Ouguela (Alentejo, Portugal) em baixo; Alburquerque (Badajoz, Espanha) ao fundo.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

"Sampa" do Caetano para a Larissa

""Que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João..."
(Fotografia de Renata Pancich)


Os nascidos na cidade brasileira de São Paulo, capital do estado do mesmo nome, são chamados paulistas. A Larissa, uma menina brasileira que chegou há pouco à nossa escola, não nasceu na capital mas numa cidade desse grande estado: Hortolândia (209 139 habitantes, segundo estatísticas de 2013). Tanto faz. Vamos dar-lhe as boas-vindas com uma canção composta pelo baiano Caetano Veloso quando lá chegou. Intitula-se Sampa, que é como os os paulistas chamam também esta cidade.

Bem-vinda, moça!

Para aqueles que não saibam, eis alguns dados sobre a cidade de São Paulo (inclui um link):

São Paulo é a cidade mais populosa do Brasil, do continente americano e de todo o hemisfério sul do mundo: tem por volta dos 11 milhões de habitantes, mas, se for considerada a região metropolitana, ou seja, os 38 municípios que circundam a capital, a população chega a aproximadamente 19 milhões de habitantes (imaginem!). E reparem nas fotografias em baixo.


SAMPA

Alguma coisa acontece no meu coração
Que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João
É que quando eu cheguei por aqui eu nada entendi
Da dura poesia concreta de tuas esquinas
Da deselegância discreta de tuas meninas

Ainda não havia para mim Rita Lee
A tua mais completa tradução
Alguma coisa acontece no meu coração
Que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João

Quando eu te encarei frente a frente não vi o meu rosto
Chamei de mau gosto o que vi, de mau gosto, mau gosto
É que Narciso acha feio o que não é espelho
E à mente apavora o que ainda não é mesmo velho
Nada do que não era antes quando não somos mutantes

E foste um difícil começo
Afasto o que não conheço
E quem vende outro sonho feliz de cidade
Aprende depressa a chamar-te de realidade
Porque és o avesso do avesso do avesso do avesso

Do povo oprimido nas filas, nas vilas, favelas
Da força da grana que ergue e destrói coisas belas
Da feia fumaça que sobe, apagando as estrelas
Eu vejo surgir teus poetas de campos, espaços
Tuas oficinas de florestas, teus deuses da chuva

Pan-Américas de Áfricas utópicas, túmulo do samba
Mais possível novo quilombo de Zumbi
E os novos baianos passeiam na tua garoa
E novos baianos te podem curtir numa boa




Cá em baixo uma versão mais recente, e ao vivo, do próprio Caetano Veloso mais a Maria Gadu.





Vista aérea de S. Paulo (Fotografia de Cândido Neto)


Um dos parques da cidade, o Parque do Ibirapuera




Hoje é dia de azar?



O dia de azar em Portugal não é terça-feira, 13, mas sexta feira, 13. E no Brasil também, e em tantos países...

É claro que o azar pode acontecer em qualquer dia, não é?Alguém de vocês é supersticioso?








quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Uma citação de Dostoiévski (e mais alguma coisa)



Fiódor Mikhailovitch Dostoiévski (em russo: Фёдор Миха́йлович Достое́вский, Fyodor Mikháylovich Dostoyévsky; 1821 — 1881) foi um escritor, filósofo e jornalista russo, considerado um dos maiores romancistas da história e um dos mais inovadores artistas de todos os tempos.

(Wikipédia)

Nota. Não é preciso reparar muito para apreciar que o russo tem um alfabeto diferente do nosso, latino, pois não? Chama-se alfabeto cirílico.





Alguém é capaz de me dizer o que esta escrito cá em baixo?






segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Boa viagem à Itália!



Uma boa parte dos alunos do 4º ano viajam à Itália. Partem para Roma na madrugada de terça-feira (faltam poucas horas; ai, que nervos!) e voltam no sábado.

Espero que eles se divirtam e aprendam muito. 

Ci vediamo lunedì prossimo!






Morreu Mário Soares


No passado dia 7 morreu em Lisboa uma figura muito importante da política portuguesa contemporânea, Mário Soares. Temos cá uma breve introdução tirada da Wikipédia e, a seguir, um excerto da notícia publicada no diário Público.


Mário Alberto Nobre Lopes Soares (Lisboa, 7 de dezembro de 1924 – Lisboa, 7 de janeiro de 2017) foi um político português.

Político de profissão e vocação, co-fundador do Partido Socialista, a 19 de abril de 1973, o percurso de Mário Soares inicia-se nos grupos de oposição ao Estado Novo, atividades que levariam o governo de Salazar a deportá-lo para São Tomé, onde permaneceu até o governo de Marcello Caetano lhe permitir o exílio em França.

No processo de transição democrática subsequente ao 25 de abril de 1974 afirma-se como líder partidário no campo democrático, sendo ainda Ministro de alguns dos governos provisórios. Em seguida foi Primeiro-Ministro dos I, II e IX governos constitucionais, acompanhando o processo de construção de políticas sociais pré-adesão às Comunidades Europeias.

Foi Presidente da República durante dois mandatos, entre 1986 e 1996.

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Morreu Mário Soares. Adeus a um português maior

Ex-Presidente da República tinha 92 anos.

