Ouguela (Alentejo, Portugal) em baixo; Alburquerque (Badajoz, Espanha) ao fundo.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Às compras numa loja de roupa





Esta mensagem é para que vocês revejam um pouco do vocabulário das compras numa loja de roupa.

Estes diálogos não são inventados mas verdadeiros. Uma jovem decidiu publicar num blogue alguns dos diálogos que ela manteve com clientes da loja de roupa onde ela trabalhou. Como são alguns clientes, não acham?


Cliente: Será que isto me serve?
Empregada: Não sei, qual é o seu tamanho?
Cliente: Não sei.


Empregada: Bom dia!
Cliente: Não, obrigada, estou só a ver.


Cliente: Olhe, aqui está marcado 42. Qual é o número que isto veste?
Empregada: 42.


Cliente: Olhe, eu quero trocar isto.
Empregada: Então não gostou?
Cliente: Gostei, mas quando cheguei a casa riram-se de mim.


Cliente: Olhe eu quero a devolução do dinheiro.
Empregada: Não quer ver outra peça?
Cliente: Não, é que eu preciso mesmo do dinheiro para o táxi.


Cliente: Bom dia... eu quero aquela blusa verde que está na montra.
Empregada: Blusa verde? Mas a nossa montra não tem verde.
Cliente: Mas eu quero aquela blusa verde.
(a empregada vai ver)
Empregada: Ah. Mas esta blusa é cinzenta.
Cliente: Não faz mal, essa blusa verde combina com uma saia que eu tenho lá em casa.





terça-feira, 19 de outubro de 2010

Parabéns para as Lauras do 4º ano

Fotografia de Francesca Cervellati

Na turma de português do 4º ano, formada por alunos das turmas A, B, C e D, há cinco raparigas chamadas Laura. É por isso que algumas vezes é preciso acrescentar o apelido delas quando o professor quer perguntar algo a alguma delas.

Será que elas sabem qual a origem do seu nome? De origem latina, significa 'coroa de folhas de louro'. O louro, ou loureiro, era a árvore sagrada do deus Apolo e símbolo de sabedoria e sensatez.


Uma Laura muito famosa: a musa do poeta italiano Petrarca



sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Isto são eléctricos, não "tranvías"



Fotografias de Mark'n Markus

Será que há "tranvias" em Portugal como escrevem alguns dos alunos? Acho que não há nenhum. O que podem encontrar em Lisboa são eléctricos como estes. Há outros mais modernos, mas eu prefiro os antigos, são mais bonitos.

O nome completo destas viaturas é carro eléctrico, mas chega com eléctricos, não é preciso mais nada. Toda a gente sabe. Então, apanhamos um deles para dar uma volta pela cidade? Um dia vamos ver aqui o que é a Feira da Ladra. Há muita gente que gosta de lá ir de eléctrico.


Aracaju

Cidade de Aracaju, capital do estado de Sergipe
(Fotografia de Víctor de Aquino )


Aracaju é um município brasileiro e capital do estado de Sergipe. Localiza-se no litoral. De acordo com a estimativa realizada, a cidade conta com 570 039 habitantes. Somando-se as populações de outros  municípios que formam a Grande Aracaju, o número passa para 800 mil habitantes. O topônimo "Aracaju" deriva da expressão indígena "ará acaiú", que em tupi-guarani significa "cajueiro dos papagaios". O elemento "ará" significa "Papagaio" e "acaiú", "fruto do cajueiro". O caju é o que nós chamamos anacardo.


Garota de Aracaju  (Fotografia de Martin Lazarev)


Fotografia de Fernando Cavalcanti


quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Um jeito para "Quando eu era uma criança..."




Alguém se lembra de alguns episódios da sua infância e conta-os. Isso é o que eu quero que vocês façam, como já disse na mensagem anterior. Quem nos conta o que podem ler cá em baixo, vivia no campo. Na cidade há coisas interessantes para contar quando eram crianças, ou não há?

Reparem no negrito e nas cores!


Quando eu era criança, vivia numa casa que tinha um grande espaço verde à volta, e como minha mãe gostava de bicharada, tínhamos sempre muitos animais: porcos, galinhas, pombas e muitos mais bichos que andavam soltos no terreno à volta da casa.

Até tínhamos um cavalo que o meu tio José, lá deixava todos os dias, para pastar na erva.

Lembro das galinhas andarem soltas a apanharem bichinhos nas ervas, do cantar delas sempre que punham um ovo, e de quando elas entravam na fase do "choco" como íamos contando os dias à espera do nascimento dos pintainhos.

