Ouguela (Alentejo, Portugal) em baixo; Alburquerque (Badajoz, Espanha) ao fundo.

quarta-feira, 13 de março de 2013

Um desenho de Alex Vieira



Jaca, monstro dos desenhos psicodélicos é um desenho de Alex Vieira.





terça-feira, 12 de março de 2013

Carlos Paredes: o som da guitarra portuguesa




Para conhecer realmente Portugal devemos ouvir a guitarra portuguesa, um som tão ligado a este país como a guitarra espanhola ao nosso. O melhor nome é, sem dúvida, o de Carlos Paredes.

Sei que é muito difícil vocês gostarem desta música, mas façam um pequeno esforço. Se calhar, aqueles que estudam guitarra é que vão apreciar melhor esta música. Aqui podem ouvir duas peças.


Carlos Paredes (1925 - 2004), compositor e guitarrista português, é um símbolo ímpar da cultura portuguesa. Ele foi  um dos principais responsáveis pela divulgação e popularidade da guitarra portuguesa e grande compositor.





segunda-feira, 11 de março de 2013

Gonçalo M. Tavares na Aula Díez-Canedo


Na passada sexta-feira, um dia de tanta chuva, o escritor e poeta português Gonçalo M. Tavares leu os seus versos para os alunos de diferentes escolas de Badajoz na Aula de Poesia Enrique Díez-Canedo. Foi apresentado por dois alunos de 1º de Bachillerato desta escola, Fátima Cuadrado e  Víctor Méndez.

Tavares não só leu os seus versos, que os alunos seguiram nos livrinhos que lhes são oferecidos, mas falou da importância da leitura de boa poesia e da boa literatura para fugir às armadilhas que encontramos todos os dias nas palavras dos jornais ou da televisão.


O SOL

Na infância o sol era um companheiro mais alto,
Que aparecera primeiro no campo de futebol, e aí, parado,
Guardava as costas da baliza e a erva que se tornava quente.
Como se o sol fosse de facto um instrumento de cozinha,
Aperfeiçoado, antigo, mas instrumento, matéria
Que os meninos agarravam com os dedos e cuja
Intensidade podiam por vontade própria regular.
Por exemplo: quando a luz era excessiva
Os dedos protegiam os olhos. Outras vezes
O corpo parecia a conclusão
Natural, instintiva, do calor que vinha de cima:
Recebíamos o sol como o ponto final recebe
Uma frase. Fazia mais sol quando eu tinha seis anos
(quem o fazia?) ou com o tempo e o tédio
Me fui distraindo?

Gonçalo M. Tavares








sexta-feira, 8 de março de 2013

Uma anedota: O tacho




 Leiam a anedota e aprendam o que sigfica tacho neste contexto.


O tacho

Um sujeito vai visitar um amigo deputado e aproveita para lhe pedir um emprego para o filho, que tinha acabado de completar o décimo segundo ano.
— Eu tenho uma vaga de assessor, só que o ordenado não é muito bom...
— Quanto é, doutor?
— Pouco mais de dez mil euros.
— Dez mil? Mas é muito dinheiro para o garoto! Ele não vai saber o que fazer com tudo isso. Não tem vaga mais modesta?
— Só se for para trabalhar na Assembleia. Meio período. Estão a pagar cinco mil!
— Ainda é muito, doutor! Isso vai acabar por estragar o rapaz. O senhor não tem um emprego que pague uns mil ou até mil e duzentos euros?
— Ter, tenho. Mas aí é só por concurso e é para quem tem curso superior em Engenharia, Administração, Medicina, Economia, Direito ou Contabilidade, etc. E ainda tem de possuir bons conhecimentos em informática, além de inglês, francês e espanhol fluentes...


O dicionário diz-nos o seguinte:

1. Utensílio de cozinha, geralmente metálico, pouco fundo e com asas, usado para cozinhar ao lume.
2. [Informal] Cozinheira.
3. [Popular] Comida.
4. [Informal] Emprego rendoso; colocação que dá regalias e bom salário.




Olha aí!



