Ouguela (Alentejo, Portugal) em baixo; Alburquerque (Badajoz, Espanha) ao fundo.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Os vampiros (Sérgio Godinho)



Quem serão estes vampiros de que fala a canção de José Afonso que interpreta aqui Sérgio Godinho? Fala de uns tempos escuros, difíceis... E agora mais uma pergunta: os tempos que hoje vivemos são muito diferentes? O que é que vocês acham?


OS VAMPIROS

No céu cinzento
Sob o astro mudo
Batendo as asas
Pela noite calada
Vêm em bandos
Com pés de veludo
Chupar o sangue
Fresco da manada

Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo ( bis )
E não deixam nada

A toda a parte
Chegam os vampiros
Poisam nos prédios
Poisam nas calçadas
Trazem no ventre
Despojos antigos
Mas nada os prende
Às vidas acabadas

Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo ( bis )
E não deixam nada

Se alguém se engana
Com seu ar sisudo
E lhes franqueia
As portas à chegada

Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo ( bis )
E não deixam nada

No chão do medo
Tombam os vencidos
Ouvem-se os gritos
Na noite abafada
Jazem nos fossos
Vítimas dum credo
E não se esgota
O sangue da manada

Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo ( bis )
E não deixam nada

São os mordomos
Do universo todo
Senhores à força
Mandadores sem lei
Enchem as tulhas
Bebem vinho novo
Dançam a ronda
No pinhal do rei

Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo ( bis )
E não deixam nada

Se alguém se engana
Com seu ar sisudo
E lhes franqueia
As portas à chegada

Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo ( bis )
E não deixam nada

Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo ( bis )
E não deixam nada



A versão original de Zeca Afonso




"Carta para o teu melhor amigo / amiga"



Olá R',

Estamos juntas há quase 5 anos e têm sido ótimos anos. Estiveste sempre comigo nesse tempo e apesar de todos os altos e baixos foram bons tempos. Aturar-te durante 5 anos tem sido uma tarefa difícil mas tenho que admitir que é um privilégio saber que tive um papel importante em parte da tua infância/juventude.

Estamos sempre a discutir e passados 5 minutos conseguimos nos rir de simples coisas que mais ninguém entende. Temos um nível de amizade bastante elevado e eu sei bem que posso contar contigo. Estou aqui a escrever-te para que tu saibas (ainda mais) o quão importante a nossa amizade é para mim e apesar das duras palavras que dizemos uma à outra enquanto estamos chateadas, no fundo ambas sabemos que a nossa amizade é uma das amizades mais fortes e divertidas que alguém alguma vez pode ter. Por vezes essas palavras conseguem magoar e acabamos mesmo por pensar se realmente alguma de nós sente mesmo aquilo que disse mas acabamos por nos aperceber da realidade.

Espero que estes quase 5 anos se prolonguem para uns 10, 20 ou 30 anos e consigamos até viver a nossa reforma em conjunto!

Abby

(Retirado do Blogue da Abby)




Nota do Professor. "Carta para o teu melhor amigo / a tua melhor amiga" para o título ficar melhor.




quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Pronome pessoal em adjacência verbal


Vamos revisar, e praticar. Ah, e por enquanto não precisam de aprender o que se vê no slide número 5.






Onde será que fica esta casa?



Não sei, não faço ideia (reparem nestas palavras porque dão muito jeito!, quer dizer "vienen muy bien"). Cidade ou país, não sabemos mas não faz mal. E de certeza que a esta fachada não fica mal o desenho.

Gostam ou não gostam? Os primeiros podem dizer aos segundos: Gostos não se discutem. Pronto. Acabou a discussão.





Miguel Esteves Cardoso e a saudade





Miguel  Esteves Cardoso (Lisboa, 1955) é um crítico, escritor e jornalista português.


Havemos de falar da saudade neste ano, e como dizer "echar de menos" para não o dizer na nossa língua, claro, mas em português. Por enquanto, quem não saiba, pode aprender agora a dizer isto:

Tenho tantas saudades tuas!





quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Muitas vezes só vemos o que está por perto



Uma tira de ryotiras que nos chega do Brasil. Em Portugal podia ser assim: "Toda a gente usa (ou veste) camisola verde".

O autor tem muita razão. Há coisas bem diferentes um bocado mais longe e não reparamos.





sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Escher - Relatividade (1953) e Noite e dia (1938)



Maurits Cornelis Escher (1898 — 1972) foi um artista gráfico holandês conhecido pelas suas xilogravuras, litografias e meios-tons (mezzotints), que tendem a representar construções impossíveis, preenchimento regular do plano, explorações do infinito e as metamorfoses - padrões geométricos entrecruzados que se transformam gradualmente para formas completamente diferentes.


Aqui, uma outra obra dele no blogue: Outro mundo



Noite e dia (1938)




terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Sintra, Paisagem Cultural - Património da Humanidade



Há quase dez anos, no dia 6 de Dezembro de 1995, a UNESCO atribuiu a Sintra o galardão de Paisagem Cultural - Património da Humanidade. Este é o vídeo que acompanhou essa candidatura.



Sintra fica perto de Lisboa e perto do mar