Paulo Flattau anda por S. Paulo.
Blogue dos alunos de português de 3º e 4º de ESO do IES 'M. DOMINGO CÁCERES', em Badajoz, Espanha (De 2010-09-01 a 2020-01-17)
Ouguela (Alentejo, Portugal) em baixo; Alburquerque (Badajoz, Espanha) ao fundo.
quarta-feira, 25 de abril de 2012
Un desenho de Paulo Flattau
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Não sei que livro escolher...
Lamento desconhecer o nome do autor da fotografia que nos serve para comemorar o Dia do Livro. Esta menina não sabe ainda o livro que vai ler, mas tem onde escolher, não tem?
Para acompanhar a fotografia, uns versos de uma poeta portuguesa e o começo de um conto de um autor brasileiro:
QUANDO
Quando o meu corpo apodrecer e eu for morta,
continuará o jardim, o céu e o mar,
e como hoje igualmente hão-de bailar
as quatro estações à minha porta.
Outros em Abril passarão no pomar
em que tantas vezes passei,
haverá longos poentes sobre o mar,
outros amarão as coisas que eu amei.
Será o mesmo brilho, a mesma festa,
será o mesmo jardim à minha porta
e os cabelos doirados da floresta,
como se eu não estivesse morta.
Sophia de Mello Breyner Andresen
E este é o começo de um conto de Caio Fernando Abreu, intitulado Ao simulacro da imagerie:
O céu tão azul lá fora, e aquele mal-estar aqui dentro.
Fora: quase novembro, a ventania de primavera levando para longe os últimos maus espíritos do inverno, cheiro de flores em jardins remotos, perfume das primeiras mangas maduras, morangos perdidos entre o monóxido de carbono dos automóveis entupindo as avenidas. Dentro: a fila que não andava, ar-condicionado estragado, senhoras gordas atropelando os outros pelos corredores estreitos sem pedir desculpas, seus carrinhos abarrotados, mortíferos feito tanques, criancinhas cibernéticas berrando pelos bonecos intergalácticos, caixas lentas, mal-educadas, mal-encaradas. E o suor e a náusea e a aflição de todos os supermercados do mundo nas manhãs de sábado.
Ela olhou as próprias compras; bolachas-d’água-e-sal, água com gás, arroz integral e, num surto de extravagância, um pote de geléia de pêssegos argentinos. “Duraznos”, repetiu encantada. Gostava de sonoridades. E não tinha mãos livres para se abanar. E a mulher de pele repuxada amontoara no balcão seus víveres, dois carrinhos transbordantes de colesterol e sugar blues. Ela suspirou. E olhou para cima, de onde a espiava uma câmara de TV, como se fosse uma ladra em potencial, e olhou também as prateleiras dos lados do corredor polonês onde estava encurralada e viu montanhas de pacotes plásticos com jujubas verdes, rosa e amarelas, biscoitos com sabor de bacon, cebola, presunto, queijo. E latas, pilhas de latas. (...)
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Leitor - (Edu) Eduardo Oliveira
Leitor é um desenho do brasileiro (Edu) Eduardo Oliveira que escolhemos para começar este Dia do Livro.
domingo, 22 de abril de 2012
Um marcador de livros albicastrense
Este é o marcador de livros que os alunos do 2º e do 3º anos da nossa escola que fizeram o intercâmbio com a EBI João Roiz de Castelo Branco receberam na sua visita à moderna e esplêndida Biblioteca desta cidade na passada segunda-feira, dia 16, pouco de pois da nossa chegada.
Serve para "preparar" o Dia do Livro, amanhã,
Despedida em Castelo Branco
Foi anteontem. Despedida dos alunos portugueses e espanhóis à porta da EBI João Roiz de Castelo Branco. Ai, tanta lágrima! "Queremos ficar", diziam alguns. Como não pensar na palavra saudade? Algum aluno do 3º ano não conhecia esta palavra tão própria da língua portuguesa e o significado. Havemos de falar dela e vão aprender mesmo. Aliás, há uma etiqueta no blogue, pois este assunto já foi tratado com os alunos do 4º ano; vejam: Saudade. Palavras e fotografias a ilustrar a saudade,
Bom, não tarda, e já cá estão em Badajoz os nossos amigos portugueses. Eles chegam no dia 14 de maio, faltam três semanas apenas.
