Ouguela (Alentejo, Portugal) em baixo; Alburquerque (Badajoz, Espanha) ao fundo.
Mostrar mensagens com a etiqueta Provérbios. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Provérbios. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 15 de outubro de 2019

Filho de peixe sabe nadar



Filho de peixe sabe nadar é um provérbio português.

O que significa? "diz-se dos filhos que herdaram boas qualidades dos pais."

Reparem neste provébio espanhol, que seria o equivalente (é possivel haver mais):

"El hijo de la gata, ratones mata."





terça-feira, 9 de abril de 2019

Um provérbio cigano para o Dia Internacional do Cigano

Este cartaz é do ano passado, mas não faz mal, pois não?


Ontem, dia 8 de abril, foi o Dia Internacional do Cigano.

O objetivo deste dia é comemorar a cultura e a história do povo cigano, lutando para o seu reconhecimento e contra o preconceito e a discriminação sentida por essa comunidade.

Neste dia realizam-se atividades em Portugal, como exposições de fotografia sobre a cultura cigana e tertúlias sobre a sua integração.

É desde 1971 que se comemora o Dia Internacional do Cigano a 8 de abril, pois foi nessa data que se realizou o primeiro encontro internacional de ciganos em Orpingtion, nas redondezas de Londres. A data foi institucionalizada pela ONU, como International Romani Day.

(Trecho retirado de calendarr)

E eis esse provérbio cigano mencionado no título. O que acham?


Depois de amanhã, amanhã será ontem.


Fotografia de Patrícia Melo Moreira



sexta-feira, 5 de abril de 2019

Um provérbio oriental

Fotografia de Zé Pinho


Quem acredita em tudo que lê, melhor não tivesse aprendido a ler.

Provérbio oriental



quarta-feira, 20 de março de 2019

"Quem vê caras, não vê corações"

Fotografia de Herr Benini

Lembram-se daquele provérbio, "Quem vê caras, não vê corações", que vimos na canção Com um brilhozinho nos olhos da passada sexta-feira?  Ora bem, qual o significado dele? Vamos lá aprender, e a partir de agora podemos utilizá-lo quando chegar a ocasião ou ocasiões...


No provérbio pretende dizer-se que quem vê caras vê apenas o exterior, vê apenas a aparência, vê apenas o que está à mostra ou lhe querem mostrar, mas não vê corações, ou seja, não sabe o que a pessoa realmente pensa ou sente, não sabe, por exemplo, se a pessoa tem uma doença, pode não se aperceber até da verdadeira natureza, da verdadeira maneira de ser de quem está à sua frente.

Este provérbio pode ser utilizado em diversas situações. Dois exemplos:

(1) Se, na sequência do cumprimento «Que bonita estás tu hoje!», se obtém a resposta «Quem vê caras não vê corações», isso quer dizer que a pessoa interpelada se sente mal, física ou psicologicamente.

(2) Se, num diálogo, alguém faz um comentário positivo a respeito de uma terceira pessoa (por causa do sorriso, do olhar ou de uma atitude que interpretou positivamente) e o seu interlocutor comenta «olha que quem vê caras não vê corações», significa isto o seguinte: «olha que ele é falso, não mostra o que pensa ou o que sente».

Maria Regina Rocha em Ciberdúvidas


E mais um provérbio, Longe dos olhos, longe do coração. Vamos lá clicar!




quarta-feira, 14 de março de 2018

Um provérbio alemão e o comparativo maior


Este provérbio é para recordar aos alunos que continuam a dizer "mais grande" que o comparativo de superioridae do adjetivo grande, é maior na língua portuguesa.

O provérbio original, em alemão, é assim: Angst macht den Wolf größer als er ist. E de passagem podíamos pensar um pouco no significado, não é?





terça-feira, 4 de outubro de 2016

Coitado do Calimero


Dá para perceber, não dá? Também dizemos assim na nossa língua.




segunda-feira, 18 de abril de 2016

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Filho de peixe sabe nadar



Filho de peixe sabe nadar é um provérbio português.


O que significa? "diz-se dos filhos que herdaram boas qualidades dos pais."




quinta-feira, 29 de outubro de 2015

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

De onde sopra o vento (Roby Amorim)



DE ONDE SOPRA O VENTO

De Castela nem bom vento... A velha frase refere-se, para as Beiras e o Alentejo, àqueles raros ventos de Leste que, habitualmente em Setembro, nos chegam do Norte de África, depois de uma rotação breve sobre o interior da Península.

Vento asfixiantemente quente, portador de miasmas e da malária (ainda no princípio do nosso século, quando largas zonas de terreno estavam por enxugar) com a única vantagem de trazerem consigo as rolas arrulhadoras, que, embora meigas e simbólicas do amor, são indispensáveis numa boa empada.

Já o vendaval é um fenómeno meteorológico bem mais perigoso. Hoje, tanto nos faz que o vento sopre de Norte ou de Oeste para, se for suficientemente forte, o classificarmos de vendaval. O que deixaria bastante assombrado Afonso Henriques. Para ele, aliás, filho de um borgonhês, vendaval era a apropriação portuguesa da expressão gaulesa vent d’ aval, isto é o vento que sopra do mar e da parte do sul em Portugal, um sinónimo seguro de mau tempo.

Na Idade Media o termo servia, igualmente, para indicar, nas confrontações de propriedades, o lado do sul.


Roby Amorim, Elucidário de conhecimentos quase inúteis



Afonso Henriques. Cognominado "o Conquistador", foi o primeiro rei de Portugal, governando de 1128 a 1185. Filho de D. Henrique de Borgonha e de D. Teresa de Aragão, nasceu provavelmente em Guimarães (embora Viseu seja também um local apontado para o seu nascimento) em finais de 1108 (ou primeiros meses de 1109) e faleceu em 1185.

