Ouguela (Alentejo, Portugal) em baixo; Alburquerque (Badajoz, Espanha) ao fundo.
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quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Professores (André Carrilho)



Autor: André Carrilho

Podiam traduzir para português estas palavras... Fica bem claro de quem é essa mão que está a apagar a professora, não fica?


Honorable mention at the Porto Cartoon 2014, Free Subject category.

Published in Diário de Notícias, September 15, 2013.

As part of the everlasting rounds of budget cuts and austerity measures, the portuguese government reduces the number of teachers in public schools. Among these government employees, unemployment rises by 26,4% in August 2013. Apparently for this administration the best way to reform public education is just saying "no".



quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Jovens em luta pelo futuro



Tsunami da Educação. 13 de agosto em Fortaleza (2019), fotografia de Luiz Felipe Sahd. A lutar pelos direitos, para não os perder.


A cidade de Fortaleza, que tem uma população de 2 643 247 de habitantes, é a capital do estado brasileiro do Ceará, que fica no nordeste do país.






segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Isto parece muito razoável, não é?




Tão razoável que assusta, mas...

Numa tentativa frenética de atingir a estabilização financeira, milhares de milhões de dólares foram injectados à pressa no sistema bancário internacional. Porque não será então possível fazer com que essas mesmas forças se responsabilizem pela pobreza mundial? 

Slavoj Žižek









quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

"Portugal sempre a melhorar..." como nós


"Portugal sempre a melhorar...

... os portugueses é que não vêem bem, são vesgos."


Encontrei isto num blogue chamado tempo de recordar, e decidi publicá-lo aqui. O comentário é do blogue e o cartoon é de Luís Afonso, que assina como Luís. É um cartoon bem recente, como podem ver. "O engraçado" é que poderia ser aplicado ao nosso país: era só mudar o nome e a percentagem de pobreza.

Espero que Luís nos faça mais visitas. Esse empregado de balcão dele comenta otimamente a atualidade portuguesa.


De passagem, aprendem uma palavra: vesgo, que à partida não se parece com a palavra espanhola, mas tem uma semelhança, tem. Dela o Priberam diz-nos:

adjectivo e substantivo masculino
1. Que ou quem tem estrabismo. = ESTRÁBICO, ZAROLHO

adjectivo
2. Oblíquo; torto.




quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Uma solução de EasyLab para a crise



"Há quem diga que a crise já acabou. Nós aqui, no EASYLAB, não temos assim tanta certeza, pelo que aqui seguem algumas sugestões para sobreviver da melhor maneira ao que aí vem!"




sexta-feira, 14 de novembro de 2014

"Estou falido. Nazionalizem-me s.f.f."



Um bocado de humor. Também é preciso com a crise, não é? É daí que nasceram os dizeres desta t-shirt.

Se procurarmos no dicionário Priberam a definiçao da palavra falir, de onde provém o adjetivo falido, eis que  nos deparamos com isto:

4. [Comércio] Quebrar.

5. Suspender pagamentos. (Verbo defectivo usado apenas nas formas que conservam o i.)


Fica claro como é que se diria "Estou falido" em espanhol?






segunda-feira, 16 de junho de 2014

Lindo menino, lindo povinho...



A chanceler alemã Angela Merke, o Primiero-Ministro português Pedro Passos Coelho e o sofrido povo português.

(Fonte)



terça-feira, 6 de maio de 2014

Ai, esta Susaninha!


O autor da Mafalda é o argentino Quino, mas podemos aprender português também com ela, não podemos?


"A Susaninha não se dá muito bem com a Mafalda porque têm mentes muito diferentes, a Susaninha quando for grande gostaria de ser mãe e dona de casa, ela gosta muito de ser mãe e gosta muito de bonecas, não gosta muito da Mafalda porque a Mafalda não a consegue aturar, não gosta dela por ser assim. Às vezes quando não gosta das perguntas que a Susaninha lhe faz, bate-lhe e no final vê-se a Susaninha com a boneca ou com o sapato na cabeça a chorar."

(Mafalda de Quino)




terça-feira, 18 de março de 2014

Delitos dos ricos, direitos dos pobres



Se alguém não sabe o que significa prescrever, eis a definição do Dicionário de Língua Portuguesa da Infopédia:

verbo intransitivo

1. cair em desuso

2. ficar sem efeito por ter decorrido o prazo legal

3. ficar reprovado o número máximo de vezes previsto por lei, não podendo prosseguir os estudos naquele curso

(Do latim praescribĕre, «escrever na frente»)


quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Nova tabela de preços do SNS em Portugal



Isto dispensa qualquer comentário, meus caros alunos. Mete dó, e sente-se vergonha, indignação... Terrível. E acrescentamos: é possível isto ser verdade?



NOVA TABELA DE PREÇOS DO SNS

Consultas: 31€

Serviço de urgência: mínimo de 51€.

Internamentos: mínimo de 73,70€ por dia

Isto são os valores mínimos porque depois acrescem os preços dos tratamentos.

Fonte: Ministério da Saúde



segunda-feira, 4 de novembro de 2013

A crise dos mil dias (Henrique Monteiro)



Já conhecem o vice-primeiro.ministro português, Paulo Portas, e também o Zé Povinho, representação do Povo Português criada no século XIX pelo artista Rafael Bordalo Pinheiro.


O autor do cartun é Henrique Monteiro.





