Ouguela (Alentejo, Portugal) em baixo; Alburquerque (Badajoz, Espanha) ao fundo.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Hoje é sexta e começam as férias do Natal



De certeza que não precisam deste conselho...

(Não se esqueçam de estudar um bocado e de ler, por prazer, é claro)



Mais sobre as relações Portugal - Japão



A expansão marítima portuguesa no século XV/XVI atingiu uma proporção que até então nenhum Império havia alcançado. Chegaram os portugueses no alvorecer do século XVI, em 1500, ao Brasil e quarenta e três anos após ao Japão, em 1543.

Tanto no extremo oriente como no ocidente, a economia, a religião, enfim a cultura portuguesa se estabeleceu deixando marcas significativas e duradouras. Logo após a chegada dos primeiros portugueses leigos ao Japão chegaram os missionários. O Padre Belchior Figueiredo foi o descobridor de Nagasaki como porto seguro para reunir uma comunidade cristã. Os jesuítas, liderados por Francisco Xavier, aportaram ao Japão no mesmo ano que chegaram ao Brasil: em 1549.  (...)


Alguns exemplos de palavras portuguesas que foram absorvidas pela língua japonesa.



Alguns exemplos de palavras japonesas que foram absorvidas pela língua portuguesa



O que leram foi um pequeno excerto do artigo da Profª. Dra. Inez Garbuio Peralta em Portal da Lusofonia, onde quem estiver interessado pode ler completo. Fala-se também dessas relações até ao século XX e das relações entre o Japão e o Brasil.






Portugueses no Japão no século XVI



No reinado de D. João III, no séc XVI, passou a haver carreiras que ligavam terras do Oriente onde os Portugueses se tinham instalado. Haviam porém homens que queriam viver a sua vida sem obedecer a ninguém e para isso arranjavam navios por conta própria ou juntavam-se a tripulações asiáticas e partiam à aventura.

Foram três aventureiros portugueses os primeiros europeus a chegar ao Japão, (António da Mota, António Peixoto e Francisco Zeimoto), navegavam a bordo de um junco chinês que uma tempestade arrastou para a ilha japonesa de Tanegashima.

Os contactos foram particularmente amistosos, e poucos anos depois havia uma carreira portuguesa com destino ao Japão.

Os artistas Japoneses deixaram um testemunho visual da chegada dos Portugueses à sua terra, pintaram os seus navios, as suas roupas. Essas figuras apareceram em vários suportes tais como: caixas, tabuleiros, etc.






(Lido no blogue Japão ao seu alcance)



Um pouco de japonês






Fazendo um exercício com os alunos do 4º ano. Deviam dizer qual o local do mundo que escolhiam para fazer uma viagem, os motivos, o que visitavam, etc. Tudo isso usando o pretérito imperfeito com o valor de condicional.

A maioria deles escolheu destinos pouco exóticos: Londres, Paris, Roma. Uma aluna escolheu a Argentina: Bariloche, as cataratas do Iguaçu... Mas uma outra aluna, a Maria, escolheu um destino bem exótico, um país muito longínquo desta Península Ibérica:  o Japão. Ela gostava de visitar Tóquio, de se mascarar como um personagem do anime, etc. E até sabe alguma palavras de japonês. Esta mensagem vai dedicada para ela, mas o Professor, que gosta também da cultura japonesa, espera que os colegas da Maria aprendam um bocado com esta mensagem e o que virá depois.


Agradecemos ao blog Fala Bonito o conteúdo deste post tão curioso. Alguém quer saber como é que se escreve o seu nome em japonês? Esta língua é falada quase que exclusivamente no Japão. Estima-se que o número de falantes seja em torno de 127 milhões de pessoas. O japonês é uma língua muito complexa que usa cinco sistemas de escrita diferentes: rōmaji, hiragana, katakana, kanji e os algarismos indo-arábicos, quer dizer, os números.

Se clicam aqui, vão para uma página onde podem escrever o seu nome (uma palavra só e sem acentos!) na caixinha, e depois, pronto, lá está o vosso nome em caracteres japoneses. O que veem lá em cima são os nomes Maria, o primeiro, e Juan, o segundo.


