Ouguela (Alentejo, Portugal) em baixo; Alburquerque (Badajoz, Espanha) ao fundo.

segunda-feira, 18 de março de 2019

O que faz um simples traço!


Esse tracinho na parte baixa do c (ç), a cedilha, indica que o som é bem diferente do que tem a letra c sem ele perante as letras a, o, u.



Wikipédia: O Ç, ç (cê-cedilha ou cê cedilhado) é uma letra do alfabeto latino (...) que representa o som "suave" /s/ em posições em que um "c" normalmente representa o som "duro" /k/ (antes de "a", "o", "u", ou em final de palavra)

A cedilha (do castelhano cedilla, «pequeno z») é um sinal diacrítico. Historicamente, a cedilha castelhana (e, por extensão geográfica, portuguesa, catalã e francesa) coloca-se somente sob um c originado, entre outras possibilidades, de um c latino palatalizado. Ela forma, portanto, a letra ç (cê cedilhado), pronunciada originalmente /ts/, depois convertida em /s/.


Esta introdução toda é para chegar a este momento: um aluno da turma de 3º D escreveu num teste que "brazo" em espanhol era braco em português, sem ç, e essa parte do corpo tornou-se de repente num cão!

Fotografia de José Carlos Filizola

De uma canção do cantor brasileiro Martinho da Vila, Segure tudo:

Segure tudo que for conquistado,
Segure tudo que não for demais,
Segure o braço do seu namorado,
Segure a menina, rapaz.

Wikipédia: Braco alemão de pelo curto é uma raça de cães desenvolvida na Alemanha por volta do século XVII pelos caçadores flamengos. Recebeu o apelido de "perdigueiro" por ser hábil na caça da perdiz.




quinta-feira, 14 de março de 2019

Um conto angolano: "Passado e Futuro"


Uma grande contadora de histórias, Ana Sofia Paiva, e um belo conto angolano, tão bem contado. Que duas personagens encontramos aqui? De qual é que vocês gostam mais? Eu gosto da história toda, dessa maneira de ver o passado e o futuro.

Antes de ler o texto, façam o favor de tentar compreender o conto na boca de Ana Sofia Paiva.


PASSADO E FUTURO

Iam dois homens por um caminho, caminhando, caminhando, caminhando. No meio do caminho pararam; encontraram outro homem, aquele que consegue extrair o vinho da palmeira.
–Ei, ei! Queremos vinho de palma; dá-nos vinho de palma!
–Eu dou-vos vinho de palma em troca dos vossos nomes.
O primeiro homem deu um passo em frente e disse:
–O meu nome é De Onde Viemos.
O outro homem ficou atrás e disse:
–O meu nome é Para Onde Vamos.
–De Onde Viemos, que belo nome! Quero. Para Onde Vamos é nome errado! A ti não te dou o vinho.
Os homens começaram a discutir e como não conseguiam chegar a um acordo, puseram-se a caminho. Iam três homens por um caminho, caminhando, caminhando, caminhando, caminhando à procura do juiz.
No fim do caminho, encontraram o juiz. Fizeram as suas queixas. O juiz ouviu, pensou e disse:
–Homem, erraste! Para Onde Vamos tem razão. Porque De Onde Viemos já passou, já nada nos pode dar, mas Para Onde Vamos, esse é o lugar onde iremos encontrar tudo aquilo que houver para encontrar.

Jeremia Dia Sabatelu, a partir da recolha de Héli Chatelain.



A Ribeira das Naus


 A Ribeira das Naus fica em Lisboa. Fotografia de Jorge Sousa.




 

segunda-feira, 11 de março de 2019

Como é que ele se chama?

Fotografia de Francesc Català-Roca

Alguém sabe como é que se chama esse senhor dos bigodes que está a saltar à corda com a ajuda dessas meninas?

Ele era um artista muito, muito conhecido, em todo o mundo, quando era vivo, e hoje também, claro, muitos anos depois de ele morrer (1998). Aliás, nasceu  no nosso país.


As três esfinges de Bikini (1947)

O sono (1937)




sexta-feira, 8 de março de 2019

Igualdade e respeito para todos os dias


Estas fotografias têm dois anos, mas as mensagens são intemporais, não acham? Igualdade e respeito para todos os dias, naturalmente.



(Olho do Tempo - Escola Viva. 8 de Março. Dia Internacional da Mulher. 2017). Autor: Thiago Nozi.





quarta-feira, 6 de março de 2019

Adição à tecnologia 3 (Jean Julien)


Coitado desse homem! Parece pensar: "Mas, o que é que se passa aqui? Ninguém é capaz de andar de metro sem um ecrã em frente dos olhos?"

A ilustração é de Jean Julien, que já veio pelo nosso blogue e há de voltar.



sexta-feira, 1 de março de 2019

Cesária Evora - Carnaval de São Vicente


Vamos viajar ao Carnaval de Mindelo, na ilha cabo-verdiana de São Vicente, através da voz de Cesária Évora e das fotografias de Casey Cramer tiradas nesse Carnaval.

Reparem na letra da canção. O português é língua oficial de Cabo Verde, mas a população fala no dia a dia em crioulo. Vejamos o que nos diz a Wikipédia:

"O crioulo cabo-verdiano ou língua cabo-verdiana é uma língua originária do Arquipélago de Cabo Verde. É uma língua crioula, de base lexical portuguesa. É a língua materna de quase todos os cabo-verdianos, e é ainda usada como segunda língua por descendentes de cabo-verdianos em outras partes do mundo."

CARNAVAL DE SÃO VICENTE

J'a'm conchia São Vicente
Na sê ligria na sê sabura
Ma 'm ca pud fazê ideia
S'na carnaval era mas sab

São Vicente é um brasilin
Chei di ligria chei di cor
Ness três dia di loucura
Ca ten guerra ê carnaval
Ness morabeza sen igual

Nô ten un fistinha mas sossegod
Ca bô exitá bô podê entrá
Coque e bafa ca ta faltá
Hôje é dia di carnaval

São Vicente é um brasilin
Chei di ligria chei di cor
Ness três dia di loucura
Ca ten guerra ê carnaval
Ness morabeza sen igual (x 6)


São Vicente (em crioulo: Sanvicente ou Soncente) é a segunda ilha mais populosa de Cabo Verde, localizada no grupo do Barlavento, a noroeste do arquipélago. O canal de São Vicente separa-a da vizinha ilha de Santo Antão. O Aeroporto Internacional Cesária Évora localiza-se a sul da cidade do Mindelo, o principal centro urbano da ilha e a segunda maior cidade do país, onde se concentra grande parte da população da ilha que no seu todo conta com 74.136 habitantes. Mindelo é frequentemente considerada ilha cultural de Cabo Verde.









Meninas superpoderosas


Esse é o título desta fotografia de Joel Rogério, Meninas superpoderosas.