Ouguela (Alentejo, Portugal) em baixo; Alburquerque (Badajoz, Espanha) ao fundo.
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terça-feira, 14 de janeiro de 2020

Cinderella (Nisah Barbosa)


Mais música de África... Ouvimos a cantora cabo-verdiana Nissah Barbosa a cantar na sua língua materna, o crioulo. Ela nasceu em 1994 na ilha de S. Antão, a segunda maior ilha do arquipélago de Cabo Verde. Também ouvimos Fattu Djakité a cantar com ela.

"O crioulo cabo-verdiano ou língua cabo-verdiana é uma língua originária do Arquipélago de Cabo Verde. É uma língua crioula, de base lexical portuguesa. É a língua materna de quase todos os cabo-verdianos, e é ainda usada como segunda língua por descendentes de cabo-verdianos em outras partes do mundo."

(Wikipédia)


CINDERELLA

Más um kontu di fada nes tera di nunka
Vivê um pezadelu enkuantu sonhu sta djunta
Infânsia foi difisil, pai móri, sê mãi imigra
Si avó luta todu dia pa djobê um saída
Três irmón i dos irmã, Cindy tem só kinze anu
Ê kria ser prinseza ma é ka axa niun sapatu
Fartu dividi kuartu, um padás di kolxon la kantu
Amor d'adulisenti dexal korason kebradu
Nunka ê konxi prinsi so um simples sapu
Más um gravidez indezejádu pa namoradu
Dipôs di novi mes se prinsipe é rizistadu
N sta fla mé sina ma Cindy sta kostumadu
Sê vida ê ta diskatxa sabendu tudu kê pasa
Ku fazi koraji pa sê kabésa, ê fazi um promésa
Bai ti infernu pa da putu um paraizu na tera

Fattu Djakité
Anda ku róstu labantadu
Bu ta juga ma nha peli ki ta vivi nha stória
Vergonha é furta ku mata
Ti oji n txiga bu porta
Deus sabi kusé sta li dentu
N ka rapendi di nada

Mutu kapitulu di es livru, ma stória sta repitidu
Sempri ku speransa ta sopra n'ubidu
Cindy larga skola, djobi trabadju prekariu
Se viva na trabadju ku imprezáriu
Tudu madrugada ê sta riba saltu
Sinku ora um tinha um klienti konta fitxadu
Vizinhu sta komenta salariu sa altu
Ma Cindy sta fokadu poi kumida na pratu
Gos é pa ka randja di dia volta pa skola
Sês fidje ês vira son p'ê manti lonji droga
Manti objetivu i um dia pega se diploma
Oji êl é um rainha ki skrevi sê própria stória
Sakrifika, dependi di ninguem
Nah, kuantu más mesteba kaba sin ninguem
Manti na sê kaminhu simé mundu ta julga
Antis nu ponta dedu primeru nu djuda

Fattu Djakité
Anda ku róstu labantadu
Bu ta juga ma nha peli ki ta vivi nha stória
Vergonha é furta ku mata
Ti oji n ka txiga bu porta
Deus sabi kusé sta li dentu
N ka rapendi di nada
N ka rapendi di nada

N ka rapendi di nada
Ka bu juga su ka sta vivê nha stória
Kada um ta fasi pa sê glória

Fattu Djakité
Anda ku róstu labantadu
Bu ta juga ma nha peli ki ta vivi nha stória
Vergonha é furta ku mata
Ti oji n ka txiga bu porta
Deus sabi kusé sta li dentu
N ka rapendi di nada
N ka rapendi di nada


Johannes Itten. Esfera de cores em 7 valores de luz e 12 tons (1921)


O texto original em alemão: Farbenkugel in 7 Lichtstufen und 12 Tönen, Farbtafel. O autor, Johannes Itten.

Johannes Itten (11 de novembro de 1888, Süderen-Linden (Wachseldorn), Suíça - 25 de março de 1967, Zurique) foi um pintor, professor e escritor suíço associado à escola Bauhaus. Em suas pesquisas desenvolveu o disco de cores, que ainda hoje permite descobrir combinações harmoniosas entre cores (os sete contrastes de cor).

