Ouguela (Alentejo, Portugal) em baixo; Alburquerque (Badajoz, Espanha) ao fundo.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

"O poeta é um fingidor" (Fernando Pessoa)



O título deste poema é Autopsicografia, mas é muito conhecido o primeiro verso dele: "O poeta é um fingidor". Fernando Pessoa, um poeta português que foi muitos poetas, e já falaremos nisso aqui, morreu a 30 de Novembro de 1935.

Autopsicografia

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.

Fernando Pessoa


Convidado abusivo

Cena de banquete ao som de música de aulos

Vamos aprender qual o significado da palavra parasita (reparem que a palavra é grave em  português, não esdrúxula) com o livro Elucidário de conhecimentos quase inúteis de Roby Amorim. Como muda o significado de algumas palavras com a evolução do tempo, vejam bem!

Há mais uma palavra por aí, que é papa-jantares. Faziam o favor de me dizer qual a palavra espanhola correspondente?


CONVIDADO ABUSIVO

Para quer dizer, em grego, ao lado; e sitos é o alimento. O parasita é, desta maneira, quem come ao nosso lado.

Na Grécia clássica o parasitismo era uma instituição. Eram assim chamados os sacerdotes e oficiais subalternos, encarregados de guardar o trigo colhido em terras sagradas. Gozavam de certas prerrogativas, entre as quais a de tomar parte nos banquetes religiosos, sentando-se ao lado dos magistrados.

A assiduidade e frequência aos banquetes e a intemperança demonstrada, transformaram o epíteto em designação afrontosa, em sinónimo de papa-jantares, o que abusa, aquele que vive à custa de alguém.

Parasitas, no mesmo sentido, são também os animais que vivem à custa da substância de outros, que comem ou vivem à custa alheia como o percevejo, a pulga, a ténia, a lombriga, etc.



segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Três alunos canoístas

Canoagem no rio Guadiana, em Mértola

Uma das nossas Lauras, de 4º A, mais o Johán, de 3º D, e a Cristina, de 3º C, praticam este desporto: a canoagem, quer dizer, eles são canoístas. Eu gostava que eles nos contassem um dia no blogue qual a sua experiência deste desporto.

Canoagem é um desporto náutico, praticado com canoa ou caiaque (kayak), indistintamente, em mar, rio, lago, águas calmas ou agitadas, sendo modalidade Olimpica desde 1936.


CANOA
Embarcação aberta ou fechada, originária dos índios, usa um remo de uma só pá. O(s) remador(es) pode(m) estar sentado(s) ou ajoelhado(s).

CAIAQUE
Embarcação fechada, com origem entre os esquimós, usa um remo de duas pás e o(s) remador(es) senta(m) na cabine. Os caiaques podem ser apropriados a turismo ou ao lazer sem finalidade específica, ou para especialidades desportivas: o slalom e o de descida, para águas calmas, e os caiaques de velocidade em águas calmas: K1, K2 e K4 (1, 2 ou quatro remadores).

CANOÍSTA
Em português, é o termo usado para quem - homens ou mulheres - rema uma canoa, caiaque.






sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Com um brilhozinho nos olhos (Sérgio Godinho)

Fotografia de Anna Paula Carvalho


O tripeiro, isto é, portuense, isto é, nascido na cidade do Porto, Sérgio Godinho é um dos grandes nomes da música portuguesa e um dos melhores contadores de histórias nas suas canções.

Hoje trazemos aqui a letra da sua Com um brilhozinho nos olhos porque vem mesmo a calhar para rever o Perfeito Simples: há montes desta forma verbal na canção e acho ser mais agradável uma revisão desta maneira do que com uma folha cheia de exercícios. É por isso que esta mensagem poderia intitular-se também "Sérgio Godinho e o Perfeito Simples".

Reparem no que dizia lá em cima deste cantor: um contador de histórias.


COM UM BRILHOZINHO NOS OLHOS

Com um brilhozinho nos olhos
e a saia rodada
escancaraste a porta do bar
trazias o cabelo aos ombros
passeando de cá para lá
como as ondas do mar.
Conheço tão bem esses olhos
e nunca me enganam,
o que é que aconteceu, diz lá
é que hoje fiz um amigo
e coisa mais preciosa
no mundo não há.

