Fonte: Humor inteligente
Blogue dos alunos de português de 3º e 4º de ESO do IES 'M. DOMINGO CÁCERES', em Badajoz, Espanha (De 2010-09-01 a 2020-01-17)
Ouguela (Alentejo, Portugal) em baixo; Alburquerque (Badajoz, Espanha) ao fundo.
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
O que o ano novo irá nos trazer?
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
Hoje é sexta e começam as férias do Natal
De certeza que não precisam deste conselho...
(Não se esqueçam de estudar um bocado e de ler, por prazer, é claro)
Mais sobre as relações Portugal - Japão
A expansão marítima portuguesa no século XV/XVI atingiu uma proporção que até então nenhum Império havia alcançado.
Chegaram os portugueses no alvorecer do século XVI, em 1500, ao Brasil e quarenta e três anos após ao Japão, em 1543.
Tanto no extremo oriente como no ocidente, a economia, a religião, enfim a cultura portuguesa se estabeleceu deixando marcas significativas e duradouras. Logo após a chegada dos primeiros portugueses leigos ao Japão chegaram os missionários. O Padre Belchior Figueiredo foi o descobridor de Nagasaki como porto seguro para reunir uma comunidade cristã. Os jesuítas, liderados por Francisco Xavier, aportaram ao Japão no mesmo ano que chegaram ao Brasil: em 1549. (...)
Tanto no extremo oriente como no ocidente, a economia, a religião, enfim a cultura portuguesa se estabeleceu deixando marcas significativas e duradouras. Logo após a chegada dos primeiros portugueses leigos ao Japão chegaram os missionários. O Padre Belchior Figueiredo foi o descobridor de Nagasaki como porto seguro para reunir uma comunidade cristã. Os jesuítas, liderados por Francisco Xavier, aportaram ao Japão no mesmo ano que chegaram ao Brasil: em 1549. (...)
Alguns exemplos de palavras portuguesas que foram absorvidas pela língua japonesa.
Alguns exemplos de palavras japonesas que foram absorvidas pela língua portuguesa.
O que leram foi um pequeno excerto do artigo da Profª. Dra. Inez Garbuio Peralta em Portal da Lusofonia, onde quem estiver interessado pode ler completo. Fala-se também dessas relações até ao século XX e das relações entre o Japão e o Brasil.
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Portugueses no Japão no século XVI
No reinado de D. João III, no séc XVI, passou a haver carreiras que ligavam terras do Oriente onde os Portugueses se tinham instalado. Haviam porém homens que queriam viver a sua vida sem obedecer a ninguém e para isso arranjavam navios por conta própria ou juntavam-se a tripulações asiáticas e partiam à aventura.
Foram três aventureiros portugueses os primeiros europeus a chegar ao Japão, (António da Mota, António Peixoto e Francisco Zeimoto), navegavam a bordo de um junco chinês que uma tempestade arrastou para a ilha japonesa de Tanegashima.
Os contactos foram particularmente amistosos, e poucos anos depois havia uma carreira portuguesa com destino ao Japão.
Os artistas Japoneses deixaram um testemunho visual da chegada dos Portugueses à sua terra, pintaram os seus navios, as suas roupas. Essas figuras apareceram em vários suportes tais como: caixas, tabuleiros, etc.
(Lido no blogue Japão ao seu alcance)
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Um pouco de japonês


Fazendo um exercício com os alunos do 4º ano. Deviam dizer qual o local do mundo que escolhiam para fazer uma viagem, os motivos, o que visitavam, etc. Tudo isso usando o pretérito imperfeito com o valor de condicional.
A maioria deles escolheu destinos pouco exóticos: Londres, Paris, Roma. Uma aluna escolheu a Argentina: Bariloche, as cataratas do Iguaçu... Mas uma outra aluna, a Maria, escolheu um destino bem exótico, um país muito longínquo desta Península Ibérica: o Japão. Ela gostava de visitar Tóquio, de se mascarar como um personagem do anime, etc. E até sabe alguma palavras de japonês. Esta mensagem vai dedicada para ela, mas o Professor, que gosta também da cultura japonesa, espera que os colegas da Maria aprendam um bocado com esta mensagem e o que virá depois.
A maioria deles escolheu destinos pouco exóticos: Londres, Paris, Roma. Uma aluna escolheu a Argentina: Bariloche, as cataratas do Iguaçu... Mas uma outra aluna, a Maria, escolheu um destino bem exótico, um país muito longínquo desta Península Ibérica: o Japão. Ela gostava de visitar Tóquio, de se mascarar como um personagem do anime, etc. E até sabe alguma palavras de japonês. Esta mensagem vai dedicada para ela, mas o Professor, que gosta também da cultura japonesa, espera que os colegas da Maria aprendam um bocado com esta mensagem e o que virá depois.