E agora, depois de tudo o que fizeram e aprenderam em Castelo Branco, toca a estudar e trabalhar, rapazes e raparigas, moços e moças!
terça-feira, 17 de abril de 2012
O mundo em que vivi (Ilse Losa) + trabalho
Volta a escritora Ilse Losa a este blogue, mas antes de começar a leitura recomendo a leitura deste dados biográficos, que já foram publicados noutra mensagem em que vimos como ela nos faava da sua infância.
Ilse Lieblich Losa (nascida Ilse Lieblich, Melle-Buer, 20 de Março de 1913 — Porto, 6 de Janeiro de 2006) foi uma escritora portuguesa de origem judaica. Nascida na Alemanha, frequentou o liceu em Osnabrück e Hildesheim e mais tarde um instituto comercial em Hannover.
Ameaçada pela Gestapo de ser enviada para um campo de concentração devido à sua origem judaica, abandonou o seu país natal em 1930. Deslocou-se primeiro para Inglaterra onde teve os primeiros contactos com escolas infantis e com os problemas das crianças. Chegou a Portugal em 1934, tendo-se fixado na cidade do Porto, onde casou com o arquitecto Arménio Taveira Losa, tendo adquirido a nacionalidade portuguesa. Em 1943, publicou o seu primeiro livro, O mundo em que vivi,e desde essa altura, dedicou a sua vida à tradução e à literatura infanto-juvenil, tendo sido galardoada em 1984 com o Grande Prémio Gulbenkian para o conjunto da sua obra dirigida às crianças.
Trabalho para a semana de 16 a 20 de abril
Depois de lerem este excerto em que Ilse Losa fala dos seus avós, devem redigir um texto em que falem dos vossos avós, daqueles com quem tiveram mais contato: pode ser um avô, ou uma avó, ou podem ser os dois, paternos, maternos, enfim, isso fica à vossa escolha. Espero que as palavras desta autora portuguesa de origem alemã vos sirvam de inspiração.
No blogue há ferramentas para o trabalho. E se acabarem, há links nele para pesquisarem. Reparem, por outro lado, nas Etiquetas: cliquem e explorem.
Ilse Lieblich Losa (nascida Ilse Lieblich, Melle-Buer, 20 de Março de 1913 — Porto, 6 de Janeiro de 2006) foi uma escritora portuguesa de origem judaica. Nascida na Alemanha, frequentou o liceu em Osnabrück e Hildesheim e mais tarde um instituto comercial em Hannover.
Ameaçada pela Gestapo de ser enviada para um campo de concentração devido à sua origem judaica, abandonou o seu país natal em 1930. Deslocou-se primeiro para Inglaterra onde teve os primeiros contactos com escolas infantis e com os problemas das crianças. Chegou a Portugal em 1934, tendo-se fixado na cidade do Porto, onde casou com o arquitecto Arménio Taveira Losa, tendo adquirido a nacionalidade portuguesa. Em 1943, publicou o seu primeiro livro, O mundo em que vivi,e desde essa altura, dedicou a sua vida à tradução e à literatura infanto-juvenil, tendo sido galardoada em 1984 com o Grande Prémio Gulbenkian para o conjunto da sua obra dirigida às crianças.
Trabalho para a semana de 16 a 20 de abril
Depois de lerem este excerto em que Ilse Losa fala dos seus avós, devem redigir um texto em que falem dos vossos avós, daqueles com quem tiveram mais contato: pode ser um avô, ou uma avó, ou podem ser os dois, paternos, maternos, enfim, isso fica à vossa escolha. Espero que as palavras desta autora portuguesa de origem alemã vos sirvam de inspiração.