Com um brilhozinho nos olhos
metemos o carro
muito à frente, muito à frente dos bois
ou seja, fizemos promessas
trocámos retratos
trocámos projectos os dois
trocámos de roupa, trocamos de corpo,
trocámos de beijos, tão bom, é tão bom
e com um brilhozinho nos olhos
trocámos guitarra
p'lo menos a julgar pelo som

E que é que foi que ele disse?
E que é que foi que ele disse?
Hoje soube-me a pouco. [x4]
passa aí mais um bocadinho
que estou quase a ficar louco
Hoje soube-me a tanto [x4]
portanto,
Hoje soube-me a pouco

Com um brilhozinho nos olhos
corremos os estores
pusemos a rádio no "on"
acendemos a já costumeira
velinha de igreja
pusemos no "off" o telefone
e olha, não dá p'ra contar
mas sei que tu sabes
daquilo que sabes que eu sei
e com um brilhozinho nos olhos
ficamos parados
depois do que não te contei

Com um brilhozinho nos olhos
dissemos, sei lá
o que nos passou pela tola [o que nos passou pelo goto]
do estilo és o "number one"
dou-te vinte valores
és um treze no totobola [és o seis do meu totoloto]
e às duas por três
bebemos um copo
fizemos o quatro e pintámos o sete
e com um brilhozinho nos olhos
ficámos imóveis
a dar uma de "tête a tête"

E que é que foi que ele disse?
...

E com um brilhozinho nos olhos
tentamos saber
para lá do que muito se amou
quem éramos nós
quem queríamos ser
e quais as esperanças
que a vida roubou
e olhei-o de longe
e mirei-o de perto
que quem não vê caras
não vê corações
com um brilhozinho nos olhos
guardei um amigo
que é coisa que vale milhões.

E que é que foi que ele disse?
...




"Convencido" será qualidade ou defeito?


Vários alunos classificaram a palavra convencido como qualidade e não como defeito, apesar de a termos visto na sala de aula. Vamos ver uma definição desta palavra que lemos na internet:

"Pessoa que se julga superior às outras, ou se diz superior, ou ainda se diz algo acima da sua capacidade".

Por exemplo, alguém que dissesse -Eu sou o melhor naquilo que faço, seria alguém um bocadinho convencido, não acham?

(Já dissemos que na nossa língua diríamos "creído" ou "engreído". Isso não é qualidade, pois não?)



A voz da terra (António Botto)


Alunos da turma de 3º C

Hoje o professor falta por causa de uma actividade extra-escolar com alunos do 1º ano. É por isso que deixo este conto para que tenham alguma coisa para fazer na sala de aula. E para além do conto, há muita coisa no blogue para ler, ver e aprender. Vamos a isso!

Não se esqueçam das "ferramentas" que têm aí à direita. Ou podem clicar neste linque: o Dicionário Word Reference (português-espanhol).



A Voz da Terra

Um rei que vivia solitário, certo dia, lembrou-se de mandar construir um palácio que fosse uma grande maravilha. E para que essa construção ficasse de facto grandiosa, pensou que só poderia erguê-la sobre uma alta coluna cujo alicerce infinitamente forte pudesse, em verdade, sustê-la. Chamando o seu íntimo ajudante, deu-lhe esta ordem:

— Desejo que mandes alguns homens a todas as florestas e bosques do universo a fim de encontrarem a árvore mais ampla e mais alta que houver debaixo do sol. Não te surpreendas, vai.

E trinta rachadores de madeira partiram à procura da árvore gigantesca. Semanas depois, regressaram:

— Encontramos a árvore, mas é impossível transportá-la.
— Levem cavalos para a trazer! – exclamou o rei.
— Não poderiam com ela.
— Algumas centenas de bois?
— Não poderiam com ela.
— Todos os meus elefantes?
— Também não será bastante.
— Pois seja como for; dentro de um prazo de oito dias, quero a árvore aqui! – disse, por fim, com azedume.

E os trinta leais servidores, de cabeça baixa, e em silêncio, partiram para a floresta. Porém uma outra árvore surgiu ainda mais bela. Era uma árvore venerada por todos os habitantes desse pequeno lugar e arredores, porque viviam na ilusão – ou na certeza! – de que um deus nela habitava e que a essa presença divina é que a árvore devia a sua exuberante formosura e o seu aspecto tão alto, tão forte, maravilhoso! Entretanto, o rei ordenou que a derrubassem porque só ela poderia ser a coluna do seu desejado palácio. Descantes e danças, abraços e beijos, à roda do velho tronco, misturavam-se na voz de alguém que a cantar dizia:

Deus, oculto e generoso,
Procura outra morada,
Que esta árvore frondosa,
À ordem de El-rei senhor,
Vai, por nós, ser derrubada.

