School of Art e, nos inícios dos anos 60 do século XX, foi bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian. A sua primeira aparição perante o público lisboeta deu-se em 1961, na II Exposição da Gulbenkian, tendo o seu trabalho sido bem acolhido pela crítica. O surrealismo e o expressionismo influenciaram estes primeiros desenhos e colagens. Passou pelo movimento da pop art inglesa, conservando, contudo, uma temática muito pessoal.

(Segue na Infopédia)





terça-feira, 16 de maio de 2017

Nem eu (Salvador Sobral)



O cantor português Salvador Sobral tem mais canções, pois tem, como esta, que se intitula Nem eu:


NEM EU
 
Não fazes favor nenhum em gostar de alguém
Nem eu, nem eu, nem eu
Quem inventou o amor não fui eu
Não fui eu, não fui eu, não fui eu, nem ninguém

O amor acontece na vida
Estavas desprevenida e, por acaso eu também
E como o acaso é importante, querida
De nossas vidas a vida fez um acaso também

Não fazes favor nenhum em gostar de alguém
Nem eu, nem eu, nem eu
Quem inventou o amor não fui eu, não fui eu
Não fui eu, não fui eu, nem ninguém