Blogue dos alunos de português de 3º e 4º de ESO do IES 'M. DOMINGO CÁCERES', em Badajoz, Espanha (De 2010-09-01 a 2020-01-17)
Ouguela (Alentejo, Portugal) em baixo; Alburquerque (Badajoz, Espanha) ao fundo.
quinta-feira, 30 de abril de 2015
quarta-feira, 29 de abril de 2015
Quem é que concorda com o Filipe?
Não sei porquê, mas acho que haverá por aí muito aluno a concordar com o Filipe, o amigo da Mafalda, que Quino criou há muitos anos. Mas Quino é um clássico.
terça-feira, 28 de abril de 2015
Sem 'f' não há festa, meus caros alunos!
Pois é, se tirarmos o f da palavra festa, ficamos com um simples demonstrativo: esta.
Reparem na expressão Ora esta! (ou Ora essa!). Em espanhol diríamos "¡esta sí que es buena!" (Infopédia)
Eu DISSE e ele/ela DISSE
"Eu diz", "Ela diz" [dˈiʃ]. É isso Perfeito Simples? Não, não, não... É a 3ª pessoa do singular do Presente do indicativo:
A 1ª e a 3ª pessoas do singular do Perfeito Simples de dizer são iguais: disse [dˈisɘ].
Reparem na pronúncia, na transcrição fonética, e não voltem a enganar-se...
"Ele diz que sabe fazer isso", "Ela diz que tem a certeza disso", etc.
A 1ª e a 3ª pessoas do singular do Perfeito Simples de dizer são iguais: disse [dˈisɘ].
Eu disse; Ele / Ela / Você / O senhor / A senhora disse.
Reparem na pronúncia, na transcrição fonética, e não voltem a enganar-se...
segunda-feira, 27 de abril de 2015
Vhils esculpiu rosto de Zeca Afonso em escola do Seixal (2014)
Achei esta notícia do ano passado, quando se comemoraram os 40 anos da Revolução dos Cravos, mas não faz mal. Chega hoje ao nosso blogue.
O artista português Alexandre Farto, que assina Vhils, voltou na semana passada à escola secundária onde estudou, no Seixal, para criar numa das paredes, com a ajuda de alunos daquele estabelecimento, um retrato do cantor Zeca Afonso.
O convite para fazer uma intervenção no edifício partiu da escola, da professora Maria Dâmaso, que deu aulas a Alexandre Farto quando este frequentava a secundária José Afonso, na área de Artes, mas a ideia de fazer o trabalho em conjunto com alunos partiu do artista, recordou o próprio em declarações à agência Lusa.
Vhils voltou à escola, onde estudou entre 2001 e 2005, nos dias 26 e 27 de março para esculpir o retrato de Zeca Afonso numa das paredes, participando assim nas atividades do cinquentenário daquele estabelecimento de ensino.
A experiência foi "super interessante". Os alunos, de Artes, "já conheciam o trabalho" do artista que esculpiu rostos em paredes um pouco por todo o mundo.
"Mostraram-se muito à vontade e quase fizeram a peça sozinhos. Não estava à espera que (a atividade) tivesse tanta adesão inicial e os alunos tivessem tanto à vontade para criar aquele tipo de peça", contou.
O rosto de José Afonso foi escolhido pela escola, "não só porque se trata do patrono" daquele estabelecimento de ensino, "mas também porque se integra no espírito das comemorações dos 40 anos do 25 de Abril de1974", de acordo com os responsáveis pela iniciativa.
Alexandre Farto deixou a José Afonso há nove anos, quando a escola começou a ser remodelada". Este regresso, aos 27 anos, foi encarado pelo artista como "um contributo" para uma escola que lhe "deu bastante, não só em termos de escola de ensino, mas também de um 'background' que é muito particular" naquele estabelecimento de ensino.
"Era uma escola bastante aberta. Tinha pessoas de mundos diferentes, de sítios completamente diferentes, era muito multicultural", disse.
Alexandre Farto recordou que nem sempre foi "o aluno mais fácil", e nem sempre teve "as melhores médias", no entanto, a secundária José Afonso deu-lhe "uma noção do que é crescer e viver num subúrbio de Lisboa".
"Sem dúvida que isso se reflete no trabalho e na consciência que eu ganhei no trabalho que faço hoje", afirmou.
Alexandre Farto começou por pintar paredes com 13 anos, mas foi a escavá-las com retratos que captou a atenção do mundo. A técnica consiste em criar imagens em paredes ou murais através da remoção de camadas de materiais de construção, criando uma imagem em negativo.
Os últimos anos têm sido para este artista português "uma roda-viva de viagens constantes", com participações em festivais, exposições e trabalhos pela Europa, América do Norte, América do Sul, Ásia e Oceânia.
Lusa
(SIC Notícias. 40 anos / 25 de Abril. 04.04.2014)
Alexandre Farto já cá esteve em março de 2013.
O artista português Alexandre Farto, que assina Vhils, voltou na semana passada à escola secundária onde estudou, no Seixal, para criar numa das paredes, com a ajuda de alunos daquele estabelecimento, um retrato do cantor Zeca Afonso.
