Ouguela (Alentejo, Portugal) em baixo; Alburquerque (Badajoz, Espanha) ao fundo.

quarta-feira, 26 de abril de 2017

"Quando um astronauta se lembra do 25 de Abril"


Esta notícia foi publicada ontem, dia 25, no diário Público:


Quando um astronauta se lembra do 25 de Abril

Thomas Pesquet viaja a bordo da Estação Espacial Internacional a 28 mil quilómetros por hora, mas nem por isso se esqueceu de celebrar "a mensagem democrática" dada pela Revolução dos Cravos.

A fotografia foi tirada no dia 9 de Janeiro de 2017, mostra Portugal continental de Norte a Sul, mas o astronauta francês Thomas Pesquet fez questão de partilhá-la hoje, no dia 25 de Abril, “para celebrar a Revolução dos Cravos”. 

“Bem, não é todos os dias que se pode ver um país inteiro numa única fotografia, especialmente um país que tem tanto para oferecer como Portugal!”, escreveu Pesquet numa mensagem em inglês na rede social de fotografia Flickr. A seguir, em francês, o engenheiro da Agência Espacial Europeia (ESA), actualmente a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em ingês), explica que habitualmente costuma captar fotografias mais aproximadas de Portugal (“que tem uma bela diversidade de paisagens”). Mas “para celebrar a Revolução dos Cravos e a sua mensagem democrática, o que podia ser melhor do que uma vista geral?”

Para além da fotografia de Portugal continental de lés-a-lés, Thomas Pesquet, que deve regressar à Terra em Junho deste ano, partilhou na sua conta de Flickr e Twitter uma vista sobre Lisboa, onde o “pulmão verde” da cidade ocupa um lugar central (segundo as especificações técnicas do Flickr, esta imagem terá sido tirada no dia 5 de Fevereiro de 2017).

Thomas Pesquet ✔ @Thom_astro Lisbonne et son poumon vert: le parc forestier de Monsanto, ici symbole d’écologie #Lisboa #RevoluçãodosCravos 🇵🇹 https://flic.kr/p/Ru24X7 11:06 AM - 25 Apr 2017 · Lisbon, Portugal 804 804 Retweets 1,832


(A notícia completa, no link)



terça-feira, 25 de abril de 2017

Palavras do Capitão Salgueiro Maia naquele dia



O homem que fez finalmente possível a chamada Revolução dos Cravos, o Capitão Salgueiro Maia (Castelo de Vide, 1944 - Lisboa, 1992), disse na madrugada de 25 de Abril de 74, na parada da Escola Prática de Cavalaria, em Santarém:

"Meus senhores, como todos sabem, há diversas modalidades de Estado. Os estados sociais, os corporativos e o estado a que chegámos. Ora, nesta noite solene, vamos acabar com o estado a que chegámos! De maneira que, quem quiser vir comigo, vamos para Lisboa e acabamos com isto. Quem for voluntário, sai e forma. Quem não quiser sair, fica aqui!"


(Dados da Wikipédia)



Grafite do ícone da Revolução dos Cravos, Fernando José Salgueiro Maia, na parede da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa





Cartazes das comemorações do 25 de Abril deste ano



Eis uma pequena amostra de cartazes das comemorações do 25 de Abril neste ano.



Borba








segunda-feira, 24 de abril de 2017

Santarém – Procuram-se Actores/Figurantes para Reconstituição da madrugada de 25 de Abril de 1974



Santarém – Procuram-se Actores/Figurantes para Reconstituição da madrugada de 25 de Abril de 1974

“Junte-se a nós e participe neste Espetáculo que marca o período da história de Portugal que depôs o regime ditatorial do Estado Novo e a passagem para a Democracia”. Este o convite que a Comissão das Comemorações Populares do 25 de Abril de Santarém, dirige a Actores/Figurantes, entre os 18 e os 40 anos, para participarem no Espetáculo de Reconstituição Encenada da noite/madrugada de 24/25 de Abril de 1974, que pretende recordar a saída da Coluna Militar, comandado por Salgueiro Maia, da Escola Prática de Cavalaria, que terá lugar na noite do dia 24 de Abril, integrado nas Comemorações do 43º aniversário do 25 de Abril, em Santarém.


Ribatejo (Publicado a 12 de fevereiro de 2017)


Revolução de 25 de Abril de 1974


Com a ajuda deste slideshare podemos ficar a saber desse episódio tão importante para o que hoje é Portugal: a Revolução do 25 de Abril.