Mais uma coisa em japonês:




1 – Ohayou Gozaimasu (おはよう ございます) = Bom dia
2 – Konnichiwa (こんにちは) = Boa tarde
3 – Konbanwa (こんばんは) = Boa noite

 De Aprendendo Japonês



quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Taj Mahal (Jorge Ben Jor)


Um dos maiores músicos do Brasil: o guitarrista, cantor e compositor Jorge Ben Jor. Ao vivo e numa muito boa gravação.


TAJ MAHAL

Foi a mais linda
História de amor
Que me contaram
E agora eu vou contar
Do amor do príncipe
Shah-Jehan pela princesa
Mumtaz Mahal
Do amor do príncipe
Shah-Jehan pela princesa
Mumtaz Mahal...

Tê Tê Tê, Têtêretê
Tê Tê, Têtêretê
Tê Tê, Têtêretê
Tê Tê...

Tê Tê, Têtêretê
Tê Tê, Têtêretê
Tê Tê, Têtêretê
Tê Tê...

Uhou! Uhou!
Tê Tê, Têtêretê
Tê Tê, Têtêretê
Tê Tê, Têtêretê
Tê Tê...(2x)

Foi a mais linda
História de amor
Que me contaram
E agora eu vou contar
Do amor do príncipe
Shah-Jehan pela princesa
Mumtaz Mahal
Do amor do príncipe
Shah-Jehan pela princesa
Mumtaz Mahal...

Tê Tê Tê, Têtêretê
Tê Tê, Têtêretê
Tê Tê, Têtêretê
Tê Tê...

Uhou! Uhou!
Tê Tê, Têtêretê
Tê Tê, Têtêretê
Tê Tê, Têtêretê
Tê Tê...(2x)

Tê Tê, Têtêretê
Tê Tê, Têtêretê
Tê Tê, Têtêretê
Tê Tê...

Uhou! Uhou!
Tê Tê, Têtêretê
Tê Tê, Têtêretê
Tê Tê, Têtêretê
Tê Tê...(3x)

Tê Tê, Têtêretê
Tê Tê, Têtêretê
Tê Tê, Têtêretê
Tê Tê...



Sonhei que era o Pai Natal (Francisco Sande e Castro)


Esta noite sonhei que era o Pai Natal. Tinha chegado o grande momento e, depois de doze meses de boa vida, regressava o dia de trabalho. Iria fazer uma direta ao volante do meu trenó. De manhã tinha estado a escovar as renas e, da parte da tarde, limpei e aparelhei a viatura. Bebi dois cafés ao jantar para não me dar o sono ao volante, e parti para a famosa noite. É difícil trabalhar um só dia por ano. É como quem bebe uma garrafa de vinho depois de um longo período de abstinência: pedrada certa.

Saí de casa pouco antes da meia-noite, ainda no meu estado normal. Não tinha ainda voado 500 metros quando uma das renas se estatelou no ar com gritinhos histéricos. Era uma cãibra. Tinha insistido para que fizessem ginástica ao longo do ano mas os pobres animais são preguiçosos e eu até os compreendo. Quando nos habituamos ao dolce far niente não queremos outra coisa. Depois de uma rápida massagem, seguimos viagem. Enquanto as «meninas» vão seguindo o caminho habitual, eu revelo a lista de presentes. Paramos à frente da primeira chaminé. É estreita, daquelas que eu odeio. Se pudesse dar nas vistas, deixava bilhetes a todos estes idiotas que mandam construir chaminés estreitas. Se o ano passado já tinha entrado com dificul-dade, o álcool que me aquece as noites solitárias agravou o problema. A meio da chaminé, já com o fato todo chamuscado, ouvi vozes lá em baixo. A minha discrição tinha-me permitido nunca ter sido visto e deveria manter esse ar misterioso. Esperei calmamente a meio da chaminé que se fossem deitar enquanto rezava para que ninguém se lembrasse de acender a lareira. Cá fora uma das renas assobiava pelo topo da chaminé, lembrando-me o nosso atraso. Perdemos mais de meia hora com o problema e tivemos que nos esfalfar para tentar recuperar o tempo perdido. Comecei a andar depressa de mais para as possibilidades do trenó, que ia largando peças pelo caminho. Os livros das crianças que falam de nós estão longe da realidade, e preocupa-me que não haja ninguém a escrever uma opinião séria sobre a difícil tarefa do Pai Natal. A realidade é dura e triste. Eu passo a noite de Natal com o fato sujo e roto. As renas suam que nem cavalos depois de uma dura corrida, e o trenó fica feito num oito. Foi construído para escorregar na neve com pouco peso e aguenta mal as cargas que lhe ponho em cima. Ainda por cima tem de voar a velocidades para as quais não está concebido. Chegamos à segunda casa. As crianças daqui escolheram uns presentes horríveis, mas gostos não se discutem e eu tenho que os aceitar a todos. Continua a estafadeira e, pelas três da manhã, as renas já estão de rastos. Há uma mais desastrada, que todos os anos fica com as pernas cheias de nódoas negras porque não há poste ou chaminé em que ela não tropece. Eu já escorrego pelas chaminés sem me segurar. Nestas coisas emagreço entre três a quatro quilos.