O convite para fazer uma intervenção no edifício partiu da escola, da professora Maria Dâmaso, que deu aulas a Alexandre Farto quando este frequentava a secundária José Afonso, na área de Artes, mas a ideia de fazer o trabalho em conjunto com alunos partiu do artista, recordou o próprio em declarações à agência Lusa.
Vhils voltou à escola, onde estudou entre 2001 e 2005, nos dias 26 e 27 de março para esculpir o retrato de Zeca Afonso numa das paredes, participando assim nas atividades do cinquentenário daquele estabelecimento de ensino.
A experiência foi "super interessante". Os alunos, de Artes, "já conheciam o trabalho" do artista que esculpiu rostos em paredes um pouco por todo o mundo.
"Mostraram-se muito à vontade e quase fizeram a peça sozinhos. Não estava à espera que (a atividade) tivesse tanta adesão inicial e os alunos tivessem tanto à vontade para criar aquele tipo de peça", contou.
O rosto de José Afonso foi escolhido pela escola, "não só porque se trata do patrono" daquele estabelecimento de ensino, "mas também porque se integra no espírito das comemorações dos 40 anos do 25 de Abril de1974", de acordo com os responsáveis pela iniciativa.
Alexandre Farto deixou a José Afonso há nove anos, quando a escola começou a ser remodelada". Este regresso, aos 27 anos, foi encarado pelo artista como "um contributo" para uma escola que lhe "deu bastante, não só em termos de escola de ensino, mas também de um 'background' que é muito particular" naquele estabelecimento de ensino.
"Era uma escola bastante aberta. Tinha pessoas de mundos diferentes, de sítios completamente diferentes, era muito multicultural", disse.
Alexandre Farto recordou que nem sempre foi "o aluno mais fácil", e nem sempre teve "as melhores médias", no entanto, a secundária José Afonso deu-lhe "uma noção do que é crescer e viver num subúrbio de Lisboa".
"Sem dúvida que isso se reflete no trabalho e na consciência que eu ganhei no trabalho que faço hoje", afirmou.
Alexandre Farto começou por pintar paredes com 13 anos, mas foi a escavá-las com retratos que captou a atenção do mundo. A técnica consiste em criar imagens em paredes ou murais através da remoção de camadas de materiais de construção, criando uma imagem em negativo.
Os últimos anos têm sido para este artista português "uma roda-viva de viagens constantes", com participações em festivais, exposições e trabalhos pela Europa, América do Norte, América do Sul, Ásia e Oceânia.
Lusa
(SIC Notícias. 40 anos / 25 de Abril. 04.04.2014)
Alexandre Farto já cá esteve em março de 2013.
José Afonso, conhecido também como Zeca Afonso, o grande cantor português
domingo, 26 de abril de 2015
25 de Abril: As linhas da liberdade
As linhas da liberdade
Até que se pudesse gritar "Vitória!" no Largo do Carmo, em Lisboa, as voltas e os caminhos que a Revolução tomou foram muitos. Uns previsíveis (e planeados), outros nem tanto. Quando se comemoraram os 25 anos do 25 de Abril, em 1999, o ex-jornalista do PÚBLICO Adelino Gomes (um dos repórteres de Abril) trabalhou num suplemento, onde para além de uma notável reconstituição dos factos dos dias quentes da Revolução se revelaram os soldados da coluna de Salgueiro Maia que derrubaram a ditadura. Nessa altura, o PÚBLICO proporcionou o reencontro em Lisboa da maioria desses 240 militares, que fizeram parte da coluna que rumou a Lisboa para derrubar o regime. Fomos ao arquivo rever esse trabalho e demos-lhe outra vida, actualizando dados recentemente vindos a lume, outra vez pela mão de Adelino Gomes e agora também pela objectiva de Alfredo Cunha, um dos fotógrafos de Abril. É o caso da descoberta do cabo apontador que recusou "dar fogo" contra os tanques dos revoltosos na Rua do Arsenal. Chama-se José Alves Costa e foi um dos muitos protagonistas destas linhas da liberdade.
Uma completíssima visão (inclui vídeos e muita infografia) do que aconteceu naquele dia: As linhas da liberdade - diário Público.
Até que se pudesse gritar "Vitória!" no Largo do Carmo, em Lisboa, as voltas e os caminhos que a Revolução tomou foram muitos. Uns previsíveis (e planeados), outros nem tanto. Quando se comemoraram os 25 anos do 25 de Abril, em 1999, o ex-jornalista do PÚBLICO Adelino Gomes (um dos repórteres de Abril) trabalhou num suplemento, onde para além de uma notável reconstituição dos factos dos dias quentes da Revolução se revelaram os soldados da coluna de Salgueiro Maia que derrubaram a ditadura. Nessa altura, o PÚBLICO proporcionou o reencontro em Lisboa da maioria desses 240 militares, que fizeram parte da coluna que rumou a Lisboa para derrubar o regime. Fomos ao arquivo rever esse trabalho e demos-lhe outra vida, actualizando dados recentemente vindos a lume, outra vez pela mão de Adelino Gomes e agora também pela objectiva de Alfredo Cunha, um dos fotógrafos de Abril. É o caso da descoberta do cabo apontador que recusou "dar fogo" contra os tanques dos revoltosos na Rua do Arsenal. Chama-se José Alves Costa e foi um dos muitos protagonistas destas linhas da liberdade.
