Ouguela (Alentejo, Portugal) em baixo; Alburquerque (Badajoz, Espanha) ao fundo.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Lisboa vista em BD por um espanhol



Andava isto esquecido na pasta dos rascunhos, como podem ver pela data da notícia. Eu gostei e comprei o livro... Façam favor. Cliquem no link Lisboa - David Pintor e desfrutem desta bela banda desenhada sobre a cidade de Lisboa.


David Pintor, um espanhol que publica em livro um passeio ilustrado por Lisboa

12 de Novembro de 2013

David Pintor, caricaturista e pintor espanhol, percorreu as ruas de Lisboa, demorou-se a mirar os monumentos, a calçada e os elétricos, transpondo-os para o livro de viagens "Lisboa", que apresenta no sábado na capital.

O livro, a editar pela Kalandraka, é um passeio ilustrado por Lisboa, sem texto, com uma visão pessoal de David Pintor sobre a cidade, com elementos repetidos em todos os desenho: uma bicicleta, sardinhas que voam e o próprio autor, empunhando, por vezes, um violino.

"Tenho duas paixões na vida: viajar e desenhar, e quando há uns anos falei com os editores da Kalandraka, propus-lhes fazer uma coleção de livros de viagens, dedicada às cidades que mais me inspiravam", explicou David Pintor em entrevista à agência Lusa.

Depois de ter desenhado Santiago Compostela, avançou para Lisboa, cidade que conheceu no verão, há meia dúzia de anos, e que lhe ficou na memória.

"No momento em que decidi qual seria a cidade para o segundo livro, tudo foi claro: Lisboa, uma cidade que me apaixonou desde o primeiro dia e à qual queria prestar uma homenagem pessoal em forma de livro ilustrado. Lisboa é para mim uma das cidades com mais encanto na Europa", sublinhou.

"Lisboa" é um livro para leitores de todas as idades - explicou - e no qual se revela um "turista acidental" que andou a passear pela cidade, não só pelos sítios mais emblemáticas, mas também por alguns menos turísticos.

Em todos os desenhos há uma bicicleta vermelha, uma personagem que unifica as ilustrações e que dá o movimento para as paisagens desenhadas, e ainda a sardinha, "um símbolo muito próximo da cultura lisboeta", disse.

"A Lisboa que aparece neste livro é uma mistura de realidade e fantasia. Não queria ficar-me apenas pelo que vi, mas também incluir aquilo que me inspirou. Por isso, me permiti a desenhar coisas que não existem", como uma pala demasiado ondulante no Pavilhão de Portugal, um elétrico a espreitar nos jardins da Gulbenkian, um estendal de roupa no topo da Sé de Lisboa.

(Lemos aqui)