A folhagem estremeceu; as ramarias mais altas inclinaram-se, chorosas, e um vago lamento se ouviu:

— Se o vosso rei teimar nesse propósito, todas estas árvores de fruto e todas estas plantações que crescem à minha volta ficarão também destruídas. Digam, pois, ao vosso rei, que esse desejo é cruel. Contudo, se ele teimar, humildemente me entrego...

Nessa noite, enquanto o soberano dormia, o Deus da árvore venerada apareceu-lhe e ao ouvido assim falou tristemente:

— Sei eu que mandaste derrubar a árvore maior e mais alta da floresta. Venho pedir-te que não pratiques esse monstruoso crime.
— Mas onde vou eu encontrar a coluna para o palácio que quero mandar construir?

— Raciocina, Rei sabedor: durante quatro mil anos recebi a adoração de todos os habitantes destas povoações vizinhas e, em troca, só benefícios saíram das minhas mãos. As aves adormecem, cantam e vivem nos meus ramos. Espalho sombra e bem-estar ao caminhante fatigado pelas ardências solares. Estão comigo a paz e o bem.

— É verdade quanto dizes, ó alma dessa árvore formosa. Mas mantenho o que desejo.

— Está bem; não devo contrariar-te. Só uma coisa ainda te peço. Manda-a cortar por três vezes. Primeiro, a cabeça coroada de folhagem verde; depois, o tronco com os seus braços abertos ao amor e ao infortúnio; e, por fim, as raízes que são tantas e tão profundas que hão-de abalar a terra inteira.

— O que me pedes surpreende-me pela originalidade. Até hoje ninguém me pediu que lhe tirasse a vida por três vezes! Porque não queres suportar a morte num golpe certeiro?

— Eu te respondo, rei inteligente: à volta de mim cresce e vive a minha família. Variadíssimas árvores prosperam à minha sombra generosa. Se eu tombar de um arranco, o meu corpo pesado e enorme, vai, certamente, mutilar essas vidas florescentes; mas, se cair por três vezes e em três bocados, será mais suave o desastre, por elas e não por mim!

No dia seguinte a ordem do rei era esta:

— Não quero que derrubem essa árvore! Nela mora um espírito de tanta beleza moral que é necessário respeitar e ouvir. As árvores são sagradas. Para edificar a minha casa outra coluna se arranjará; talvez de bronze ou de prata, ou, talvez, unicamente deste infeliz coração que bate aqui no meu peito.

António Botto

Do livro Os Contos de António Botto

Lido no blogue Contos de aula


Dois desenhos de Ricardo Quitério

Também não é preciso dizer quem ele é, pois não?


Agrupamento Musical Lauro Palma: caricaturas dos membros


Dois desenhos do ilustrador e artista português Ricardo Quitério.


quinta-feira, 25 de novembro de 2010

O voleibol


Voleibol (chamado frequentemente no Brasil de Vôlei e em Portugal de Vólei) é um desporto praticado numa quadra dividida em duas partes por uma rede, possuindo duas equipas de seis jogadores em cada lado. O objetivo da modalidade é fazer passar a bola sobre a rede de modo a que esta toque no chão dentro da quadra adversária, ao mesmo tempo que se evita que os adversários consigam fazer o mesmo. O voleibol é um desporto olímpico, regulado pela Fédération Internationale de Volleyball (FIVB).




quarta-feira, 24 de novembro de 2010

A notícia do dia em Portugal


Duas novas palavras: greve (= "huelga") e grevista (= "huelguista").


No Público

No Expresso

No Diário de Notícias





Comer com os olhos


Ilustração de Carlos Araujo

Vejam como é curiosa a origem da expressão comer com os olhos.


Significado: Apreciar de longe, sem tocar; cobiçar; observar com desejo.

Origem: O estudioso Câmara Cascudo diz que certos olhares absorvem a substância vital dos alimentos.

Soberanos da África Ocidental não consentiam testemunhas às suas refeições. Comiam sozinhos.

Na Roma Antiga, uma cerimónia religiosa fúnebre consistia num banquete oferecido aos deuses em que ninguém tocava na comida. Apenas olhavam, “comendo com os olhos”.


(Fonte: Tira-teimas)


segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Preposições + artigos = contracções


Ainda há alunos que quando escrevem, não fazem as contracções de preposição mais artigo definido. Isso explica esta revisão.

Retirado do blogue As nossas aulas de português


sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Oh Naia (Lura)


Lura é uma cantora nascida em Lisboa, mas as suas origens são cabo-verdianas, e ela canta na língua dessas ilhas, o crioulo cabo-verdiano.


OH NAIA

Oh Náia
Kuse ki'n fazeu
Só pamodi n'ba Lisboa
Ma nada n'ka trazeu

A mi n'cumpra tlivison
Ku video ku DVD
Computador pa nha fidjo
Boneca pa nha côdé
Nha dona pidim kelí
Nha pai dja pidim kelá
Nha guenti mó ki'n ta fazi
Sem dinheiro ka ta da

Na frontera: "Senhora tem muito peso
Tem que pagar este excesso"
Dinheiro gó kem ki fla?
N'papia kuel sô na badiu
Minina n'dal sô pa dôdu
Ê fla: "Senhora já viu que
Não tenho o dia todo?"

Oh Náia
Kuse ki'n fazeu
Só pamodi n'ba Lisboa
Ma nada n'ka trazeu



A cantora Lura


João Belo Jr.




Duas obras do brasileiro João Belo Jr. Ele mora na cidade de Fortaleza, capital do estado do Ceará.


quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Qual macaco?

Este animal é um macaco.


Para mudar um pneu furado do carro, usamos um macaco.


Este é um operário com um fato-macaco.



terça-feira, 16 de novembro de 2010

Uns quadradinhos do Calvin


Calvin and Hobbes (Calvin & Hobbes em Portugal, Calvin e Haroldo no Brasil) é uma série de Banda Desenhada (História em Quadrinhos no Brasil) criada, escrita e ilustrada pelo autor norte-americano Bill Watterson e publicada em mais de 2000 jornais do mundo inteiro entre 1985 e 31 de dezembro de 1995, tendo ganho em 1986 e 1988 o Reuben Award, da Associação Nacional de Cartunistas dos EUA.

Calvin é um garoto de seis anos de idade cheio de personalidade, que tem como companheiro Hobbes, um tigre sábio e sardónico, que para ele está tão vivo como um amigo verdadeiro, mas para os outros não é mais que um tigre de peluche (pelúcia no Brasil). 


segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Cão como nós (Manuel Alegre)


Um excerto muito, muito breve do livro Cão como nós, do escritor e poeta português Manuel Alegre. Alguém de vocês conhece ou conheceu  um cão como este?

Não era um cão como os outros. Era um cão rebelde, caprichoso, desobediente, mas um de nós, o nosso cão, ou mais que o nosso cão, um cão que não queria ser cão e era cão como nós.



Quem gostar de cães, pode ler esta breve recensão do livro que achei no blogue nlivros:

Esta é a história de Kurica, um cão de raça épagneul-breton, que durante muitos anos acompanhou a família Alegre. No entanto este cão não era um cão como os outros cães. 

-"Este cão é um sacana, caça um bocado e depois põe-se a fazer a parte..."

Um cão que tinha a mania que era fino e fidalgo. Um cão que tinha dificuldades em obedecer, era irrequieto, exibicionista, altivo e até perverso. Parecia que queria falar, aliás, parece que se convenceu que seria o primeiro cão do mundo a falar a língua dos humanos, estava convencido que não era um cão.

Cão é cão, porém este quando olhava de esguelha demonstrando que era um igual, era rebelde, teimoso, insuportável e subversivo e, engraçado, mas estava-se completamente nas tintas para qualquer tipo de ordens, ao fim e ao cabo, era, como diziam os filhos de Manuel Alegre, um Cão Como Nós.

Estes versos podem ler-se no livro:

Como nós eras altivo
fiel mas como nós
desobediente.
Gostavas de estar connosco a sós
mas não cativo
e sempre presente-ausente
como nós.
Cão que não querias
ser cão
e não lambias
a mão
e não respondias
à voz.
Cão como nós.


sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Dois desenhos de Tiago Lobo Pimentel




Homo Roboticus e Zombie Queen são duas obras do ilustrador português Tiago Lobo Pimentel.



O que é um mecenas?



