Ouguela (Alentejo, Portugal) em baixo; Alburquerque (Badajoz, Espanha) ao fundo.
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terça-feira, 21 de maio de 2019

Onde se comem os melhores pastéis de Belém?

Fotografia de Peter

Aqui, naturalmente, em Belém, na Pastelaria Belém. Foi fundada há alguns anos... em 1837! Recém-feitos, ótimos. 


Fotografia de Heather Cowper


sexta-feira, 29 de março de 2019

Concurso de Doçaria Portuguesa do Dia da Escola

1

Estas são as sobremesas apresentadas ao Concurso de Doçaria Portuguesa do nosso Dia da Escola. Os números correspondem-se com a ordem de entrega. Os vencedores, vencedoras, desculpem, visto serem todas meninas, são as seguintes:

1º prémio
Lucía Morales Vicente (4º A) - Tarta de natas e limão, nº 6

2º prémio
María Movilla Monge e Claudia Morales Martínez (1º D) - Serradura, nº 7

3º prémio
Marta Casquero Blanco e Raquel Hermoso Ruiz (1º D) - Bolas de Berlim, nº 10


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4

5

6

7

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 9

10

11



sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

A consoada



Vamos ver o que nos diz a Infopédia desta palavra:


consoada

1. ceia em família, na noite do Natal

2. presente que se dá pelo Natal

E agora o que nos conta a Wikipédia:

A Consoada é celebrada em Portugal, na noite do dia 24 de Dezembro, a véspera de Natal. Esta tradição leva as famílias a reunirem-se à volta da mesa de jantar, comendo uma refeição reforçada. Por ser uma festa de família, muitas pessoas percorrem longas distâncias para se juntarem aos seus familiares.

A origem do nome “Consoada” vem do Latim "consolata", de "consolare", "consolar".

Na tradição católica os fiéis participavam, ao final da noite, na Missa do Galo.

Segundo a tradição portuguesa, a Consoada consiste principalmente em bacalhau cozido, seguido dos doces, como aletria, rabanadas, filhoses e outros doces. Em algumas regiões do país (principalmente no Norte), o polvo guisado com couves e batatas também consta da mesa de Natal. Em Trás-os-Montes, peru no forno, canja de galinha e assados de borrego, porco ou leitão também marcam o Natal, enquanto na Beira Alta, o cabrito é uma tradição. No Alentejo e no Algarve, o peru recheado assado são pratos que podem constar das mesas.

Em Portugal, depois da Consoada, é tradição fazer a distribuição dos presentes de Natal.




segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Sobremesas



Para quem ainda se esquece desta palavra, temos aqui esta boa ementa de sobremesas.




Ementas e cartas



 No restaurante não pedimos carta nenhuma, mas a ementa. Reparem. Uma carta é um "escrito fechado que se dirige a alguém".


E por falar em cartas, quem de vocês escreveu uma carta alguma vez?









terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Fruta feia - Gente bonita come fruta feia


Fruta Feia - Gente bonita come fruta feia. O que é isto? Leiam, leiam: é uma cooperativa de consumo contra o desperdício alimentar que canaliza dos agricultores aos consumidores os frutíhortícolas rejeitados devido à aparência.


Vejamos este artigo do diário Público do ano 2013 para nos fazermos uma ideia de como é que o projeto nasceu; agora, passado ano e meio, podemos dizer que para eles as coisas correm de feição, como pode ver-se na sua página, Fruta Feia)

Ah, e vejam a importância da imaginação para arranjar trabalho. Estão a ver? Ainda por cima é bom para a natureza e evita o desperdício de toneladas de fruta que iam parar ao lixo.

Estamos dispostos a comer fruta feia para reduzir o desperdício?

Hugo Torres

07/06/2013 - 17:06

Projecto-piloto em Lisboa vai ajudar agricultores a escoar produção fruto-hortícola desperdiçada pela grande distribuição, a um preço mais baixo para os consumidores.

O essencial pode ser invisível aos olhos, mas, a acreditar na expressão popular, é com eles que comemos. Quando foi a última vez que, na zona dos frescos de um supermercado, pegámos numa peça de fruta sem avaliar se essa era a mais bem-parecida do caixote? E se, querendo maçãs, só encontramos exemplares sem o aspecto regular e o brilho a que já nos habituámos, compramos na mesma? É um pequeno gesto, mas com grande impacto em cadeia.