São quatro da manhã e ainda temos centenas de lares para visitar. Engano-me na chaminé da casa dos Rebelos e entro pela da cozinha. Caio em cima de duas panelas e o estrondo é enorme. A senhora Rebelo acorda assustada e vem à cozinha com medo de encontrar um assaltante.

«Quem está aíl» pergunta a voz trémula. Distraído e nervoso respondo — «é o Pai Natal». A senhora desata a fugir pelas escadas acima aos gritos pelo marido e eu deixo os presentes na cozinha e volto a sair rapidamente por onde entrei. Quando a noite me começa a correr mal fico nervoso e só faço asneiras. Cá fora as renas estão deitadas em cima de um telhado, já demasiado cansadas para se preocuparem. Os aquecimentos solares são coisa que não existia quando me inventaram e têm provocado inúmeros problemas. As renas têm o vício de se deitarem em cima deles para se aquecerem e, gordas como estão, rebentam sempre com os frágeis sistemas. Não há noite de Natal em que não provoquem meia dúzia de inundações e temos sempre que fugir à pressa antes que os donos deem pela desgraça. O que vale é que nunca desconfiam de nós.

Já está a amanhecer e ainda não acabámos o serviço. Com a pressa, bato com o trenó numa chaminé que cai aos bocados. Um guarda-nocurno olha para cima e reconhece-nos. «Olha o Pai Natal!...».

 Antes que consiga acabar a frase atiro-lhe um presente à cabeça provocando-lhe um desmaio e consequente amnésia. São condicionalismos desta difícil profissão. Nem sempre podemos ser bonzinhos.

Regressamos a casa todos de rastos para encontrar meia dúzia de presentes esquecidos.

Enfureço-me: «quem é se esqueceu de pôr estes presentes no trenó?». Todas as renas disfarçam. É sempre a mesma coisa. Agora não foi ninguém. Verifico os nomes na etiqueta. Pertencem todos à família Florença. Volto a subir para o trenó e parto em direcção à sua casa o mais discretamente possível. Quando vou a entrar pela chaminé, oiço vozes. As crianças choram e os pais tentam consolá-las:

 - «O Pai Natal deve ter-se esquecido, mas nós amanhã compramos-vos outros presentes.»

- «Qual Pai Natal, qual carapuça», responde o Zezinho. «Nós sabemos muito bem que isso não existe. O pai não quis foi dar-nos presentes.»

Sinto-me ofendido com esta falta de fé e hesito em deixar os presentes; mas a aflição daquele pai faz-me pena. Atiro os embrulhos pela chaminé e ainda volto a ouvir a voz do Zezinho antes de me ir embora:

«O pai fez de propósito para partir o presente.»


Francisco Sande e Castro





quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

O Estado resolvendo problemas sociais complexos


Fonte: Humor inteligente 


À espera na paragem de autocarro


Silhuetas de pessoas numa paragem à espera do autocarro em Lisboa. Uma ilustração de Carlos Quitério para Expresso Única magazine (nov 12).



