Ouguela (Alentejo, Portugal) em baixo; Alburquerque (Badajoz, Espanha) ao fundo.
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segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Desde quando existe Portugal?


Um excerto de "História de Portugal" na Wikipédia:

Em 1139, depois de uma importante vitória contra um contingente mouro na batalha de Ourique, D. Afonso Henriques foi aclamado rei de Portugal, com o apoio das suas tropas. Nascia assim o Reino de Portugal, com capital em Coimbra e iniciava-se a primeira dinastia. A independência portuguesa foi reconhecida por Leão e Castela em 1143 pelo tratado de Zamora. Em 1147, com o apoio de cruzados norte europeus, Afonso I de Portugal conquistou Lisboa. .



Brasão de armas de Portugal. Símbolo adotado em 30 de junho de 1911.




quinta-feira, 7 de novembro de 2019

Chegada dos portugueses à China


Retirado de Crónicas Macaenses:


Após a descoberta do caminho marítimo para a Índia, os portugueses continuaram as suas explorações para oriente. Assim, em 1513, Jorge Álvares chegou à Ilha de Ling-Ting, onde ergueu um padrão, e onde foi enterrado em 1521. Em 1515, Rafael Perestrelo chegou ao Rio da Pérola. Estes terão sido os primeiros contactos dos portugueses com a China. A partir daí vão intensificar-se os contactos, sobretudo de ordem comercial. Após alguns incidentes, as autoridades chinesas proibiram o comércio com os portugueses, até que restituíssemos Malaca ao anterior sultão. Os portugueses passaram então a contrabandear, até que por 1554 as relações normalizaram.

Foi nestas terras da China que se estabeleceram os Jesuítas, entre os quais se salientou S. Francisco Xavier, mas também alguns missionários portugueses, dois dos quais foram assassinados em 1521, no Rio da Pérola.

Por 1553, Leonel de Sousa obtém autorização para que os portugueses se possam estabelecer em Cantão e em Macau. Macau foi depois entregue aos portugueses como recompensa do auxílio por eles prestado aos chineses contra a pirataria marítima no período de 1557 a 1564.

Infopédia



segunda-feira, 21 de outubro de 2019

O tenente Seixas e os refugiados de Barrancos

"De este sello personalizado de emisión privada, se ha realizado una tirada de 75 ejemplares, con fecha de solicitud de 17/01/2009 y fecha de aprobación de 19/01/2009." (Blogue Sellos personalizados de Extremadura)


Quem foi o tenente António Augusto de Seixas e o que é que ele fez? Não aparece na Wikipédia em português, e sim nas versões espanhola e catalã desta enciclopédia.

Do primeiro link em baixo, retiramos estas palavras em português:

"Um democrata português que salvou centenas de vidas de refugiados espanhóis. O Tenente Seixas, comandante da Guarda fiscal na fronteira, em 1936, evitou o massacre de grupos de refugiados espanhóis e organizou, manteve e ocultou um campo de refugiados com centenas de pessoas num lugar do concelho de Barrancos, evitando também que vários elementos constantes de “listas negras”, políticos e intelectuais republicanos espanhóis, fossem encaminhados para Badajoz, onde seriam fuzilados."

Nesta mensagem podemos ler sobre a sua figura em português e em espanhol


“Hoje vamos falar de um Herói Nacional, o Tenente Seixas, homenageado em Espanha e esquecido em Portugal”, no blogue Ruas com história (24-12-2016)

"El Schindler de la Raya", de J.R. Alonso de la Torre (Hoy, 16-03-2015)

"La lista de refugiados del teniente Seixas", de García Longás (Público, 02-08-2016 )
El oficial de la Guardia fiscal portuguesa maniobró ante las autoridades su país para conseguir salvar de la cárcel o de la muerte a un millar de republicanos extremeños y andaluces que cruzaron la frontera después de la caída de Badajoz en agosto de 1936. Este reportaje es la sexta entrega de la serie 'Senderos Públicos' , que recupera rutas que merecen ser recordadas como memoria histórica.


Homenagem da vila de Barrancos ao tenente Seixas




"Los refugiados de Barrancos", documental de Producciones Mórrimer. 