O Zé Povinho a fazer um manguito para os maus governantes



terça-feira, 29 de outubro de 2013

O humor de Antero: "Fazer mais com menos"


Cá em Espanha fizeram isto também: no passado ano letivo. É a maneira de poupar da Administração Educativa. Bonito, muito bonito. Assim é que o futuro se constrói!

É uma grande pena, e vocês só vão apreciar realmente quando forem um bocado mais crescidos.



segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Corte e costura (Henrique Monteiro)


Como sabem, nos cartoons, nas caricaturas, os traços da pessoa retratada são um bocado sublinhados, exagerados, como podem comprovar aqui, com o nariz do atual vice-primeiro-ministro português.



Paulo Portas (Lisboa, 1962) é um jurista, jornalista, político conservador português, atual vice-primeiro-ministro de seu país.



quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Crise desencadeia mais idas à biblioteca


O que podemos ler aqui está a acontecer pelas mesmas razões em Espanha:
 
As bibliotecas estão cada vez mais a ser procuradas, não só para a leitura tradicional mas também por causa da internet gratuita. A crise despoletou uma maior requisição do apoio de bibliotecários e técnicos para a procura de emprego, elaboração de currículos, redação de cartas de apresentação e preenchimento de formulários de emprego.


(Lido em Balcão de Biblioteca)




sexta-feira, 22 de março de 2013

Zé Povinho: Outros tempos, mas o mesmo gesto


Dantes, o Zé Povinho perguntava: Queres fiado?, e respondía: Toma. Agora a pergunta é outra, mas a resposta continua a ser a mesma: Toma. O que ele está a fazer é "um manguito".




 

Ontem, dia 21, foi o 167º aniversário do nascimento de Rafael Bordalo Pinheiro (1846 - 1905), artista, de obra vasta dispersa por longas dezenas de livros e publicações, precursor do cartaz artístico em Portugal, político e social, jornalista, ceramista e professor. O seu nome está intimamente ligado à caricatura portuguesa, à qual deu um grande impulso, imprimindo-lhe um estilo próprio que a levou a uma visibilidade nunca antes atingida. É o autor da representação popular do Zé Povinho, que se veio a tornar num símbolo do povo português.



segunda-feira, 4 de março de 2013

"Muitas marés, uma só vaga de descontentamento"



Havemos de falar mais uma vez no Zé Povinho, figura que representa o povo português, cujo rosto podemos ver na fotografia.

Agora a notícia:


Muitas marés, uma só vaga de descontentamento

Manifestação que juntou multidões em várias cidades do país, e que também foi marcada em Paris e em Londres, mostrou que a apatia não é uma fatalidade dos portugueses.


Raquel Martinho entra no Terreiro do Paço de cartaz em punho, ainda não são seis da tarde. Aos 17 anos, é a primeira manifestação em que participa. “Antes cavalo no meu hambúrguer do que coelho no Governo”, diz o cartaz quase infantil, em que colou fotografias do primeiro-ministro e de um equídeo.

“Ainda não posso votar, portanto não posso escolher quem me governa. A ver se isto melhora, se posso ir para a faculdade”, diz a adolescente vinda das Galinheiras, um bairro social lisboeta. Ao lado, a irmã de 21 anos reduz-lhe as esperanças: talvez não haja dinheiro para isso.

Um mar de gente vinda do Marquês de Pombal continua a desaguar na enorme praça, mas há quem desmobilize e vá para casa antes da hora combinada para entoar em coro a contra-senha do 25 de Abril. Os organizadores do protesto, o movimento Que Se Lixe a Troika, anunciam no palco montado no Terreiro do Paço um cenário que as imagens aéreas das televisões desmentem: “Esta é a maior manifestação de sempre em Lisboa!”. Maior portanto do que a que organizaram a 15 de Setembro e que era, para todos, o desafio a ultrapassar. Pelas suas contas, terão estado nos protestos das dezenas de cidades portuguesas e algumas estrangeiras, como Paris, Londres e Budapeste, mais de milhão e meio de pessoas. No Twitter, diriam mais tarde que em Lisboa se juntaram 800 mil pessoas. Fora do país, Madrid foi a cidade que reuniu menos gente: só compareceram seis jovens.

A notícia completa, e mais fotografias, no link: Público, 2-março-2013







sábado, 16 de fevereiro de 2013

Primeiro-ministro português interrompido por "Grândola Vila Morena"


O primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, falava no debate quinzenal com os deputados quando foi interrompido pelo público das galerias a cantar "Grândola Vila Morena". Foi uma ação do grupo Que se Lixe a Troika, integrada na mobilização para a manif de 2 de março.



GRÂNDOLA VILA MORENA
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade

Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena

Em cada esquina, um amigo
Em cada rosto, igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade

Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto, igualdade
O povo é quem mais ordena

À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola, a tua vontade

Grândola a tua vontade
Jurei ter por companheira
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade





"Grândola, Vila Morena" é a canção composta e cantada por Zeca Afonso que foi escolhida pelo Movimento das Forças Armadas (MFA) para ser a segunda senha de sinalização da Revolução dos Cravos. A canção refere-se à fraternidade entre as pessoas de Grândola, no Alentejo, e teria sido banida pelo regime salazarista como uma música associada ao Comunismo. Às zero horas e vinte minutos do dia 25 de abril de 1974, a canção era transmitida na Rádio Renascença, a emissora católica portuguesa, como sinal para confirmar as operações da revolução. Por esse motivo, a ela ficou associada, bem como ao início da Democracia em Portugal.