Ouguela (Alentejo, Portugal) em baixo; Alburquerque (Badajoz, Espanha) ao fundo.
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quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Madassa – o menino que não conseguia aprender a ler

Fotografia de José Carlos Costa

Madassa – o menino que não conseguia aprender a ler

Madassa

Madassa não sabia ler nem escrever.
Madassa tinha a idade que as crianças têm quando sabem ler e escrever.
Mas Madassa não sabia ler nem escrever.

Na cabeça de Madassa não havia lugar para palavras.
Na cabeça de Madassa habitava apenas o medo, escuro e negro, causado pelos barulhos da guerra, e pelos mortos, muitos mortos.

Na cabeça de Madassa vivia uma raiva imensa cheia de porquês.
Como se as perguntas fossem garras dilacerantes.
Na cabeça de Madassa pairava um nevoeiro de tristeza.
Tão espesso que ele não conseguia lembrar-se sequer da cara do irmão ou da irmã, cujo paradeiro ninguém conhecia.

Havia dias em que, na cabeça de Madassa morava a mesma fome que lhe enchia o ventre. A negrura do medo, as garras da raiva, o nevoeiro da tristeza – e, em certos dias, a fome – ocupavam toda a cabeça de Madassa.
Na cabeça de Madassa não havia lugar para as palavras.

A professora já não sabia o que fazer para ajudar Madassa.
Quanto tinha tempo, lia-lhe histórias que ele sozinho não conseguia ler.
Lia-lhe a história do Pequeno Polegar, que tivera tanto medo na floresta.
E o medo do Polegarzinho passeava pela cabeça de Madassa.
Lia-lhe a história de Martinho , que estava sempre irritado.
E a irritação do rapaz era igual à que existia na cabeça de Madassa.
Lia-lhe a história da Menina dos Fósforos.
E a tristeza da Menina chorava na cabeça de Madassa.
A professora contava-lhe também a história de Pedro e a Lua, do menino que queria fazer florir a terra inteira com plumas de pássaro.
E as plumas dançavam na cabeça de Madassa.

E, entretanto, o que acontecia na cabeça de Madassa?
O medo do Polegarzinho deixava palavras para exprimir o medo.
A cólera de Martinho deixava palavras para exprimir a cólera.
A tristeza da Menina dos Fósforos deixava palavras para exprimir a tristeza.
A dança das palavras de Pedro e a Lua deixava palavras que davam vontade de dançar.

Certa manhã, as palavras, fortemente agitadas, não quiseram ficar na cabeça de Madassa.
Então, o menino pegou num caderno, numa caneta, e, embora desajeitadamente, como uma criança que aprende a andar, escreveu:

Madassa medo
Madassa cólera
Madassa tristeza

Madassa por entre as ervas
Madassa ao vento
Madassa na água

Madassa cinzento preto azul
Madassa vermelho amarelo preto
Madassa cinzento amarelo verde

Madassa galo tigre
Madassa sol

─ Um poema! ─ exclamou a professora. ─ Escreveste um poema!

Então escrever é isto!
Pegar nas palavras das histórias e transformá-las nas palavras de Madassa.
Mas é preciso ler muitas histórias para ter muitas palavras.

Madassa começou a ler.
E a escrever também.
Quanto mais lia, mais escrevia.
Quanto mais escrevia, mais vontade tinha de ler.
Era um círculo mágico.

Madassa não sabia ler nem escrever.
Mas enchia agora cadernos e mais cadernos.
Talvez um dia escrevesse um livro.

Madassa escritor.


Michel Séonnet
Madassa
Paris, Ed. Sarcabane, 2003
(Tradução e adaptação)


(Lido em Contadores de histórias)




segunda-feira, 18 de novembro de 2019

"A riqueza de um país depende da educação do seu povo"


Avenida Dantas Barreto, 44, Recife, PE, fotografia de Josivan Rodrigues.

PE é a abreviação do estado brasileiro de Pernambuco, que fica no nordeste do país.





sexta-feira, 8 de março de 2019

Igualdade e respeito para todos os dias


Estas fotografias têm dois anos, mas as mensagens são intemporais, não acham? Igualdade e respeito para todos os dias, naturalmente.