(Wikipédia)






segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

A diferença entre Dança Contemporânea e Dança Moderna

Fotografia de Narratography by APJ

A Zaira e a Clara, alunas do 4º ano, praticam dança moderna. Há tempo que eu lhes perguntei qual a diferença entre dança moderna e contemporânea, e esqueci-me, claro; e agora procurei para fazer este post para elas e eu aprender de vez!

A diferença entre Dança Contemporânea e Dança Moderna

A dança contemporânea rompe com as molduras clássicas. Não tem técnicas específicas nem um "corpo ideal". Inova nas temáticas e na relação com os espaços e outras artes. A dança contemporânea surge nos anos 60 nos EUA. Nasce no seguimento da dança moderna, na medida em que pretende também romper com os moldes rígidos da dança clássica.  

Apesar do forte paralelismo, a dança contemporânea diferencia-se da moderna por não obedecer a técnicas. A dança moderna tem diferentes técnicas ligadas a vários coreógrafos, como Martha Graham, Doris Humphrey ou José Limon. A contemporânea não tem essas técnicas, é a liberdade de expressão do bailarino. Não há mecanismos definidos, há antes processos e formas de criação. Parte-se de métodos desenvolvidos por bailarinos modernos, como improvisação, contacto-improvisação para uma construção personalizada da criação. A dança moderna, em relação à clássica, foi uma forma de libertação do bailarino, de expressar mais os sentimentos das pessoas e não apenas histórias. A dança contemporânea surge também nesse contexto.

(lala ed. física)


Dança contemporânea 2019/Portugal




Dança Moderna: Martha Graham, Isadora Duncan, Beyoncé Knowles


Dança moderna:  Escuela de Música Municipal de Espartinas


Fotografia de Narratography by APJ


Desde quando existe Portugal?


Um excerto de "História de Portugal" na Wikipédia:

Em 1139, depois de uma importante vitória contra um contingente mouro na batalha de Ourique, D. Afonso Henriques foi aclamado rei de Portugal, com o apoio das suas tropas. Nascia assim o Reino de Portugal, com capital em Coimbra e iniciava-se a primeira dinastia. A independência portuguesa foi reconhecida por Leão e Castela em 1143 pelo tratado de Zamora. Em 1147, com o apoio de cruzados norte europeus, Afonso I de Portugal conquistou Lisboa. .



Brasão de armas de Portugal. Símbolo adotado em 30 de junho de 1911.




terça-feira, 17 de dezembro de 2019

Conhecer um Instrumento da Orquestra Gulbenkian: A Percussão


Bem-vindos ao mundo da percussão! Marimba, Xilofone, Claves, Castanholas, Reco-reco e o Happy Drum são alguns dos instrumentos desta vasta família, apresentados por Abel Cardoso, percussionista da Orquestra Gulbenkian.



segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

Três macacos sábios



Os Três Macacos Sábios (em japonês: 三猿, sanzaru/san’en ou 三匹の猿, sanbiki no saru) ilustram a porta do Estábulo Sagrado, um templo do século XVII localizado no Santuário Toshogu, na cidade de Nikkō, Japão. Sua origem é baseada em um provérbio japonês. Seus nomes são mizaru (o que cobre os olhos), kikazaru (o que tapa os ouvidos) e iwazaru (o que tapa a boca), que é traduzido como não ouça o mal, não fale o mal e não veja o mal. A palavra saru, em japonês, significa macaco, e tem o mesmo som da terminação verbal zaru, que está ligado à negação.

Existem vários significados atribuídos aos macacos e ao provérbio que incluem associações com estar de boa mente, fala e ação. No mundo ocidental a frase é muitas vezes usada para se referir àqueles que lidam com impropriedade por fazer vista grossa

(Wikipédia)




Ilustração para a seção "Ciência Maluca" da Revista Superinteressante (Desenho de Ed Arruda)




O cérebro reptiliano


Está demonstrado que grande parte do comportamento humano se origina em zonas profundamente soterradas do cérebro. O cérebro guarda todas as estruturas das quais evoluiu. A mais antiga e primitiva delas é chamada de "Cérebro Reptiliano", que controla o lado mais animal e instintivo do ser humano. Na primeira camada temos o cérebro mamífero que está relacionado às emoções, e por último está o Neocórtex que é a camada mais externa e genuinamente humana, onde opera o raciocínio. O Cérebro Reptiliano se encarrega das funções mais básicas: Sobrevivência e Reprodução. Possui os padrões de comportamento que caracterizam os Répteis. A sobrevivência se assemelha a um "sistema binário": Fugir ou Lutar. Não aprende com seus erros, não tem capacidade de sentir e nem de pensar: Sua função é a de ATUAR.