Os alunos do 3º ano acabam de saber quem foi Calouste Gulbenkian e souberam da importância dele e da Fundação que leva o seu nome na cultura portuguesa. Gulbenkian foi um mecenas da cultura portuguesa. Mas o que é um mecenas? O dicionário Priberam  diz-nos:

"1.Protector dos literatos e das letras. 2. Pessoa ou entidade que patrocina financeiramente um artista, instituição ou evento cultural".

Mas vamos saber qual a origem desta palavra.


Caio Clínio Mecenas (Gaius Clinius Maecenas), cidadão romano da época imperial., foi um grande político, estadista e patrono das letras.

Mais tarde aposentou-se e devotou todos os seus esforços a seu círculo literário famoso, que incluíu Horácio, Virgilio, e Propércio, patrocinando-os com amizade, bens materiais e protecção política. Aos seus protegidos provou ser um amigo e um patrono eficiente e generoso.

Na actualidade seu nome é o símbolo do patronato rico, generoso das artes. Assim o nome Mecenas tornou-se de nome próprio em nome comum. Assim hoje em dia um mecenas é uma pessoa que patrocina as artes, a ciência ou o ensino, muitas vezes com benefícios fiscais.

(Fonte: Wikipédia)


quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Marvão





Fotografias de Isidro Vila Verde

Por causa da altitude da vila alentejana de Marvão, há muito tempo que é chamada Ninho de águias. A julgar pelas fotografias, há razões para isso, não há?


A Mui Nobre e Sempre Leal Vila de Marvão localiza-se no Distrito de Portalegre, região Alentejo e subregião do Alto Alentejo, com cerca de 645 habitantes.
Situa-se no topo da Serra do Sapoio, a uma altitude de 860 metros.
É sede de um município com 154,85 km² de área e 3 739 habitantes (2004), subdividido em 4 freguesias. O município é limitado a norte e leste pela Espanha, a sul e oeste pelo município de Portalegre e a noroeste por Castelo de Vide.

Marvão deve o seu nome a Ibn Marwan al-Yil'liqui «O Galego» (morto c. 889), líder de um movimento sufista no Al-Andaluz, que pegou em armas contra os emires de Córdova e criou uma espécie de reino independente sediado em Badajoz até à instauração do califado de Córdova em 931.



terça-feira, 9 de novembro de 2010

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Vaidosos e pavões

 Cortejo, obra do colombiano José Rosero

Na passada sexta-feira, um aluno do 4º ano disse que, para ele, a palavra vaidoso era um sinónimo de "tímido", e que não era um defeito. Haverá mais alguem que não saiba o significado de vaidoso?
Vamos dar um jeito com um bom dicionário para aprender mais alguma coisa ligada com esta palavra.

Vaidoso. 1. Que deseja merecer a admiração dos outros através do cuidado que põe no seu aspecto físico ou do enaltecimento que faz das suas qualidades pessoais; que tem vaidade. Não gostava dela porque era muito vaidosa. 2. Que revela presunção, jactância. Ar vaidoso.

Não parece uma qualidade, pois não? Querem um antônimo de vaidoso? Por exemplo, modesto.

E dado o pavão real ser a ave símbolo da vaidade, é fácil de se perceber porquê, diz-se em português de uma pessoa que age e se comporta como se diz lá em cima, que é vaidosa como um pavão.

Ah, e não se esqueçam disto: o animalzinho, coitado, que algumas pessoas gostam de comer no Natal (nos Estados Unidos são todas, ao que parece), não se chama deste modo, como acontece em espanhol, mas peru (palavra aguda e sem acento gráfico). Porque será?


Um peru


sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Batuque

Obra de Paulo Ito


Esta é a definição de batuque que consta de uma placa comemorativa exposta no Parque Memorial Quilombo dos Palmares:

"Os sons dos tambores, berimbaus, adufés (pandeiro) e agogôs, levam homens e mulheres a sintonizar profundamente com seus corpos e espíritos, através da ginga da capoeira, da congada, do maracatu e do samba. Os acontecimentos da vida cotidiana, como nascimentos, mortes, plantios, colheitas, vitórias e manifestações da natureza, eram comemorados comunitariamente com danças, músicas e baticuns. Antigamente, os toques eram também um precioso meio de comunicação entre os guerreiros e entre o divino e o profano."

