Ouguela (Alentejo, Portugal) em baixo; Alburquerque (Badajoz, Espanha) ao fundo.

quinta-feira, 10 de março de 2011

A importância de uma vírgula


A vírgula

Para aqueles que não sabem usar esse sinal de pontuação chamado vírgula.

Excelente a campanha dos 100 anos da ABI (Associação Brasileira de Imprensa). Vamos ver, porque isto serve também para o espanhol.


Vírgula pode ser uma pausa... ou não.
Não, espere.
Não espere.

Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.

Pode ser autoritária.
Aceito, obrigado.
Aceito obrigado.

Pode criar heróis.
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.

E vilões.
Esse, juiz, é corrupto.
Esse juiz é corrupto...

Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.

A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.

A vírgula pode condenar ou salvar.
Não tenha clemência!
Não, tenha clemência!

Uma vírgula muda tudo.

ABI: 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação.

(Obrigado à Helena que enviou)



quarta-feira, 9 de março de 2011

Amável Antão, artesão


No dia 5 de fevereiro foi inauguarada no Museu de Lamego, cidade do  Distrito de Viseu, no Norte de Portugal, uma exposição de escultura da autoria de Amável Antão.


Amável Antão é um artesão da cidade de Bragança, onde é assistente-técnico do Museu Abade de Baçal. Tem vindo a acumular exposições e prémios desde 2005, sendo já hoje conhecido e reconhecido como um legítimo herdeiro e continuador da grande tradição dos artesãos de Trás-os-Montes e Alto Douro.

Num folheto que acompanhou uma exposição sua, em 2009, Georgina Pessoa escreve, entre outras coisas, o seguinte:

“… Dos velhos troncos corroídos e disformes, nascem figuras bizarras de grandes olhos vazados e fartas bocas que mostram de forma provocadora a língua ou os dentes. Seres fantasmagóricos, com várias cabeças ou povoados de répteis, sabiamente reinventados e talhados pela sensibilidade e mestria do artesão.

Porque Amável Antão conquistou esse estatuto”.

(Resumido de Jornal Norte)



segunda-feira, 7 de março de 2011

Frevo em Recife


O frevo é um ritmo musical e uma dança brasileiros com origens no estado de Pernambuco,  no nordeste do Brasil, misturando marcha, maxixe e elementos da capoeira.

Surgido na cidade do Recife no fim do século XIX, o frevo caracteriza-se pelo ritmo extremamente acelerado. Pode-se afirmar que o frevo é uma criação de compositores de música ligeira, feita para o carnaval. Os músicos pensavam em dar ao povo mais animação nos folguedos. No decorrer do tempo, a música ganhou características próprias acompanhadas por um bailado inconfundível de passos soltos e acrobáticos.


A capoeira é uma luta que influenciou diretamente as origens do frevo.


sexta-feira, 4 de março de 2011

O Carnaval português de antigamente

O combate entre o carnaval e a quaresma (1559), de Pieter Brueghel   (ca 1525-1569)

O carnaval português, que foi levado a suas colônias (inclusive o Brasil) sempre teve características bem diferentes do realizado em outros países da Europa, sendo reconhecido até mesmo por autores portugueses como uma festa cujas características principais eram a sujeira e a violência. O carnaval surgiu no Brasil em 1723, com a migração vinda das ilhas portuguesas da Madeira, Açores e Cabo Verde. As festividades carnavalescas, chamadas de Entrudo (palavra de origem latina que significa "entrada"), eram semelhantes às que ocorriam em Portugal – descritas pela Enciclopédia Portuguesa- Brasileira:

"Pelas ruas generalizava-se uma verdadeira luta em que as armas eram os ovos de gema, ou suas cascas contendo farinha ou gesso, cartuchos de pós de goma, cabaças de cera com água de cheiro, tremoços, tubos de vidro ou de cartão para soprar com violência, milho e feijão que se despejavam aos alqueires sobre as cabeças dos transeuntes.

