Ouguela (Alentejo, Portugal) em baixo; Alburquerque (Badajoz, Espanha) ao fundo.

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

"Eu confesso! A maior barraca que já dei no ar foi..." (Nuno Markl)



O que acham desta situação vivida por Nuno Markl quando ele começou a trabalhar a solo numa emissora de rádio? A certo momento dá para rir, mas que mau bocado ele passou!

Foi na minha primeira madrugada a solo na extinta Correio da Manhã Rádio. Eu ia assegurar os noticiários da noite assim que o Rui Vargas terminasse o programa dele. O Rui terminou o programa, eu fiquei sozinho no estúdio e, de repente, tive uma branca. Esqueci-me de tudo - TUDO! - o que me tinham explicado sobre o funcionamento da mesa. Silêncio na emissão. Eu sem ponta de saliva na boca, gelado. Felizmente o Rui Vargas ouviu a branca e voltou a correr. Quando ele entra no estúdio, estou eu de microfone aberto em estado de choque. A única coisa que me saiu da boca foi um trémulo "E AGORA?". Que foi para o ar. No dia seguinte, as pessoas da Rádio Nova, do Porto, que funcionava em cadeia com o CMR, ligaram para a direcção da rádio a dizer "aquele puto novo que faz as notícias de noite não é mau de todo, mas o que foi aquilo do E AGORA?".

(Fonte: Rádio Comercial)


Nuno Markl é um humorista, escritor, locutor de rádio, apresentador de televisão e argumentista português.

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Há muita coisa para aprender aqui. Reparem:

passar um mau bocado = "pasar un mal rato"

ter uma branca "quedarse en blanco"


Notas. Ajuda da Infopédia:

armar/dar barraca coloquial fazer disparates, fazer tolices, fazer escândalo.

puto
nome masculino

1. calão garoto; miúdo; catraio.
2. calão jovem; rapaz.
3. coloquial filho.




quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Conjugação pronominal






Kizua ki n'gi fua (Toty Sa’Med)

Luanda - Marginal Lounge 15 Jan 2017 - Futuro Tradição Agora


Toty Sa’Med. "Cantor, compositor e multi-instrumentista nascido em Luanda, é uma referência da novíssima geração da música popular urbana de Angola."




quarta-feira, 1 de novembro de 2017

O que seria da vida sem a presença da morte?




Pois é...





Carpe diem



Carpe diem é uma frase em latim de um poema de Horácio (65 - 8 a.C.) e é popularmente traduzida para "colhe o dia" ou "aproveita o momento". É também utilizado como uma expressão para solicitar que se evite gastar o tempo com coisas inúteis ou como uma justificativa para o prazer imediato, sem medo do futuro.

dum loquimur, fugerit invida aetas: 
carpe diem quam minimum credula postero.

Enquanto estamos falando, terá fugido o tempo invejoso;
colhe o dia, quanto menos confia no de amanhã.

(Literalmente, esta frase significa Colhe o dia presente e sê o menos confiante possível no futuro.)


A expressão "carpe diem" aparece em destaque no filme "Clube dos Poetas Mortos", a lembrar às personagens - estudantes - que a vida é muito breve e deve ser vivida quotidianamente.

(Fonte: Infopédia)


Carpe diem, pois, rapazes e raparigas!






terça-feira, 31 de outubro de 2017

Origens do Dia das Bruxas

Fotografia de Teresa Teixeira


Dia das Bruxas (em inglês: Halloween, pronunciado /hæləʊˈiːn/, ou também /hæloʊˈiːn/) é uma celebração observada em vários países, principalmente no mundo anglófono, em 31 de outubro, véspera da festa cristã ocidental do Dia de Todos os Santos. Ela começa com a vigília de três dias do Allhallowtide, o tempo do ano litúrgico dedicado a lembrar os mortos, incluindo santos (hallows), mártires e todos os fiéis falecidos.

Acredita-se que muitas das tradições do Halloween originaram-se do antigo festival celta da colheita, o Samhain, e que esta festividade gaélica foi cristianizada pela Igreja primitiva. O Samhain e outras festas também podem ter tido raízes pagãs. Alguns, no entanto, apoiam a visão de que o Halloween começou independentemente do Samhain e tem raízes cristãs.