Como os consumidores preferem frutas e hortaliças perfeitas, os grandes canais de distribuição transferem essa preferência para os agricultores, que só conseguem vender para os supermercados as peças com melhor aspecto. O resultado é um desperdício produtivo de 30%, o que em Portugal significa mandar para o lixo ou para a alimentação do gado uma tonelada de produtos fruto-hortícolas com qualidade para estarem à nossa mesa, mas não com o aspecto desejado.

Isabel Soares identificou o problema e propôs-se a contrariar a tendência com o projecto Fruta Feia, que nesta quinta-feira recebeu das mãos do Presidente da República o segundo prémio do concurso FAZ – Ideias de Origem Portuguesa (IOP), concurso da Fundação Calouste Gulbenkian e da Cotec – Associação Empresarial para a Inovação (o primeiro foi para o projecto Orquestra XXI). O valor do prémio é de 15 mil euros. O projecto está orçamentado em 21 mil, mas não vai cair. Aliás, está a andar há algum tempo.

“Isto já atingiu um impacto social tão forte que seria impossível abandonar”, diz Isabel Soares ao PÚBLICO. “Já temos 50 sócios interessados, um espaço e o feedback da esperança que os agricultores encontram no nosso projecto. É muito complicado, depois de ter dado essa expectativa aos agricultores, de que os podemos ajudar a escoar esta parte da produção fruto-hortícola, chegar lá e dizer: ‘Meus amigos, não vos vamos comprar a fruta feia.'”

O próximo passo é encontrar o financiamento que falta: seis mil euros. O processo legal para a constituição da cooperativa de consumo que servirá de base ao projecto já foi desencadeado. Falta construir um site e adquirir uma carrinha para o transporte dos produtos. Mais importante, falta assegurar que existe dinheiro para garantir que haja uma pessoa a trabalhar a tempo inteiro no Fruta Feia. Para concretizar tudo isto ainda serão necessários alguns meses.

Engenheira ambiental, Isabel Soares está a viver e a trabalhar em Barcelona há sete anos. Tem 30. É de Lisboa e quer voltar. Este projecto é o bilhete de regresso. “Queria voltar para Portugal, queria empreender este projecto aqui, para mim não tinha sentido que fosse noutro país”, recorda, numa conversa anterior à entrega do prémio, quando ainda não sabia que o Fruta Feia tinha sido um dos preferidos do júri do FAZ – IOP. Agora, pode fazê-lo.

(...)



Elas são as pessoas que estão na base desta cooperativa que vende a fruta que os agricultores não comercializam.


Aqui, um artigo publicado na semana passada num jornal espanhol:  

La gente guapa come fruta fea (El País, 25-1-2015)


quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

O que é um bitoque?


Bitoque. Prato típico português composto por um bife grelhado ou frito, ovo estrelado por cima, geralmente acompanhado de batatas fritas, arroz e, por vezes, salada.

Se calhar, o bitoque cá em cima tem batata frita demais. O que é que vocês acham? E não tem arroz, como este em baixo, ao qual falta alface... Enfim, escolham vocês.

A origem desta palavra, lemos no Ciberdúvidas da Língua Portuguesa, seria esta: "Julgo que será devida à analogia com o espanhol bistec, do inglês beefsteak, também aportuguesado em bifesteque, como se vê nos dicionários."





quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Ter a barriga a dar horas



Uma expressão idiomática de que é fácil perceber-lhe o significado: ter a barriga a dar horas. De todas as maneiras, eis a definição do dicionário Priberam, pelo sim pelo não (= "por si acaso", como sabem):

Ter a barriga a dar horas

• [Informal] Ter fome


(A fotografia é de José Carlos Caria)



terça-feira, 11 de novembro de 2014

Doces tradicionais do Algarve



Eu não sou muito guloso, mas não me importava de comer alguns destes doces algarvios com um cafezinho.

Algarvios significa "do Algarve" e já sabem onde é que fica o Algarve, não sabem? Fica no sul de Portugal.



