Ouguela (Alentejo, Portugal) em baixo; Alburquerque (Badajoz, Espanha) ao fundo.

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Planta do Bairro Alto de Lisboa




Alunos do 3º ano. Vamos rever as indicações para fazer que uma pessoa possa chegar a um ponto da cidade que não conhece.

Vamos fazê-lo com esta planta de um bonito bairro de Lisboa: o Bairro Alto.

Lembrem-se da importância das formas de tratamento e dos cumprimentos.

Tratamento informal
Olá, desculpa.
Sabes onde fica a rua...?
Podias dizer-me onde fica a rua...? / ... como posso chegar à rua...?

Tratamento formal
Bom dia/Boa tarde, desculpe.
Sabe onde fica a rua...? /
Podia dizer-me onde fica a rua...? / ... como posso chegar à rua..?




Insistimos: atenção ao pronome de CD de 3ª pessoa







Tudo isto é muito importante! Mas lembrem-se do que acontece quando palavras como não, nunca, também, ainda, os indefinidos, etc. aparecem antes do verbo: os pronomes são atraídos para a frente dele e não se produz modificação nenhuma dos pronomes.

Nós comemo-lo (o pão) mas Nós não o comemos.

Ela fá-lo (o trabalho) mas Ela também o faz.

Vocês regam-nas (as plantas) mas Vocês não as regam.

Eles dizem-no (isso) mas Alguns o dizem.



Como já vimos, a mudança da situação do pronome nestes casos também acontece quando a forma verbal termina em vogal ou em ditongo:


Eu comi-o (o bolo) mas Eu não o comi.

Eu visitei-as (as minhas amigas) mas  Eu não as visitei.




Os pronomes do complemento direto




Há algumas gralhas, mas serve.




segunda-feira, 16 de outubro de 2017

O Inferno de Dante em Portugal



Traduzo de inglês para português o texto de André Pipa  que acompanhava esta fotografia:

"Esta extraordinária fotografia foi tirada ontem, 15 de outubro, pelo bombeiro Hélio Madeiras em Vieira de Leiria (no centro de Portugal): um verdadeiro Inferno de Dante a aproximar-se. Havia mais de 400 incêndios em todo o País que vitimaram 32 pessoas, até agora".

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Jornal Público

O que aconteceu no pior dia de incêndios do ano

Um resumo do que sabemos sobre o trágico domingo em Portugal.

Hugo Daniel Sousa e Lusa
16 de Outubro de 2017, 5:59 actualizada às 14:17

A Protecção Civil confirma 31 mortos neste domingo na sequência de incêndios (16 no distrito de Viseu, 12 no de Coimbra, dois no da Guarda e um no de Castelo Branco).  

Segundo a Protecção Civil, também se registaram dezenas de feridos. O Centro Hospitalar Tondela-Viseu recebeu 25 queimados nas últimas horas, tendo os 14 mais graves sido transferidos para as unidades do S. João, Prelada, Coimbra, Lisboa Norte e Lisboa Centro, disse o secretário de Estado Adjunto e da Saúde.

(...)

Só neste domingo registaram-se 523 incêndios. Foi o “pior dia do ano em matéria de incêndios”, disse a porta-voz da Protecção Civil. Portugal accionou neste domingo, devido aos incêndios florestais, o Mecanismo Europeu de Protecção Civil e o protocolo com Marrocos, relativos à utilização de meios aéreos; 

O Governo declarou calamidade pública nos distritos a norte do Tejo, para "criar melhores condições da mobilização de meios e, em particular, para assegurar aos bombeiros voluntários os seus direitos a participarem nesta missão, assegurando a justificação das faltas nos locais de trabalho e dois dias de descanso por cada um em que estiverem a participar no combate aos incêndios", explicou o primeiro-ministro;

(...)



Meninas gregas refugiadas a ler uma carta, em 1948 (David Seymour)



Uma fotografia de 1948 de umas meninas refugiadas da guerra civil na Grécia, que decorreu entre 1946 e 1949. Reparem nesses rostos. Umas vítimas, como acontece hoje em dia em tantas partes do mundo. Infelizmente, a história repete-se e com maior crueldade. É só ver as notícias na televisão ou nos jornais.

A fotografia é de um grande fotógrafo, David Seymour.



quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Maria João Pires interpreta um Impromptu de Schubert



Esta mensagem vai dedicada para uma aluna nova na nossa escola, da turma de 3º A, a Melania, que toca piano. Com esta bela música, despeço-me de vocês até segunda-feira. Bom fim de semana prolongado, boa ponte!

Impromptu para piano em Sol bemol maior, D. 899/3 (Op. 90/3) de Franz Schubert, interpretado pela grande pianista portuguesa Maria João Pires. A gravação deste ábum foi realizada no Concertgebouw, na cidade neerlandesa de Haarlem, em 1996, e no Palácio de Queluz, em Portugal, em 1997.


Maria João Pires (1944) é uma pianista portuguesa, naturalizada brasileira em 2010 e residente no Brasil desde 2006.

(Wikipédia)





"Maria João Pires distinguida pelos prémios Gramophone" (11-09-2015)




Um desenho de Paula Rego







sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Tanto (Aline Frazão)



A cantora angolana Aline Frazão interpreta a sua composição Tanto, acompanhada à viola. Apresenta-a em espanhol porque a gravação do vídeo foi feita no nosso país. Cá temos esta beleza para o fim de semana. Fica no ouvido, não fica?


TANTO

É tanta luz aqui que até parece claridade
É tanto amigo aqui que até parece que é verdade
É tanta coisa aqui que até parece não há custo

É tanta regra aqui que até parece um jogo justo
É tanto tempo aqui que até parece não há pressa
É tanta pressa aqui que até parece não há tempo
É tanto excesso aqui que até parece não há falta
É tanto muro aqui que até parece que é seguro

Tanto, tanto
Na embriaguez de encanto
É tanto "tanto faz"
Que ninguém sabe quem fez
Mundo gira mundo
Mundo vagabundo
Não olhe se não vês

É tanto pausa aqui que até parece não há esquema
É tanta história aqui que até parece um problema
É tanta festa aqui que até parece sexta-feira
É tanta dança aqui que até parece a das cadeiras
É tanto flash aqui que até parece que ilumina
É tanta frase aqui que até parece que resolve
É tanto ecrã aqui que até parece um grande evento
É tanta força aqui que até parece um movimento

É tanta coisa aqui que até parece não há custo
É tanta regra aqui que até parece um é jogo
É tanto excesso aqui que até parece não há falta
É tanto dano aqui que até parece ninguém nota

Tanto tanto
Na embriaguez de encanto
É tanto "tanto faz"
Que ninguém sabe quem fez
Mundo gira mundo
Mundo vagabundo
Não olhe se não vês