Sinopsis: 

Septiembre de 1936. Los últimos pueblos republicanos situados junto a Portugal son conquistados por las tropas del general Franco. Al igual que en Badajoz y otras poblaciones, la represión que desatan es brutal. El apoyo del dictador portugués Salazar a los golpistas no hace aconsejable huir hacia Portugal, pero para muchos es su única salida. De esta manera, cientos de personas deciden cruzar la frontera perseguidos de cerca por los sublevados. El procedimiento habitual de las autoridades portuguesas es entregarlos a sus aliados franquistas, que proceden a fusilarlos sin tardanza. Sin embargo, gracias a la humanitaria intervención del teniente portugués António Augusto de Seixas, se crean dos campos de refugiados junto a la localidad de Barrancos para alojar y proteger a este grupo de españoles.

Dirección: Ángel Hernández García, Antonio Navarro Millán, Fernando Ramos Mena, Paco Freire Magariños y Pedro J. Martín Millán.


Chegamos a Barrancos...




sexta-feira, 4 de outubro de 2019

LIBERDADE, não "libertade", por favor


Uma palavra bem importante e que devemos saber dizer bem em português sem esse t do espanhol: liberdade.

CARBONÁRIAS

Liberdade, liberdade,
Quem a tem chama-lhe sua,
Já não tenho liberdade
Nem de pôr o pé na rua.

Liberdade, liberdade,
Quem a tem chama-lhe dela,
Já não tenho liberdade
Nem de me pôr à janela.

São tão bonitas as Carbonárias,
São tão catitas as Libertárias,
Oh que lindo rancho da mocidade,
Cantai raparigas, viva a Liberdade!


O adjetivo catita na Infopédia:

1. bem arranjado; bem vestido
2. airoso



A Carbonária foi uma sociedade secreta e revolucionária que atuou na Itália, França, Portugal, Espanha, Brasil e Uruguai nos séculos XIX e XX. Fundada na Itália por volta de 1810, a sua ideologia assentava-se em valores patrióticos e liberais, além de se distinguir por um marcado anticlericalismo.






quarta-feira, 29 de maio de 2019

Um mapa de Moçambique (1598)



Petrus Kaerius (Pieter van den Keere) fez este mapa em 1598




quinta-feira, 28 de março de 2019

O que podia fazer a censura com um filme na ditadura

Cena da curta-metragem A Caça, de Manoel de Oliveira

Só para os alunos terem uma ideia do que podia fazer a censura numa obra cultural durante uma ditadura (tanto faz portuguesa como espanhola), podem ler o texto seguinte sobre uma curta-metragem do ano 1964 do realizador Manoel de Oliveira, intitulada A Caça.

A trama desenvolve-se à volta de dois amigos que resolvem caçar sem espingardas. Enquanto caminham conversam, só que um deles cai num buraco, numa zona pantanosa. O outro colega, aflito corre em busca de auxílio, trazendo atrás de si uma cadeia humana que tenta salvar a vítima, mas não se conseguem entender.

Este filme obteve uma Menção Especial do Júri da Federação Internacional de Cine-Clubes reunido em Toulon, que o considerou a melhor curta metragem. 

"Em 1963, quando A Caça foi presente à Censura, o filme terminava com a morte de José. Os censores acharam esse final muito pessimista e colocaram a Oliveira o dilema: ou o filme não passava, ou Oliveira filmava mais um plano em que o rapaz, afinal, se salvava. E com esse happy end (afinal bem pouco happy) o filme foi visto entre 1963 e 1988. Por essa altura, e quando se organizou a Mostra de Cinema Português em Pesaro, propôs-se a Oliveira que refizesse a montagem, eliminando o plano espúrio. Oliveira fê-lo e a versão original (ou seja a versão conforme ao desejo de Oliveira) foi vista, pela primeira vez, em Pesaro, em 1988. Em Portugal, contudo, permaneceu inédita até Outubro de 1993, quando foi apresentada pela primeira vez na Cinemateca no Ciclo "Oliveira, o Culto e o Oculto".

João Bénard da Costa (retirado do site amordeperdicao-dot-pt)

No entanto, no livro "Contemporary Film Directors: Manoel de Oliveira", de Randal Johnson, diz que o próprio Manoel de Oliveira resolveu manter a cena imposta, embora seja apenas visível depois do genérico final. O autor, mesmo podendo apagar essa cena, resolveu absorvê-la.

