Ouguela (Alentejo, Portugal) em baixo; Alburquerque (Badajoz, Espanha) ao fundo.
Mostrar mensagens com a etiqueta Cinema. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Cinema. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 14 de janeiro de 2020

Almodóvar, Bau, Pina Bausch


Hable con ella (bra: Fale com Ela; prt: Fala com Ela) é um filme espanhol de 2002, escrito e realizado por Pedro Almodóvar.

Na cena final do filme, os protagonistas encontram-se num espetáculo de dança num teatro e a música que se ouve é Raquel, do músico e compositor cabo-verdiano Bau. A coreografia é da coreógrafa, dançarina, pedagoga de dança e diretora de balé alemã Pina Bausch.









quarta-feira, 15 de maio de 2019

O Andrés anda agora assim, mais ou menos!


Na sexta-feira passada vi o André, quer dizer, o Andrés,ou ao contrário, da turma de 3º D, com o cabelo pintado de verde. Fez-me lembrar um filme do realizador Joseph Losey, The Boy with Green Hair (1948).

Ele disse -me que tinha sido uma aposta. Não sei se ele quer contar-nos qual é que foi a aposta...




De que trata o filme e duas opininiões sobre ele, retirado tudo de Cine Players:

Analisa a reação pública quando o cabelo de um órfão da guerra nos Estados Unidos misteriosamente fica verde.

"Talvez tenha envelhecido um pouco, mas ainda é um belo retrato sobre a aceitação daquele que é diferente e a compreensão entre os povos.", Régis Trigo.

"O preconceito e a exclusão social sendo analisados pelo ponto de vista de uma criança inocente, mais o estranho fato de a cor do cabelo do menino ficar verde, criam um singelo ar de fábula infantil neste sensível trabalho de estreia de Joseph Losey.", Heitor Romero.


Isto aqui é do vosso antigo blogue, Olá! Como estás?




sexta-feira, 29 de março de 2019

O que significa "NIMAS"?



nimas
(talvez redução e alteração de cinema)
substantivo masculino de dois números

[Informal] Estabelecimento ou sala de .projeções cinematográficas. = CINEMA

(Dicionário Priberam)




"Ao longo de várias décadas, esta sala localizada na Avenida 5 de Outubro, em Lisboa, foi o palco de alguns dos mais significativos acontecimentos culturais da cidade, nomeadamente na área do Cinema. A partir de Fevereiro de 1993, a Medeia Filmes passou a organizar a programação do Nimas, através de estreias comerciais, reposição de clássicos incontornáveis da 7ª Arte e de ciclos especiais. Nos últimos meses, estiveram em exibição exclusiva no Espaço Nimas vários filmes aclamados internacionalmente"



“Luz, som, câmara, ação!”









Última sessão (Sérgio Godinho)

Cinema Europa, Lisboa (Fotografia de Estúdio Mário Novais)


Uma canção do grande contador de histórias Sérgio Godinho, cantor portuense. E o protagonista é o cinema, são os filmes. O mundo da ficção cinematográfica e a "realidade" onde nós habitamos...


ÚLTIMA SESSÃO

Come umas cerejas que são boas
Vamos ver o filme que hoje passa
Hoje não há sombras da desgraça
Hoje nem morreram nem pessoas

Só no filme há sangue verdadeiro
já que a verdade é coisa enganosa
só na vida há sonhos cor-de-rosa
só na noite o amor é curandeiro

Não há nem resposta p'rá pergunta
será que a paixão agora finda
será que de amor se move ainda
e assim o desenho à cor se junta?