Quando o Cérebro Reptiliano se ativa, tem total prioridade sobre os outros dois cérebros - Emocional e Racional. (...)

Solange Christtine Ventura


Continua aqui



sexta-feira, 22 de novembro de 2019

Regra geral (Virgem Suta)


Há um tempo ouvimos aqui "Linhas  cruzadas" dos Virgem Suta, uma banda pop/rock da cidade alentejana de Beja.  Hoje temos mais uma canção deles. O que acham?


REGRA GERAL

Regra geral
Isto é baril
A vidinha vai rolando
Chega a lembrar o Brasil
Há músicol
Há tremoço e futebol
Há sardinha a assar na brasa
E tanta brasa ali ao sol

Regra geral
Tá-se tão bem
No país da bela mini e do pastel de Belém
Há imperal
Há tremoço caracol
Não fosse o ventinho às vezes
Era a terra ideal
Sou de um país bestial
Onde reina a mãe de Deus
E em milagres não vai mal
Sou de um povão que samba no inverno
Tem pinta de moderno
E acredita no Pai Natal

Regra geral
Isto é tão bom
Com jeitinho a vida avança
Nem que seja a empurrão
Alto astral
Há croquete no areal??? champanhe em taça
E o sol irá sem fio dental

Regra Geral
Tá-se tão bem
Mesmo que comece torto
Endireita mais além
É Portugal
E o sucesso é trivial
Chega longe quem tem boca
E quem tem olho é maioral
Sou de um país bestial
Onde reina a mãe de Deus
E em milagres não vai mal
Sou de um povão que samba no inverno
Tem pinta de moderno
E acredita no Pai Natal
Sou de um povão que samba no inverno
Tem pinta de moderno
E acredita no Pai Natal


baril  "1. [Portugal, Informal] Que agrada ou tem qualidades positivas. interjeição 2. [Portugal, Informal] Usa-se para exprimir satisfação ou entusiasmo." (Dicionário Priberam)

Hoje é mais usada a palavra fixe, qualquer coisa assim como "genial". O Wiktionary diz-nos "belo, agradável, bom, muito bom, bonito, confiável, "com estilo""

E também nos diz sobre a origem desta palavra o seguinte:

"A palavra fixe tem origem na palavra homófona inglesa fish. Durante o século 20, Portugal tornou-se cada vez mais um país com um influxo turístico elevado, especialmente de países de língua inglesa (principalmente Inglaterra). Desde então é frequente ver esplanadas e restaurantes portugueses cheios de turistas que se deliciam com a cozinha portuguesa, especialmente com os pratos de peixe. Estes demonstravam o seu agrado com o peixe que comiam repetindo a palavra "fish!" enquanto estendiam o polegar para cima, em sinal de satisfação e como que dizendo "este peixe é fantástico, muito bom". Desde então começou-se a utilizar em Portugal a palavra "fixe", que se pronuncia da mesma forma da inglesa "fish", para referir a algo bom, porreiro, excepcional."

brasa. Dicionário Priberam: 4. [Informal] Pessoa considerada fisicamente muito atraente (ex.: ela é uma brasa). 




quarta-feira, 6 de novembro de 2019

" Se as crianças aprendessem poemas de cor...·

Cleópatra, fotografia de William Storage

Hoje celebra-se o centenário do nascimento da poeta Sophia de Mello Breyner Andresen (Porto, 6 de novembro de 1919 — Lisboa, 2 de Julho de 2004) 

Se as crianças aprendessem poemas de cor em pequenas, se fosse uma parte integrante do ensino e até, se elas tivessem de dizer um poema de cor para serem admitidas a qualquer universidade, as pessoas passavam a falar melhor. Porque falar é próprio de todas as pessoas, não é só do médico, do engenheiro e onde se aprende a falar realmente é na poesia.