Havia ainda as luvas com areia destinadas a cair de chofre sobre os chapéus altos ou de coco dos passantes pouco previdentes e até se jogava entrudo com laranjas, tangerinas e mesmo com pastéis de nata ou outros bolos.

Em vários bairros atiravam-se à rua, ou de janela para janela, púcaros e tachos de barro e alguidares já em desuso, como depois se fez também no último dia do ano, no intuito de acabar com tudo de velho que haja em casa.

Também se usaram nos velhos entrudos portugueses a vassourada e as bordoadas com colheres de pau etc.."


Lido aqui.


Aquarela do Brasil (Gal Costa)


Meus caros alunos, esta canção foi composta em 1939 por Ary Barroso. Imaginam? Mas as coisas boas permanecem, e mesmo agora, no século XXI, tantos anos depois, podem desfrutar dela, às portas do Carnaval. Reparem nesta maravilha!

Quem eram as alunas carnavaleiras do 4º ano? Um passo em frente, meninas!!!

AQUARELA DO BRASIL

Brasil, meu Brasil brasileiro
Meu mulato inzoneiro, vou cantar-te nos meus versos
O Brasil, samba que dá, bamboleio que faz gingar
O Brasil do meu amor, terra de Nosso Senhor

Brasil, pra mim, pra mim, pra mim

Abre a cortina do passado
Tira a mãe preta do cerrado
Bota o rei Congo no congado
Deixa cantar de novo o trovador
A merencória luz da lua
Toda a canção do meu amor
Quero ver essa dona caminhando
Pelos salões, arrastando o seu vestido rendado

Brasil, pra mim, par mim, pra mim

Brasil, terra boa e gostosa
Da morena senhora de olhar indiferente
O Brasil, samba que dá, bamboleio que faz gingar
O Brasil do meu amor, terra de Nosso Senhor

Brasil, pra mim, pra mim, pra mim

Ô, esse coqueiro que dá coco
Onde amarro a minha rede nas noites claras de luar
Ah, ouve essas fontes murmurantes
Onde eu mato a minha sede
E onde a lua vem brincar
Ah, esse Brasil lindo e trigueiro
É o meu Brasil brasileiro
Terra de samba e pandeiro

Brasil, pra mim, pra mim, Brasil


Cores brasileiras (Fotografia de Ilan Ejzykowicz)


No Porto, atiro-me? não me atiro?

Ponte D. Luís I, no Porto

Adrenaline (Fotografia de Ana Compadre)

Alguns dados sobre a ponte D. Luís I, na cidade do Porto:

* Comprimento: total 385,25 m
* Peso: 3 045 toneladas
* Arco: mede 172 m de corda e 45 m de flecha.

quinta-feira, 3 de março de 2011

"Chegou a hora de mudar"

Fotografia de Depiniped / Marco

Alguém, não sabemos quando, escreveu esta frase numa parede de Pirenópolis, município histórico do estado brasileiro de Goiás.



O tamanho dos crânios


Para comparar...


quarta-feira, 2 de março de 2011

A importância do til nasal

Um A  bem grandezinho com o seu til nasal


Uma palavra de uso tão simples como manhã não pode ser escrita sem o til nasal porque aparece aí uma palavra completamente diferente. Tudo isso por um til? Pois é!

Vejamos lá o que significa essa palavra, manha, assim, sem o til. Diz desta palavra o dicionário Priberam:

1. Artes de conseguir o que se deseja, sem trabalho, ou enganando.
2. Finura, astúcia.
3. Destreza dolosa.
4. Balda, defeito.
5. Segredo.

Estão a ver? Já sabem que devem escrever deste modo:  

Hoje está uma bonita manhã.

Amanhã de manhã vou jogar futebol.



terça-feira, 1 de março de 2011

Rua da Saudade em Coimbra



Se ontem vimos a palavra saudade escrita numa rua brasileira, hoje é uma rua da cidade portuguesa de Coimbra que aqui vem. Que belo nome para começar o mês de março: Rua da Saudade.