(Olho do Tempo - Escola Viva. 8 de Março. Dia Internacional da Mulher. 2017). Autor: Thiago Nozi.





segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Coitado deste cavalo-marinho!



Coitado deste cavalo-marinho lá no mar, agarrado a um cotonete que uma pessoa atirou na sanita, em vez de o fazer no caixote do lixo. E coitados de tantos animais marinhos, e coitados afinal de todos nós.

A fotografia é da National Geographic.






"Se nada fizermos, o lixo colocado na sanita continuará a matar milhares de animais marinhos. Esta é uma das mensagens da campanha de acção ambiental da Fundação Oceano Azul e do Oceanário de Lisboa, em parceria com a Olá. A iniciativa visa alertar os portugueses para um dos maiores problemas ambientais do planeta: o lixo marinho. 

O que não acaba no lixo acaba no mar."


Uma notícia de maio deste ano:

Bruxelas quer proibir palhinhas e cotonetes de plástico para reduzir lixo no mar 

Nos casos em que existem alternativas facilmente disponíveis e acessíveis em termos de preço, os produtos de plástico descartáveis serão banidos do mercado.



terça-feira, 27 de novembro de 2018

Umas palavras do anterior Presidente do Uruguai



José Mujica (Montevidéu, 1935), mais conhecido como Pepe Mujica, foi Presidente do Uruguai entre 2010 e 2015. Um homem que passou muitos anos em proisão nos tempos da ditadura uruguaia. Um político que era, e continua a ser, uma boa pessoa.

Reparem nas palavras dele. Pôr-se no lugar do outro é tão difícil, impossível quase, mas pensemos...




quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Homens e mulheres, iguais (Concurso da ONU, 2015)

1º prémio - Emilio Morales Ruiz (espanhol)


"O artista fez uma ilustração mega fofinha de uma garotinha enchendo uma bexiga com o símbolo do gênero feminino para que ela ficasse na mesma altura do símbolo masculino."


2º prémio - David Ibáñez Bordallo (espanhol)


"O ilustrador deu superpoderes à Chapeuzinho Vermelho, que conseguiu derrotar o Lobo Mal, que representa, na arte, todo o machismo responsável por ainda oprimir milhares e milhares de mulheres ao redor do mundo."


3º prémio - Samuel Akinfenwa Onwusa (espanhol)


"Samuel Akinfenwa Onwusa (...) destacou o machismo que ainda existe nos ambientes de trabalho."


Mariola Stachnik (polaca)


"Mariola Stachnik passou por cima do machismo com um tratorzinho, que nivelou ambos os sexos."


Agata Hop (polaca)


"Agata Hop (...) demonstrou a dificuldade que as mulheres encontram em seu dia a dia."



Textos de Isabelle Otto em Capricho,agosto 2015  ("Veja os cartoons que ganharam o concurso da ONU pela igualdade de gênero")



quinta-feira, 24 de maio de 2018

A conferência improvisada (José de Almada Negreiros)




A CONFERÊNCIA IMPROVISADA

Minhas Senhoras e meus Senhores:

Mulheres e homens são as duas metades da humanidade – a metade masculina e a metade feminina.

Há coisas inteiras feitas de duas metades e aonde não se pode cortar ao meio para separar essas duas metades. Exemplo: a humanidade com a metade masculina e a metade feminina. São duas metades que deixam, cada uma, de ser uma metade se não houver a outra metade.

A linha que passa por entre estas duas metades é parecidíssima com o ar por dentro de uma esponja do mar, seca.

José de Almada Negreiros


 A invenção do dia claro (1921)



quinta-feira, 5 de abril de 2018

A fidelidade de um cão argentino



Morreu Capitán, o cão que velou campa do dono durante mais de dez anos

O animal de 16 anos era o cão mais conhecido de Córdoba, na Argentina.

Miguel Guzmán morreu em março de 2006 e, durante quase onze anos, às 18h00, todos os dias, como que numa espécie de ritual, o seu fiel amigo de quatro patas, Capitán, visitava o seu túmulo.