A curta pode ser vista aqui, em Cinema Domingos.


segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Portugal deste lado; do outro, Espanha



Juromenha: a sentinela de pedra que vigia as águas calmas do Guadiana...

Em virtude da sua posição estratégica foi sucessivamente ocupada por Romanos, Muçulmanos e Cristãos. Em 1659, durante a Guerra da Restauração (1640-1668), o paiol de pólvora explodiu e deixou um rasto de mortandade e de destruição. Desde ai, incluindo o Terramoto de 1755, permanece em ruínas.

Daqui, o viajante poderá vislumbrar e contemplar uma imensa paisagem que abrange a vila de Olivença, Alconchel e o rio Guadiana...

Fotografia e texto de Oliraf Fotografia





sexta-feira, 23 de novembro de 2018

"Portugal, a coroa da Europa"


Found this strange old map made by scientists from the 16th century in a book I’ve been recently exploring, in which shows Europe as a lady. There is a secret puzzle on it, can you decipher it?


The Portuguese Empire, also known as the Portuguese Overseas, was the 1st global empire in History and the 1st modern colonial European power, starting in 1415 with the conquest of Ceuta in Morocco, over 500 years after Portugal's foundation as a county in 868 and its establishment as a kingdom by the Templars in 1139, becoming Europe's first nation-state. In addition, it was the longest-lived of the modern European colonial empires, spanning nearly six centuries, until its end in 1999 with the handover of Macau (China) or the grant of sovereignty to East Timor in 2002, making it the longest global empire in History.

Portuguese conquistadors, navigators, explorers, scientists, monks, templars and knights, sailed and battled their way through Africa, America, the Middle East and Asia, expanding their kingdom in search for trade, settlement, wealth, slaves, spreading of Christianity, and to unlock the secrets of the earlier stages of Christendom. Thanks to this, Portugal held dominion over the sea lanes of the Indian and South Atlantic oceans for over a century, making its economic, military and political power the rival of any in Europe.

Portuguese domain was present in Africa, within Morocco, Angola, Mozambique, Guinea and also in Saudi Arabia, Iran, Brazil, Canada, Greenland and several parts of Asia, including India, Sri Lanka, Malaysia, Indonesia, China, Japan, and several others.

"The Portuguese were the first Europeans after the Dark Ages to engage in transcultural and transoceanic warfare, equipped with a blend of nautical knowledge, superior technology, incredible courage, very few men, and great swordsmanship that proved very efficient against the curved blades of the Turks and Moors. One must be aware that the Portuguese knew they were always outnumbered, a certainty that led them to employ all their courage and determination in the fights and battles they engaged. In many cases, just mentioning the Portuguese would distress an entire army or fleet, knowing the fierceness and bravery of the Portuguese warriors."

Rainer Daehnhardt (Professor, Historian, Writer)



(Blog Portugal)



sábado, 21 de abril de 2018

Homenagem em Badajoz ao jornalista português Mário Neves (1912 - 1999)


Para os alunos do 4º ano saberem um bocado da história da sua cidade e que tem a ver com um jornalista português.

(Parte do) Artigo de Jesús Conde, publicado em  eldiario.es no dia 16 deste mês:


Mário Neves, el corresponsal portugués que narró al mundo la matanza de Badajoz

El periodista es homenajeado esta semana por la asociación de memoria histórica ARMHEX por su aportación a la reconstrucción de uno de los capítulos más negros de la ciudad

La Orquesta de Extremadura estrena la obra musical ‘Disparos de luz’, en homenaje a todas las víctima del franquismo y a Mário Neves

“Soy el primer periodista portugués que entra en Badajoz tras la caída de la ciudad en poder de los rebeldes. Acabo de presenciar tal espectáculo de desolación y de pavor que tardará en borrarse de mis ojos…”.

Son las palabras de Mário Neves en agosto de 1936 poco después de la toma de Badajoz a manos de las tropas de Franco. Contó para el Diario de Lisboa escenas de horror, con asesinatos múltiples y calles tintadas de rojo. Con una columna de humo en permanente combustión. De este modo se deshicieron las tropas rebeldes de buena parte de las personas ajusticiadas.

