Jaca, monstro dos desenhos psicodélicos é um desenho de Alex Vieira.
Blogue dos alunos de português de 3º e 4º de ESO do IES 'M. DOMINGO CÁCERES', em Badajoz, Espanha (De 2010-09-01 a 2020-01-17)
Ouguela (Alentejo, Portugal) em baixo; Alburquerque (Badajoz, Espanha) ao fundo.
quarta-feira, 13 de março de 2013
Um desenho de Alex Vieira
terça-feira, 12 de março de 2013
Carlos Paredes: o som da guitarra portuguesa
Para conhecer realmente Portugal devemos ouvir a guitarra portuguesa, um som tão ligado a este país como a guitarra espanhola ao nosso. O melhor nome é, sem dúvida, o de Carlos Paredes.
Sei que é muito difícil vocês gostarem desta música, mas façam um pequeno esforço. Se calhar, aqueles que estudam guitarra é que vão apreciar melhor esta música. Aqui podem ouvir duas peças.
Carlos Paredes (1925 - 2004), compositor e guitarrista português, é um símbolo ímpar da cultura portuguesa. Ele foi um dos principais responsáveis pela divulgação e popularidade da guitarra portuguesa e grande compositor.
segunda-feira, 11 de março de 2013
Gonçalo M. Tavares na Aula Díez-Canedo
Na passada sexta-feira, um dia de tanta chuva, o escritor e poeta português Gonçalo M. Tavares leu os seus versos para os alunos de diferentes escolas de Badajoz na Aula de Poesia Enrique Díez-Canedo. Foi apresentado por dois alunos de 1º de Bachillerato desta escola, Fátima Cuadrado e Víctor Méndez.
Tavares não só leu os seus versos, que os alunos seguiram nos livrinhos que lhes são oferecidos, mas falou da importância da leitura de boa poesia e da boa literatura para fugir às armadilhas que encontramos todos os dias nas palavras dos jornais ou da televisão.
Tavares não só leu os seus versos, que os alunos seguiram nos livrinhos que lhes são oferecidos, mas falou da importância da leitura de boa poesia e da boa literatura para fugir às armadilhas que encontramos todos os dias nas palavras dos jornais ou da televisão.
O SOL
Na infância o sol era um companheiro mais alto,
Que aparecera primeiro no campo de futebol, e aí, parado,
Guardava as costas da baliza e a erva que se tornava quente.
Como se o sol fosse de facto um instrumento de cozinha,
Aperfeiçoado, antigo, mas instrumento, matéria
Que os meninos agarravam com os dedos e cuja
Intensidade podiam por vontade própria regular.
Por exemplo: quando a luz era excessiva
Os dedos protegiam os olhos. Outras vezes
O corpo parecia a conclusão
Natural, instintiva, do calor que vinha de cima:
Recebíamos o sol como o ponto final recebe
Uma frase. Fazia mais sol quando eu tinha seis anos
(quem o fazia?) ou com o tempo e o tédio
Me fui distraindo?
Gonçalo M. Tavares
sexta-feira, 8 de março de 2013
Uma anedota: O tacho
Leiam a anedota e aprendam o que sigfica tacho neste contexto.
O tacho
Um sujeito vai visitar um amigo deputado e aproveita para lhe pedir um emprego para o filho, que tinha acabado de completar o décimo segundo ano.
— Eu tenho uma vaga de assessor, só que o ordenado não é muito bom...
— Quanto é, doutor?
— Pouco mais de dez mil euros.
— Dez mil? Mas é muito dinheiro para o garoto! Ele não vai saber o que fazer com tudo isso. Não tem vaga mais modesta?
— Só se for para trabalhar na Assembleia. Meio período. Estão a pagar cinco mil!
— Ainda é muito, doutor! Isso vai acabar por estragar o rapaz. O senhor não tem um emprego que pague uns mil ou até mil e duzentos euros?
— Ter, tenho. Mas aí é só por concurso e é para quem tem curso superior em Engenharia, Administração, Medicina, Economia, Direito ou Contabilidade, etc. E ainda tem de possuir bons conhecimentos em informática, além de inglês, francês e espanhol fluentes...