Agradecemos ao blog Fala Bonito o conteúdo deste post tão curioso. Alguém quer saber como é que se escreve o seu nome em japonês? Esta língua é falada quase que exclusivamente no Japão. Estima-se que o número de falantes seja em torno de 127 milhões de pessoas. O japonês é uma língua muito complexa que usa cinco sistemas de escrita diferentes: rōmaji, hiragana, katakana, kanji e os algarismos indo-arábicos, quer dizer, os números.
Se clicam aqui, vão para uma página onde podem escrever o seu nome (uma palavra só e sem acentos!) na caixinha, e depois, pronto, lá está o vosso nome em caracteres japoneses. O que veem lá em cima são os nomes Maria, o primeiro, e Juan, o segundo.
Se clicam aqui, vão para uma página onde podem escrever o seu nome (uma palavra só e sem acentos!) na caixinha, e depois, pronto, lá está o vosso nome em caracteres japoneses. O que veem lá em cima são os nomes Maria, o primeiro, e Juan, o segundo.
Mais uma coisa em japonês:
1 – Ohayou Gozaimasu (おはよう ございます) = Bom dia
2 – Konnichiwa (こんにちは) = Boa tarde
3 – Konbanwa (こんばんは) = Boa noite
De Aprendendo Japonês
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quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
Taj Mahal (Jorge Ben Jor)
Um dos maiores músicos do Brasil: o guitarrista, cantor e compositor Jorge Ben Jor. Ao vivo e numa muito boa gravação.
TAJ MAHAL
Foi a mais linda
História de amor
Que me contaram
E agora eu vou contar
Do amor do príncipe
Shah-Jehan pela princesa
Mumtaz Mahal
Do amor do príncipe
Shah-Jehan pela princesa
Mumtaz Mahal...
Tê Tê Tê, Têtêretê
Tê Tê, Têtêretê
Tê Tê, Têtêretê
Tê Tê...
Tê Tê, Têtêretê
Tê Tê, Têtêretê
Tê Tê, Têtêretê
Tê Tê...
Uhou! Uhou!
Tê Tê, Têtêretê
Tê Tê, Têtêretê
Tê Tê, Têtêretê
Tê Tê...(2x)
Foi a mais linda
História de amor
Que me contaram
E agora eu vou contar
Do amor do príncipe
Shah-Jehan pela princesa
Mumtaz Mahal
Do amor do príncipe
Shah-Jehan pela princesa
Mumtaz Mahal...
Tê Tê Tê, Têtêretê
Tê Tê, Têtêretê
Tê Tê, Têtêretê
Tê Tê...
Uhou! Uhou!
Tê Tê, Têtêretê
Tê Tê, Têtêretê
Tê Tê, Têtêretê
Tê Tê...(2x)
Tê Tê, Têtêretê
Tê Tê, Têtêretê
Tê Tê, Têtêretê
Tê Tê...
Uhou! Uhou!
Tê Tê, Têtêretê
Tê Tê, Têtêretê
Tê Tê, Têtêretê
Tê Tê...(3x)
Tê Tê, Têtêretê
Tê Tê, Têtêretê
Tê Tê, Têtêretê
Tê Tê...
Sonhei que era o Pai Natal (Francisco Sande e Castro)
Esta noite sonhei que era o Pai Natal. Tinha chegado o grande momento e, depois de doze meses de boa vida, regressava o dia de trabalho. Iria fazer uma direta ao volante do meu trenó. De manhã tinha estado a escovar as renas e, da parte da tarde, limpei e aparelhei a viatura. Bebi dois cafés ao jantar para não me dar o sono ao volante, e parti para a famosa noite. É difícil trabalhar um só dia por ano. É como quem bebe uma garrafa de vinho depois de um longo período de abstinência: pedrada certa.