El periodista es homenajeado esta semana en Badajoz por su aportación a la reconstrucción de uno de los capítulos más negros de la ciudad. También en recuerdo a todas las víctimas de la dictadura militar.

Fue testigo de un espectáculo “de pavor y desolación” según confesó él mismo. Sus crónicas en el diario luso tuvieron repercusión internacional. En ellas un joven de apenas 24 años mostraba una represión ‘atroz’ bajo las órdenes del teniente general Yagüe, conocido como ‘El carnicero de Badajoz’, contra todo aquél sospechoso de ser simpatizante de la República.

Desde la vecina localidad lusa de Elvas Mário Neves narraba a su periódico con nerviosismo la estampa. Con dificultades para verbalizar lo que estaba contemplando. (...)

Artículo completo aquí.


 Antigua plaza de toros testigo de la 'matanza de Badajoz'. En los años 90 la Junta la derribó para construir el actual Palacio de Congresos

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LA ASOCIACIÓN PARA LA RECUPERACIÓN DE LA MEMORIA HISTÓRICA DE EXTREMADURA (ARMHEX), rinde homenaje a MÁRIO NEVES Periodista


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O jornalista Mário Neves relembra massacre de Badajoz - (ensina.rtp.pt)

Mário Neves (1912–1999) foi um jornalista português que testemunhou e fez duas grandes reportagens sobre o massacre de Badajoz para o "Diário de Lisboa". Um terceiro trabalho seria censurado, mas a experiência marcaria a sua vida para sempre.

Entre duas e quatro mil pessoas foram executadas nos dias que se seguiram à conquista de Badajoz pelas tropas nacionalistas de Franco, em 14 de agosto de 1936. O massacre é apontado como um dos mais controversos momentos da sangrenta guerra civil que abalou a Espanha entre 1936 e 1939.

Mário Neves foi destacado pelo jornal para fazer a cobertura do conflito e não só testemunhou o massacre, como quase foi morto no meio da confusão que se seguiu à conquista da cidade aos republicanos.

“Vou partir. Quero deixar Badajoz, custe o que custar, o mais depressa possível e com a firme promessa à minha própria consciência de que não mais voltarei aqui”, escreveu Mário Neves numa reportagem depois de assistir aos massacres, aos fuzilamentos e testemunhar as pilhas de cadáveres a serem queimados.

RTP

Temas: História, Jornalismo, Século XX
Ensino: 3º Ciclo, Ensino Secundário
Ficha Técnica:
Título: Arquivos da Memória - Mário Neves, o repórter
Tipo: Extrato de entrevista
Autoria: Alípio de Freitas
Produção: RTP
Ano: 1987

Se clicarmos no link da RTP, vemos Mário Neves a falar daquele terrível acontecimento em 1987 num excerto de dois minutos .


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"O massacre de Badajoz", em português, na Wikipédia.


segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Meninas gregas refugiadas a ler uma carta, em 1948 (David Seymour)



Uma fotografia de 1948 de umas meninas refugiadas da guerra civil na Grécia, que decorreu entre 1946 e 1949. Reparem nesses rostos. Umas vítimas, como acontece hoje em dia em tantas partes do mundo. Infelizmente, a história repete-se e com maior crueldade. É só ver as notícias na televisão ou nos jornais.

A fotografia é de um grande fotógrafo, David Seymour.



sexta-feira, 5 de maio de 2017

Índia Portuguesa?

Pois é, meninos e meninas, houve um Estado português da Índia. Vamos lá ver...

O Estado da Índia ou Índia Portuguesa foi um Estado ultramarino português, fundado em 1505, seis anos depois do descobrimento da rota entre Portugal e o subcontinente indiano, para servir de referência governamental para uma cadeia de fortificações, feitorias e colónias de ultramar. O primeiro Vice-Rei foi D. Francisco de Almeida, que estabeleceu seu governo em Cochim (Kochi). Os governadores subsequentes não receberam o título de Vice-rei.

Em 1530 a capital do Estado da Índia foi transferida para Goa e, antes do século XVIII, o governador português ali estabelecido exercia sua autoridade em todas as possessões portuguesas no oceano Índico, desde a monção do Cabo da Boa Esperança, a oeste, passando pelas Ilhas Molucas, Macau e Nagasaki (esta não formalmente parte dos domínios portugueses) ao leste. Em 1752, Moçambique passou a ter um governo próprio e em 1844 foi a vez dos territórios de Macau, Solor e Timor, restringindo a autoridade do governador do Estado da Índia às possessões portuguesas na costa de Malabar, permanecendo assim até 1961.