O dicionário diz-nos o seguinte:
1. Utensílio de cozinha, geralmente metálico, pouco fundo e com asas, usado para cozinhar ao lume.
2. [Informal] Cozinheira.
3. [Popular] Comida.
4. [Informal] Emprego rendoso; colocação que dá regalias e bom salário.
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Humor,
Palavras,
Palavras que não se parecem com as nossas
quarta-feira, 6 de março de 2013
Vermelho ou encarnado?
[Pergunta] Existe realmente diferença ou trata-se simplesmente de um problema de "classe social" (vermelho = comunistas = esquerda)?
[Resposta] Segundo os dicionários, encarnado é vermelho escarlate e vermelho é a cor do sangue, da papoula e do rubi. O
Dicionário Etimológico de José Pedro Machado indica que encarnado é algo que tem que ver com a carne, e vermelho é derivado de vermículo, vermezinho, e passou a denominar a cor por causa da cochonilha, insecto vulgarmente chamado piolho-dos-vegetais, de que se extrai uma tinta escarlate, o carmim.
Só que, de acordo com circunstâncias históricas, as palavras podem ganhar novos significados. A partir da Comuna de Paris, em 1871, o vermelho passou a ser conhecido como a cor da esquerda revolucionária. Os anarquistas, após a cisão da I Internacional, associaram o vermelho ao negro como seu símbolo.
Em Portugal, durante o período da ditadura, o Benfica passou a ser conhecido como «os encarnados», palavra com conotação bem diferente de «vermelhos» (associado aos comunistas).
Amílcar Caffé - 17/03/2008
(Fonte: Ciberdúvidas)
terça-feira, 5 de março de 2013
Um passarinho bem informado
segunda-feira, 4 de março de 2013
"Muitas marés, uma só vaga de descontentamento"
Havemos de falar mais uma vez no Zé Povinho, figura que representa o povo português, cujo rosto podemos ver na fotografia.
Agora a notícia:
Muitas marés, uma só vaga de descontentamento
Manifestação que juntou multidões em várias cidades do país, e que também foi marcada em Paris e em Londres, mostrou que a apatia não é uma fatalidade dos portugueses.
Raquel Martinho entra no Terreiro do Paço de cartaz em punho, ainda não são seis da tarde. Aos 17 anos, é a primeira manifestação em que participa. “Antes cavalo no meu hambúrguer do que coelho no Governo”, diz o cartaz quase infantil, em que colou fotografias do primeiro-ministro e de um equídeo.
“Ainda não posso votar, portanto não posso escolher quem me governa. A ver se isto melhora, se posso ir para a faculdade”, diz a adolescente vinda das Galinheiras, um bairro social lisboeta. Ao lado, a irmã de 21 anos reduz-lhe as esperanças: talvez não haja dinheiro para isso.
Um mar de gente vinda do Marquês de Pombal continua a desaguar na enorme praça, mas há quem desmobilize e vá para casa antes da hora combinada para entoar em coro a contra-senha do 25 de Abril. Os organizadores do protesto, o movimento Que Se Lixe a Troika, anunciam no palco montado no Terreiro do Paço um cenário que as imagens aéreas das televisões desmentem: “Esta é a maior manifestação de sempre em Lisboa!”. Maior portanto do que a que organizaram a 15 de Setembro e que era, para todos, o desafio a ultrapassar. Pelas suas contas, terão estado nos protestos das dezenas de cidades portuguesas e algumas estrangeiras, como Paris, Londres e Budapeste, mais de milhão e meio de pessoas. No Twitter, diriam mais tarde que em Lisboa se juntaram 800 mil pessoas. Fora do país, Madrid foi a cidade que reuniu menos gente: só compareceram seis jovens.
A notícia completa, e mais fotografias, no link: Público, 2-março-2013
domingo, 3 de março de 2013
"Que se lixe a troika"
sexta-feira, 1 de março de 2013
Infância, presente e passado
A infância que já não existe presentemente existe no passado que já não é.
Santo Agostinho
Aurélio Agostinho (em latim: Aurelius Augustinus), dito de Hipona, conhecido como Santo Agostinho (Tagaste, 13 de novembro de 354 - Hipona, 28 de agosto de 430), foi um bispo, escritor, teólogo, filósofo e é um Padre latino e Doutor da Igreja Católica.
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