Um sabiá-laranjeira


No outro dia lemos na sala de aula da turma do 4º ano um excerto de um conto do escritor brasileiro Caio Fernando Abreu. Um dos protagonistas tinha "um sabiá numa gaiola". O que era gaiola? O que era sabiá? Os alunos aprenderam essas duas palavras, mas como é um sabiá? Há varios. O que veem cá em cima, numa fotografia de Bertrando de Campos,  é um sabiá-laranjeira. Como será o seu canto?.

Parece que este sabiá está melhor em liberdade do que numa gaiola, não é?





Canhoto?


Como se chamam em português as pessoas que usam principalmente a mão esquerda para escrever, e não só? Canhotas. E assim poderemos dizer:  Eu sou canhoto. A Luísa é canhota...

A palavra espanhola "zurdo", é muito parecida, para um português, com a palavra surdo pessoa qe tem dificuldades para ouvir ou não ouve nada). Um falso amigo, estão a ver?

A imagem desta mensagem veio do outro lado do oceano. Um ilustrador brasileiro que assina como Tiago Elcerdo.



Os meus amigos (Camilo Castelo Branco)

Camilo Castelo Branco numa nota da antiga moeda portuguesa


OS MEUS AMIGOS

Amigos cento e dez e talvez mais
Eu já contei! Vaidades que eu sentia.
Pensei que sobre a terra não havia
Mais ditoso mortal entre os mortais.

Amigos cento e dez, tão serviçais,
Tão zelosos das leis da cortesia,
Que eu, já farto de os ver, me escapulia,
Às suas curvaturas vertebrais.

Um dia adoeci profundamente,
Ceguei. Dos cento e dez, houve um somente
Que não desfez os laços quase rotos.

Que vamos nós (diziam) lá fazer?
Se ele está cego, não nos pode ver...
Que cento e nove impávidos marotos!

Camilo Castelo Branco (1825-1890)





terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Cortando pelo tracejado...o P vai ficar como um D

O P de Portugal vai ficar como um D depois dos cortes, pronto para fazer parte da palavra Deutschland, que é o nome em alemão da Alemanha, oficialmente República Federal da Alemanha (Bundesrepublik Deutschland). A Alemanha é quem decide agora na Europa, não sei se têm ouvido alguma coisa ao respeito nestes últimos tempos...





Lisboa, nestes dias de dezembro...

Fonte: Lisboa ao vivo no FB






Riscar alguém do mapa e ficar à deriva...

Fonte: Literatortura



Orlando Pedroso é o autor disto. Acho que vale a pena ele voltar por aqui.

Em Portugal seria "Risco-te do mapa..."




segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Coitado do peru

Fonte: Humor inteligente

Este animalzinho é chamado peru em português (a palavra é aguda, apesar de não ter acento).



Cabeleireiro, cabeleireiro



Quem nunca teve esta dúvida: cabeleireiro ou cabelereiro? Cabeleireiro, pois! É aí que vamos cortar o cabelo.




sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Preciso mentir que te amo (Pierre Aderne e Jorge Palma)


A letra desta canção é do brasileiro Pierre Aderne, que enviou ao português Jorge Palma, quem escreveu a música. E cantam-na os dois.

Isso conta-se no site oficial de Jorge Palma.


Preciso mentir que te amo

Preciso mentir que te amo
Te dizer baixinho no ouvido
Te abraçar e fazer de conta
Que nesse amor não duvido

Preciso mentir que te amo
Os teus ombros... à frente
Esquecer que o amor que preciso
É cobarde, é valente.

