Ouguela (Alentejo, Portugal) em baixo; Alburquerque (Badajoz, Espanha) ao fundo.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Erupção na Ilha do Fogo

Imagem do satélite Meteosat 10: ao centro, o arquipélago de Cabo Verde, com a nuvem de dióxido de enxofre libertada pelo vulcão IPMA


Vulcão da ilha do Fogo voltou a acordar mas agora não foi uma surpresa

Teresa Firmino
24/11/2014 - 22:02

Última erupção foi em 1995 e nessa altura, ao contrário da situação actual, não havia instrumentos científicos a vigiar o vulcão.


Ao fim de um sono de 19 anos, o vulcão da ilha do Fogo, em Cabo Verde, voltou a acordar no domingo de manhã. Parte dos habitantes de Chã das Caldeiras, uma aldeia dentro da cratera do vulcão com cerca de mil pessoas, teve de ser retirada do local. E a lava, que corre em duas frentes, já cortou a estrada principal e a via alternativa para Chã das Caldeiras, por isso só é possível chegar à aldeia a pé, relata a imprensa cabo-verdiana.

Assim que o vulcão entrou em erupção, o Governo do país declarou a situação de “contingência” nas ilhas do Fogo e da Brava (a cerca de 25 quilómetros para oeste), o que implica pôr em prática medidas de protecção civil. Além disso, as autoridades aeronáuticas cabo-verdianas também avisaram esta segunda-feira, segundo a agência Lusa, a comunidade aeronáutica internacional para que os aviões desviassem a rota quando passassem pelo espaço aéreo do arquipélago, uma vez que as cinzas do vulcão já tinham chegado aos 4500 metros de altitude.

Apesar dos estragos e incómodos causados, desta vez o vulcão do Fogo não apanhou toda a gente desprevenida, ao contrário da erupção anterior, em 1995. Nessa altura, não existia instrumentação científica a monitorizar o vulcão e essa erupção, entre 2 de Abril e 26 de Maio, daria origem à criação de uma rede de monitorização e que foi sendo aumentada e melhorada.


A notícia completa no Público.