Em baixo, um slideshare mais breve e, se calhar, mais prático, para vocês:





sexta-feira, 21 de abril de 2017

Uma vida de aventuras (Manuel António Pina)



Manuel António Pina (1943-2012), jornalista e escritor português, premiado em 2011 com o Prémio Camões. Um dos meus autores portugueses preferidos. Nestas linhas fala um bocado da vida dele, mas sobretudo da importância que os livros tiveram na sua vida.


Uma vida de aventuras

O meu nome é Manuel António Pina. Nasci numa terra com um grande castelo, nas margens de um rio onde, no Verão, passeávamos de barco e nadávamos nus. Chama-se Sabugal e fica na Beira Alta, perto da fronteira com Espanha. Quando era pequeno, olhava para o mapa e pensava que, por um centímetro, tinha nascido em Espanha.

Mais tarde descobri que as fronteiras são linhas inventadas que só existem nos mapas. E que o Mundo é só um e não tem linhas a separar uns países dos outros a não ser dentro da cabeça das pessoas.

A verdade é que, por causa da profissão de meu pai, vivi (depois de ter nascido, antes não me lembro…) em muitas diferentes terras e, por isso, não tenho só uma terra, tenho muitas. Uma delas é o Porto, onde vivi mais tempo do que em qualquer outra, onde nasceram as minhas filhas e onde provavelmente morrerei um dia.

Como fui durante muitos anos jornalista, mais de trinta, viajei um pouco por todo o Mundo, da América ao Japão, da China ao Brasil, da África ao Alaska. E como sou escritor tenho viajado também por dentro de mim mesmo. E por dentro das palavras. Assim, apesar de ter nascido numa terra com um grande castelo, nas margens de um pequeno rio, não pertenço a lugar nenhum, ou pertenço a muitos lugares ao mesmo tempo. Alguns desses lugares só existem na minha imaginação. Porque a imaginação, descobri-o também, é o modo mais fantástico que há de viajar.

De facto, os lugares mais distantes e mais belos onde eu alguma vez estive não vêm nos mapas. Quando tinha a tua idade, viajei pelo fundo dos mares, e desci ao centro da Terra, e fui à Lua, e aos pólos, e ao passado, e ao futuro, dentro dos livros de Júlio Verne, de Jack London, de Emílio Salgari. À noite, quando todos se iam deitar e a casa silenciosamente adormecia, partia eu para as mais emocionantes aventuras, às vezes só regressando já de madrugada. Combati nos mares do Sul contra piratas e flibusteiros ao lado de Sandokan; persegui Moby Dick, a baleia branca, no tempestuoso barco do Capitão Acab; desci o Mississipi na jangada de Huckleberry Finn; cacei búfalos nas imensas pradarias do Oeste; e, com Tintin fui preso e condenado à morte em Chicago, na China, nos Andes, e salvei-me sempre no último momento, e com ele e com o Capitão Haddock, e com a cadela Milou, perdi-me nas neves do Tibet e nos desertos da Arábia, e fui à Lua e voltei…

Como vês, tenho tido uma vida emocionante e aventurosa. Hoje lembro-me das grandes viagens e das aventuras que todas as noites começavam no meu quarto e tenho medo de não ser já capaz de vencer tantos perigos e tantas emoções. De qualquer maneira, continuo a ter livros na mesa de cabeceira, e quando saio de casa gosto sempre de levar um comigo. Porque me pode apetecer voltar a partir…

Manuel António Pina


(Fonte: "Netescrit@ - O que eu quero é que eles gostem de ler e de escrever")



terça-feira, 18 de abril de 2017

A saudade mata a gente (Maria Bethânia + Seu Jorge)



Voltamos com a saudade, de que falámos pouco antes das férias da Páscoa... Reparem no título. Esse "a gente" não são os outros, somos nós, sou eu... (na nossa língua seria "La saudade nos mata" ou "La saudade me mata").

A dor de não ter connosco a pessoa amada, "que se foi embora", ai! Duas ótimas versões de Maria Bethânia e de Seu Jorge.