Saí de casa pouco antes da meia-noite, ainda no meu estado normal. Não tinha ainda voado 500 metros quando uma das renas se estatelou no ar com gritinhos histéricos. Era uma cãibra. Tinha insistido para que fizessem ginástica ao longo do ano mas os pobres animais são preguiçosos e eu até os compreendo. Quando nos habituamos ao dolce far niente não queremos outra coisa. Depois de uma rápida massagem, seguimos viagem. Enquanto as «meninas» vão seguindo o caminho habitual, eu revelo a lista de presentes. Paramos à frente da primeira chaminé. É estreita, daquelas que eu odeio. Se pudesse dar nas vistas, deixava bilhetes a todos estes idiotas que mandam construir chaminés estreitas. Se o ano passado já tinha entrado com dificul-dade, o álcool que me aquece as noites solitárias agravou o problema. A meio da chaminé, já com o fato todo chamuscado, ouvi vozes lá em baixo. A minha discrição tinha-me permitido nunca ter sido visto e deveria manter esse ar misterioso. Esperei calmamente a meio da chaminé que se fossem deitar enquanto rezava para que ninguém se lembrasse de acender a lareira. Cá fora uma das renas assobiava pelo topo da chaminé, lembrando-me o nosso atraso. Perdemos mais de meia hora com o problema e tivemos que nos esfalfar para tentar recuperar o tempo perdido. Comecei a andar depressa de mais para as possibilidades do trenó, que ia largando peças pelo caminho. Os livros das crianças que falam de nós estão longe da realidade, e preocupa-me que não haja ninguém a escrever uma opinião séria sobre a difícil tarefa do Pai Natal. A realidade é dura e triste. Eu passo a noite de Natal com o fato sujo e roto. As renas suam que nem cavalos depois de uma dura corrida, e o trenó fica feito num oito. Foi construído para escorregar na neve com pouco peso e aguenta mal as cargas que lhe ponho em cima. Ainda por cima tem de voar a velocidades para as quais não está concebido. Chegamos à segunda casa. As crianças daqui escolheram uns presentes horríveis, mas gostos não se discutem e eu tenho que os aceitar a todos. Continua a estafadeira e, pelas três da manhã, as renas já estão de rastos. Há uma mais desastrada, que todos os anos fica com as pernas cheias de nódoas negras porque não há poste ou chaminé em que ela não tropece. Eu já escorrego pelas chaminés sem me segurar. Nestas coisas emagreço entre três a quatro quilos.
São quatro da manhã e ainda temos centenas de lares para visitar. Engano-me na chaminé da casa dos Rebelos e entro pela da cozinha. Caio em cima de duas panelas e o estrondo é enorme. A senhora Rebelo acorda assustada e vem à cozinha com medo de encontrar um assaltante.
«Quem está aíl» pergunta a voz trémula. Distraído e nervoso respondo — «é o Pai Natal». A senhora desata a fugir pelas escadas acima aos gritos pelo marido e eu deixo os presentes na cozinha e volto a sair rapidamente por onde entrei. Quando a noite me começa a correr mal fico nervoso e só faço asneiras. Cá fora as renas estão deitadas em cima de um telhado, já demasiado cansadas para se preocuparem. Os aquecimentos solares são coisa que não existia quando me inventaram e têm provocado inúmeros problemas. As renas têm o vício de se deitarem em cima deles para se aquecerem e, gordas como estão, rebentam sempre com os frágeis sistemas. Não há noite de Natal em que não provoquem meia dúzia de inundações e temos sempre que fugir à pressa antes que os donos deem pela desgraça. O que vale é que nunca desconfiam de nós.
Já está a amanhecer e ainda não acabámos o serviço. Com a pressa, bato com o trenó numa chaminé que cai aos bocados. Um guarda-nocurno olha para cima e reconhece-nos. «Olha o Pai Natal!...».
Antes que consiga acabar a frase atiro-lhe um presente à cabeça provocando-lhe um desmaio e consequente amnésia. São condicionalismos desta difícil profissão. Nem sempre podemos ser bonzinhos.
Regressamos a casa todos de rastos para encontrar meia dúzia de presentes esquecidos.
Enfureço-me: «quem é se esqueceu de pôr estes presentes no trenó?». Todas as renas disfarçam. É sempre a mesma coisa. Agora não foi ninguém. Verifico os nomes na etiqueta. Pertencem todos à família Florença. Volto a subir para o trenó e parto em direcção à sua casa o mais discretamente possível. Quando vou a entrar pela chaminé, oiço vozes. As crianças choram e os pais tentam consolá-las:
- «O Pai Natal deve ter-se esquecido, mas nós amanhã compramos-vos outros presentes.»
- «Qual Pai Natal, qual carapuça», responde o Zezinho. «Nós sabemos muito bem que isso não existe. O pai não quis foi dar-nos presentes.»
Sinto-me ofendido com esta falta de fé e hesito em deixar os presentes; mas a aflição daquele pai faz-me pena. Atiro os embrulhos pela chaminé e ainda volto a ouvir a voz do Zezinho antes de me ir embora:
«O pai fez de propósito para partir o presente.»
Francisco Sande e Castro
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
O Estado resolvendo problemas sociais complexos
À espera na paragem de autocarro
Silhuetas de pessoas numa paragem à espera do autocarro em Lisboa. Uma ilustração de Carlos Quitério para Expresso Única magazine (nov 12).
Um sabiá-laranjeira
No outro dia lemos na sala de aula da turma do 4º ano um excerto de um conto do escritor brasileiro Caio Fernando Abreu. Um dos protagonistas tinha "um sabiá numa gaiola". O que era gaiola? O que era sabiá? Os alunos aprenderam essas duas palavras, mas como é um sabiá? Há varios. O que veem cá em cima, numa fotografia de Bertrando de Campos, é um sabiá-laranjeira. Como será o seu canto?.
Parece que este sabiá está melhor em liberdade do que numa gaiola, não é?
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