Um cartum de Bruno Aziz para a Revista Muito (2010).
Blogue dos alunos de português de 3º e 4º de ESO do IES 'M. DOMINGO CÁCERES', em Badajoz, Espanha (De 2010-09-01 a 2020-01-17)
Ouguela (Alentejo, Portugal) em baixo; Alburquerque (Badajoz, Espanha) ao fundo.
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terça-feira, 14 de janeiro de 2020
Coitada da sirena!
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Ambiente,
Banda Desenhada e cartuns,
Desenho / Ilustração
sexta-feira, 20 de setembro de 2019
Uma ilustração de André Carrilho
Um trabalho do ilustrador português André Carrilho para o jornal londrino The Independent on Sunday (8 de dezembro de 2013). Tratava-se de uma campanha para ajudar o elefante africano
terça-feira, 4 de junho de 2019
A viagem interminável do lixo marinho
segunda-feira, 17 de dezembro de 2018
Coitado deste cavalo-marinho!
Coitado deste cavalo-marinho lá no mar, agarrado a um cotonete que uma pessoa atirou na sanita, em vez de o fazer no caixote do lixo. E coitados de tantos animais marinhos, e coitados afinal de todos nós.
A fotografia é da National Geographic.
"Se nada fizermos, o lixo colocado na sanita continuará a matar milhares de animais marinhos. Esta é uma das mensagens da campanha de acção ambiental da Fundação Oceano Azul e do Oceanário de Lisboa, em parceria com a Olá. A iniciativa visa alertar os portugueses para um dos maiores problemas ambientais do planeta: o lixo marinho.
O que não acaba no lixo acaba no mar."
Uma notícia de maio deste ano:
Bruxelas quer proibir palhinhas e cotonetes de plástico para reduzir lixo no mar
Nos casos em que existem alternativas facilmente disponíveis e acessíveis em termos de preço, os produtos de plástico descartáveis serão banidos do mercado.
Uma notícia de maio deste ano:
Bruxelas quer proibir palhinhas e cotonetes de plástico para reduzir lixo no mar
Nos casos em que existem alternativas facilmente disponíveis e acessíveis em termos de preço, os produtos de plástico descartáveis serão banidos do mercado.
sexta-feira, 15 de junho de 2018
O presente roubado (Daniel Cramer)
sexta-feira, 27 de abril de 2018
A Árvore Europeia de 2018 é um sobreiro “assobiador” português
Uma notícia lida no jornal Público, no dia 21 de março deste ano. Como a notícia é comprida, deixo aqui os parágrafos mais importantes para vocês. No link pode ler-se completa.
A Árvore Europeia de 2018 é um sobreiro “assobiador” português
A árvore portuguesa venceu a 8.ª edição do concurso europeu, ao qual concorreram 13 países. Mais do que uma árvore bonita, procurava-se uma árvore com história e ligada à comunidade. E isso o sobreiro português tem.
TERESA SERAFIM - 21 de março de 2018
Um sobreiro português foi eleito esta quarta-feira Árvore Europeia de 2018. O Sobreiro Assobiador da aldeia de Águas de Moura, no concelho de Palmela, foi distinguido numa competição que envolveu mais 12 árvores de diferentes países europeus. A distinção foi anunciada ao final da tarde numa cerimónia no Parlamento Europeu, em Bruxelas, depois de uma votação online que decorreu em Fevereiro e contou com cerca de 200 mil votos. Em segundo e terceiro lugar ficaram ulmeiros espanhóis e um carvalho russo, respectivamente.
“Ficámos muito contentes. Acho que é muito importante para a floresta portuguesa e para o sobreiro, que é o nosso símbolo”, reage à vitória Nuno Calado, engenheiro florestal e secretário-geral da UNAC – União da Floresta Mediterrânea, responsável pela participação portuguesa. “Espero que este prémio alerte para a importância da floresta portuguesa e para os sistemas agro-florestais, como o sobreiro e o montado, porque são muito importantes para o Sul de Portugal.” Ao todo, a árvore portuguesa teve 26.606 votos. O engenheiro florestal, que esteve na cerimónia em Bruxelas, conta que virá para Portugal um troféu feito com madeira de diferentes espécies, que será entregue à Câmara Municipal de Palmela. Ficará um ano em Portugal e, para ano, será passado ao novo vencedor.
Também no pódio ficaram os ulmeiros ancestrais de Cabeza Buey, em Badajoz (Espanha)com 22.323 votos e um carvalho da Rússia chamado “ancião das florestas de Belgorod” com 21.884 votos. As árvores espanholas são bem velhinhas: os sete ulmeiros (Ulmus minor) têm cerca de 450 anos. E são considerados a última representação das florestas urbanas da Estremadura. “Apesar da ameaça da grafiose [fungo] do ulmeiro, uma doença que matou mais de um milhão de árvores em Espanha e mais de mil milhões no mundo, estas árvores conseguiram permanecer de pé, nos arredores da ermida do Santuário de Nossa Senhora de Belém, de grande valor histórico artístico e com origem templária”, refere o site do concurso.
Já o carvalho-comum (Quercus robur) tem cerca de 188 anos e cresceu numa área de protecção ambiental no Oeste da Rússia. “Sob a sua copa realizaram-se eventos públicos e celebrações”, lê-se no site, acrescentando-se que esta árvore testemunhou acontecimentos históricos ou que hoje se organizam flashmobs para se formarem corações à sua volta.
Esta é a 8.ª edição do prémio Árvore Europeia do Ano, organizado pela Associação de Parceria Ambiental (EPA) e inspirado num concurso da República Checa, que foi transposto para a Europa em 2011. Se nesse ano concorreram apenas cinco países, este ano já foram 13. Além de Portugal, Rússia e Espanha, participaram a Hungria, Reino Unido, Eslováquia, Lituânia, Roménia, Polónia, Bulgária, República Checa, Croácia e a Bélgica.
Este foi o primeiro ano em que Portugal participou. “A UNAC [membro da Organização dos Proprietários Rurais Europeus – ELO, que apoia o concurso e desafiou Portugal] entrou este ano enquanto entidade organizadora a nível nacional”, indica Nuno Calado. Como este era o “ano zero” para Portugal, a organização do concurso propôs que fosse a UNAC a escolher uma árvore. “Escolhemos um sobreiro porque é a árvore nacional de Portugal. Tendo de escolher um sobreiro, escolhemos o assobiador que é o mais icónico”, explica Nuno Calado, acrescentando que esta árvore está classificada pelo Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) como “árvore de interesse público” desde 1988. Além disso, é formalmente reconhecido como o sobreiro mais velho de Portugal e o maior do mundo que se conhece.
O sobreiro (Quercus suber) em Portugal tem uma forte representação na economia. “A fileira da cortiça exportou em 2017 quase mil milhões de euros”, salienta Nuno Calado, dizendo que até se têm criado novos produtos e aplicações, como no design e na inovação. “Há ainda a questão territorial: através do sobreiro e da cortiça conseguimos fixar populações, criar emprego e gerar receitas para as populações locais e os produtores florestais.”
O sobreiro ocupa cerca de 800 mil hectares em Portugal. “Tem uma importância muito grande a nível do ecossistema”, diz o engenheiro florestal. “Não é um habitat natural e o homem tem de intervir para manter aquela estrutura típica do montado, que lhe confere as mais-valias ambientais e ecológicas que tem enquanto suporte para o habitat de espécies como o lince-ibérico ou a águia-real.”
Na cerimónia, minutos antes do anúncio dos resultados, o biólogo português Humberto Delgado Rosa, ex-secretário de Estado do Ambiente e actual director do programa Capital Natural da Comissão Europeia, também afirmou que esta árvore era “muito significante para Portugal neste momento”. “Como se lembram, enfrentámos mega-incêndios catastróficos no Verão”, disse, destacando que o sobreiro é uma árvore especializada em resistir ao fogo.
Namoros e conversas à sombra
Por todas estas razões escolheu-se o Sobreiro Assobiador. Estima-se que tenha sido plantado há 234 anos. Tem cerca de 30 metros de diâmetro de copa e cerca de 17 metros de altura. “É conhecido como o Sobreiro Assobiador, porque como tem uma copa muito larga – que apesar da idade avançada está em boas condições –, quer ao nascer do dia que ao pôr do Sol as aves pousam na sua copa e fazem um chilrear imenso. Daí o nome da árvore”, conta Nuno Calado. E, se ao longo da sua vida lhe extraíram cortiça mais de 20 vezes, agora isso já não acontece. “Já está na reforma”, brinca.
A Árvore Europeia de 2018 é um sobreiro “assobiador” português
A árvore portuguesa venceu a 8.ª edição do concurso europeu, ao qual concorreram 13 países. Mais do que uma árvore bonita, procurava-se uma árvore com história e ligada à comunidade. E isso o sobreiro português tem.
TERESA SERAFIM - 21 de março de 2018
Um sobreiro português foi eleito esta quarta-feira Árvore Europeia de 2018. O Sobreiro Assobiador da aldeia de Águas de Moura, no concelho de Palmela, foi distinguido numa competição que envolveu mais 12 árvores de diferentes países europeus. A distinção foi anunciada ao final da tarde numa cerimónia no Parlamento Europeu, em Bruxelas, depois de uma votação online que decorreu em Fevereiro e contou com cerca de 200 mil votos. Em segundo e terceiro lugar ficaram ulmeiros espanhóis e um carvalho russo, respectivamente.
“Ficámos muito contentes. Acho que é muito importante para a floresta portuguesa e para o sobreiro, que é o nosso símbolo”, reage à vitória Nuno Calado, engenheiro florestal e secretário-geral da UNAC – União da Floresta Mediterrânea, responsável pela participação portuguesa. “Espero que este prémio alerte para a importância da floresta portuguesa e para os sistemas agro-florestais, como o sobreiro e o montado, porque são muito importantes para o Sul de Portugal.” Ao todo, a árvore portuguesa teve 26.606 votos. O engenheiro florestal, que esteve na cerimónia em Bruxelas, conta que virá para Portugal um troféu feito com madeira de diferentes espécies, que será entregue à Câmara Municipal de Palmela. Ficará um ano em Portugal e, para ano, será passado ao novo vencedor.
Também no pódio ficaram os ulmeiros ancestrais de Cabeza Buey, em Badajoz (Espanha)com 22.323 votos e um carvalho da Rússia chamado “ancião das florestas de Belgorod” com 21.884 votos. As árvores espanholas são bem velhinhas: os sete ulmeiros (Ulmus minor) têm cerca de 450 anos. E são considerados a última representação das florestas urbanas da Estremadura. “Apesar da ameaça da grafiose [fungo] do ulmeiro, uma doença que matou mais de um milhão de árvores em Espanha e mais de mil milhões no mundo, estas árvores conseguiram permanecer de pé, nos arredores da ermida do Santuário de Nossa Senhora de Belém, de grande valor histórico artístico e com origem templária”, refere o site do concurso.
Já o carvalho-comum (Quercus robur) tem cerca de 188 anos e cresceu numa área de protecção ambiental no Oeste da Rússia. “Sob a sua copa realizaram-se eventos públicos e celebrações”, lê-se no site, acrescentando-se que esta árvore testemunhou acontecimentos históricos ou que hoje se organizam flashmobs para se formarem corações à sua volta.
Esta é a 8.ª edição do prémio Árvore Europeia do Ano, organizado pela Associação de Parceria Ambiental (EPA) e inspirado num concurso da República Checa, que foi transposto para a Europa em 2011. Se nesse ano concorreram apenas cinco países, este ano já foram 13. Além de Portugal, Rússia e Espanha, participaram a Hungria, Reino Unido, Eslováquia, Lituânia, Roménia, Polónia, Bulgária, República Checa, Croácia e a Bélgica.
Este foi o primeiro ano em que Portugal participou. “A UNAC [membro da Organização dos Proprietários Rurais Europeus – ELO, que apoia o concurso e desafiou Portugal] entrou este ano enquanto entidade organizadora a nível nacional”, indica Nuno Calado. Como este era o “ano zero” para Portugal, a organização do concurso propôs que fosse a UNAC a escolher uma árvore. “Escolhemos um sobreiro porque é a árvore nacional de Portugal. Tendo de escolher um sobreiro, escolhemos o assobiador que é o mais icónico”, explica Nuno Calado, acrescentando que esta árvore está classificada pelo Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) como “árvore de interesse público” desde 1988. Além disso, é formalmente reconhecido como o sobreiro mais velho de Portugal e o maior do mundo que se conhece.
O sobreiro (Quercus suber) em Portugal tem uma forte representação na economia. “A fileira da cortiça exportou em 2017 quase mil milhões de euros”, salienta Nuno Calado, dizendo que até se têm criado novos produtos e aplicações, como no design e na inovação. “Há ainda a questão territorial: através do sobreiro e da cortiça conseguimos fixar populações, criar emprego e gerar receitas para as populações locais e os produtores florestais.”
O sobreiro ocupa cerca de 800 mil hectares em Portugal. “Tem uma importância muito grande a nível do ecossistema”, diz o engenheiro florestal. “Não é um habitat natural e o homem tem de intervir para manter aquela estrutura típica do montado, que lhe confere as mais-valias ambientais e ecológicas que tem enquanto suporte para o habitat de espécies como o lince-ibérico ou a águia-real.”
Na cerimónia, minutos antes do anúncio dos resultados, o biólogo português Humberto Delgado Rosa, ex-secretário de Estado do Ambiente e actual director do programa Capital Natural da Comissão Europeia, também afirmou que esta árvore era “muito significante para Portugal neste momento”. “Como se lembram, enfrentámos mega-incêndios catastróficos no Verão”, disse, destacando que o sobreiro é uma árvore especializada em resistir ao fogo.
Namoros e conversas à sombra
Por todas estas razões escolheu-se o Sobreiro Assobiador. Estima-se que tenha sido plantado há 234 anos. Tem cerca de 30 metros de diâmetro de copa e cerca de 17 metros de altura. “É conhecido como o Sobreiro Assobiador, porque como tem uma copa muito larga – que apesar da idade avançada está em boas condições –, quer ao nascer do dia que ao pôr do Sol as aves pousam na sua copa e fazem um chilrear imenso. Daí o nome da árvore”, conta Nuno Calado. E, se ao longo da sua vida lhe extraíram cortiça mais de 20 vezes, agora isso já não acontece. “Já está na reforma”, brinca.
terça-feira, 13 de março de 2018
Uma onça-preta a nadar e umas onças-pintadas
"Em recente viagem de campo, o WWF registrou a aparição de um dos mais raros predadores da Amazônia, a onça-preta. Enquanto cruzavam o rio Tapajós, nas proximidades do Parque Nacional do Juruena, localizado ao norte do Mato Grosso e sudeste do Amazonas, técnicos da organização avistaram a espécie, que também atravessava o rio ao lado do barco.
As onças são os maiores felinos do continente americano. São fortes nadadoras e escaladoras e podem chegar a pesar até 130 kg e medir 2,4 metros. A cor de sua pele pode variar do amarelo com pintas, para o preto, que é a coloração mais rara. No Brasil, o animal está ameaçado de extinção. O que se sabe é que a espécie precisa de grandes áreas de florestas tropicais e extensões de margens de rios para sobreviver."
(março de 2015)
E uma onças pintadas. Belíssimos animais todos!
As onças são os maiores felinos do continente americano. São fortes nadadoras e escaladoras e podem chegar a pesar até 130 kg e medir 2,4 metros. A cor de sua pele pode variar do amarelo com pintas, para o preto, que é a coloração mais rara. No Brasil, o animal está ameaçado de extinção. O que se sabe é que a espécie precisa de grandes áreas de florestas tropicais e extensões de margens de rios para sobreviver."
(março de 2015)
E uma onças pintadas. Belíssimos animais todos!
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segunda-feira, 15 de janeiro de 2018
Alguns números e poupança de água
Uma torneira a pingar
Um torneira gotejando gasta até 46 litros por dia, ou seja, 1.380 litros por mês. Um fio de água com cerca de 2 milímetros totaliza 4.140 litros num mês. Um fio de 4 milímetros gasta 13.260 litros por mês. Assim, verifique se as torneiras de sua casa estão a fechar bem para evitar o desperdício.
Ao escovar os dentes com a torneira aberta durante 5 minutos, você gasta 80 litros. Mas mantendo a torneira fechada, a economia é de 79 litros.
Ao lavar a louça com a torneira aberta durante 15 minutos, consumimos 243 litros de água. Se a torneira for fechada durante o ensaboamento, gastaremos apenas 46.
quinta-feira, 27 de outubro de 2016
Que pena!
Não me lembro de onde encontrei esta fotografia nem o local em que foi tirada. Só me lembro de que estes dois belos animais morreram por causa de ter o seu estômago cheio de plástico! Um dos principais perigos para a vida nos oceanos é a poluição por plástico.
O cachalote ou cacharréu (Physeter macrocephalus), é o maior dos cetáceos com dentes bem como o maior animal com dentes atualmente existente. Mede até 15 metros de comprimento.
(Wikipédia)
Plásticos passaram a ser os "principais predadores" dos oceanos (Diário de Notícas, 12 de abril de 2016)
quinta-feira, 3 de março de 2016
É preciso
terça-feira, 10 de novembro de 2015
A pescar no mar (Amâncio)
Qual é o isco que está a usar este pescador? Água mineral, água limpa. Podia ter sido água do cano, percebem?, a que sai pela torneira, água em bom estado para beber.
Como está suja a água do mar!
segunda-feira, 21 de setembro de 2015
O Buçaco volta a respirar
Fotografia de Adriano Miranda
Ciclone não vergou mata do Buçaco, biodiversidade respira em várias frentes
Sara Dias Oliveira
20/09/2015 - 08:58
Milene Matos, bióloga da Universidade de Aveiro, ganhou três prémios com Bio Somos Todos, projecto concentrado em 105 hectares de património natural e que coloca as mãos na terra. Estas acções ambientais também contribuem para a reinserção social.
Em Janeiro de 2013, o ciclone Gong destruiu 40% de área da mata do Buçaco, na vila de Luso, concelho da Mealhada. Abriu clareiras, aumentou a propagação de espécies invasoras, derrubou árvores de grande porte. Ainda hoje o espaço, que recebe cerca de 200 mil visitantes por ano, ressente-se dessa destruição. Há, no entanto, trabalho a ser feito: sementes para recolher, semear e replantar, intervenções de restauro do sistema natural.
Esta é apenas uma parte do trabalho de Milene Matos, 33 anos, bióloga da Universidade de Aveiro, a frequentar o pós-doutoramento em Comunicação da Ciência na mesma faculdade, e que venceu a última edição do Prémio Terre de Femmes, relativo a 2014 e anunciado em 2015, da Fundação Yves Rocher, nas três “categorias” possíveis. Ganhou o prémio nacional, que lhe permitiu concorrer ao internacional, que também venceu, e ainda trouxe para casa o prémio do público. É a primeira vez que esta distinção, que reconhece e recompensa financeiramente mulheres que desenvolvem projectos ecológicos e sustentáveis, veio para Portugal.
Bio Somos Todos é o nome do projecto que olha em várias direcções em nome do bem-estar de 105 hectares de património natural do Buçaco. Milene Matos vai comprar árvores do mundo inteiro para sarar feridas que o ciclone Gong abriu. “A mata do Buçaco tem uma colecção arbórea com mais de 100 anos e com o ciclone perdemos exemplares únicos”, diz Milene, que está a tratar das encomendas. “São árvores históricas que geram um vínculo emocional com a mata”, sublinha. Plantando-as, mantém-se e respeita-se um legado histórico. A bióloga quer também criar um banco de sementes para conservar o património botânico, aconteça o que acontecer. Uma forma de preservar o património genético de “um oásis da biodiversidade”, como lhe chama. Milene Matos mostra os viveiros que foram reactivados e que agora são a matéria-prima e o palco de várias oficinas. Ali, outrora ruínas, plantam-se sementes de espécies recolhidas na própria mata e que depois serão replantadas. Há também produtos hortícolas que servem de exemplo para estimular alunos das escolas a fazerem uma pequena horta no recinto escolar ou em casa. E ainda um cantinho de aromáticas, que ensina que todos podem semear e vender produtos tratados com as próprias mãos e que, além disso, vai alimentando a loja da mata do Buçaco com plantas de aromas intensos vendidos em sacos.
A notícia completa no diário Público
Para saber mais sobre o Buçaco e onde é que fica, consultamos a Wikipédia, depois de termos visto o mapa:
A Mata Nacional do Buçaco (Bussaco na grafia antiga) é uma área protegida localizada na Serra do Buçaco, freguesia de Luso, concelho da Mealhada. Foi plantada pela Ordem dos Carmelitas Descalços no primeiro quarto do século XVII, encontrando-se delimitada pelos murros erguidos pela ordem para limitar o acesso a mata.
Os Carmelitas construíram também aí o Convento de Santa Cruz do Buçaco, destinado a albergar essa ordem monástica, que existiu entre 1628 e 1834, data da extinção das ordens religiosas em Portugal.
Em 1888 foi iniciada a construção do Palácio Real (actualmente Palace Hotel do Buçaco) no local do convento, sendo este parcialmente demolido para o efeito.
A Mata Nacional do Buçaco possui espécies vegetais do mundo inteiro importadas pela Ordem dos Carmelitas Descalços, incluindo o célebre cedro-do-buçaco (Cupressus lusitanica)
Podem clicar também neste link: Fundação Mata do Buçaco
Sara Dias Oliveira
20/09/2015 - 08:58
Milene Matos, bióloga da Universidade de Aveiro, ganhou três prémios com Bio Somos Todos, projecto concentrado em 105 hectares de património natural e que coloca as mãos na terra. Estas acções ambientais também contribuem para a reinserção social.
Em Janeiro de 2013, o ciclone Gong destruiu 40% de área da mata do Buçaco, na vila de Luso, concelho da Mealhada. Abriu clareiras, aumentou a propagação de espécies invasoras, derrubou árvores de grande porte. Ainda hoje o espaço, que recebe cerca de 200 mil visitantes por ano, ressente-se dessa destruição. Há, no entanto, trabalho a ser feito: sementes para recolher, semear e replantar, intervenções de restauro do sistema natural.
Esta é apenas uma parte do trabalho de Milene Matos, 33 anos, bióloga da Universidade de Aveiro, a frequentar o pós-doutoramento em Comunicação da Ciência na mesma faculdade, e que venceu a última edição do Prémio Terre de Femmes, relativo a 2014 e anunciado em 2015, da Fundação Yves Rocher, nas três “categorias” possíveis. Ganhou o prémio nacional, que lhe permitiu concorrer ao internacional, que também venceu, e ainda trouxe para casa o prémio do público. É a primeira vez que esta distinção, que reconhece e recompensa financeiramente mulheres que desenvolvem projectos ecológicos e sustentáveis, veio para Portugal.
Bio Somos Todos é o nome do projecto que olha em várias direcções em nome do bem-estar de 105 hectares de património natural do Buçaco. Milene Matos vai comprar árvores do mundo inteiro para sarar feridas que o ciclone Gong abriu. “A mata do Buçaco tem uma colecção arbórea com mais de 100 anos e com o ciclone perdemos exemplares únicos”, diz Milene, que está a tratar das encomendas. “São árvores históricas que geram um vínculo emocional com a mata”, sublinha. Plantando-as, mantém-se e respeita-se um legado histórico. A bióloga quer também criar um banco de sementes para conservar o património botânico, aconteça o que acontecer. Uma forma de preservar o património genético de “um oásis da biodiversidade”, como lhe chama. Milene Matos mostra os viveiros que foram reactivados e que agora são a matéria-prima e o palco de várias oficinas. Ali, outrora ruínas, plantam-se sementes de espécies recolhidas na própria mata e que depois serão replantadas. Há também produtos hortícolas que servem de exemplo para estimular alunos das escolas a fazerem uma pequena horta no recinto escolar ou em casa. E ainda um cantinho de aromáticas, que ensina que todos podem semear e vender produtos tratados com as próprias mãos e que, além disso, vai alimentando a loja da mata do Buçaco com plantas de aromas intensos vendidos em sacos.
A notícia completa no diário Público
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Mapa de Espírito de aventura
Para saber mais sobre o Buçaco e onde é que fica, consultamos a Wikipédia, depois de termos visto o mapa:
A Mata Nacional do Buçaco (Bussaco na grafia antiga) é uma área protegida localizada na Serra do Buçaco, freguesia de Luso, concelho da Mealhada. Foi plantada pela Ordem dos Carmelitas Descalços no primeiro quarto do século XVII, encontrando-se delimitada pelos murros erguidos pela ordem para limitar o acesso a mata.
Os Carmelitas construíram também aí o Convento de Santa Cruz do Buçaco, destinado a albergar essa ordem monástica, que existiu entre 1628 e 1834, data da extinção das ordens religiosas em Portugal.
Em 1888 foi iniciada a construção do Palácio Real (actualmente Palace Hotel do Buçaco) no local do convento, sendo este parcialmente demolido para o efeito.
A Mata Nacional do Buçaco possui espécies vegetais do mundo inteiro importadas pela Ordem dos Carmelitas Descalços, incluindo o célebre cedro-do-buçaco (Cupressus lusitanica)
Podem clicar também neste link: Fundação Mata do Buçaco
Fotografia da Wikipédia
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quarta-feira, 15 de abril de 2015
As melhores sombras são as das árvores
Para além do conselho, mais uma coisa: reparem no plural da palavra verão: é verões. Atenção! Embora exista verãos, a mais frequente é verões.
Lemos no Ciberdúvidas: "O Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa também regista Verãos, mas indicando que esta forma é menos usada."
Lemos no Ciberdúvidas: "O Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa também regista Verãos, mas indicando que esta forma é menos usada."
segunda-feira, 23 de março de 2015
As abelhas estão em perigo
A imagem cá em cima não é para rir ou sorrir. O que acontecer às abelhas pode afetar todos nós.
Raínhas da biodiversidade, abelhas correm perigo
A natureza age como um corpo único, interligado de uma maneira altamente complexa e sustentável. Uma alteração em certo ponto da cadeia natural se reflete, muitas vezes, no resto do processo como um todo. E esse impacto, se não corrigido, torna-se cada vez mais visível na biodiversidade do planeta.
Com seu zumbido alto e ferrão dolorido, as abelhas são responsáveis por um processo essencial à vida do homem e do planeta: são as rainhas da polinização. Ao buscarem o pólen nos campos para a produção de mel na colmeia, as abelhas espalham esses minúsculos grãos (futuras sementes) na região que habitam, colaborando para a manutenção da biodiversidade.
No entanto, as colónias de abelha estão cada vez mais escassas e o processo de polinização fragilizado. O Greenpeace foi investigar em campo o que acontece com a população de abelhas na Europa e produziu o estudo “O Fardo das Abelhas”, ou “The Bees’ Burden”, que aponta como o uso de agrotóxicos e pesticidas nas plantas pode acabar com as abelhas.
O relatório analisou o pólen recolhido pelas abelhas e levado de volta à colmeia: mais de dois terços estavam contaminados por 17 diferentes químicas tóxicas. Um total de 53 tipos de compostos químicos foi detetado ao decorrer do estudo. Este projeto é um dos maiores já realizados na Europa, com mais de 100 amostras retiradas de 12 países europeus numa mesma estação.
(Completo em Greenpeace.org)
segunda-feira, 2 de março de 2015
João Pedro Costa: Amanhecer em Marvão
Fotografia de João Pedro Costa, Amanhecer em Marvão, vence concurso da Quercus, na categoria "Natureza e Paisagem”.
Se ainda não conhecem Marvão, estão à espera de quê? Vão lá! Desde o seu castelo vê-se muita terra de Portugal, e também de Espanha. Fica perto de Badajoz, como já tenho dito mais vezes (são uns 125 km): estrada até San Vicente de Alcántara, seguem para Valencia de Alcántara, na província de Cáceres, seguem, atravessam a fronteira, chegam à Portagem, e nesse ponto, toca a subir, subir até Marvão, "ninho de águias", como é chamado, porque é situado a uma altitude de 860 m. Estamos na Raia!
O que é a Quercus?
A Quercus, Associação Nacional de Conservação da Natureza é uma ONGA (Organização não governamental de ambiente) portuguesa fundada a 31 de Outubro de 1985 na cidade de Braga.
É uma associação portuguesa que se afirma, independente, apartidária, de âmbito nacional, sem fins lucrativos e constituída por cidadãos que se juntaram em torno do mesmo interesse pela Conservação da Natureza e dos recursos naturais e na Defesa do Ambiente em geral, numa perspectiva de desenvolvimento sustentado.
A Associação designa-se Quercus, por serem os Carvalhos, as Azinheiras e os Sobreiros (cuja designação comum em latim é: Quercus) as árvores características dos ecossistemas florestais mais evoluídos que cobriam o país e de que restam, actualmente, apenas relíquias muito degradadas. (...)
(Wikipédia)
Página da Quercus
Se ainda não conhecem Marvão, estão à espera de quê? Vão lá! Desde o seu castelo vê-se muita terra de Portugal, e também de Espanha. Fica perto de Badajoz, como já tenho dito mais vezes (são uns 125 km): estrada até San Vicente de Alcántara, seguem para Valencia de Alcántara, na província de Cáceres, seguem, atravessam a fronteira, chegam à Portagem, e nesse ponto, toca a subir, subir até Marvão, "ninho de águias", como é chamado, porque é situado a uma altitude de 860 m. Estamos na Raia!
O que é a Quercus?
A Quercus, Associação Nacional de Conservação da Natureza é uma ONGA (Organização não governamental de ambiente) portuguesa fundada a 31 de Outubro de 1985 na cidade de Braga.
É uma associação portuguesa que se afirma, independente, apartidária, de âmbito nacional, sem fins lucrativos e constituída por cidadãos que se juntaram em torno do mesmo interesse pela Conservação da Natureza e dos recursos naturais e na Defesa do Ambiente em geral, numa perspectiva de desenvolvimento sustentado.
A Associação designa-se Quercus, por serem os Carvalhos, as Azinheiras e os Sobreiros (cuja designação comum em latim é: Quercus) as árvores características dos ecossistemas florestais mais evoluídos que cobriam o país e de que restam, actualmente, apenas relíquias muito degradadas. (...)
(Wikipédia)
Página da Quercus
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terça-feira, 3 de fevereiro de 2015
Fruta feia - Gente bonita come fruta feia
Fruta Feia - Gente bonita come fruta feia. O que é isto? Leiam, leiam: é uma cooperativa de consumo contra o desperdício alimentar que canaliza dos agricultores aos consumidores os frutíhortícolas rejeitados devido à aparência.
Vejamos este artigo do diário Público do ano 2013 para nos fazermos uma ideia de como é que o projeto nasceu; agora, passado ano e meio, podemos dizer que para eles as coisas correm de feição, como pode ver-se na sua página, Fruta Feia)
Ah, e vejam a importância da imaginação para arranjar trabalho. Estão a ver? Ainda por cima é bom para a natureza e evita o desperdício de toneladas de fruta que iam parar ao lixo.
Estamos dispostos a comer fruta feia para reduzir o desperdício?
Hugo Torres
07/06/2013 - 17:06
Projecto-piloto em Lisboa vai ajudar agricultores a escoar produção fruto-hortícola desperdiçada pela grande distribuição, a um preço mais baixo para os consumidores.
O essencial pode ser invisível aos olhos, mas, a acreditar na expressão popular, é com eles que comemos. Quando foi a última vez que, na zona dos frescos de um supermercado, pegámos numa peça de fruta sem avaliar se essa era a mais bem-parecida do caixote? E se, querendo maçãs, só encontramos exemplares sem o aspecto regular e o brilho a que já nos habituámos, compramos na mesma? É um pequeno gesto, mas com grande impacto em cadeia.
Como os consumidores preferem frutas e hortaliças perfeitas, os grandes canais de distribuição transferem essa preferência para os agricultores, que só conseguem vender para os supermercados as peças com melhor aspecto. O resultado é um desperdício produtivo de 30%, o que em Portugal significa mandar para o lixo ou para a alimentação do gado uma tonelada de produtos fruto-hortícolas com qualidade para estarem à nossa mesa, mas não com o aspecto desejado.
Isabel Soares identificou o problema e propôs-se a contrariar a tendência com o projecto Fruta Feia, que nesta quinta-feira recebeu das mãos do Presidente da República o segundo prémio do concurso FAZ – Ideias de Origem Portuguesa (IOP), concurso da Fundação Calouste Gulbenkian e da Cotec – Associação Empresarial para a Inovação (o primeiro foi para o projecto Orquestra XXI). O valor do prémio é de 15 mil euros. O projecto está orçamentado em 21 mil, mas não vai cair. Aliás, está a andar há algum tempo.
“Isto já atingiu um impacto social tão forte que seria impossível abandonar”, diz Isabel Soares ao PÚBLICO. “Já temos 50 sócios interessados, um espaço e o feedback da esperança que os agricultores encontram no nosso projecto. É muito complicado, depois de ter dado essa expectativa aos agricultores, de que os podemos ajudar a escoar esta parte da produção fruto-hortícola, chegar lá e dizer: ‘Meus amigos, não vos vamos comprar a fruta feia.'”
O próximo passo é encontrar o financiamento que falta: seis mil euros. O processo legal para a constituição da cooperativa de consumo que servirá de base ao projecto já foi desencadeado. Falta construir um site e adquirir uma carrinha para o transporte dos produtos. Mais importante, falta assegurar que existe dinheiro para garantir que haja uma pessoa a trabalhar a tempo inteiro no Fruta Feia. Para concretizar tudo isto ainda serão necessários alguns meses.
Engenheira ambiental, Isabel Soares está a viver e a trabalhar em Barcelona há sete anos. Tem 30. É de Lisboa e quer voltar. Este projecto é o bilhete de regresso. “Queria voltar para Portugal, queria empreender este projecto aqui, para mim não tinha sentido que fosse noutro país”, recorda, numa conversa anterior à entrega do prémio, quando ainda não sabia que o Fruta Feia tinha sido um dos preferidos do júri do FAZ – IOP. Agora, pode fazê-lo.
(...)
Aqui, um artigo publicado na semana passada num jornal espanhol:
La gente guapa come fruta fea (El País, 25-1-2015)
Vejamos este artigo do diário Público do ano 2013 para nos fazermos uma ideia de como é que o projeto nasceu; agora, passado ano e meio, podemos dizer que para eles as coisas correm de feição, como pode ver-se na sua página, Fruta Feia)
Ah, e vejam a importância da imaginação para arranjar trabalho. Estão a ver? Ainda por cima é bom para a natureza e evita o desperdício de toneladas de fruta que iam parar ao lixo.
Estamos dispostos a comer fruta feia para reduzir o desperdício?
Hugo Torres
07/06/2013 - 17:06
Projecto-piloto em Lisboa vai ajudar agricultores a escoar produção fruto-hortícola desperdiçada pela grande distribuição, a um preço mais baixo para os consumidores.
O essencial pode ser invisível aos olhos, mas, a acreditar na expressão popular, é com eles que comemos. Quando foi a última vez que, na zona dos frescos de um supermercado, pegámos numa peça de fruta sem avaliar se essa era a mais bem-parecida do caixote? E se, querendo maçãs, só encontramos exemplares sem o aspecto regular e o brilho a que já nos habituámos, compramos na mesma? É um pequeno gesto, mas com grande impacto em cadeia.
Como os consumidores preferem frutas e hortaliças perfeitas, os grandes canais de distribuição transferem essa preferência para os agricultores, que só conseguem vender para os supermercados as peças com melhor aspecto. O resultado é um desperdício produtivo de 30%, o que em Portugal significa mandar para o lixo ou para a alimentação do gado uma tonelada de produtos fruto-hortícolas com qualidade para estarem à nossa mesa, mas não com o aspecto desejado.
Isabel Soares identificou o problema e propôs-se a contrariar a tendência com o projecto Fruta Feia, que nesta quinta-feira recebeu das mãos do Presidente da República o segundo prémio do concurso FAZ – Ideias de Origem Portuguesa (IOP), concurso da Fundação Calouste Gulbenkian e da Cotec – Associação Empresarial para a Inovação (o primeiro foi para o projecto Orquestra XXI). O valor do prémio é de 15 mil euros. O projecto está orçamentado em 21 mil, mas não vai cair. Aliás, está a andar há algum tempo.
“Isto já atingiu um impacto social tão forte que seria impossível abandonar”, diz Isabel Soares ao PÚBLICO. “Já temos 50 sócios interessados, um espaço e o feedback da esperança que os agricultores encontram no nosso projecto. É muito complicado, depois de ter dado essa expectativa aos agricultores, de que os podemos ajudar a escoar esta parte da produção fruto-hortícola, chegar lá e dizer: ‘Meus amigos, não vos vamos comprar a fruta feia.'”
O próximo passo é encontrar o financiamento que falta: seis mil euros. O processo legal para a constituição da cooperativa de consumo que servirá de base ao projecto já foi desencadeado. Falta construir um site e adquirir uma carrinha para o transporte dos produtos. Mais importante, falta assegurar que existe dinheiro para garantir que haja uma pessoa a trabalhar a tempo inteiro no Fruta Feia. Para concretizar tudo isto ainda serão necessários alguns meses.
Engenheira ambiental, Isabel Soares está a viver e a trabalhar em Barcelona há sete anos. Tem 30. É de Lisboa e quer voltar. Este projecto é o bilhete de regresso. “Queria voltar para Portugal, queria empreender este projecto aqui, para mim não tinha sentido que fosse noutro país”, recorda, numa conversa anterior à entrega do prémio, quando ainda não sabia que o Fruta Feia tinha sido um dos preferidos do júri do FAZ – IOP. Agora, pode fazê-lo.
(...)
Elas são as pessoas que estão na base desta cooperativa que vende a fruta que os agricultores não comercializam.
Aqui, um artigo publicado na semana passada num jornal espanhol:
La gente guapa come fruta fea (El País, 25-1-2015)
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sexta-feira, 9 de maio de 2014
O que é que uma árvore produz?
Tudo tem de produzir benefício, quer dizer, dinehrio, dinheiro, dinheiro? Ai, não! Aqui esta bela árvore fica contente com a sombra que "produz" e que protege do calor o homem que por baixo dela faz uma boa sesta.
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
Quem tem medo do lobo mau? (Emília Ferreira)
QUEM TEM MEDO DO LOBO MAU?
Era uma vez um animal que não comia pessoas. Que só atacava o gado quando as suas presas naturais lhe eram retiradas. Um animal que cresceu connosco, que acompanhou a nossa história. Um animal que tem uma organização social semelhante à nossa. Um animal real. Mas a imagem que desse animal prevalece não é a verdadeira; é a ficcionada. E à custa do preconceito, vamos acabando com essa história comum. Assim, despudoradamente. Ignaramente. Barbaramente.
"Abatido a tiro mais um lobo-ibérico seguido com colar GPS" é um título que salta à vista e magoa.
Era uma fêmea, que estava a ser monitorizada. Mas que não estivesse. Era um animal selvagem, de uma espécie protegida. Que foi cobardemente abatido a tiro e deixado à mercê de uma matilha que a abocanhou.
Quando é que perceberemos que os lobos têm de ser protegidos por todos nós? Quando é que perceberemos que a vida selvagem é uma parte importante da nossa sobrevivência como espécie, que está tudo ligado e que nós temos tanto direito a viver no planeta como estes animais? Continua em curso também um esforço enorme de recuperação do lince ibérico. Há notícias animadoras de crias nascidas em cativeiro. Há notícias esperançosas de reintrodução de alguns espécimes na natureza. Para quê? Para serem barbaramente assassinados por imbecis que gostam de fazer pontaria a tudo o que mexa, independentemente do alvo?
Centros de protecção do lobo ibérico, centros de protecção do lince ibérico. E de tantas outras espécies ameaçadas. Devia-se talvez pensar numa grande campanha nas escolas, para sensibilização da população jovem, a ver se percebem que a biodiversidade e a sustentabilidade dependem de nós e que nós dependemos também dela. Isto, se a beleza não bastar. Isto, se o medo continuar a ser maior do que o fascínio. Quem tem medo do lobo mau?
Eu, pela minha parte, só tenho mesmo pena que os lobos não decidam organizar-se em alcateias formidáveis para dar conta de alguns predadores bípedes, que para aí andam, a dar cabo da beleza do mundo. Ficava tudo muito mais tranquilo. E sustentável.
"Abatido a tiro mais um lobo-ibérico seguido com colar GPS" é um título que salta à vista e magoa.
Era uma fêmea, que estava a ser monitorizada. Mas que não estivesse. Era um animal selvagem, de uma espécie protegida. Que foi cobardemente abatido a tiro e deixado à mercê de uma matilha que a abocanhou.
Quando é que perceberemos que os lobos têm de ser protegidos por todos nós? Quando é que perceberemos que a vida selvagem é uma parte importante da nossa sobrevivência como espécie, que está tudo ligado e que nós temos tanto direito a viver no planeta como estes animais? Continua em curso também um esforço enorme de recuperação do lince ibérico. Há notícias animadoras de crias nascidas em cativeiro. Há notícias esperançosas de reintrodução de alguns espécimes na natureza. Para quê? Para serem barbaramente assassinados por imbecis que gostam de fazer pontaria a tudo o que mexa, independentemente do alvo?
Centros de protecção do lobo ibérico, centros de protecção do lince ibérico. E de tantas outras espécies ameaçadas. Devia-se talvez pensar numa grande campanha nas escolas, para sensibilização da população jovem, a ver se percebem que a biodiversidade e a sustentabilidade dependem de nós e que nós dependemos também dela. Isto, se a beleza não bastar. Isto, se o medo continuar a ser maior do que o fascínio. Quem tem medo do lobo mau?
Eu, pela minha parte, só tenho mesmo pena que os lobos não decidam organizar-se em alcateias formidáveis para dar conta de alguns predadores bípedes, que para aí andam, a dar cabo da beleza do mundo. Ficava tudo muito mais tranquilo. E sustentável.
Emília Ferreira no seu blogue O meu hipericão
Lince ibérico (Lyns pardinus) - Wikipédia
A fórmula certa para recuperar solos pobres foi criada por portugueses
O montado é um ecossistema excelente para a plantação das pastagens biodiversas,
que tornam os sobreiros mais saudáveis - TERRAPRIMA
A fórmula certa para recuperar solos pobres foi criada por portugueses
NICOLAU FERREIRA, EM COPENHAGA 09/11/2013 - 00:00
Vinte variedades de plantas dão nova vida a solos. As Pastagens Semeadas Biodiversas sugam mais dióxido de carbono do ar, enriquecem a terra e alimentam o gado. Projecto ganhou prémio europeu ambiental
Os agricultores precisam de ver para crer, diz-nos Tiago Domingos. O professor de engenharia ambiental do Instituto Superior Técnico, em Lisboa, e director da empresa de serviços ambientais Terraprima conseguiu que mil agricultores lhe dessem ouvidos. Hoje, em Portugal, há muitos terrenos onde as pastagens biodiversas crescem. A maioria está nos montados alentejanos, fortalecendo os sobreiros e prestando um serviço ambiental a todos.
Estas pastagens capturam uma quantidade anormal de dióxido de carbono, evitando a acumulação de parte do gás que mais contribui para o efeito de estufa, responsável pelo aquecimento global.
A notícia continua aqui, no jornal Público
NICOLAU FERREIRA, EM COPENHAGA 09/11/2013 - 00:00
Vinte variedades de plantas dão nova vida a solos. As Pastagens Semeadas Biodiversas sugam mais dióxido de carbono do ar, enriquecem a terra e alimentam o gado. Projecto ganhou prémio europeu ambiental
Os agricultores precisam de ver para crer, diz-nos Tiago Domingos. O professor de engenharia ambiental do Instituto Superior Técnico, em Lisboa, e director da empresa de serviços ambientais Terraprima conseguiu que mil agricultores lhe dessem ouvidos. Hoje, em Portugal, há muitos terrenos onde as pastagens biodiversas crescem. A maioria está nos montados alentejanos, fortalecendo os sobreiros e prestando um serviço ambiental a todos.
Estas pastagens capturam uma quantidade anormal de dióxido de carbono, evitando a acumulação de parte do gás que mais contribui para o efeito de estufa, responsável pelo aquecimento global.
A notícia continua aqui, no jornal Público
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sexta-feira, 1 de junho de 2012
Cipreste do Príncipe Real luta pela vida
Fotografia de Paulo Guerra
Cipreste-português (Cupressus lusitanica) cuja copa é referida na wiki como tendo 23 metros de diâmetro.
Cipreste do Príncipe Real luta pela vida aos 140 anos de idade
28.05.2012
Ana Henriques
Aos 140 anos de idade, o grande cipreste do jardim do Príncipe Real, em Lisboa, luta por se manter vivo. Às mazelas próprias da idade juntam-se as malfeitorias dos vândalos, que já chegaram a incendiar o interior do tronco, e os ataques cíclicos de piolhos.
Ninguém sabe se a árvore, que está classificada desde 1940, irá sobreviver. "Se conseguir fazer um novo lançamento de folhas no Outono, é provável que sim", diz a coordenadora do Laboratório de Patologia Vegetal Veríssimo de Almeida, Filomena Frazão Caetano, admitindo, no entanto, que o estado do cipreste é preocupante. Desde 1996 que esta instituição ajuda a Câmara de Lisboa a cuidar do seu património vegetal. Os especialistas da Autoridade Florestal Nacional também não se mostram optimistas. "Fez-se tudo o que foi possível, mas não se podem pedir milagres. Tal como os idosos, a árvore começa a revelar problemas de saúde próprios da idade", observa o vice-presidente deste organismo, João Soveral, ressalvando: "Não quer dizer que vá morrer".
A notícia completa no Público.
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