Daniela Mercury é uma das melhores cantoras brasileiras


Dois desenhos de Kleber Sales

Sem tempo para treinar



Barco

Dois desenhos do ilustrador brasileiro Kleber Sales.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Sebastião Salgado

Sebastião Salgado

Sebastião Salgado (1944) é um fotógrafo brasileiro reconhecido mundialmente por seu estilo único de fotografar. Nascido em Minas Gerais, é um dos mais respeitados fotojornalistas da atualidade. Nomeado como representante especial do UNICEF em 3 de abril de 2001, dedicou-se a fazer crônicas sobre a vida das pessoas excluídas, trabalho que resultou na publicação de dez livros e realização de várias exposições, tendo recebido vários prêmios e homenagens na Europa e no continente americano. "Espero que a pessoa que entre nas minhas exposições não seja a mesma ao sair" diz Sebastião Salgado. "Acredito que uma pessoa comum pode ajudar muito, não apenas doando bens materiais, mas participando, sendo parte das trocas de ideias, estando realmente preocupada sobre o que está acontecendo no mundo".


Estas fotografias –a preto e branco, sim–  são para que vocês reparem nelas e, se não é muito pedir da minha parte, reflictam (= "reflexionéis") um pouco. Como é difícil viver nalgumas partes do mundo!




















quarta-feira, 3 de novembro de 2010

O faro dos cães, o farol do carro e o farol do mar

Onde estará o faro desta cadela boxer, a Jade?
(Fotografia de Patrícia C. Costa)


O farol de um carro


Um farol no meio de uma tempestade

Mas os cães têm um faro? Em espanhol não têm faro (diz-se doutra maneira), mas em português têm. Uma ajudinha: se eu disser que os sentidos mais desenvolvidos de um cão são o faro e a audição, então topam?

E depois estão os faróis dos carros e os faróis do mar, que guiam os barcos na noite.


terça-feira, 2 de novembro de 2010

Fundação Calouste Gulbenkian


Os alunos do 3º ano acabam de saber pelo livro da existência da Fundação Calouste Gulbenkian, que fica na praça de Espanha em Lisboa.

Embora o livro nos diga alguma coisa dela, eu gostava que vocês fizessem um pequeno trabalho de pesquisa sobre esta Fundação e o homem que está na origem dela.  Para começar, digo-vos apenas uns breves dados, e depois são vocês que trabalham. Há tempo para o fazerem. Depois, umas perguntinhas no teste.

Calouste Sarkis Gulbenkian (em arménio: Գալուստ Սարգիս Կիւլպէնկեան) (Üsküdar, 1869 - Lisboa, 1955) foi um engenheiro e empresário arménio naturalizado britânico.




segunda-feira, 1 de novembro de 2010

O terramoto de Lisboa de 1755


O sismo de 1755, também conhecido por Terramoto de 1755 ou Terramoto de Lisboa, ocorreu no dia 1 de Novembro de 1755, resultando na destruição quase completa da cidade de Lisboa, e atingindo ainda grande parte do litoral do Algarve. O sismo foi seguido de um tsunami - que se crê tenha atingido a altura de 20 metros - e de múltiplos incêndios, tendo feito certamente mais de 10 mil mortos (há quem aponte muitos mais). Foi um dos sismos mais mortíferos da História, marcando o que alguns historiadores chamam a pré-história da Europa Moderna. Os geólogos modernos estimam que o sismo de 1755 atingiu a magnitude 9 na escala de Richter.

O terramoto de Lisboa teve um enorme impacto político e sócio-económico na sociedade portuguesa do século XVIII, dando origem aos primeiros estudos científicos do efeito de um sismo numa área alargada, marcando assim o nascimento da moderna Sismologia.

O sismo fez-se sentir na manhã de 1 de Novembro, dia que coincide com o feriado do Dia de Todos-os-Santos. O epicentro não é conhecido com exactidão, havendo diversos sismólogos que propõem locais distanciados de centenas de quilómetros. No entanto, todos convergem para um epicentro no mar, entre 150 a 500 km a sudoeste de Lisboa. Devido a um forte sismo ocorrido em 1969, no Banco de Gorringe, este local tem sido apontado como tendo forte probabilidade de aí se situar o epicentro em 1755.

O terramoto destruiu ainda as maiores igrejas de Lisboa, especialmente a Catedral de Santa Maria, e as Basílicas de São Paulo, Santa Catarina, São Vicente de Fora e a da Misericórdia. As ruínas do Convento do Carmo ainda hoje podem ser visitadas no centro da cidade.

(Fonte: Wikipédia)

Ruínas do Convento do Carmo, no Bairro Alto de Lisboa