A SAUDADE MATA A GENTE

Fiz meu rancho na beira do rio
Meu amor foi comigo morar
E na rede nas noites de frio
Meu bem me abraçava pra me agasalhar

Mas agora, meu Deus, foi-se embora
Vai-se embora e não sei se vai voltar
A saudade nas noites de frio
Em meu peito vazio virá se aninhar

A saudade é dor pungente, morena
A saudade mata a gente, morena
A saudade é dor pungente, morena
A saudade mata a gente






sexta-feira, 7 de abril de 2017

Nini dos meus quinze anos (Paulo de Carvalho)


Uma velha canção portuguesa de Paulo Carvalho. Tem a sua piada, não tem? A letra foi escrita pelo poeta Fernando Assis Pacheco. E dá para os alunos do 4º ano fazerem uma revisãozinha do Pretérito Imperfeito, e para os alunos do 3º ano terem uma ideia dele. Vejam só! 😊 Há tantos...

E despedimo-nos até ao regreso das férias da Páscoa! Boas férias, e leiam, faz bem à saúde!


CHAMAVA-SE NINI

Chamava-se Nini
Vestia de organdi
E dançava (dançava)
Dançava só pra mim
Uma dança sem fim
E eu olhava (olhava)

E desde então se lembro o seu olhar
É só pra recordar
Que lá no baile não havia outro igual
E eu ia para o bar
Beber e suspirar
Pensar que tanto amor ainda acabava mal

Batia o coração mais forte que a canção
E eu dançava (dançava)
Sentia uma aflição
Dizer que sim, que não
E eu dançava (dançava)

E desde então se lembro o seu olhar
É só pra recordar
Os quinze anos e o meu primeiro amor
Foi tempo de crescer
Foi tempo de aprender
Toda a ternura que tem o primeiro amor
Foi tempo de crescer
Foi tempo de aprender
Que a vida passa
Mas um homem se recorda sempre assim
Nini dançava só pra mim

E desde então se lembro o seu olhar
É só pra recordar
Os quinze anos e o meu primeiro amor
Foi tempo de crescer
Foi tempo de aprender
Toda a ternura que tem o primeiro amor
Foi tempo de crescer
Foi tempo de aprender
Que a vida passa
Mas um homem se recorda, é sempre assim
Nini dançava só pra mim





Gonçalo Cadilhe, escritor viajante



Na página de Gonçalo Cadilhe, que diz de si próprio ser um "escritor viajante", podemos ler estas palavras dele:

“Quando me perguntam o que me fez largar uma vida segura, um trabalho, uma casa, uma família, para viajar pelo mundo, respondo que foi exactamente o mesmo que faz com que outra pessoa não largue uma vida segura, um trabalho, uma casa, uma família — ou seja, uma ideia de nós próprios e de onde reside a nossa felicidade.”

(in “Passagem para o horizonte”)


Entrevista: "Gonçalo Cadilhe, as viagens, o surf e os livros"



Gonçalo Cadilhe nas Ilhas Molucas, que pertencem à Indonésia.



Nos séculos XVI e XVII, as ilhas correspondentes à atual província das Molucas do Norte eram chamadas "Ilhas das Especiarias". Àquela época, a região era a única fornecedora mundial de noz-moscada e cravo-da-índia, especiarias extremamente valorizadas nos mercados europeus, vendidas por mercadores árabes à República de Veneza a preços exorbitantes, com os negociantes a nunca divulgarem a localização exata da origem, pelo que nenhum europeu conseguia deduzir a sua origem.

Em 1511-1512, os portugueses foram os primeiros europeus a chegar às Molucas, em procura das afamadas especiarias. Os holandeses, os espanhóis e reinos locais, como Ternate e Tidore, disputaram o controle do lucrativo comércio de especiarias. As árvores de noz-moscada e cravo-da-Índia foram posteriormente transplantadas no mundo inteiro, o que reduziu a importância internacional da região.

(Wikipédia)






quarta-feira, 5 de abril de 2017

Do blogue "O linguado": Dia das pós-verdades



Dia das pós-verdades

Hoje é o dia das mentiras. Mas cuidado com o que diz: o que inventar hoje pode ser verdade amanhã!

(Publicado no dia 1 de abril no blogue O linguado)

_____________________________________________


Cá pela minha parte, acrescento a definição desta palavra que quase acabou de nascer...

pós·-ver·da·de
(pós- + verdade)
substantivo feminino ou masculino

1. Conjunto de circunstâncias ou contexto em que é atribuída grande importância, sobretudo social, política e jornalística, a notícias falsas ou a versões verosímeis dos factos, com apelo às emoções e às crenças pessoais, em detrimento de factos apurados ou da verdade objectiva (ex.: a mentira e os boatos alimentam a pós-verdade; o tema do momento é o pós-verdade nas redes sociais). substantivo feminino

2. Informação que se divulga ou aceita como facto verdadeiro devido à forma como é apresentada e repetida, mas que não tem fundamento real (ex.: estas pós-verdades negam anos de evidências científicas). = FACTÓIDE


adjectivo de dois géneros e de dois números

3. Que atribui mais importância a notícias falsas ou não fundamentadas do que à verdade objectiva (ex.: era pós-verdade; política pós-verdade).