Entre as atividades de Halloween mais comuns, estão festas a fantasia, praticar "doce ou travessura", decorar a casa, fazer lanternas de abóbora, fogueiras, jogos de adivinhação, ir em atrações "assombradas", contar histórias assustadoras e assistir filmes de terror. Em muitas partes do mundo, as vigílias religiosas cristãs de Halloween, como frequentar os cultos da igreja e acender velas nos túmulos dos mortos, permanecem populares, embora em outros lugares seja uma celebração mais comercial e secular. Alguns cristãos historicamente se abstêm de carne no Dia das Bruxas.

 (Wikipédia)



Fotografia de Tiago Lourenço





"Infância", de Drummond, no Dia D

Carlos Drummond de Andrade (Foto: Stefan Rosenbauer)

O poeta brasileiro Carlos Drummond de Andrade nasceu em Itabira a 31 de outubro de 1902 e morreu no Rio de Janeiro em 1987. Há varios anos que no Brasil dedicam esse 31 de outubro a este poeta para o recordar, é o Dia D. Nós também recordamos Drummond de Andrade, vamos ler um poema dele e ouvi-lo na própria voz do poeta.


INFÂNCIA

Meu pai montava a cavalo, ia para o campo.
Minha mãe ficava sentada cosendo.
Meu irmão pequeno dormia.
Eu sozinho menino entre mangueiras
lia a história de Robinson Crusoé,
comprida história que não acaba mais.
No meio-dia branco de luz uma voz que aprendeu
a ninar nos longes da senzala – e nunca se esqueceu
chamava para o café.
Café preto que nem a preta velha
cafe gostoso
café bom.

Minha mãe ficava sentada cosendo
olhando para mim:
– Psiu... Não acorde o menino.
Para o berço onde pousou um mosquito.
E dava um suspiro... que fundo!

Lá longe meu pai campeava
no mato sem fim da fazenda.

E eu não sabia que minha história
era mais bonita que a de Robinson Crusoé.








segunda-feira, 30 de outubro de 2017

O Café Martinho da Arcada e Fernando Pessoa

À direita da fotografia, o poeta Fernando Pessoa


Diz-nos a Wikipédia que "O Café-Restaurante Martinho da Arcada, na Praça do Comércio, n.º 3, em Lisboa, Portugal, é o café mais antigo da cidade que se encontra actualmente em actividade. A sua história, de mais de dois séculos, está ligada à literatura portuguesa. Teria sido inaugurado pelo Marquês de Pombal, a 2 de Janeiro de 1782."

Fernando Pessoa foi um grande poeta português (1888 - 1935), autor de uma vasta obra publicada postumamente. "Enquanto poeta, escreveu sobre diversas personalidades – heterónimos, como Ricardo Reis, Álvaro de Campos e Alberto Caeiro –, sendo estes últimos objeto da maior parte dos estudos sobre a sua vida e obra."

Deixamos para outro dia a leitura de versos dos heterónimos. Este poema foi assinado por Fernando Pessoa ele-mesmo.


Tenho tanto sentimento
Que é frequente persuadir-me
De que sou sentimental,
Mas reconheço, ao medir-me,
Que tudo isso é pensamento,
Que não senti afinal.

Temos, todos que vivemos,
Uma vida que é vivida
E outra vida que é pensada,
E a única vida que temos
É essa que é dividida
Entre a verdadeira e a errada.

Qual porém é verdadeira
E qual errada, ninguém
Nos saberá explicar;
E vivemos de maneira
Que a vida que a gente tem
É a que tem que pensar.

18-9-1933








sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Pretérito Imperfeito de IR e VER


Cuidado com o Pretérito Imperfeito dos verbos ir e ver em português. Atenção ao espanhol "traiçoeiro": nem "iba" ou "iva" (este último é um imposto!); e também não "veia"...

IR

Eu ia

Tu ias

Ele, ela ia

Nós íamos

Vocês iam

Eles, elas iam


VER

Eu via

Tu vias

Ele, ela via

Nós víamos

Vocês viam

Eles, elas viam 




quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Uma quadra de Fernando Pessoa

Fotografia de Geórgia Gallas



Por muito que pense e pense
No que nunca me disseste,
Teu silêncio não convence.
Faltaste quando vieste.

Fernando Pessoa






O quarteto ou quadra é uma estrofe formada por quatro versos.