No blogue há ferramentas para o trabalho. E se acabarem, há links nele para pesquisarem. Reparem, por outro lado, nas Etiquetas: cliquem e explorem.
O meu avô, homem alto e magro, de cara larga, ossuda e um tanto avermelhada, olhos claros e quase sempre tristes, tinha o costume de levantar as sobrancelhas espessas quando dizia alguma coisaimportante. Isso fascinava-me e por isso me desgostavaver-lhe, por vezes, as pingas de sopa presas no bigode pendente para cada lado da boca. Não ligava com ele, sempre tao apurado, como cabelo farto, penteado cuidadosamente. “Limpa a boca, avô”, dizia eu. “Ora, ora”, respondia ele, um bocado embaraçado.
A avó contrastava com a figura esguia e imponente do avô. Baixa, muito baixa mesmo, tinha a cara miúda sulcada de rugas e usava o cabelo branco rigidamente penteado para cima da cabeça, onde o juntava num puxo redondo, apertado. Preferia vestidos escuros, que protegia nas lidas domésticas com um avental cor de cinza.
Eu, a julgar pelas fotografias, não passava duma menina frágil, de cabelo louro, de feições infantilmente lisas. Nada mais descubro que valha a pena destacar.
Vivíamos os três numa pequena casa com uma varandadeitada sobrea rua, coberta com vinha. Ali minha avó passava as tardes de verão a fazer meia ou a costurar. Ao certo não me recordo se costurava, mas suponho que sim, pois não me lembro de costureira alguma que a tivesse substitutido nesse serviço. Mas seja como for: que fazia meia nunca o poderei esquecer.
O mundo em que vivi (Ilse Losa)
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Trabalho para os alunos do 3º ano (semana 16-20)
Uma carta como todas: um envelope, o endereço, os selos...
No último dia de aulas vimos como alguém escrevia uma carta a uma amiga para lhe contar onde é que ela e o marido tinham passado as férias.
Já dissemos como hoje o mais normal seria escrever um correio eletrónico, um mail ou e-mail como é costume dizer em português. Como em toda a parte, escrever cartas é uma coisa que cada vez fazem menos as pessoas.
O trabalho que devem realizar na sala de aula os alunos do 3º ano na semana em que o professor está em Castelo Branco é escrever o texto de um mail a contar a um amigo o que fizeram numas boas férias grandes, já sabem, essas férias tao compridas do verão.
Extensão: Não menos de 10 linhas (é desejável mais, se possível)
Procuren redigir ("redactar") e não escrever frases inconexas. É claro que não podem usar o presente, mas o pretérito perfeito simples: Eu fui a..., estive em..., na praia conheci...
Etiquetas:
Cartas e mails,
Perfeito Simples,
TPC 3º
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Dias 16 a 20 de abril: Intercâmbio com Castelo Branco
EBI João Roiz de Castelo Branco
O Professor despede-se até à semana que começa no dia 23 de abril, Dia do Livro. Na semana de 16 a 20 estará com um grupo de 20 alunos do 2º e do 3º anos desta Escola em Castelo Branco a relizar um intercâmbio com a EBI João Roiz de Castelo Branco.
Aqui podem saber mais sobre esta Escola.
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Uma tirinha de Gil Tokio
terça-feira, 10 de abril de 2012
Puro prazer (Ruby Ferreira)
Já dissemos aqui que São Paulo é a cidade mais populosa do Brasil, do continente americano e de todo o hemisfério sul. É também a capital do estado do mesmo nome, e hoje trazemos Boracéia, uma praia na costa do estado do mesmo nome, São Paulo.
Puro prazer é o titulo desta fotografia de Ruby Ferreira.
Quem não gostava de dar uma volta de bicicleta como estes moços por aí?
Puro prazer é o titulo desta fotografia de Ruby Ferreira.
Quem não gostava de dar uma volta de bicicleta como estes moços por aí?
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