(Refrão)
Acordar de manhã
E fazer um café p'rá você
Abraçar-te com cuidado
E depois adormecer-te no meu porto

Dizer que só a teu lado
É onde não durmo sozinho
Olha me mostra o caminho
Pois ri que me amas

Preciso agora de um bem
Pode ser que amanha eu me esqueça
E a olhar da janela de um trem
Um novo amor me apareça

Acordar de manhã
E fazer um café p'rá você
Abraçar-te com cuidado
E depois adormecer-te no meu porto

Preciso mentir que te amo
Te dizer baixinho no ouvido
Te abraçar e fazer de conta
Que nesse amor não duvido

Eu preciso agora de um bem
Pode ser que amanha eu me esqueça
E a olhar da janela de um trem
Um novo amor me apareça

Acordar de manhã
E fazer um café p'rá você
Abraçar-te com cuidado
E depois adormecer-te no meu porto


Jorge Palma e Pierre Aderne


O cantor e compositor Pierre Aderne é "filho de um português e uma brasileira, professores da Universidade de Brasília (UNB), nasceu na França e com um ano de idade foi trazido para Brasília. Passou sua infância e adolescência morando em Brasília, e visitando constantemente o Rio de Janeiro. "

De Jorge Palma darei mais dados quando ele voltar pelo blogue.




Não roubem o futuro!

Fotografia de Rafael Marchante (Reuters) 


A fotografia foi tirada em Lisboa no mês de outubro. Estamos em dezembro. A triste história, o pesadelo, continuam... 

Para a semana prometo trazer coisas mais agradáveis. Por vezes é difícil fugir à realidade.

Por enquanto, hoje à tarde, música de um brasileiro, Pierre Aderne, e um português, Jorge Palma.



Uma ilusão de ótica



Esta ilusão de ótica já é conhecida dos vossos colegas mais novos, que a viram no outro dia no blogue deles.

Estão a ver alguma cosa estranha?





quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Matraquilhos em Juncais


Esta fotografia foi tirada na aldeia de Juncais, em Portugal. Vocês já jogaram matraquilhos alguma vez? Eu gostava imenso de jogar quando era pequeno.

Autora da fotografia: Yaro Kono


Bem sei que vocês sabem como é que isto funciona, mas eis a definição da palavra matraquilhos que nos dá o dicionário Priberam:

Jogo que consiste numa caixa onde estão representados futebolistas suspensos em barras que os jogadores devem movimentar de maneira a inserir uma pequena bola num buraco que representa a baliza adversária.




quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

O diretor Manoel de Oliveira fez 104 anos!


O diretor de cinema português Manoel de Oliveira fez ontem 104 anos. Leram bem, 104 anos. E continua a trabalhar: a estreia do último filme dele, O Gebo e a Sombra, foi no passado mês de outubro, como podem ler neste link.

Não é esta uma boa notícia? Manoel de Oliveira é o mais velho diretor de cinema no ativo do mundo.

Aqui uma mensagem do nosso blogue quando ele fez 102 anos.




Um 'inselberg' brasileiro

Fotografia de Pedro Motta 

Isto é um inselberg. O que é isso? Vamos ver: a Wikipédia diz-nos:

Inselberg ou Monadnocks é uma forma residual que apresenta feições variadas tais como crista, cúpula, e domo, cujas encostas mostram declives acentuados, dominando uma superfície de aplanamento superior.

O termo inselberg, do alemão, "monte ilha", foi introduzido pelo geólogo alemão Friedrich Wilhelm Conrad Eduard Bornhardt em 1900 para caracterizar montanhas pré-cambrianas, geralmente monolíticas, de gnaisse e granito que emergem abruptamente do plano que as cerca.

No Brasil, são comuns inselbergs graníticos ou granitóides, tendo então uma forma esferoidal e de alta inclinação (cerca de 40º). É o caso do Pão de Açúcar, no Rio de Janeiro. Além destes, este relevo pode ser encontrado na região do Sertão nordestino, denominado "polígono das secas".

Podem ver aqui o conhecidíssimo Pão de Açúcar:

 Fotografia de Floyd Dust (Eduardo Rodrigues)


inselbergs também na África. Vamos deixar para outro dia. Faremos uma viagem a Moçambique...




terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Ninguém, ninguém e ninguém

Pois é, o indefinido antónimo de alguém não é "nadie", claro, isso até parece espanhol, mas ninguém.

Ambas as palavras são agudas e não devem esquecer que temos aí um ditongo nasal: [ɐ̃j̃]





segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Conselhos morais para viver em paz (D. João Manuel)

D. João Manuel, príncipe herdeiro de Portugal, (1537-1554)

Vejam que apesar de estas palavras terem sido escritas há vários séculos, ainda hoje poderiam dar muito jeito, não acham? Às vezes, é claro...