(Infopédia)




terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Bragas enxutas




BRAGAS ENXUTAS

Apesar das trutas cada vez mais rarearem nos nossos rios e ribeiros, pescá-las continua a não poder fazer-se com “as bragas enxutas”, a menos que se utilizem longas botas de borracha.

Bragas, é um velho termo céltico que tem algo a ver com as calças dos nossos dias.

No fundo, era qualquer coisa como as ceroulas ainda usadas pelos nossos avós. A designaçao é devido à cor cerúlea (pardo-acastanhado) do tecido com que eram confeccionadas.

Os povos mediterrânicos usavam togas ou saios, mas urgidos pelo frio, os gauleses preferiam as bragas que lhes cobriam toda a perna. Trajo habitual dos povos celtas, logicamente dos lusitanos, alguns historiadores entendem que os brácaros assim se denominavam pelo continuado uso das bragas.

Velho costume hoje um tanto alterado: na região de Braga, a produção principal é de “jeans”, e as ceroulas já fizeram o seu tempo.

Elucidário de conhecimenos quase inúteis (Roby Amorim)

________________________________________________________

Alguém sabe onde fica a cidade de Braga? No norte de Portugal. Vemos noutro dia.

Para compreender melhor o início deste texto, saibam que existe um provérbio português: não se pescam trutas a bragas enxutas , que significa "nada se consegue sem esforço; tudo exige sacrifício" (Infopédia)

Nota. Ceroulas, ceroilas, ceroula ou ceroila é uma peça de vestuário interior e íntimo que cobre o ventre, as coxas e as pernas, substituindo as cuecas. Antigamente, o seu uso era mais frequente, mas, hoje, há quem tenha se aplicado em desenhá-las duma forma mais moderna e estilizada devido ao seu conforto e principalmente por protegerem muito do frio.

"Ceroulas" provém do árabe vulgar saraul (pronuncia-se "sarol"), que é o plural de siroal, "calça". (Wikipédia)



quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Um caixa automático muito original


Parece que continuamos a falar de dinheiro, mas não é isso. As aparências iludem, percebem?

A fotografia vinha acompanhada deste comentário:

"Olhem que legal o caixa eletrônico que há no estande do Banrisul na 59ª Feira do Livro de Porto Alegre! Em vez de extratos bancários, fornece contos e poemas... "

É claro que estamos no Brasil. Porque é que sabemos isso? Reparem nessa palavra:  legal. Lemos no Dicionário Priberam

4. [Brasil, Informal] Que denota qualidades positivas (ex.: óculos legais, filme legal, garota legal, sugestão legal). = BOM, BACANA - ).

Em Portugal diriam, por exemplo, fixe em vez de legal.Vamos ao Priberam mais uma vez:

1. [Portugal, Informal] Que agrada ou tem qualidades positivas (ex.: o livro é muito fixe). = BOM, PORREIRO

2. [Portugal, Informal] Que inspira simpatia (ex.: os teus colegas são fixes). = SIMPÁTICO
.


quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Um provérbio africano

 Mulher mucubal, Angola - Fotografia de Eric Lafforgue

Um provérbio africano com uma sabedoria de muitos séculos:

Uma mentira estraga mil verdades


segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Um provérbio para alguns alunos do 3º ano

Fotografia de Urgélia Santos


Para alguns, é claro, não para todos; alunos das turmas A e D, e algum da turma C. O Professor é muito paciente, eles já sabem, mas há um provérbio português (vão adivinhar logo o significado porque é muito parecido em espanhol) que diz assim:

Tantas vezes a cantarinha vai à fonte…. 

Normalmente não se diz o provérbio todo, exatamente como fazemos nós, porque não é preciso, mas vamos ver como é que é em português. Há variantes:

...que um dia deixa lá a asa

...que um dia fica lá a asa

...que um dia se há de quebrar


quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

'Tarda fluit pigris, velox operantibus hora'


Na parte de baixo deste grande relógio de sol, na Suiça, há uma inscrição latina que diz:

Tarda fluit pigris, velox operantibus hora.


Isso quer dizer em português o seguinte: A hora passa devagar para os preguiçosos, e veloz para os operosos.

Nota. Operosos não é uma palavra de todos os dias e acho que dá para se entender no contexto da frase, mas vamos lá ver o que significa: 

operoso: laborioso; produtivo (quer dizer, "os que trabalham"). 

Pensem um bocado nesse provérbio latino. Não diz nada a ninguém? Alguém se sente aludido por um lado ou pelo outro?


sexta-feira, 25 de novembro de 2011

"Sem que tenhas atravessado todo o rio..."

 Jacaré boiando (Fotografia de N. Vitorino)

Mais África nesta semana. Agora é um provérbio que li num livro do poeta moçambicano Rui Knopfli:

Sem que tenhas atravessado todo o rio, não te rias das mandíbulas do jacaré. 


sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura



Isto é latim: Gutta cavat lapidem, non vi sed saepe cadendo. Em português, a gota fura a pedra, caindo não duas, mas muitas vezes;  noutras palavras: a perseverança tudo alcança

Utilizada para designar a pertinácia como virtude que vence qualquer dificuldade, por maior que seja, esta frase perde-se nas brumas do tempo, mas um de seus primeiros registros literários foi feito pelo escritor latino Ovídio (43 a.C.-18 d.C), autor de célebres livros como A arte de amar e Metamorfoses, que foi exilado sem que soubesse o motivo.

É tradição das culturas dos países em que a escrita não é muito difundida formar rimas nesse tipo de frase para que sua memorização seja facilitada. Foi o que fizeram com o provérbio portugueses e brasileiros: 

Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura.