Ouguela (Alentejo, Portugal) em baixo; Alburquerque (Badajoz, Espanha) ao fundo.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

25 de abril de 1974 - Revolução dos Cravos



Revolução dos Cravos refere-se a um período da história de Portugal resultante de um golpe de Estado militar, ocorrido a 25 de abril de 1974, que depôs o regime ditatorial do Estado Novo, vigente desde 1933, e que iniciou um processo que viria a terminar com a implantação de um regime democrático, com a entrada em vigor da nova Constituição a 25 de abril de 1976.

Este golpe, normalmente conhecido pelos portugueses como 25 de Abril, foi conduzido por um movimento militar, o Movimento das Forças Armadas (MFA), composto por oficiais intermédios da hierarquia militar, na sua maior parte capitães que tinham participado na Guerra Colonial e que foram apoiados por oficiais milicianos, estudantes recrutados, muitos deles universitários. (...) Sem apoios militares, e com a adesão em massa da população ao golpe de estado, a resistência do regime foi praticamente inexistente, registando-se apenas quatro mortos em Lisboa pelas balas da DGS.



De folha de poesia tomamos emprestada a imagem e o  seguinte texto:

"Grândola, Vila Morena" é a canção emblemática da Revolução dos Cravos e de todos os que participaram no Movimento das Forças Armadas (M.F.A.), é o sinal para avançar com as tropas para derrubar o regime vigente de Marcelo Caetano, é o símbolo da vitória da democracia.

Ao escutarmos a canção sentimos que o seu ritmo ordenado é apropriado ao ritmo cadenciado e marchante do pregão popular “O povo unido jamais será vencido”.

Quanto à letra da canção, observamos que se faz o elogio de determinados valores e, de forma subentendida, a denúncia dos desvios e aberrações das instituições político-sociais salazaristas. 



[...o concerto está a chegar ao fim...é a apoteose final com "essa canção nova, que ninguém conhece", a celebração da nossa esperança colectiva nos versos de "Grândola, Vila Morena". Zeca chama os amigos, vão os que foram chamados e alguns outros, o Coliseu é agora um corpo enorme de gente, braços dados, vozes em coro...e, quando a custo, saimos para as Portas de Santo Antão começamos lentamente a perceber como o Zeca mudou as nossas vidas...] 

(Viriato Teles)


GRÂNDOLA, VILA MORENA

Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade

Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena

Em cada esquina um amigo
Em cada rosto igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade

Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto igualdade
O povo é quem mais ordena

À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola a tua vontade