Será que finda
será que ainda
temos enredo
pra tanto gosto
pra tanto medo
pra tanto susto
a vida é um doido brinquedo

Lá fora os obuses não descansam
vão em busca das realidades
negra é a madrugada das cidades
quando os vivos com os mortos dançam

A guerra, é puxar só por um fio
e enrola o novelo no soldado
passa do papel ao empedrado
junta a tinta e o sangue num só rio

Busca a caixa negra dos amores
estão lá todas as frases em saldo
o vermelho-cinza do rescaldo
e o vermelho – fogo multi-cores

Será que finda
será que ainda
temos enredo
pra tanto gosto
pra tanto medo
pra tanto susto
a vida é um doido brinquedo

Come umas cerejas. O que sentes?
morde com ciência e com afinco
conta pelos dedos de um a cinco
quantos são na terra os continentes?

Pássaros de ferro cruzam ares
largam suas unhas nos países
pelas ruas riscam cicatrizes
e nos jardins desenham só esgares

Será que finda
será que ainda
temos enredo
pra tanto gosto
pra tanto medo
pra tanto susto
a vida é um doido brinquedo

Vimos todo o filme de rajada
sempre de olhos postos no desfecho
do happy-end, eu nem sequer me queixo
só que a vida é mais emaranhada.






quinta-feira, 28 de março de 2019

O que podia fazer a censura com um filme na ditadura

Cena da curta-metragem A Caça, de Manoel de Oliveira

Só para os alunos terem uma ideia do que podia fazer a censura numa obra cultural durante uma ditadura (tanto faz portuguesa como espanhola), podem ler o texto seguinte sobre uma curta-metragem do ano 1964 do realizador Manoel de Oliveira, intitulada A Caça.

A trama desenvolve-se à volta de dois amigos que resolvem caçar sem espingardas. Enquanto caminham conversam, só que um deles cai num buraco, numa zona pantanosa. O outro colega, aflito corre em busca de auxílio, trazendo atrás de si uma cadeia humana que tenta salvar a vítima, mas não se conseguem entender.

Este filme obteve uma Menção Especial do Júri da Federação Internacional de Cine-Clubes reunido em Toulon, que o considerou a melhor curta metragem. 

"Em 1963, quando A Caça foi presente à Censura, o filme terminava com a morte de José. Os censores acharam esse final muito pessimista e colocaram a Oliveira o dilema: ou o filme não passava, ou Oliveira filmava mais um plano em que o rapaz, afinal, se salvava. E com esse happy end (afinal bem pouco happy) o filme foi visto entre 1963 e 1988. Por essa altura, e quando se organizou a Mostra de Cinema Português em Pesaro, propôs-se a Oliveira que refizesse a montagem, eliminando o plano espúrio. Oliveira fê-lo e a versão original (ou seja a versão conforme ao desejo de Oliveira) foi vista, pela primeira vez, em Pesaro, em 1988. Em Portugal, contudo, permaneceu inédita até Outubro de 1993, quando foi apresentada pela primeira vez na Cinemateca no Ciclo "Oliveira, o Culto e o Oculto".

João Bénard da Costa (retirado do site amordeperdicao-dot-pt)

No entanto, no livro "Contemporary Film Directors: Manoel de Oliveira", de Randal Johnson, diz que o próprio Manoel de Oliveira resolveu manter a cena imposta, embora seja apenas visível depois do genérico final. O autor, mesmo podendo apagar essa cena, resolveu absorvê-la.

A curta pode ser vista aqui, em Cinema Domingos.


segunda-feira, 11 de abril de 2016

Joaquim de Almeida e Maria de Medeiros


Não são tão novos como os atores portugueses que vimos no nosso livro, mas estes são, sem dúvida, os atores portugueses mais conhecidos a nível internacional: Joaquim de Almeida e Maria de Medeiros.


Alguns dados sobre eles estão numa fotocópia que entrego hoje e cá vamos com algumas imagens a eles ligadas.