(Dicionário Priberam)

terça-feira, 4 de abril de 2017

O poço do Inferno na Serra da Estrela







Chega de saudade (Caetano Veloso)




CHEGA DE SAUDADE

Vai minha tristeza
e diz a ela que
sem ela não pode ser

Diz-lhe numa prece
que ela regresse,
porque eu não posso mais sofrer

Chega de saudade,
a realidade é que
sem ela não há paz
não há beleza
é só tristeza e a melancolia
que não sai de mim,
não sai de mim,
não sai

Mas se ela voltar, se ela voltar,
que coisa linda, que coisa louca
pois há menos peixinhos a nadar no mar,
do que os beijinhos que eu darei na sua boca

Dentro dos meus braços os abraços hão
de ser milhões de abraços
Apertado assim, colado assim, calado assim,
Abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim
Que é prá acabar com esse negócio
de viver longe de mim
Não quero mais esse negócio de você viver assim
Vamos deixar desse negócio de você viver sem mim


Eu prefiro esta versão, que já tem uns anitos: João Gilberto mais a filha, Bebel. Apenas violão e voz.





A televisão influencia?



Cuidadinho com o acento: no i, é um verbo. O substantivo, sim, é influência.

O que é que vocês acham? A televisão influencia-vos?



segunda-feira, 3 de abril de 2017

A Mafalda e a televisão









Diagrama para resolução de problemas




otário - [Informal] Indivíduo tolo, fácil de ser enganado. = TOTÓ, TROUXA
(Priberam)

totó - 6. [Portugal, Informal] Que ou quem demonstra falta de habilidade, inteligência ou desembaraço (ex.: ela é tão totó que nem percebeu o que aconteceu; cambada de totós!). = ATADO, NABO, PALERMA, PARVO
(Priberam)



sexta-feira, 31 de março de 2017

"Lixo" é bem diferente de "liso"



Meus caros alunos do 4º ano, para além de lixo ser um substantivo e liso um adjetivo, a pronúncia é bem diferente. Lembram-se do ditado que fizemos no outro dia?


Na palavra lixo, o x (xis) tem um som [ʃ] (palatoalveolar fricativo sonoro).




Na palavra liso, o s (esse) tem um som [z] (fricativo alveolar sonoro)





Dia 1 de abril, Dia da Mentira








José Saramago: "O lugar estava ali, a pessoa apareceu..."





Dia das Mentiras? Pois é!



O Dia das Mentiras celebra-se com alegria (e alguma malícia) a 1 de abril.

Manda a tradição que neste dia as pessoas contem mentiras e que surpreendam os outros com fatos ou atos inesperados.

Para fazer com que as pessoas acreditem na sua história do Dia das Mentiras, deve contar algo que possa acontecer com naturalidade ou regularidade. Desta forma, conseguirá facilmente que os outros acreditem naquilo que conta e será levado a sério. Tem também de manter a seriedade e não sorrir, não piscar os olhos ou agir desconfiadamente.

Os meios noticiosos, nomeadamente os jornais, as televisões e as rádios também contam "histórias fictícias" no dia 1 de abril. Estas histórias falsas são reveladas no dia seguinte.

O motor de busca Google é outra entidade que adere ao Dia das Mentiras e anuncia novidades (falsas) no dia 1 de abril. As redes sociais são, cada vez mais, um dos locais onde proliferam as mentiras do dia 1 de abril.

(Fonte: Calendarr)


Origem do Dia das Mentiras mais uma canção do Sérgio Godinho


Uma tira de Luís Afonso sobre este dia


Vale a pena ler este breve texto, "O Dia da Mentira", escrito por Raul Cânovas.




segunda-feira, 27 de março de 2017

"– Quantos rins nós temos?"




No curso de Medicina, o professor dirige-se ao aluno e pergunta:

– Quantos rins nós temos?

– Quatro! - responde o aluno.