No Jornal do Boris achamos isto. É boa ideia, não é? Esperar muito tempo numa fila é tão chato...

quarta-feira, 6 de março de 2013

Vermelho ou encarnado?



[Pergunta] Existe realmente diferença ou trata-se simplesmente de um problema de "classe social" (vermelho = comunistas = esquerda)?

[Resposta] Segundo os dicionários, encarnado é vermelho escarlate e vermelho é a cor do sangue, da papoula e do rubi. O Dicionário Etimológico de José Pedro Machado indica que encarnado é algo que tem que ver com a carne, e vermelho é derivado de vermículo, vermezinho, e passou a denominar a cor por causa da cochonilha, insecto vulgarmente chamado piolho-dos-vegetais, de que se extrai uma tinta escarlate, o carmim.

Só que, de acordo com circunstâncias históricas, as palavras podem ganhar novos significados. A partir da Comuna de Paris, em 1871, o vermelho passou a ser conhecido como a cor da esquerda revolucionária. Os anarquistas, após a cisão da I Internacional, associaram o vermelho ao negro como seu símbolo.

Em Portugal, durante o período da ditadura, o Benfica passou a ser conhecido como «os encarnados», palavra com conotação bem diferente de «vermelhos» (associado aos comunistas).

Amílcar Caffé - 17/03/2008 (Fonte: Ciberdúvidas)



segunda-feira, 4 de março de 2013

"Muitas marés, uma só vaga de descontentamento"



Havemos de falar mais uma vez no Zé Povinho, figura que representa o povo português, cujo rosto podemos ver na fotografia.

Agora a notícia:


Muitas marés, uma só vaga de descontentamento

Manifestação que juntou multidões em várias cidades do país, e que também foi marcada em Paris e em Londres, mostrou que a apatia não é uma fatalidade dos portugueses.


Raquel Martinho entra no Terreiro do Paço de cartaz em punho, ainda não são seis da tarde. Aos 17 anos, é a primeira manifestação em que participa. “Antes cavalo no meu hambúrguer do que coelho no Governo”, diz o cartaz quase infantil, em que colou fotografias do primeiro-ministro e de um equídeo.

“Ainda não posso votar, portanto não posso escolher quem me governa. A ver se isto melhora, se posso ir para a faculdade”, diz a adolescente vinda das Galinheiras, um bairro social lisboeta. Ao lado, a irmã de 21 anos reduz-lhe as esperanças: talvez não haja dinheiro para isso.

Um mar de gente vinda do Marquês de Pombal continua a desaguar na enorme praça, mas há quem desmobilize e vá para casa antes da hora combinada para entoar em coro a contra-senha do 25 de Abril. Os organizadores do protesto, o movimento Que Se Lixe a Troika, anunciam no palco montado no Terreiro do Paço um cenário que as imagens aéreas das televisões desmentem: “Esta é a maior manifestação de sempre em Lisboa!”. Maior portanto do que a que organizaram a 15 de Setembro e que era, para todos, o desafio a ultrapassar. Pelas suas contas, terão estado nos protestos das dezenas de cidades portuguesas e algumas estrangeiras, como Paris, Londres e Budapeste, mais de milhão e meio de pessoas. No Twitter, diriam mais tarde que em Lisboa se juntaram 800 mil pessoas. Fora do país, Madrid foi a cidade que reuniu menos gente: só compareceram seis jovens.

A notícia completa, e mais fotografias, no link: Público, 2-março-2013







sexta-feira, 1 de março de 2013

Infância, presente e passado

Os quatrocentos golpes (Les quatre cents coups, 1959),
do diretor francês François Trufaut 


A infância que já não existe presentemente existe no passado que já não é. 

Santo Agostinho 


Aurélio Agostinho (em latim: Aurelius Augustinus), dito de Hipona, conhecido como Santo Agostinho (Tagaste, 13 de novembro de 354 - Hipona, 28 de agosto de 430), foi um bispo, escritor, teólogo, filósofo e é um Padre latino e Doutor da Igreja Católica.