Hugo Daniel Sousa
7 de Janeiro de 2017

Lutou como poucos contra a ditadura, foi preso, casou na prisão, teve de deixar o país. Regressou depois do 25 de Abril para ser um pouco de tudo na política (deputado, ministro, primeiro-ministro, Presidente da República e eurodeputado). Mário Soares, o rosto maior da democracia portuguesa, morreu neste sábado aos 92 anos, avançou a Lusa.

(...)

Quem olhar para os últimos 50 anos da história de Portugal vai encontrar sempre Mário Soares: no ataque à ditadura, na libertação democrática, na resistência ao comunismo, na opção europeia, na solidez democrática. Foi, nos momentos decisivos, o líder de que Portugal precisava – e é por isso que hoje o país lhe deve muito.

As suas exéquias fúnebres decorrem segunda e terça-feira. (...)


Mário Soares destacou-se desde cedo na política. Ainda como estudante universitário (licenciou-se em Ciências Histórico-Filosóficas em 1951 e em Direito em 1957), foi secretário da Comissão Central da Candidatura do General Norton de Matos à Presidência da República, em 1949, e estaria 11 anos depois na Comissão da Candidatura do General Humberto Delgado à Presidência da República.

Fez parte de vários movimentos de oposição à ditadura do Estado Novo, o que lhe valeu ser preso 12 vezes pela PIDE, a polícia política do regime. Cumpriu quase três anos de prisão e foi na cadeia, em 1949, que casou com Maria de Jesus Barroso. Foi deportado para São Tomé em 1968 e dois anos depois obrigado a exilar-se em França.

Foi no exílio que se tornou um dos fundadores do Partido Socialista, em 1973, e assumiu o cargo de secretário-geral dos socialistas durante praticamente 13 anos.

Regressou a Portugal três dias depois da revolução de 25 de Abril de 1974 para uma intensa actividade política, que o levou a ser uma espécie de farol da democracia portuguesa.

(Notícia completa no diário Público, 7-1-2016)


Retrato oficial do Presidente Mário Soares (1992), por Júlio Pomar.


Mário Soares em Lisboa, em maio de 1974, no mês seguinte à Revolução dos Cravos


1968 - Mário Soares detido e deportado (Entre as brumas da memória)




Voltamos com Sophia de Mello Breyner Andresen



As férias terminaram, ai que pena! e toca a trabalhar, vocês sabem bem isso, embora muitas vezes disfarcem, percebem?

Vamos aí! Força! E voltamos com um poema da grande Sophia de Mello Breyner Andresen. Reparem nesses versos, que beleza:

A minha pátria é onde o vento passa,
A minha amada é onde os roseirais dão flor,
O meu desejo é o rastro que ficou das aves,
E nunca acordo deste sonho e nunca durmo.



Bem, vamos ler o poema completo:


PIRATA

Sou o único homem a bordo do meu barco.
Os outros são monstros que não falam,
Tigres e ursos que amarrei aos remos,
E o meu desprezo reina sobre o mar.

Gosto de uivar no vento com os mastros
E de me abrir na brisa com as velas,
E há momentos que são quase esquecimento
Numa doçura imensa de regresso.

A minha pátria é onde o vento passa,
A minha amada é onde os roseirais dão flor,
O meu desejo é o rastro que ficou das aves,
E nunca acordo deste sonho e nunca durmo.

Sophia de Mello Breyner Andresen



quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Umas palavras de José Saramago



José Saramago (1922-2010), escritor português, Prémio Nobel da Literatura em 1998.

Último dia de aulas na Escola. Com estas palavras de Saramago, despeço-me de vocês até ao próximo ano.


Boas Festas para todos!






terça-feira, 20 de dezembro de 2016

A música de Natal da Rádio Comercial



Embora o primeiro dia de férias seja a próxima sexta-feira, hoje é o último dia de aulas com as turmas do 4º ano. É por isso que trouxe um bocado antecipadamente esta canção de Natal para eles ouvirem.

Isto é um clássico: a música de Natal da equipa da Rádio Comercial. Vamos lá ouvir e cantar com eles!

Quem quiser, pode ouvir a do ano passado aqui.

A de 2014 deixo cá, acho que vocês vão reconhecer a música...


 





Mais fotografias da Escola Secundária D. Sancho II de Elvas


Prometi trazer mais fotografias da Escola Secundária D. Sancho II de Elvas, onde estivemos com alunos do 4º ano no dia 25 de outubro, na primeira parte de um intercâmbio escolar. Falta eles devolverem-nos a visita no terceiro período. Cá estão as fotografias.

Já disse eu alguma coisa da inveja que todos nós, alunos e professores, sentimos ao ver como é que é essa escola? Nós queríamos que a nossa fosse como esta, ou semelhante, pelo menos!

Devo perguntar aos meus colegas dos cursos profissionais o que é que acham destas maravilhosas oficinas que têm em Elvas... E essa biblioteca? E mais coisas que cá não aparecem.




 Para jogar aos matraquilhos nos intervalos




Uma citaçã do grande escritor português Padre António Vieira: "A boa educação é moeda de ouro. Em toda a parte tem valor"


A importância das reciclagem fica clara em toda a Escola








Obra de alunos do 11º ano da Escola





Isto são oficinas!

















E o que dizer desta bela biblioteca?










Uma das diferentes citações de poetas e escritores
que podemos ler nas paredes da Escola