– Quatro? - replica o professor, arrogante, daqueles que sentem prazer em tripudiar sobre os erros dos alunos. - Traga um feixe de capim, pois temos um asno na sala - ordena o professor ao seu auxiliar.

– E, para mim, um cafezinho! - disse o aluno ao auxiliar do mestre.

O professor ficou irado e expulsou o aluno da sala. O aluno em questão era o Barão de Itararé.

Ao sair da sala, o aluno ainda teve a audácia de corrigir o furioso mestre:

– O senhor me perguntou quantos rins "nós temos". "Nós" temos quatro: dois meus e dois seus. "Nós" é um pronome usado para o plural. Tenha um bom apetite e delicie-se com o capim.

Às vezes precisamos saber falar e nos expressar diante das pessoas. Isso muda, e muito muitas coisas.




quarta-feira, 22 de março de 2017

Palavras de Almada Negreiros para a nossa Escola



Hoje é o nosso dia, "el Día del Centro", o do IES "M. Domingo Cáceres". Hoje não há aulas e temos muitas atividades a que assistir e muitas coisas para partilhar.

E ainda por cima, estamos a festejar nesta semana os 25 anos de existência da nossa Escola. Eis uma citação do artista e escritor português José de Almada Negreiros para nos acompanhar.


"Há palavras que fazem bater mais depressa o coração…"

Almada Negreiros




(Autorretrato com boné, óleo sobre tela de Almada-Negreiros, c. 1927)


terça-feira, 21 de março de 2017

Florbela Espanca para o Dia Mundial da Poesia



Hoje, dia 21 de março, é o Dia Mundial da Poesia. Esta moça brasileira, Edla Lemos, recita para nós um poema da poetisa portuguesa Florbela Espanca, que, por acaso, nasceu perto da nossa cidade, em Vila-Viçosa.


AMAR!

Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: Aqui... além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente…
Amar! Amar! E não amar ninguém!

Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!

Há uma Primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!

E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar...

Florbela Espanca


Caricatura de Florbela Espanca





Chegou a primavera!



Alguém sabe o autor desta pintura do Renascimento italiano, A Primavera ou Alegoria da Primavera? Em baixo, um pormenor.







sexta-feira, 17 de março de 2017

O Sistema Educativo em Portugal

(2012)


O Sistema Educativo em Portugal é regulado pelo Estado através do Ministério da Educação e Ciência, antigos Ministério da Educação, e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. O sistema de educação pública é o mais usado e mais bem implementado, existindo também escolas privadas em todos os níveis de educação.

Em Portugal a educação é iniciada obrigatoriamente para todos os alunos aos 6 anos de idade (podendo iniciar-se aos 5 anos caso o aluno faça 6 anos no ano de entrada). A escolaridade obrigatória termina quando o aluno fizer 18 anos (12º ano de escolaridade).

Cada ano letivo está dividido em 3 Períodos:

1.º Período - Início - por volta de 10 de Setembro; Fim - por volta de 14 de Dezembro

2.º Período - Início - por volta de 3 de Janeiro; Fim - duas semanas antes da Páscoa

3.º Período - Início - terça-feira a seguir à Páscoa; Fim - entre o início e o final de Junho

(..)

O ensino básico está dividido em 3 ciclos:

1.º ciclo (1.º ano ao 4.º ano);
No 1.º Ciclo, a avaliação é efetuada de Muito Insuficiente/Não Satisfaz a Excelente. No final do mesmo, são realizados exames nacionais de Língua Portuguesa e de Matemática de toda a matéria deste.

2.º ciclo (5.º e 6.º ano);

3.º ciclo (7.º ao 9.º ano).

O ciclo seguinte é designado por Ensino Secundário - abrange os 10.º, 11.º e 12.º anos e tem um sistema de organização próprio, diferente dos restantes ciclos. A mudança de ciclo pode, em vários casos, ser marcada pela mudança de escola, sendo, por exemplo, as escolas que abrangem o 1.º ciclo mais pequenas que as restantes, tendo em média cerca de 200 alunos, enquanto que as do 2.º e 3.º ciclos e as secundárias podem facilmente atingir os 2000 alunos.


(Wikipédia)


quinta-feira, 16 de março de 2017

Qual é a melhor idade da vida?






Como sabemos, a Mafalda de Quino é uma menina muito, muito madura, e com frequência pensa em coisas que para vocês são um bocado estranhas ou longínquas...





segunda-feira, 13 de março de 2017

Clicamos, atendemos e ficamos a saber



Vamos fazer isso: clicamos no link em baixo e vemos um excerto de uma reportagem feita nos Açores pela TVI.