Sophia de Mello Breyner Andresen

(6 Nov 1919- 2 Jul 2004)

Entrevista ao jornal Contemporâneo em 15 de Março de 1989.


E ouvimos agora a sua voz nestes versos (reparem na acentuação de Cleópatra, esdrúxula):

Poema de amor de António e Cleópatra

Pelas tuas mãos medi o mundo
E na balança pura dos teus ombros
Pesei o ouro do Sol e a palidez da Lua.




terça-feira, 5 de novembro de 2019

Uma máscara funerária


Suposta máscara de Agamémnon descoberta por Heinrich Schliemann em 1876, em Micenas


Agamemnon, Agamenon, Agamenão ou Agamémnon (em grego antigo, Aγαμέμνων, "muito resoluto") foi um dos mais distintos heróis gregos, filho (ou neto) do rei Atreu de Micenas e da rainha Aerope, e irmão de Menelau.

Não há registos que provem que tenha de facto existido, mas é provável que tenha sido o rei de Micenas a comandar o épico cerco dos Aqueus à cidade de Troia

(Wikipédia)


A Máscara de Agamemnon é um artefato descoberto em Micenas, na Grécia, em 1876 por Heinrich Schliemann. É uma máscara funerária de ouro que cobria o rosto de um corpo. Schliemann acreditou que tinha descoberto o corpo do lendário líder grego Agamemnon, daí o nome. Contudo, pesquisas arqueológicas recentes sugerem que a máscara é de 1.500 a 1.550 AC, o que significa uma época bem anterior a Agamemnon. Apesar disso, o nome permanece.

A máscara está hoje no Museu Arqueológico Nacional de Atenas.


sexta-feira, 25 de outubro de 2019

Utopia e "Para que serve a utopia"?



A palavra utopia na Infopédia:

utopia 
utuˈpiɐ
nome feminino
1. LITERATURA [com maiúscula] ilha imaginária, idealizada por Thomas More (1477-1535), onde se desenvolvera um modelo social e político perfeito

2. POLÍTICA, FILOSOFIA modelo de sociedade ideal, geralmente concebido como oposição à ordem política existente no momento da sua criação, cuja realização se considera impossível ou pelo menos difícil de concretizar no prazo de poucas gerações

3. ideal de justiça e perfeição inatingível

4. figurado quimera; fantasia

Do grego ou, «não» + tópos, «lugar», pelo latim Utopĭa-, «utopia, lugar que não existe»


A palavra utopia na Wikipédia.




“A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar.”

Fernando Birri, citado por Eduardo Galeano in ‘Las palabras andantes’ de Eduardo Galeano. publicado por Siglo XXI, 1994.

(Fonte: Revista Prosa Verso e Arte)


Sir Thomas More (1478 - 1535), retratado por Hans Holbein, o Jovem




quarta-feira, 23 de outubro de 2019

Portugal: Distritos


"Em Portugal um distrito administrativo ou, simplesmente, distrito, é um território e uma divisão administrativa com um nível autárquico regional, ou supramunicipal, desde 1835. Até então o país estava dividido em províncias que se subdividiam em comarcas. "



sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Rupias portuguesas


Os Portugueses estiveram na Índia. O Estado Português da Índia, também conhecido por Estado da Índia ou Índia Portuguesa, foi o governo constituido para administrar todos os territórios dependentes de Portugal nas costas do Oceano Índico à época do Império Português. De 1505 a 1752, abrangeu todos os territórios no Índico - desde a África austral ao sudeste Asiático - com capital em Goa desde 1510, e só mais tarde se restringiu aos territórios da costa de Malabar, na Índia.


A rupia da Índia Portuguesa foi a moeda da Índia Portuguesa até 1958.


Wikipédia: Índia Portuguesa

Wikipédia: Rupia da Índia Portuguesa



segunda-feira, 7 de outubro de 2019

As arrecadas de Viana


Acredita-se que as arrecadas de Viana têm poder amulético: protegem contra maus olhados, invejas e bruxarias. Não esquecer que os ouvidos são os únicos orifícios que não têm válvulas e estão permanentemente abertos ao exterior e vulneráveis, quer à entrada nos maus espíritos como à saída dos bons. Por isso, é que a mulher do Minho tem obrigatoriamente de usar brincos ou arrecadas, mesmo a dormir, pois tem sempre receio do mal pior: ser estéril.