Antes da independência da Índia, ocorrida em 1947, os territórios portugueses se restringiam à Goa, Damão, Diu, e Dadrá e Nagar-Aveli. Portugal perdeu o controle efetivo dos enclaves de Dadrá e Nagar-Aveli em 1954 e, finalmente, o resto dos territórios do subcontinente indiano em dezembro de 1961, quando foram tomados por uma operação militar indiana. Apesar da tomada pela Índia dos territórios portugueses no subcontinente, Portugal reconheceu oficialmente o controle indiano somente em 1975, após a Revolução dos Cravos e da queda do regime do Estado Novo.

A Índia Portuguesa durou de 1505 a 1961, tendo variações geográficas ao longo de seus mais de 4 séculos de existência.

(Wikipédia)





(Fotografia: bOrnJoE)

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Revolução de 25 de Abril de 1974


Com a ajuda deste slideshare podemos ficar a saber desse episódio tão importante para o que hoje é Portugal: a Revolução do 25 de Abril.


Em baixo, um slideshare mais breve e, se calhar, mais prático, para vocês:





segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Morreu Mário Soares


No passado dia 7 morreu em Lisboa uma figura muito importante da política portuguesa contemporânea, Mário Soares. Temos cá uma breve introdução tirada da Wikipédia e, a seguir, um excerto da notícia publicada no diário Público.


Mário Alberto Nobre Lopes Soares (Lisboa, 7 de dezembro de 1924 – Lisboa, 7 de janeiro de 2017) foi um político português.

Político de profissão e vocação, co-fundador do Partido Socialista, a 19 de abril de 1973, o percurso de Mário Soares inicia-se nos grupos de oposição ao Estado Novo, atividades que levariam o governo de Salazar a deportá-lo para São Tomé, onde permaneceu até o governo de Marcello Caetano lhe permitir o exílio em França.

No processo de transição democrática subsequente ao 25 de abril de 1974 afirma-se como líder partidário no campo democrático, sendo ainda Ministro de alguns dos governos provisórios. Em seguida foi Primeiro-Ministro dos I, II e IX governos constitucionais, acompanhando o processo de construção de políticas sociais pré-adesão às Comunidades Europeias.

Foi Presidente da República durante dois mandatos, entre 1986 e 1996.

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Morreu Mário Soares. Adeus a um português maior

Ex-Presidente da República tinha 92 anos.

Hugo Daniel Sousa
7 de Janeiro de 2017

Lutou como poucos contra a ditadura, foi preso, casou na prisão, teve de deixar o país. Regressou depois do 25 de Abril para ser um pouco de tudo na política (deputado, ministro, primeiro-ministro, Presidente da República e eurodeputado). Mário Soares, o rosto maior da democracia portuguesa, morreu neste sábado aos 92 anos, avançou a Lusa.

(...)

Quem olhar para os últimos 50 anos da história de Portugal vai encontrar sempre Mário Soares: no ataque à ditadura, na libertação democrática, na resistência ao comunismo, na opção europeia, na solidez democrática. Foi, nos momentos decisivos, o líder de que Portugal precisava – e é por isso que hoje o país lhe deve muito.

As suas exéquias fúnebres decorrem segunda e terça-feira. (...)


Mário Soares destacou-se desde cedo na política. Ainda como estudante universitário (licenciou-se em Ciências Histórico-Filosóficas em 1951 e em Direito em 1957), foi secretário da Comissão Central da Candidatura do General Norton de Matos à Presidência da República, em 1949, e estaria 11 anos depois na Comissão da Candidatura do General Humberto Delgado à Presidência da República.

Fez parte de vários movimentos de oposição à ditadura do Estado Novo, o que lhe valeu ser preso 12 vezes pela PIDE, a polícia política do regime. Cumpriu quase três anos de prisão e foi na cadeia, em 1949, que casou com Maria de Jesus Barroso. Foi deportado para São Tomé em 1968 e dois anos depois obrigado a exilar-se em França.