(Fotografia de Casa na aldeia)










sexta-feira, 11 de abril de 2014

Vencedores do Concurso de Doçaria do Dia da Escola


Estes são os vencedores do Concurso de Doçaria  (em português) celebrado no nosso Dia da Escola. Os prémios serão entregues depois das férias. Parabéns aos vencedores e também a todos aqueles que participaram. O júri teve problemas para decidir. Tudo estava muito, muito bom!


1º prémio
Torta de laranja — María Fuentes Carozo



2º prémio
Serradura — María Centeno e Inês Castro



3º prémio
Torta de creme português — Javier Morán e Alba Caldito





quarta-feira, 19 de março de 2014

Uma ementa vegetariana de um restaurante português

Uma salada grega


Eis a ementa vegetariana do Restaurante Cabana dos Parodiantes, em Salvaterra de Magos. As fotografias foram tiradas da internet.


EMENTA VEGETARIANA DA CABANA

DIÁRIAMENTE EXISTE SEMPRE UM PRATO VEGETARIANO

- Salada normal (alface, tomate, cebola, orégãos, azeite e vinagre) – 1.25 €

- Saladões / custo de cada salada – 5.50 €

Saladão Grego (pepino, tomate, queijo tipo feta, azeitonas pretas, folhas manjericão)
Saladão Estival (espargos, ananás, alface, milho doce, rebentos soja, )
Saladão Mediterrânico (tomate, alface, cebola, cornichon, azeitonas, beterraba, sultanas)

Todas os Saladões são regados com um vinagrete específico
- Pratos Vegetarianos confeccionados / custo de cada prato – 5.50 €

Alho Françês à Brás (alho francês, batata palha, ovos, cebola)
Gratinado de corgetes (curgete, leite, maizena, queijo ralado, batata)
Bolinhas de tofu c/ espinafres (tofu, espinafres, cenoura, grão, cominhos, farinha de milho)
Feijoada de Castanhas (castanhas, cogumelos, cenoura, feijão manteiga, alecrim)
Peixinhos da Horta c/ Arroz de Feijão (feijão verde, farinha de milho, salsa, ovos)
Lasanha de Legumes (espinafres, cenoura, tomilho, orégãos, queijo)
Caril de Castanhas (arroz Basmati, caril, castanhas, bróculos, leite de côco)
Tofu panado c/ Esparregado (tofu, espinafres, ovos, coentros, alecrim, farinha de milho)
Seitan assado no forno (seitan, batatas assadas, repolho, arroz Basmati)


Tofu panado


Cogumelos



segunda-feira, 17 de março de 2014

Porque não abre a cantina nesse dia de outubro?



Cliquem no link em baixo. Podem ver as refeições vegetarianas servidas numa das cantinas da Universidade do Minho no mês de outubro de 2007.

Deem uma vista de olhos, reparem na variedade, mas reparem também que um dia não há almoço nem jantar na cantina. Porquê?

Pensem um bocado. Vamos lá ver cessa memória. Já temos visto mais do que uma vez nestes anos. A pesquisa, de todas as maneiras, é fácil.

A resposta, nos Comentários. Não se esqueçam de se identificar.








segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Chocolate para nos consolarmos



Pois é, uma mousse de chocolate para nos consolarmos, nem que seja um bocadinho... A nossa viagem a Évora de depois de amanhã gorou-se. Isto soube eu na passada sexta-feira. Alguém não fez bem o seu trabalho, e é por isso que não é possível na próxima quarta-feira e deve ser adiada para finais de março; ou pelo menos, parece que isso foi que disseram. Ai, burocratas...

Vamos aprender uma coisa: burocrata é uma palavra grave em português, como democrata.


Mais uma coisa. esta palavra é difícil para o vosso nível, mas deixo aqui:

gorar-se
3. [Figurado] Malograr-se; frustrar-se.


(Fotografia: Casa na aldeia)


PS. Na última hora do dia de hoje, o Miguel Jociles, da turma de 3º D, pareceu ficar estranhado por não haver uma receita de mousse, apenas uma fotografia. Deve gostar muito de chocolate. Será que ele tem jeito para a  cozinha ou vai pedir à mãe para ela fazer esta sobremesa? Teremos de perguntar ao Miguel. Para lhe fazer a vontade, eis esta mousse de chocolate caseira que achei no blogue Receitas bem boas. Reparem que dá para rever o imperativo, não dá?