Quando Miguel morreu, o animal desapareceu de casa. A família pensou que o cão tinha morrido ou sido atropelado, até que um dia o encontraram no cemitério a dormir em cima da campa de Miguel, conta a imprensa local.

Mais de uma década depois foi a vez de Capitán descansar e acabou por morrer no mesmo cemitério que o seu dono. Nos seus últimos anos, já sofria de insuficiência renal e caminhava com dor.

O destino de Capitán ainda está por decidir. As associações de proteção animal de Córdoba pedem agora que o animal seja enterrado ao lado do seu dono, mas a autarquia pretende cremá-lo, enterrá-lo numa praça e construir um monumento em sua homenagem.


(Sara Gouveia - Mundo ao minuto. 21-02-2018)

quinta-feira, 8 de março de 2018

Não, isto não é normal (Editorial do jornal Público, 8 de março)

Adriana Mosquera


Não, isto não é normal

Os direitos das mulheres são direitos humanos. Esta frase é tão simples e tão óbvia e, no entanto, ainda há quem queira fazer de conta que não a percebe.
8 de Março de 2018

Diogo Queiroz de Andrade

Os direitos das mulheres são direitos humanos. Esta frase é tão simples e tão óbvia e, no entanto, ainda há quem queira fazer de conta que não a percebe. Lutar pelos direitos das mulheres, ser feminista, é defender a dignidade da nossa sociedade — e não é normal que não seja assim.

Só não vê quem não quer: as notícias que temos hoje mostram outra vez quão escandalosa ainda é a diferença de tratamento das mulheres. Saber que em Portugal a crise foi aproveitada para aumentar a desigualdade nos salários em função do género ou que somos recordistas na diferença de pagamento a mulheres com mais de 65 anos deveria envergonhar-nos a todos, a começar pelos homens que mandam. Porque são sempre homens que mandam e isso é parte importante do problema – não porque são homens, mas porque são homens que não entendem o feminismo como uma causa de todos os seres humanos.

A custo, lá se vai conseguindo fazer passar legislação que promove a igualdade. Falta o resto: falta mudar as mentalidades, algo que só se conseguirá com a educação para a cidadania. E se há algo que justifica que ainda hoje exista um dia da mulher, é precisamente o risco de que esses direitos adquiridos nos últimos anos ainda sejam revertidos – porque ainda vivemos numa sociedade em que se acha normal e racional remeter as mulheres a um papel menor.

Mas não, não é normal. Não é normal que se aceite que as mulheres recebam menos. Não é normal que se acolha como natural a ausência de mulheres no topo das empresas do PSI 20. Não é normal que se encolham os ombros com as vergonhosas estatísticas de violência doméstica que temos para mostrar. Não é normal que se aceitem as alarvidades de algumas sentenças que saem dos tribunais deste país.

Quem pactua com este estado de coisas não é humanista. E em Portugal, infelizmente, ainda há algumas pessoas assim. Este problema tem pouco a ver com a direita e com a esquerda e muito a ver com a postura de cada um face à sociedade. E passa por todos nós, cidadãos, sermos muito mais exigentes com os nossos representantes sociais. Temos de aumentar a nossa cultura de exigência face aos servidores públicos, de forma a melhorar o ar que respiramos em democracia. Seremos todos melhores numa sociedade mais justa, mais igual, mais paritária. Porquê? Voltamos ao início: porque os direitos das mulheres são direitos humanos.

Diogo Queiroz de Andrade

(Jornal Público, 8 de março de 2008)


Firoozeh Mozzafari, do Irão






Cristina Sampaio


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O dia de hoje em Espanha, visto desde o jornal português Público:

Em Espanha quase cinco milhões de trabalhadores pararam

No ano dos movimentos #metoo e Time's Up, o Dia Internacional da Mulher suscita um debate global sobre as mudanças que ainda são urgentes e o fim da linha das agendas sexistas.



terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Augusto de Campos e LUXO/LIXO



Lembram-se os alunos da turma de 4º AB do poema de Augusto de Campos "luxo - lixo" na aula da passada sexta-feira, se não me engano? Vamos ver de maneira um pouco mais aprofundada com a ajuda de Blogalera do coração:

"Na literatura brasileira, encontramos poetas que refletem o mundo capitalista e suas contradições, através da poesia, a exemplo disso temos os poemas: O Bicho, de Manuel Bandeira, Fim de Feira, de Carlos Drummond de Andrade e Luxo/Lixo, de Augusto de Campos, o lixo é o cenário sobre o qual os poemas se constroem.