Foi no exílio que se tornou um dos fundadores do Partido Socialista, em 1973, e assumiu o cargo de secretário-geral dos socialistas durante praticamente 13 anos.

Regressou a Portugal três dias depois da revolução de 25 de Abril de 1974 para uma intensa actividade política, que o levou a ser uma espécie de farol da democracia portuguesa.

(Notícia completa no diário Público, 7-1-2016)


Retrato oficial do Presidente Mário Soares (1992), por Júlio Pomar.


Mário Soares em Lisboa, em maio de 1974, no mês seguinte à Revolução dos Cravos


1968 - Mário Soares detido e deportado (Entre as brumas da memória)




sexta-feira, 21 de outubro de 2016

O Pelourinho de Elvas




Na próxima terça-feira, os alunos do 4º ano vão visitar a Escola Secundária D. Sancho II de Elvas num programa de intercâmbio. Uma das atividades é um passeio pela cidade. É possível que vejamos o pelourinho, que fica na parte alta da cidade. Esperemos que não chova nesse dia...


O que é exatamente um pelourinho? A Wikipédia diz-nos o seguinte:

O Pelourinho, popularmente designado também como Picota, é uma coluna de pedra colocada num lugar público de uma cidade ou vila onde eram punidos e expostos os criminosos. Tinham também direito a pelourinho os grandes donatários, os bispos, os cabidos e os mosteiros, como prova e instrumento da jurisdição feudal.

(...) Os pelourinhos, normalmente, são constituídos por uma base sobre a qual assenta uma coluna ou fuste, terminando por um capitel.

* * * * * * *

E sobre o pelourinho de Elvas...

O pelourinho, sinal de autoridade e exposição, chega a Elvas no séc. XVI, sendo erigido na então denominada Praça Nova (hoje Praça da República), à entrada da Rua dos Sapateiros, onde esteve cumprindo a sua função até 2 de Outubro de 1872, dia em que foi apeado e destruído. Quando se constituiu o Museu Municipal parte do que restou do pelourinho foi aí guardado. Em 1940 é apresentado um projecto por Vitalino de Albuquerque para a reconstrução do pelourinho feito a partir de uma gravura publicada no jornal O Panorama. Aproveitando as partes originais guardadas e substituindo as desaparecidas foi reconstruído e colocado no Largo do Dr. Santa Clara.

(Fonte do texto: Câmara Municipal de Elvas)



 Uma fotografia antiga do pelourinho de Elvas



segunda-feira, 25 de abril de 2016

25 de abril de 1974 - Revolução dos Cravos



Revolução dos Cravos refere-se a um período da história de Portugal resultante de um golpe de Estado militar, ocorrido a 25 de abril de 1974, que depôs o regime ditatorial do Estado Novo, vigente desde 1933, e que iniciou um processo que viria a terminar com a implantação de um regime democrático, com a entrada em vigor da nova Constituição a 25 de abril de 1976.

Este golpe, normalmente conhecido pelos portugueses como 25 de Abril, foi conduzido por um movimento militar, o Movimento das Forças Armadas (MFA), composto por oficiais intermédios da hierarquia militar, na sua maior parte capitães que tinham participado na Guerra Colonial e que foram apoiados por oficiais milicianos, estudantes recrutados, muitos deles universitários. (...) Sem apoios militares, e com a adesão em massa da população ao golpe de estado, a resistência do regime foi praticamente inexistente, registando-se apenas quatro mortos em Lisboa pelas balas da DGS.



De folha de poesia tomamos emprestada a imagem e o  seguinte texto:

"Grândola, Vila Morena" é a canção emblemática da Revolução dos Cravos e de todos os que participaram no Movimento das Forças Armadas (M.F.A.), é o sinal para avançar com as tropas para derrubar o regime vigente de Marcelo Caetano, é o símbolo da vitória da democracia.

Ao escutarmos a canção sentimos que o seu ritmo ordenado é apropriado ao ritmo cadenciado e marchante do pregão popular “O povo unido jamais será vencido”.

Quanto à letra da canção, observamos que se faz o elogio de determinados valores e, de forma subentendida, a denúncia dos desvios e aberrações das instituições político-sociais salazaristas. 



