Ouguela (Alentejo, Portugal) em baixo; Alburquerque (Badajoz, Espanha) ao fundo.

sexta-feira, 14 de junho de 2019

É sexta-feira




Quem é que gostava de praticar "surf"?



Já falta pouco, muito pouco, para as férias grandes, meninos e meninas. Quem é que gostava de praticar surf na turma de 3º CD? Bom, acho que afinal era windsurf, Sofia, não era? Em Portugal é famosa a praia do Guincho para estes desportos.



Umas folhas de ginkgo biloba



Ginkgo biloba, de origem chinesa, é uma árvore considerada um fóssil vivo, pois existia já no tempo dos dinossauros, há mais de 200 milhões de anos. É símbolo de paz e longevidade por ter sobrevivido às explosões atômicas no Japão.

Foi descrita pela primeira vez pelo médico alemão Engelbert Kaempfer por volta de 1690, mas só despertou o interesse de pesquisadores após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), quando perceberam que a planta tinha sobrevivido à radiação em Hiroshima, brotando no solo da cidade devastada. Suas folhas têm sido frequentemente usadas no combate aos radicais livres e como auxiliar da oxigenação cerebral.

Texto da Wikipédia




quinta-feira, 13 de junho de 2019

Fernando Pessoa na voz de Maria Bethânia


O poeta português Fernando Pessoa nasceu a 13 de junho de 1888. Quer dizer, hoje é o aniversário do seu nascimento. A cantora brasileira Maria Bethânia recita um poema dele.

A leitura original encontra-se no disco Pássaro da manhã: "Eros e Psique(ê)", trata do encontro do amor com a alma. Quem gostar de mitologia, pode ler as palavras em baixo.


EROS E PSIQUE(Ê)

Conta a lenda que dormia
Uma Princesa encantada
A quem só despertaria
Um Infante, que viria
De além do muro da estrada.

Ele tinha que, tentado,
Vencer o mal e o bem,
Antes que, já libertado,
Deixasse o caminho errado
Por o que à Princesa vem.

A Princesa Adormecida,
Se espera, dormindo espera.
Sonha em morte a sua vida,
E orna-lhe a fronte esquecida,
Verde, uma grinalda de hera.

Longe o Infante, esforçado,
Sem saber que intuito tem,
Rompe o caminho fadado.
Ele dela é ignorado.
Ela para ele é ninguém.

Mas cada um cumpre o Destino —
Ela dormindo encantada,
Ele buscando-a sem tino
Pelo processo divino
Que faz existir a estrada.

E, se bem que seja obscuro
Tudo pela estrada fora,
E falso, ele vem seguro,
E, vencendo estrada e muro,
Chega onde em sono ela mora.

E, inda tonto do que houvera,
À cabeça, em maresia,
Ergue a mão, e encontra hera,
E vê que ele mesmo era
A Princesa que dormia.

Fernando Pessoa




Psiquê (em grego: Ψυχή, Psychē) é uma personagem da mitologia grega, personificação da alma.

Seu mito é narrado no livro O Asno de Ouro de Apuleio, que a cita como uma bela mortal por quem Eros, o deus do amor, se apaixonou. Tão bela que despertou a fúria de Afrodite, deusa da beleza e do amor, mãe de Eros - pois os homens deixavam de frequentar seus templos para adorar uma simples mortal.

A deusa mandou seu filho atingir Psiquê com suas flechas, fazendo-a se apaixonar pelo ser mais monstruoso existente. Mas, ao contrário do esperado, Eros acaba se apaixonando pela moça - acredita-se que tenha sido espetado acidentalmente por uma de suas próprias setas.

Com o próprio deus do Amor apaixonado por ela, suas setas não foram lançadas para ninguém. O tempo passava, Psiquê não gostara de ninguém, e nenhum de seus admiradores tornara-se seu pretendente.

Para saber mais sobre Eros e Psique(ê).



Um Fernando Pessoa diferente


O poeta Fernando Pessoa nasceu a 13 de junho de 1888 em Lisboa.

Fernando Pessoa e o soco!, ilustração de Gilmar Fraga para a coluna dominical de David Coimbra no caderno de Esportes. Publicada em 19 de dezembro de 2010 no jornal Zero Hora de Porto Alegre. Digital.

Gilmar Fraga é um velho conhecido dos nossos blogues.

O que é um soco? A Infopédia diz "golpe com a mão fechada, murro.

Há um poema de um dos heterónimos de Fernando Pessoa, Álvaro de Campos, onde aparecem uns "socos"... o Poema em linha reta. Eis o começo dele:


Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cómico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado,
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.  

(...)



terça-feira, 11 de junho de 2019

Cuidado, senhor!


Fotografia de Marcelo Andrade na cidade de Curitiba, capital do estado brasileiro do Paraná.



Madrigal (José Paulo Paes)

Fotografia de Guilherme Federico


MADRIGAL

Meu amor é simples, Dora,
como a água e o pão,
como o céu refletido
nas pupilas de um cão.

José Paulo Paes



segunda-feira, 10 de junho de 2019

Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas

Praça Luís de Camões em Lisboa


Hoje celebra-se no país vizinho o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.

Aproveitamos para ler um poema do poeta Luís de Camões (c. 1524 - 1580), o poeta nacional desse país.


ESPARSA AO DESCONCERTO DO MUNDO

Os bons vi sempre passar
No mundo graves tormentos;
E para mais m´espantar,
Os maus vi sempre nadar
Em mar de contentamentos.
Cuidando alcançar assim
O bem tão mal ordenado.
Fui mau, mas fui castigado:
Assim que só para mim
Anda o mundo concertado