Conselhos morais
(Para viver em paz)

Ouve, vê e cala,
e viverás vida folgada:
tua porta cerrarás,
teu vizinho louvarás;
quanto podes não farás,
quanto sabes não dirás,
quanto vês não julgarás,
quanto ouves não crerás,
se quiseres viver em paz.
Seis coisas sempre vê,
quando falares, te mando:
de quem falas, onde e quê,
e a quem, como e quando.

D. João Manuel (séc. XV)


D. João Manuel, príncipe herdeiro de Portugal, (1537-1554) foi o oitavo filho do rei D. João III e da sua mulher, a rainha D. Catarina de Áustria.





Tantos "camareiros" aqui também?


A pessoa que nos serve num restaurante é um "camareiro"? Tantos alunos do 3º ano escreveram esta resposta...

Como é perigoso o espanhol às vezes! É verdade que temos palavras como carpinteiro, bombeiro, enfermeiro, primeiro, terceiro, solteiro, etc. mas...

A pessoa que trabalha num restaurante a servir os clientes chama-se empregado de mesa ou empregado (bem, ou empregada se for uma mulher, é claro).




O que é uma moradia?

Uma moradia unifamiliar


Uma aluna perguntou no exame pela palavra moradia. Menina, não será um espaço para morar? Esse verbo conhecem do primeiro ano.

O dicionário Priberam diz-nos:

moradia. morada.

morada 1. Casa de habitação; lugar onde se mora ou permanece. = DOMICÍLIO, RESIDÊNCIA.


quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Morre no Rio o criador de Brasília

 Fotografia: Reuters


Morre no Rio o arquiteto Oscar Niemeyer

Reconhecido internacionalmente, ele faria 105 anos em 15 de dezembro.

A notícia no Brasil. Completa informação sobre a vida e a obra de um dos maiores arquitetos do século XX: Globo

A notícia em Portugal: Público





quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Alegria de ser criança...Praia Bela - João Pessoa



Nós estamos ainda no outono, a caminho do inverno. Do outro lado do oceano, no Brasil, é assim: "O verão no Hemisfério Sul, onde é  localizado o Brasil e boa parte da África e da Oceania, começa no dia 21 de dezembro e termina em 20 de março, quando tem início o outono."

Apetece um mergulho?

João Pessoa é um município brasileiro, capital do estado da Paraíba, que fica no nordeste do país.

A fotografia é de Limoncino Oliveira.




Universo paralelo

Fonte: Revista Bula






terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Conhecimento: a maior arma de todas


Pensem um bocado nisso. O melhor caminho é o que está cá em cima: o conhecimento é a maior arma de todas, não os outros caminhos que estão cá em baixo. O abuso deles é bem perigoso para a saúde mental.


Perigo!

Perigo!



Ganhei (Leo Bastos)


Há certos lugares ou certas ocasiões na vida, em que o preço a pagar pela "vitória", é muito caro, mesmo muito caro. A facada nas costas não tem porque ser real, pode ser metafórica; mas mesmo assim, pode ser "mortal". Percebem?

Estas coisas acontecem. Como diziam os clássicos: Homo homini lupus.

Mas quem foi que escreveu isso e o que significam essas palavras em português? Vamos pesquisar!



sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Tanta coisa "inteligente"! E a educação?






Palavras e confusão numa livraria



Da nossa amiga, A livreira anarquista, trazemos aqui uma das "pérolas" que ela ouve de vez em quando. A palavra freguesa é sinónima de cliente, e o masculino é freguês.

Freguesa: Tem aqueles livros de bolso, não sei se ‘tá a ver, uns pequenotes do Fernando Pessoa. Ou “do” Dom Quixote. Ou da Porto Editora ou lá isso. Uns com umas coisas escritas resumidas, mas sem serem resumidas. É a obra completa. Tem?


Nota do Professor. Há uma editora portuguesa chamada Dom Quixote. A freguesa não diz "da", mas "do".