[...o concerto está a chegar ao fim...é a apoteose final com "essa canção nova, que ninguém conhece", a celebração da nossa esperança colectiva nos versos de "Grândola, Vila Morena". Zeca chama os amigos, vão os que foram chamados e alguns outros, o Coliseu é agora um corpo enorme de gente, braços dados, vozes em coro...e, quando a custo, saimos para as Portas de Santo Antão começamos lentamente a perceber como o Zeca mudou as nossas vidas...] 

(Viriato Teles)


GRÂNDOLA, VILA MORENA

Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade

Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena

Em cada esquina um amigo
Em cada rosto igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade

Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto igualdade
O povo é quem mais ordena

À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola a tua vontade


segunda-feira, 7 de março de 2016

Os Salteadores (Abi Feijó)


Os Salteadores é uma curta-metragem de animação realizada por Abi Feijó, baseada num conto do escritor português Jorge de Sena (1919 - 1978). O que encontramos em "Os salteadores", do livro Os Grão-Capitães, publicado em 1971, é "o silenciamento sufocante de um fuzilamento sumário em Espanha com a conivência da polícia portuguesa"


Portugal. 1993. 35 mm. 12’36” (Esta versão é legendada em espanhol)

Sinopse: Dentro de um carro, numa viagem à noite ao longo da costa portuguesa, nos anos 50, ouve-se uma discussão sobre a identidade de um grupo de homens, capturados e mortos há alguns anos no decorrer da guerra civil espanhola.

Três perspectivas são confrontadas num discurso que revela a face e as sensibilidades ideológicas do regime fascista português. Como se a História pudesse ser inventada ou esquecida... 

Diretor: Abi Feijó.
Guião: Abi Feijo e Sergio Andrade. Baseado no conto "Os Salteadores", incluído em Os Grão-Capitães (1971), de Jorge de Sena.
Animação: Filmografo, Animais (Lisboa).
Fotografia: Pedro Serrazina, Martin Koscielniak.
Música: Manuel Tentugal
Produção: Filmografo / Jorge Neves.
Cópia: Agência Curtas Metragens, Portugal.

(Ciclope Films)



sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Refugiados de onde? E de quando?



A fotografia é antiga, bem sei... De que nacionalidade é que serão esses refugiados? Essas caras de desespero, medo, fome... são exatamente iguais às dos refugiados que temos visto nos últimos meses nas televisões, nos jornais... E de que é que fogem? Como quase sempre acontece, como hoje. E também estamos numa fronteira, ou a caminho dela, para tentar salvar a vida.

Essas crianças...

Se eu disser que a fotografia foi tirada em 1939, ajuda a saber alguma coisa, alunos do 4º ano, os mais velhos da ESO?

Pensem um bocado nisto tudo nos dias que se aproximam em que a felicidade parece ser obrigatória.















quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

A Lisboa romana debaixo dos pés

Reconstituição virtual 3D da cidade romana de Olisipo (Lisboa) por César Figueiredo


Esta notícia é do mês passado, mas vale a pena conhecer.



Há um documentário que desvenda parte da Lisboa romana por debaixo dos nossos pés

Inês Boaventura

29/11/2015 - 09:00

O documentário Fundeadouro Romano em Olisipo, de Raul Losada, inclui uma recriação em três dimensões da cidade na época romana. O ponto de partida para o trabalho foi uma notícia do PÚBLICO sobre escavações arqueológicas na Praça D. Luís I.

A descoberta de um fundeadouro romano no subsolo de Lisboa, feita pelos arqueólogos durante a construção de um parque de estacionamento na Praça D. Luís I, deu origem a um documentário. Com esta obra, que inclui uma recriação em três dimensões de Olisipo, Raul Losada quer dar a conhecer a cidade com cerca de dois milénios que se esconde debaixo dos nossos pés.

O documentário Fundeadouro Romano em Olisipo, apresentado como “um projecto de divulgação do património arqueológico”, foi exibido pela primeira vez em Outubro, no Museu Nacional de Arqueologia (MNA). Depois disso, o filme com 55 minutos foi também projectado na Ordem dos Arquitectos e no Museu Marítimo de Ílhavo.

(...)


A notícia completa no jornal Público. Vamos clicar para ver algumas imagens do documentário. Ou também, podemos fazê-lo neste link de Vimeo: "Olisipo 3D" de César Figueiredo.