Analisando foneticamente o poema concretista de Augusto de Campos, podemos perceber que o cerne do poema é a palavra luxo, mas a substituição do fonema u pelo fonema i objetivou, visualmente, a palavra lixo. Em princípio, lixo é um substantivo e luxo um adjetivo, ou seja: “O lixo é um luxo”.

Por outro lado, a contribuição sintática obtida pela possibilidade de luxo ser substantivo e lixo adjetivo enquadra outra dimensão informacional: “O luxo é um lixo”. Vê-se que os conceitos de substantivo e adjetivo são irredutíveis na dinâmica do poema concreto. Eles têm a propriedade de serem todas essas coisas de uma vez e a qualquer tempo. Com base nos poemas acima citados os alunos da 3ª série do Ensino Médio, redigiram textos dissertativos, onde puderam expor suas idéias a respeito do assunto, chamando a atenção do leitor para a presença de chocantes manifestações de desconcertos na vida humana." (...)

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E por outro lado, achei isto:



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segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Alguns números e poupança de água

 Uma torneira a pingar


Um torneira gotejando gasta até 46 litros por dia, ou seja, 1.380 litros por mês. Um fio de água com cerca de 2 milímetros totaliza 4.140 litros num mês. Um fio de 4 milímetros gasta 13.260 litros por mês. Assim, verifique se as torneiras de sua casa estão a fechar bem para evitar o desperdício.

Ao escovar os dentes com a torneira aberta durante 5 minutos, você gasta 80 litros. Mas mantendo a torneira fechada, a economia é de 79 litros.

Ao lavar a louça com a torneira aberta durante 15 minutos, consumimos 243 litros de água. Se a torneira for fechada durante o ensaboamento, gastaremos apenas 46.

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

História da Jéssica


Encontrei numa velha revista este artigo em que uma menina de 13 anos, a Jéssica, falava dos problemas da vida dela e da ajuda que tinha recebido do projeto Bairrismundo. Hoje, evidentemente, a Jéssica é uma pessoa adulta. Espero que ela tenha tido sorte na vida.


O meu nome é Jéssica, tenho 13 anos e moro em Silves, no Bairro da Caixa D'Água. Eu vivo neste bairro há 8 anos e gosto muito de viver aqui, porque apesar de existirem alguns problemas, foi onde cresci com os meus amigos e onde vivi muitas das experiencias mais importantes e marcantes para mim. Conheço toda a gente aqui e existem sítios que serão para sempre muito especiais pois, apesar de ter sido sempre um bairro muito agitado e com má fama, foi aqui que vivi muitas coisas boas com os meus amigos... grandes descobertas e grandes desilusões.

Foi também neste bairro que passei por uma fase muito problemática da minha vida devido a uma crise familiar que durou algum tempo. Eu admiro muito a minha mãe porque ela foi muito corajosa e conseguiu dar a volta à crise pela qual passámos. Graças a ela, hoje em dia somos muito felizes, vivemos como uma verdadeira família, com amor e cumplicidade. Esse período mais complicado foi ultrapassado com o apoio do Projecto Bairrismundo. Através do apoio psicológico tive oportunidade de falar sobre mim e sobre todas as coisas que ainda não conseguia enfrentar e aceitar. Graças a esse apoio consegui esquecer o passado e esses velhos problemas e aprendi a lidar melhor com as minhas dificuldades e a confiar mais em mim e nas minhas capacidades.