Bonnie Hunt, Joaquim de Almeida, Robert Downey Jr em ‘Only You ‘ (1994)


 Joaquim de Almeida em ‘Clear and Present Danger’ (1994)


Contracenando com o nosso Antonio Banderas em 'Desperado'


Com Franka Potente no filme 'Che' (2008)


Um dos protagonistas de La cage dorée (2013)


Com Sandra Bullock em 'Our Brand Is Crisis' (2015)




Maria de Medeiros no filme 'Henry and June' (1990)



Contracenando com Bruce Willis em 'Pulp Ficition' (1994)


O filme 'Capitães de Abril' (2000),  sobre a Revolução que trouxe a democracia a Portugal, foi realizado por Maria de Medeiros


Maria de Medeiros atuou também no seu filme 'Capitães de Abril'


E cá temos Joaquim de Almeida a atuar num filme na sua terra




terça-feira, 5 de abril de 2016

Uma caricatura de Manoel de Oliveira (André Carrilho)


Esta caricatura de Manoel de Oliveira foi publicada há exatamente um ano no Diário de Notícias (5-abril-2015). O mais velho realizador de cinema do mundo tinha morrido no dia 2 desse mês.

O menino com quem ele se cruza é o Carlitos, o protagonista da sua primeira longa-metragem de ficção, Aniki Bobó (1942). Uma longa e criativa velhice e a meninice que se dizem adeus.


O autor da caricatura é André Carrilho.






quinta-feira, 31 de março de 2016

Não me mintas (Rui Veloso)



Não me mintas é uma canção composta e cantada pelo portuense Rui Veloso, que faz parte da banda sonora do filme Jaime (1999), realizado por António Pedro Vasconcelos, que vocês já conhecem como realizador de A Bela e o Paparazzo. No vídeo podemos ver algumas cenas do filme.


Sinopse: Jaime vive na cidade de Porto com sua mãe, que se separou recentemente de seu pai. Ele pensa que a separação foi causada pelo roubo da motocicleta do pai, que fez com que ele perdesse o emprego. Jaime, menor de idade, começa a trabalhar às escondidas da mãe e do pai, convencido de que o dinheiro lhe permitirá comprar a felicidade perdida. A intenção é comprar uma nova motocicleta para que os pais resolvam os seus problemas e voltem a estar juntos... (CinePt - Cinema Português)


NÃO ME MINTAS

Eu queria unir as pedras desavindas
escoras do meu mundo movediço
aquelas duas pedras perfeitas e lindas
das quais eu nasci forte e inteiriço

Eu queria ter amarra nesse cais
para quando o mar ameaça a minha proa
e queria vencer todos os vendavais
que se erguem quando o diabo se assoa

Tu querias perceber os pássaros
voar como o Jardel sobre os centrais
saber por que dão seda os casulos
mas isso já eram sonhos a mais

Conta-me os teus truques e fintas
será que os nikes fazem voar
diz-me o que sabes e não me mintas
Ao menos em ti posso confiar

Agora diz-me o que aprendeste
de tanto saltar muros e fronteiras
olha para mim e vê como cresceste
com a força bruta das trepadeiras

Põe aqui a mão e sente o deserto
tão cheio de culpas que não são minhas
e ainda que nada à volta bata certo
Eu juro ganhar o jogo sem espinhas

Tu querias perceber os pássaros
voar como o Jardel sobre os centrais
saber porque dão seda casulos
mas isso já eram sonhos a mais


(Letra em Vagalume)



 Saúl Fonseca, o ator protagonista do filme



sexta-feira, 11 de março de 2016

Quem foi Manoel de Oliveira?



Não se pode falar de cinema em Portugal sem falar do realizador Manoel de Oliveira. Vocês não gostariam dos filmes dele, mas devem conhecer a sua figura e saber da sua importância. E vamos ver dois breves fragmentos da sua primeira longa-metragem e de outra.


Manoel de Oliveira  (Porto, Cedofeita, 11 de dezembro de 1908 – Porto, Foz, 2 de abril de 2015) foi um cineasta português. Era, à data da sua morte, o mais velho realizador do mundo em atividade e o mais velho de sempre com a mais longa carreira da história do cinema, com uns notáveis 88 anos ao seu serviço. É autor de trinta e duas longas-metragens.

