Ouguela (Alentejo, Portugal) em baixo; Alburquerque (Badajoz, Espanha) ao fundo.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Ainda bem



Não é exatamente uma expressão idiomática, mas... Qual é o significado destas duas palavras juntas: ainda bem? Alguns já sabem. Como ajuda, umas frases, e a capa de um livro. Reparem no contexto... O que diriam na nossa língua? São duas palavras também.


Ainda bem que hoje é sexta-feira.

Ainda bem que sabes isso.

Ainda bem que não me esqueci do que me pediram.



sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Morrer em Zanzibar (João Afonso)



No dia 25 deste mês atua na nossa cidade o cantor português João Afonso. Eis uma das suas canções, dessas que ficam logo no ouvido...


MORRER EM ZANZIBAR

As histórias que contavas lá da aldeia
a bola no telhado da vizinha
o branco no amarelo da eira
e a calça sem bainha

A varanda e a calça sem bainha
a semana
na baía a pesca à linha
a vizinha, o que querias da montanha

Que pensamento querias da montanha
fugiste um dia p´ra Kilimanjaro
seria o jeito sábio dum cocoana
a falar sob um céu claro
a marimba, a falar sob um céu claro
a madeira, de pau preto um aparo
a montanha
vou de boleia em boleia

Agora vou de boleia em boleia
agora vou voltar a ser menino
parar, ouvir silêncios sobre a areia
visitar-te em S. Francisco

Sobre a areia, visitar-te em S. Francisco
lua cheia
a subir tudo o que lembro
a gavinha, numa noite de Dezembro

Deixaste o sol na praia de Inhambane
no cais da ponte o dia do vapor
amigos que p´ra longe a pátria bane
num retrato de esplendor

Ventoinha, num retrato de esplendor
cazuarina, quinino saga e calor
a cantina
com o sabor, o leitor
e fico com o sabor das leituras
percorro a vossa esteira pelo mar
com um baú de histórias de aventuras
vou morrer em Zanzibar






quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Vamos a Marvão neste fim de semana!



"Nos dias 14 e 15 de novembro, o Município de Marvão promove a XXXII Feira da Castanha - Festa do Castanheiro. Este magnífico evento, reconhecido como o mais autêntico e genuíno do País, pretende homenagear uma espécie endógena da região, o Castanheiro, e o seu fruto, a Castanha.

Durante estes dois dias, a vila de Marvão transforma-se numa grande mostra de produtos locais e regionais, com dezenas de pontos de venda, uma tenda de produtores locais, onde os visitantes poderão encontrar produtos hortícolas, frutos secos, enchidos, queijos, vinhos, licores, azeite, compotas ou doces caseiros, e uma área de restauração, no Largo de Camões.

No Largo do Terreiro, Largo de Santa Maria, Largo do Pelourinho e Largo do Espírito Santo, estarão situados os quatro tradicionais magustos, com mais de dois mil litros de vinho da região e cinco toneladas de castanhas, à disposição dos visitantes.

Na Casa da Cultura, ao longo do fim-de-semana, estará patente uma exposição temática dedicada à castanha e ao castanheiro, onde se poderão apreciar bordados antigos com casca de castanha, escadas em castanho, cestaria em madeiro de castanheiro, artesãos a trabalhar ao vivo, ou até mesmo a aplicação deste fruto e seus derivados na gastronomia. (...)"

Lido aqui: XXXII Festa do Castanheiro - Feira da Castanha de Marvão











terça-feira, 10 de novembro de 2015

A pescar no mar (Amâncio)



Qual é o isco que está a usar este pescador? Água mineral, água limpa. Podia ter sido água do cano, percebem?, a que sai pela torneira, água em bom estado para beber.

Como está suja a água do mar! 









A surfar na Nazaré em 1968!


A Nazaré é para Portugal no que diz respeito ao surf como Tarifa para nós. Cá podemos ver umas imagens do ano 1968 (vejam só!) com jovens estrangeiros a praticar este desporto nessa vila portuguesa.





segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Mensagem (Maria Bethânia)



Como falamos na sala de aula de escrever cartas, eis uma canção de Maria Bethânia, que declama no meio dela a maior parte de um poema de Álvaro de Campos, heterónimo do poeta português Fernando Pessoa:


Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.
(...)


Do tempo em que todos escreviam cartas, metiam em envelopes e depois punham no correio. A seguir, estava a espera. Quando é que essa carta vai chegar?!


MENSAGEM

Quando o carteiro chegou
e o meu nome gritou
com uma carta na mão,
ante surpresa tão rude
nem sei como pude chegar ao portão.

Lendo o envelope bonito
no seu sobre-escrito
eu reconheci
a mesma caligrafia
que me disse um dia
estou farto de ti.

Pórem não tive coragem
de abrir a mensagem,
porque, na incerteza,
eu meditava e dizia:
será de alegria
ou será de tristeza.

Quanta verdade tristonha
ou mentira risonha
uma carta nos traz,
e assim pensando, rasguei
tua carta e queimei
para não sofrer mais.


E este é o poema completo de Fernando Pessoa:


Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.

Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.

As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.

Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.

Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.

A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.

(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)

Álvaro de Campos, 21/10/1935
(Fernando Pessoa)





O que se passa aqui?




Viva Quino! Façam o favor de descrever a história que ele nos conta aqui.





sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Aquela Quarta-Feira foi marcante para o Carlos (Will Leite)



Toda a gente percebe o que significa "partiu dessa para uma  melhor" nesta tira de Will Leite, não é?





quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Perguntaram a Saramago e ele respondeu...



José Saramago  (Golegã, Azinhaga, 1922 — Tías, Lanzarote, 2010) foi um escritor português. Foi galardoado com o Nobel de Literatura de 1998.