O Bairrismundo foi um projecto que nasceu na Caixa D' Água e que veio mudar a vida do bairro e dos jovens que aqui moram, pois procura ajudar todas as pessoas que precisam. No Espaço Bairrismundo temos muitas actividades para ocuparmos os nossos tempos livres e que nos ajudam a ter melhores notas na escola. O Bairrismundo para mim é como uma segunda casa, onde posso estar com os meus amigos e onde passo a maior parte do tempo, quando não estou na Escola. Participo em todas as actividades que posso e sinto que o projecto me tem ajudado a aprender muitas coisas novas e a melhorar o meu comportamento com os outros. Através das actividades do projecto sinto que tenho crescido e ultrapassado algumas das dificuldades e medos que tinha.

Gosto muito de participar em actividades de intercâmbio com outros projectos, pois fico a conhecer pessoas novas e faço mais amizades. Estas actividades têm-me ajudado a ser mais desinibida e a relacionar-me mais facilmente com os outros jovens. Muitas vezes, não tenho vontade de participar porque acho que não vou gostar ou não me vou sentir bem, mas depois as professoras incentivam-me e no final acaba por ser muito "fixe"! O último intercambio em que participei foi com o Projecto Escola Intercool, que fica na Vila de Pias, no Alentejo. Primeiro organizámos em Silves algumas actividades para que eles pudessem conhecer um pouco mais sobre o nosso projecto, a nossa cidade e o Algarve. Depois fomos nós ao Alentejo onde eles nos receberam muito bem e ficamos a conhecer uma realidade muito diferente da nossa. Gostei muito dessa experiência. Foi muito divertido. No início, as actividades que menos gostei estavam ligadas à Escola, como o Clube de Leitura, a Oficina do Conto, as Acções de Sensibilização ou os trabalhos temáticos, mas, aos poucos, fui percebendo que são actividades onde podemos aprender muita coisa e que também podem ser muito divertidas.

Graças ao Projecto Bairrismundo e ao Programa Escolhas tenho tido a possibilidade de viver experiências super "fixes"!

Jéssica, 13 anos


E continua vivo o Projecto Bairrismundo






quarta-feira, 31 de maio de 2017

Paulo Ito desenha e pinta assim



Paulo Ito nasceu em São Paulo em 1978, Ele mesmo diz que quando tinha 3 anos começou a desenhar e nunca mais parou. Reparem um bocado.

A última fotografia foi tirada na Casa da Cultura de Espanha dessa cidade brasileira.










segunda-feira, 27 de março de 2017

"– Quantos rins nós temos?"




No curso de Medicina, o professor dirige-se ao aluno e pergunta:

– Quantos rins nós temos?

– Quatro! - responde o aluno.

– Quatro? - replica o professor, arrogante, daqueles que sentem prazer em tripudiar sobre os erros dos alunos. - Traga um feixe de capim, pois temos um asno na sala - ordena o professor ao seu auxiliar.

– E, para mim, um cafezinho! - disse o aluno ao auxiliar do mestre.

O professor ficou irado e expulsou o aluno da sala. O aluno em questão era o Barão de Itararé.

Ao sair da sala, o aluno ainda teve a audácia de corrigir o furioso mestre:

– O senhor me perguntou quantos rins "nós temos". "Nós" temos quatro: dois meus e dois seus. "Nós" é um pronome usado para o plural. Tenha um bom apetite e delicie-se com o capim.

Às vezes precisamos saber falar e nos expressar diante das pessoas. Isso muda, e muito muitas coisas.




quarta-feira, 1 de junho de 2016

Imaginamos o som, mas quem não ouve...?



Pensem um bocado nisto: nós podemos imaginar o som desta imagem que vemos cá em cima. É muito difícil, difícil mesmo, mas como será ser surdo? Ele sentirá a vibração, mas não pode ouvir o som.


Podemos aproveitar para aprender como é se diz em português da pessoa que escreve com a mão esquerda: canhota.



segunda-feira, 18 de abril de 2016

O menino que queria ser homem à força (Ofélia Marques)



O menino que queria ser homem à força, de Ofélia Marques, em "ABC-zinho", 27 de Setembro, 1926.


Já viram como é boa a instrução para a vida das pessoas? Coitado do Tobias! Mas aprendeu a lição, e aprender sempre é bom.

Reparem em baixo à esquerda: "Assinem O ABC-ZINHO. Diverte. Educa". O que significa assinar aqui?



(Fonte: Mariana/Gatochy)