(Via)


(Fonte: Casa na aldeia)


sexta-feira, 4 de outubro de 2019

LIBERDADE, não "libertade", por favor


Uma palavra bem importante e que devemos saber dizer bem em português sem esse t do espanhol: liberdade.

CARBONÁRIAS

Liberdade, liberdade,
Quem a tem chama-lhe sua,
Já não tenho liberdade
Nem de pôr o pé na rua.

Liberdade, liberdade,
Quem a tem chama-lhe dela,
Já não tenho liberdade
Nem de me pôr à janela.

São tão bonitas as Carbonárias,
São tão catitas as Libertárias,
Oh que lindo rancho da mocidade,
Cantai raparigas, viva a Liberdade!


O adjetivo catita na Infopédia:

1. bem arranjado; bem vestido
2. airoso



A Carbonária foi uma sociedade secreta e revolucionária que atuou na Itália, França, Portugal, Espanha, Brasil e Uruguai nos séculos XIX e XX. Fundada na Itália por volta de 1810, a sua ideologia assentava-se em valores patrióticos e liberais, além de se distinguir por um marcado anticlericalismo.






segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Peit Ta Segura (Aline Frazão)



A cantora angolana Aline Frazão é uma "velha amiga" do nosso blogue. E aqui canta em crioulo cabo-verdiano, língua do seu avô. Cá em baixo fica bem explicado.

"Peit Ta Segura" é o primeiro single do quarto álbum de originais "Dentro da Chuva" de Aline Frazão. O tema, cantado em crioulo de Cabo Verde, foi composto por Danilo Lopes da Silva e, segundo a artista, é «um desejo antigo de cantar em crioulo. O meu avô materno é de Cabo Verde e sempre vi a música desse país como uma das minhas referências. 'Peit Ta Segura', que em português seria algo como 'O Peito Carrega', é uma canção de uma beleza essencial. Fala sobre esse jogo de forças da natureza que seguram o céu, o mar e os corações apertados deste mundo.» O disco foi gravado no início de 2018, no Brasil, e tem lançamento previsto para dia 21 de setembro. O mais recente projecto conta com a colaboração de vários músicos como Jaques Morelenbaum, Luedji Luna, João Pires, Zero Telles e Gabriel Muzak.

Lido em Arte Sonora

E alguém se perguntará: O que é o crioulo de Cabo Verde? Eis o que nos diz a nossa amiga Wikipédia:

O crioulo cabo-verdiano ou língua cabo-verdiana é uma língua originária do Arquipélago de Cabo Verde. É uma língua crioula, de base lexical portuguesa. É a língua materna de quase todos os cabo-verdianos, e é ainda usada como segunda língua por descendentes de cabo-verdianos em outras partes do mundo. (...)





quinta-feira, 13 de junho de 2019

Fernando Pessoa na voz de Maria Bethânia


O poeta português Fernando Pessoa nasceu a 13 de junho de 1888. Quer dizer, hoje é o aniversário do seu nascimento. A cantora brasileira Maria Bethânia recita um poema dele.

A leitura original encontra-se no disco Pássaro da manhã: "Eros e Psique(ê)", trata do encontro do amor com a alma. Quem gostar de mitologia, pode ler as palavras em baixo.


EROS E PSIQUE(Ê)

Conta a lenda que dormia
Uma Princesa encantada
A quem só despertaria
Um Infante, que viria
De além do muro da estrada.

Ele tinha que, tentado,
Vencer o mal e o bem,
Antes que, já libertado,
Deixasse o caminho errado
Por o que à Princesa vem.

A Princesa Adormecida,
Se espera, dormindo espera.
Sonha em morte a sua vida,
E orna-lhe a fronte esquecida,
Verde, uma grinalda de hera.

Longe o Infante, esforçado,
Sem saber que intuito tem,
Rompe o caminho fadado.
Ele dela é ignorado.
Ela para ele é ninguém.

Mas cada um cumpre o Destino —
Ela dormindo encantada,
Ele buscando-a sem tino
Pelo processo divino
Que faz existir a estrada.