 Primeira longa-metragem: Aniki-Bóbó (1942)









Vale Abraão (1993)



Última longa-metragem: O Gebo e a Sombra (2012)









Manoel de Oliveira (1908-2015), o tempo faltou-lhe, definitivamente
Sérgio C. Andrade
02/04/2015 - 13:08  

O mais velho realizador do mundo morreu esta quinta-feira na sua casa no Porto, aos 106 anos. Foi “uma bela vida”. (Público)




segunda-feira, 7 de março de 2016

Os Salteadores (Abi Feijó)


Os Salteadores é uma curta-metragem de animação realizada por Abi Feijó, baseada num conto do escritor português Jorge de Sena (1919 - 1978). O que encontramos em "Os salteadores", do livro Os Grão-Capitães, publicado em 1971, é "o silenciamento sufocante de um fuzilamento sumário em Espanha com a conivência da polícia portuguesa"


Portugal. 1993. 35 mm. 12’36” (Esta versão é legendada em espanhol)

Sinopse: Dentro de um carro, numa viagem à noite ao longo da costa portuguesa, nos anos 50, ouve-se uma discussão sobre a identidade de um grupo de homens, capturados e mortos há alguns anos no decorrer da guerra civil espanhola.

Três perspectivas são confrontadas num discurso que revela a face e as sensibilidades ideológicas do regime fascista português. Como se a História pudesse ser inventada ou esquecida... 

Diretor: Abi Feijó.
Guião: Abi Feijo e Sergio Andrade. Baseado no conto "Os Salteadores", incluído em Os Grão-Capitães (1971), de Jorge de Sena.
Animação: Filmografo, Animais (Lisboa).
Fotografia: Pedro Serrazina, Martin Koscielniak.
Música: Manuel Tentugal
Produção: Filmografo / Jorge Neves.
Cópia: Agência Curtas Metragens, Portugal.

(Ciclope Films)



terça-feira, 18 de junho de 2013

Tudo por um beijo (Jorge Palma)



Tudo por um beijo é uma canção composta pelo músico português Jorge Palma e que faz parte da banda sonora do filme A bela e o Paparazzo. Canta Jorge Palma, um dos melhores cantores portugueses de sempre.


TUDO POR UM BEIJO

Eu não sei bem quem tu és
Sei que gosto dos teus pés
Do teu olhar atrevido

Tu baralhas-me a razão
Invades-me o coração
E eu ando um pouco perdido

Troco tudo por um beijo
Mais vale morder um desejo
Que ter toda a fama do mundo

Troco tudo por um beijo
Mais vale morder um desejo
Que todo o dinheiro do mundo

Adivinha onde eu cheguei
Desde o tempo em que roubei a tua privacidade
Fiz de ti lírio quebrado
Fera de gesto acossado, vendi a tua ansiedade

Troco tudo por um beijo
Mais vale morder um desejo
Que ter toda a fama do mundo

Troco tudo por um beijo
Mais vale morder um desejo
Que todo o dinheiro do mundo

E agora que estamos sós, vamos ser apenas nós
Dar a volta ao argumento
Vamos fugir em segredo
Sumir por entre o enredo, soltar o cabelo ao vento

Troco tudo por um beijo
Mais vale morder um desejo
Que ter toda a fama do mundo

Troco tudo por um beijo
Mais vale morder um desejo
Que todo o dinheiro de mundo










sábado, 11 de dezembro de 2010

Manoel de Oliveira faz 102 anos

Capa do livro da Cosac & Naify. 
Manoel de Oliveira no Mar Morto, durante as filmagens de O espelho mágico (2005)

Manoel de Oliveira (Porto, 11 de Dezembro de 1908), é um cineasta português com uma das mais longas carreiras na cinematografia internacional.



O convento (1995)



Cena de Aniki-Bóbó (1942),  primeiro filme de Manoel de Oliveira


Cena da curta metragem Douro, faina fluvial (1931)