Quando se "deitava" a galinha no choco, geralmente era com 13 ovos. Havia uma crença qualquer, que não sei se tinha a ver com a data da Srª. de Fátima, sobre o numero de ovos a pôr, para dar sorte à postura.

De se escrever na casca de cada ovo o nome das pessoas da familia, e aguardarmos ansiosos o primeiro bicar do ovo, e qual seria o primeiro nome a ser o eleito para nascer.

Era uma brincadeira nossa de crianças, minha e dos meus 4 irmãos.

Quando os pintainhos começavam a bicar na casca, sendo alguma mais dura, ou o pinto mais fraco, nós ajudávamos o nascimento fazendo um minusculo furo, onde a partir do qual, acabavam os pintainhos fazendo o seu trabalho, num processo natural de rompimento para a liberdade e para a vida que os esperava.

Era bonito de ver a galinha a andar com uma mão cheia de pintainhos atrás dela.

Como ela os ensinava a procurar comida por entre as ervinhas, e como nós íamos partindo migalhas de pão e atirávamos para o chão e ver como eles corriam atrás para os apanhar.

Um dia meu pai ofereceu-me um galo, era ainda pintainho. Foi o meu animal de estimação durante muito tempo.

Era um galo também do campo, com uma plumagem imponente, cheia de cores, numa palavra, lindo.

Aliás eu tinha uma adoração pelo meu pai, tudo o que ele me dava eu achava lindo.

Voltando ao meu galo...

Sempre que chegava da escola ia ver onde andava, nas suas vadiagens, e gostava de ficar olhando para ele, ora escavando aqui, ora acolá à procura de bichinhos enquanto cacarejava lá na sua alegria em liberdade.

Num desses meus regressos da escola, procurei-o, em vão.

Já desesperada fui ter com minha mãe a perguntar pelo meu galo, quando ela me respondeu que o galo ia ser o almoço daquele dia.

Para quê falar das lágrimas que chorei?
O meu galo na panela (nada de risos, porque o assunto foi muito sério).
E eu, teria lá coragem de comer o meu galo?
Ainda hoje lembro desse episódio com nostalgia e confesso, alguma tristeza à mistura.


(Retirado do blogue almadepoeta.blogspot.com)





quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Adultos a lembrarem-se de quando eram crianças



Dado que os anos de criança dos alunos do 3º e 4º anos não ficam muito longe, será fácil para eles procurar na memória por alguma coisa que nos queiram contar. Isto é um TPC, um trabalho para casa, percebem? Para quando? Não fiquem preocupados, há tempo; mas não se esqueçam pois será classificado para o Primeiro Período. É uma das melhores maneiras de praticar o uso do Pretérito Perfeito Simples e do Imperfeito, não acham? Agradecia que fosse um bocado mais comprido do que estes exemplos vindos do Brasil...

Publicarei mais exemplos destes para vocês se inspirarem.


1) Quando eu era criança, acreditava que as estrelas eram os olhos de Deus, que piscavam de vez em quando para a gente apenas para que soubéssemos que havia um cara lá em cima de olho nas traquinagens que aprontávamos.

Nota. Um cara = no português do Brasil,  um sujeito, um tipo.

2) Quando eu era criança, meu pai dizia que eu devia cuspir longe as sementes de melancia, porque se engolisse uma delas por acidente nasceriam outras melancias dentro do meu estômago. Pensava comigo mesmo: "ué, será que é assim que as mães ficam grávidas?".

3) Quando eu era criança, mantinha sempre os meus olhos atentos ao chão, porque acreditava piamente que um dia encontraria uma lâmpada mágica igual à do Aladim. O único problema é que o gênio provavelmente só saberia falar árabe, e eu ficava angustiado pensando em como conseguiria me fazer entender. Aliás, eu tinha na ponta da língua o primeiro pedido que faria ao gênio: "quero que o senhor me conceda mais cinquenta desejos!".

4) Quando eu era criança, acreditava que sempre chovia nos dias de Finados. E que essa chuva era na verdade as lágrimas derramadas pelos mortos que ficavam emocionados ao ver suas famílias visitando (ou não) seus túmulos.

5) Quando eu era criança, morria de medo de ficar engasgado com uma bala Soft. Certo dia me engasguei com uma que ficou entalada na garganta. Fiquei tão desesperado que comecei a correr estabanado pelos corredores da casa da minha avó procurando por ajuda; no susto, acabei engolindo a maldita. Nunca mais pus uma Soft na boca.

Nota. bala = no Brasil, caramelo;  estabanado = agitado


(Fonte: www.interney.net)


sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Rio de Janeiro





Não dá vontade de ir correr um bocadinho por essa praia fora e dar um bom mergulho?