Uma completíssima visão (inclui vídeos e muita infografia) do que aconteceu naquele dia: As linhas da liberdade - diário Público.
M47 leais ao regime vs. blindados da EPC, na Rua do Arsenal (Fotografía de Alfredo Cunha)
sábado, 25 de abril de 2015
“Quem não tem pão não tem liberdade. E há cada vez menos pão na mesa dos portugueses”
Reportagem
“Quem não tem pão não tem liberdade. E há cada vez menos pão na mesa dos portugueses”
Maria João Lopes (Texto) e Enric Vives-Rubio (Fotos)
25/04/2015 - 21:52
Apesar do dia cinzento, pessoas de todas as idades desceram a Avenida da Liberdade, em Lisboa. Protestou-se contra o Governo, contra a austeridade, contra o desemprego. E também houve quem lembrasse que a liberdade de imprensa é um valor de Abril.
Álvaro Faria, 68 anos, tem um cravo na lapela e um autocolante, também com um cravo, no casaco. A mulher brinca: “Só te faltou trazer um cravo testa”. O director- geral de uma multinacional, ramo de software, faz questão de sair à rua no 25 de Abril. Mas não esconde algum desencanto: “Este Governo está a recuar em relação aos valores que foram conquistados por Abril, na saúde, na educação, na liberdade. Quem não tem pão, não tem liberdade. E há cada vez menos pão na mesa dos portugueses.”
Foi um entre os “muitos milhares”, segundo a Associação 25 de Abril, que se concentraram no Marquês de Pombal para desfilar pela Avenida da Liberdade. Apesar da tarde cinzenta e de uns pequenos pingos de chuva, os cartazes mantêm-se erguidos e as músicas de intervenção misturam-se com as palavras de ordem.
Reportagem completa no diário Público
Maria João Lopes (Texto) e Enric Vives-Rubio (Fotos)
25/04/2015 - 21:52
Apesar do dia cinzento, pessoas de todas as idades desceram a Avenida da Liberdade, em Lisboa. Protestou-se contra o Governo, contra a austeridade, contra o desemprego. E também houve quem lembrasse que a liberdade de imprensa é um valor de Abril.
Álvaro Faria, 68 anos, tem um cravo na lapela e um autocolante, também com um cravo, no casaco. A mulher brinca: “Só te faltou trazer um cravo testa”. O director- geral de uma multinacional, ramo de software, faz questão de sair à rua no 25 de Abril. Mas não esconde algum desencanto: “Este Governo está a recuar em relação aos valores que foram conquistados por Abril, na saúde, na educação, na liberdade. Quem não tem pão, não tem liberdade. E há cada vez menos pão na mesa dos portugueses.”
Foi um entre os “muitos milhares”, segundo a Associação 25 de Abril, que se concentraram no Marquês de Pombal para desfilar pela Avenida da Liberdade. Apesar da tarde cinzenta e de uns pequenos pingos de chuva, os cartazes mantêm-se erguidos e as músicas de intervenção misturam-se com as palavras de ordem.
Reportagem completa no diário Público
De cravo vermelho na mão
sexta-feira, 24 de abril de 2015
“O que é o 25 de abril?”
Etiquetas:
25 de Abril,
Banda Desenhada e cartuns,
Humor
Uma ilustração de André Carrilho sobre o 25 de Abril
Esta ilustração do português André Carrilho, pertence ao seu livro 40 x Abril, que tem ilustrações e textos de 40 artistas.
De uma página dele são estas palavras (em inglês). Como podem comprovar, ele tem publicado em publicações muito importantes de nível internacional.
André Carrilho is a designer, illustrator, cartoonist, animator and caricature artist, based in Lisbon, Portugal.
He has won several national and international prizes and has shown his work in group and solo exhibitions in Portugal, Spain, Brazil, France, Czech Republic and USA.
In 2002 he was awarded the Gold Award for illustrator's portfolio by the Society for News Design (USA).
His work has been published by the New York Times, The New Yorker, Vanity Fair, New York Magazine, Standpoint, Independent on Sunday, NZZ am Sonntag, Word Magazine, Harper's Magazine and Diário de Notícias, among other publications.
He has won several national and international prizes and has shown his work in group and solo exhibitions in Portugal, Spain, Brazil, France, Czech Republic and USA.
In 2002 he was awarded the Gold Award for illustrator's portfolio by the Society for News Design (USA).
His work has been published by the New York Times, The New Yorker, Vanity Fair, New York Magazine, Standpoint, Independent on Sunday, NZZ am Sonntag, Word Magazine, Harper's Magazine and Diário de Notícias, among other publications.
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