Ouguela (Alentejo, Portugal) em baixo; Alburquerque (Badajoz, Espanha) ao fundo.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Café de subúrbio (António Manuel Couto Viana)




CAFÉ DE SUBÚRBIO (9)

Zás! Entrou de rompante, sem licença!
Correu as mesas de nariz no ar,
Houve, na malta, uma alegria imensa
E uma senhora dona quase a desmaiar.

Os empregados dão-lhe caça,
Ele esquiva-se, esconde-se, ajudado
Pela malta. É um soberbo cão de raça,
Esbelto e bem tratado.

Fugiu à trela da dependência.
Por uns instantes (mais não terá!),
Escapa ao jogo da obediência,
Ao imperativo do aqui-já!

Depois dos caçadores haverem desistido,
Afagado e feliz,
Comeu um bolo, lento, estirado ao comprido,
E saiu quando quis.

(Com que emoção,
No circunspecto da minha idade,
Vivi, na fuga daquele cão,
A sensação de liberdade!)

António Manuel Couto Viana




A febre da copa (Eduardo Arruda)


Isto é do ano 2006, mas não se importam, pois não? Eduardo Arruda fez estes quadrinhos. Mas como, pelos visto, há futebol outra vez, acho que fica bem aqui...




quinta-feira, 14 de junho de 2012

Nadal vence mais um torneio da França (Kleber Sales)



Um desportista espanhol visto por um ilustrador brasileiro. Caricatura de Kleber Sales publicada no Correio Braziliense.



quarta-feira, 13 de junho de 2012

"Tudo o que dorme é criança de novo" (Fernando Pessoa)

 Desenho de Kidatocha

E agora, um bocado de prosa de Fernando Pessoa:

Tudo o que dorme é criança de novo. Talvez porque no sono não se possa fazer mal, e se não dá conta da vida, o maior criminoso, o mais fechado egoísta é sagrado, por uma magia natural, enquanto dorme. Entre matar quem dorme e matar uma criança não conheço diferença que se sinta.


terça-feira, 12 de junho de 2012

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Céu de Portugal (Jónatas Luzia)


Bela fotografia de Jónatas Luzia a deste céu de Portugal. Olhem essas nuvens...




quarta-feira, 6 de junho de 2012

"O livro é..." (Padre António Vieira)



"O livro é um mudo que fala, um surdo que responde, um cego que guia, um morto que vive."

Padre António Vieira (1608-1697) foi um religioso, escritor e orador português da Companhia de Jesus. 



sexta-feira, 1 de junho de 2012

Cipreste do Príncipe Real luta pela vida

 Fotografia de Paulo Guerra

Cipreste-português (Cupressus lusitanica) cuja copa é referida na wiki como tendo 23 metros de diâmetro.


Cipreste do Príncipe Real luta pela vida aos 140 anos de idade

28.05.2012

Ana Henriques

Aos 140 anos de idade, o grande cipreste do jardim do Príncipe Real, em Lisboa, luta por se manter vivo. Às mazelas próprias da idade juntam-se as malfeitorias dos vândalos, que já chegaram a incendiar o interior do tronco, e os ataques cíclicos de piolhos.
Ninguém sabe se a árvore, que está classificada desde 1940, irá sobreviver. "Se conseguir fazer um novo lançamento de folhas no Outono, é provável que sim", diz a coordenadora do Laboratório de Patologia Vegetal Veríssimo de Almeida, Filomena Frazão Caetano, admitindo, no entanto, que o estado do cipreste é preocupante. Desde 1996 que esta instituição ajuda a Câmara de Lisboa a cuidar do seu património vegetal. Os especialistas da Autoridade Florestal Nacional também não se mostram optimistas. "Fez-se tudo o que foi possível, mas não se podem pedir milagres. Tal como os idosos, a árvore começa a revelar problemas de saúde próprios da idade", observa o vice-presidente deste organismo, João Soveral, ressalvando: "Não quer dizer que vá morrer".

A notícia completa no Público.