Repórter TVI: "Livro Aberto"

"Nas escolas públicas dos Açores, os manuais escolares são gratuitos. As escolas emprestam os livros, mediante o pagamento de uma caução. Este foi um processo pacífico, sem guerras com editoras, livreiros ou confederações de pais, ao contrário do que tem acontecido no continente.

"Livro aberto" é uma grande reportagem da jornalista Alexandra Borges, com imagem de Ricardo Ferreira e edição de imagem de Miguel Freitas. Não perca o Repórter TVI, no Jornal das 8 de domingo."




Televisão em Portugal



"A Televisão em Portugal foi criada em Dezembro de 1955, construída em 1956 e nasce em Março de 1957, sendo um grande fenómeno nacional. Inicialmente, as pessoas dirigiam-se aos locais públicos para poderem admirar as emissões da "caixinha mágica", pois na altura poucas pessoas tinham televisão em casa.

Este fenómeno teve grande aceitação logo de início no nosso país e foi aos poucos, mudando o serão, o entretenimento e até a cultura dos portugueses.

Portugal conta atualmente com sete canais públicos a emitir em sinal aberto: RTP1, RTP2, RTP3, RTP Memória, ARTV, RTP Açores e RTP Madeira (somente nos respectivos arquipélagos) e dois privados: SIC e TVI.

Os canais públicos: RTP3 e RTP Memória começaram a emitir em sinal aberto de Televisão Digital Terrestre à meia-noite do dia 1 de Dezembro de 2016."

(Wikipédia)

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Logótipo do Telejornal da RTP1. A emissão da edição da noite começa às 20:00 h. Comparem com o noso país, onde isso acontece mais uma hora depois, e a seguir temos um filme, um concurso, etc. e daí essa desordem dos nossos horários para ir descansar. Tarde demais.



Excerto do "Telejornal" emitido em 1 de Março de 2017 na RTP1. Inclui vinheta do canal, relógio, publicidade, indicativo e primeira notícia desenvolvida por João Adelino Faria. Este grafismo é utilizado desde 7 de Março de 2016.




Cuidado: cinco e zinco!



Vejam o que nos diz a Wikipédia desta palavra, zinco.

O zinco (do alemão Zink) é um elemento químico de símbolo Zn, número atômico 30 (30 prótons e 30 elétrons) com massa atómica 65,4 unidade de massa atómica. À temperatura ambiente, o zinco encontra-se no estado sólido. Está situado no grupo 12 (2 B) da Classificação Periódica dos Elementos.

Faço esta introdução porque alguém, numa turma do 4º ano, teima em escrever o número 5, cinco, desta maneira, zinco, e acontece que, em português, isso é uma coisa bem diferente, não é um número, mas um elemento químico.

Espero que a partir de agora, esse alguém aprenda de vez a escrever o número 5 de maneira correta, cinco.

A letra diferente reflete uma pronúncia diferente, claro, não é gratuita. O c de cinco representa um som surdo, /s/, e o z de zinco, um sonoro /z/.






O zinco tem muitos benefícios para o nosso organismo e, de passagem, podemos rever um bocado de vocabulário de legumes e outros alimentos que contêm este mineral.
Estão a ver? Afinal, saber e bom!






terça-feira, 7 de março de 2017

A máscara (Maria Cândida Mendonça)

Fotografia de Cesare Senatore



A MÁSCARA

Parei
Espreitei
Entrei
Comprei

Saí
Subi
Abri
Sorri

Peguei
Coloquei
Atei
Ajeitei

Desci
Apareci
Rugi
E ri

Um leão
Que aflição!

Mas não…
É o João!

Maria Cândida Mendonça 


O Livro do Faz-de-Conta



segunda-feira, 6 de março de 2017

Azulejos no Porto

Fotografia de Kieselle










Para aqueles que teimam com "eu foi": 1ª pessoa EU FUI


Pois é, a primeira pessoa do Pretérito Perfeito Simples dos verbos ir e ser é fui, e foi é terceira pessoa: ele, ela, você, o senhor, a senhora foi.











Aqui podemos imaginar como é que diria todo menino acusado de ter feito alguma coisa de que a mãe não gostou (se calhar, partiu um jarro, sujou a parede, etc.): Eu não fui! Foi o João ou Foi a Maria ou Eu não sei quem é que foi, mas não fui eu!