As duas fotografias são de Neusa.


quinta-feira, 7 de outubro de 2010

A palavra 'saudade'



Todos se lembram da palavra saudade. Sabem, mais ou menos, o que significa. Mas podemos dizer mais alguma coisa acerca dela. Esta é uma dessas palavras quase impossíveis de traduzir para uma outra língua.

Vejamos o que nos diz a nossa Wikipedia:

Saudade
é uma espécie de lembrança nostálgica, lembrança carinhosa de um bem especial que está ausente acompanhado de um desejo de revê-lo ou possui-lo. Uma única palavra para designar todos os matizes desse sentimento é quase exclusividade do vocabulário da língua portuguesa. A palavra vem do latim solitas, solitatis (solidão = soledad), na forma arcaica de soedade, soidade e suidade e sob influência de saúde e saudar.

Pode-se sentir saudade de muita coisa:

· de alguém falecido.
· de alguém que amamos e está longe ou ausente.
· de um amigo querido.
· de alguém ou de animais de estimação que não vemos há imenso tempo.
· de alguém que não conversamos há muito tempo.
· de lugares.
· de comida.
· de situações.

A expressão "matar a saudade" ou "matar saudades" é usada para designar o desaparecimento (mesmo temporário) desse sentimento. É possível "matar a saudade", por exemplo, relembrando, vendo fotos ou vídeos antigos, conversando sobre o assunto, reencontrando a pessoa que estava longe, etc.

A saudade pode gerar sentimentos de angústia, nostalgia e tristeza, e quando "matamos a saudade" geralmente sentimos alegria.

Estão a perceber?

Ouviremos na sala de aula alguma ou algumas canções em que apareça a saudade.


terça-feira, 5 de outubro de 2010

100 anos de República Portuguesa



Hoje, dia 5 de Outubro, celebram-se em Portugal os 100 anos da implantação da República. Vamos ver como é se chegou a essa forma de governo no país vizinho:

Portugal foi, desde a sua fundação, governado por reis. A essa forma de governo chama-se monarquia.

No entanto, nos finais do século XIX, havia muitas pessoas que achavam que a monarquia não era a melhor forma de governar um país: o rei reinava a vida toda.

Quando morria era o filho mais velho, o príncipe, que tomava o seu lugar.

Os problemas que as pessoas viam na monarquia eram devidos a coisas muito simples:

E se o rei governasse mal?
E se fosse cruel para com os súbditos (o povo)?
E se ficasse doente ou louco?
E se tivesse ideias extravagantes que prejudicassem as pessoas?
E se decidisse mal coisas importantes para o país?
E se se deixasse influenciar demais por pessoas com más intenções?

Claro que estes problemas podem acontecer com qualquer governante, fosse ele um rei ou outro...

No entanto, as vantagens de uma forma de governar diferente eram vistas como boas. Seria um sistema diferente: uma república.

As repúblicas têm dirigentes eleitos por períodos de tempo mais curtos, e o controlo do poder parecia mais eficaz.

Por tudo isto, grupos de cidadãos portugueses, partidários de um sistema de governo republicano, foram-se revoltando e acabaram por conseguir terminar com a monarquia e implantar a República, como vinha acontecendo noutros países da Europa.

Isto aconteceu a 5 de Outubro de 1910.

A República foi proclamada dos Paços do Concelho (a Câmara Municipal) em Lisboa. A importância deste facto foi tal que se decidiu que essa data fosse um dia feriado.

O último rei foi D. Manuel II que partiu para Inglaterra com a restante família real, ficando aí a viver no exílio.

O primeiro presidente foi Teófilo Braga, mas foi apenas presidente do Governo Provisório até às eleições, onde foi eleito como primeiro Presidente de Portugal Manuel de Arriaga.

("5 de Outubro - Implantação da República", dados retirados da página Júnior da Texto Editora)


Portal Centenário da República


Eusébio Leão, à varanda dos Paços do Concelho, depois de proclamada
a República, aconselha moderação nos ânimos populares / 1910



segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Desportos radicais




Os desportos radicais são actividades que têm o objectivo de proporcionar a todos quantos procuram a evasão, a vertigem, a fuga ao dia-a-dia, a prática de uma actividade em contacto com a natureza, no absoluto respeito pelo ambiente e pelas normas de segurança.

Vamos ver informação referente a modalidades, eventos e competições, resultados e links (ou ligações) interesantes, assim como uma pequena descrição das modalidades dos Desportos Radicais mais praticados em Portugal.



Cliquem aqui



(Retirado de
www.portaldodesporto.no.sapo.pt)