E, se bem que seja obscuro
Tudo pela estrada fora,
E falso, ele vem seguro,
E, vencendo estrada e muro,
Chega onde em sono ela mora.

E, inda tonto do que houvera,
À cabeça, em maresia,
Ergue a mão, e encontra hera,
E vê que ele mesmo era
A Princesa que dormia.

Fernando Pessoa




Psiquê (em grego: Ψυχή, Psychē) é uma personagem da mitologia grega, personificação da alma.

Seu mito é narrado no livro O Asno de Ouro de Apuleio, que a cita como uma bela mortal por quem Eros, o deus do amor, se apaixonou. Tão bela que despertou a fúria de Afrodite, deusa da beleza e do amor, mãe de Eros - pois os homens deixavam de frequentar seus templos para adorar uma simples mortal.

A deusa mandou seu filho atingir Psiquê com suas flechas, fazendo-a se apaixonar pelo ser mais monstruoso existente. Mas, ao contrário do esperado, Eros acaba se apaixonando pela moça - acredita-se que tenha sido espetado acidentalmente por uma de suas próprias setas.

Com o próprio deus do Amor apaixonado por ela, suas setas não foram lançadas para ninguém. O tempo passava, Psiquê não gostara de ninguém, e nenhum de seus admiradores tornara-se seu pretendente.

Para saber mais sobre Eros e Psique(ê).



sexta-feira, 7 de junho de 2019

O que é um cavaquinho?


O que nos diz a Wikipédia do cavaquinho?

O cavaquinho (...) é um instrumento da família dos cordofones originário do Minho, norte de Portugal, que mais tarde foi amplamente introduzido na cultura popular de Braga pelos nobres Biscainhos e de onde foi depois levado para outras paragens como Brasil, Cabo Verde, Moçambique, Hawaii e Madeira.

Com 12 trastos na forma original o cavaquinho tem uma afinação própria da cidade de Braga que é ré-lá-si-mi. No entanto, as suas quatro cordas de tripa ou de metal, são também afinadas em ré-si-sol-sol, mi-dó#-lá-lá, mi-ré-si-sol, ré-si-sol-ré ou, mais raramente, em mi-si-sol-ré conforme o país onde é utilizado e de acordo com os costumes etnográficos de cada região portuguesa. Júlio Pereira, um dos músicos portugueses mais renomados da actualidade, tem ajudado na divulgação do cavaquinho como instrumento pleno de versatilidade.

(...)





Site de Júlio Pereira







quinta-feira, 6 de junho de 2019

Dança ma mim crioula (Tito Paris)



O português é lingua oficial em Cabo Verde, mas lá todas as pessoas falam o crioulo no dia a dia. O que é o crioulo. Leiam o que nos diz a Wikipédia e a seguir reparem na letra da canção, e comparem o que se canta com a versão em português.

Tito Paris canta ao vivo em Lisboa, no clube B. Leza, e podemos ouvir como o público o acompanha em certos momentos.

"O crioulo cabo-verdiano ou língua cabo-verdiana é uma língua originária do Arquipélago de Cabo Verde. É uma língua crioula, de base lexical portuguesa. É a língua materna de quase todos os cabo-verdianos, e é ainda usada como segunda língua por descendentes de cabo-verdianos em outras partes do mundo"



DANÇA MA MIM CRIOULA

Dança ma mim criola cola na mim
Pensa na passá sabe num coladera

Sabura é lá na nôs terra Cabo Verde
Lá nô ta sinti na meio d'nôs tradiçon

Tchiga na mim bô perta'm forte quê pa'm sinti
Calor di bô morininha óh Cabo Verde

Sabura é lá na nôs terra cabo verde
Lá nô ta sinti na meio d'nôs tradiçon


DANÇA COMIGO, CRIOULA

Dança comigo crioula, encosta-te a mim
pensa em divertires-te numa coladeira

O divertimento é lá na nossa terra, Cabo Verde
lá sentimo-nos no meio das nossas tradições

Aproxima-te de mim, aperta-me com força, que é para eu sentir
o teu calor, moreninha, oh Cabo Verde

O divertimento é lá na nossa terra, Cabo Verde
lá sentimo-nos no meio das nossas tradições