Ingredientes

250 g de chocolate em tablete para culinária
125 g de margarina
5 ovos
125 g de açúcar (versão + saudável - açúcar amarelo)


Numa taça, coloque o chocolate e a margarina e derreta em banho maria, mexendo sempre sem parar.

Separe as gemas das claras, e bata as gemas com o açúcar, tudo muito bem misturado. Adicione à mistura do chocolate em fio mexendo sempre para não coalhar, retirar do quente.

Agora bata as claras em castelo e envolva com cuidado no preparado anterior, sem bater.

Leve ao frigorífico pelo menos 2 horas. Se deixar de um dia para o outro ficará bem melhor.

É uma receita fácil e deliciosa.




sexta-feira, 7 de junho de 2013

Receita de chá de ananás



Está calor, não está? Se não estiver, não se esqueçam desta receita para quando ele voltar. Uma receita fácil de preparar e bem fresquinha...


Chá de ananás

Ingredientes

1 ananás
Folhas de hortelã q.b.
Açúcar q.b.
1,5 l de água

Preparação

Descasque o ananás. Leve ao lume a água e quando levantar fervura junte as cascas do ananás e deixe ferver durante cinco minutos. Desligue, adicione o açúcar, mexa bem, deixe arrefecer e leve ao frigorífico. No momento de servir junte duas rodelas de ananás finamente picadas e aromatize com folhas de hortelã.

(Fonte: diário Público)


q.b. = quanto baste ("al gusto")



quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

À mesa (Roby Amorim)



À MESA

Já ninguém tem regras nem horas para estar à mesa, dizem os mais velhos. Pelo menos no que respeita à terminologia estarão cheios de razão.

Começava-se o dia com a parva (a pequena refeição) ou desjejum, o mata-bicho, hoje o pequeno almoço.

O almoço vinha um pouco mais tarde, mas ainda à pressa, ao calhar da conveniência dos horários de cada um. A palavra não é árabe, como pode julgar-se pelo al inicial. É romana: ad-morsus, ou seja, à dentada, rapidamente para ir à vida.

A merenda fazia-se no pino do calor como um intervalo indispensável, ao meio-dia (meridie) e só no regresso a casa a familia acabava por se juntar na ceia (do grego koene, conjunto). Os simpósios que hoje reúnem professores, cientistas, etc. não passavam de uma patuscada, de pretexto para mais uns copos, pois simpósio significa beber em conjunto.

Na Idade Média, a mesa era posta pela simples razão de que não havia casa de jantar e comia-se ao gosto do momento, aqui ou ali.

A mesa (ou mensa, como se diz nalguns sítios do Alentejo mantendo exactamente o termo latino) era armada (posta) sobre pernas em xis, como ainda se faz com os tabuleiros dos vendedores ambulantes.

Antes de se levantar a mesa, tirava-se a toalha, já bem suja porque os comensais ali tinham limpo as mãos (embora fosse de regra não meter na comida mais do que as pontas dos dedos, que também podiam limpar-se ao pêlo dos cães que solicitavam um osso sobrante). O que vinha depois, as frutas e os doces era comido directamente sobre a mesa. Daí a sobremesa.

Comia-se com colher ou à mão de um recipiente comum e daí cada um meter a sua colherada.

O garfo só vai aparecer no século XVI. Objecto insólito, cuja primeira utilidade, então com um só dente, fora a de escrever as missivas romanas sobre tabuinhas de cera. Era o graphium com que se grafava, ou se escrevia.

Garfo, que, no passado, se apelidara stylum, o instrumento com que se grafavam os caracteres cuneiformes nas Babilónias e Caldeias. Cada qual com o seu estilo, e os cirurgiões com o seu estilete para fazerem talhos nos males que nos afligem, e daí, talhante, o que corta a carne que comemos, cada dia mais doloroso... E comemos, claro, com os nossos talheres.

Roby Amorim, Elucidário de conhecimentos quase inúteis    



Nota. Explicação da expressão idiomática meter a sua colherada:

Meter a colherada (ou a colher). Quer dizer meter-se em assuntos ou conversas alheias. Com uma ou outra leve diferença, usa-se também «meter o bedelho», «meter o bico», «meter-se onde não é chamado», «meter a foice em seara alheia», «meter o nariz (onde não é chamado)», «meter-se na vida alheia», etc., etc.
(Ciberdúvidas)