Ouguela (Alentejo, Portugal) em baixo; Alburquerque (Badajoz, Espanha) ao fundo.

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Balancê (Sara Tavares)



Sara Tavares é uma cantora e compositora portuguesa com ascendência cabo-verdiana.Temos duas versões desta canção, Balancê: um videoclip e uma atuação ao vivo. Podem escolher...


BALANCÊ

Como vi dançar no Zimbabué
Quero também contigo gingar ue
Uma dança nova
Mistura de Semba com Samba
De Mambo com Rumba
Tua mão na minha
E a minha na tuaaa

Balancê yeee
Balança yaa
Swinga para lá
Swinga pra cá yee

Balancê yeee
Balança yaa
Maria José
Swing no pé
Senão chega pra lá yee

Somos livres para celebrar
Somos livres para nos libertar
Como crianças brincando
Crianças sorrindo
Crianças sendo crianças... ah!
Como crianças brincando
Crianças sorrindo
Crianças...

Balancê yeee
Balança yaa
Swinga para lá
Swinga para cá yee

Balancê yeee
Balança yaa
Maria José
Swing no pé
Se não chega pra lá yee

Adoro quando te deixas levar assim
Fechas os olhos e danças só para mim
Uma dança tua
Mistura de não vem que não tem
Com um sorriso porém que me diz que o teu desdém
É só a manha de alguém
Que diz que vai mas que vem
Me engana que eu gosto

Balancê yeee
Balança yaa
Swinga para lá
Swinga para cá yee

Balancê yeee
Balança yaa
Maria José
Swing no pé
Se não chega pra lá yee

Balancê yeee
Balança yaa
Swinga para lá
Swinga para cá yee
Yee anda ca

Balancê yeee
Balança yaa
Maria José
Swing no pé
Se não chega pra lá yee
Yyeeeeyyy









terça-feira, 29 de abril de 2014

Andar de bicicleta na água



Não gostariam de praticar este desporto? Deve ser muito refrescante no verão...




segunda-feira, 28 de abril de 2014

Cartaz da Associação 25 de Abril,



O Cartaz da Associação 25 de Abril, comemorativo dos 40 anos do 25 de Abril, é da autoria de Júlio Pomar e Henrique Cayatte.


Júlio Pomar (Lisboa, 1926) é pintor, um dos grandes nomes da pintura portuguesa.

Henrique Cayatte (Lisboa, 1957) é escultor e designer.






sexta-feira, 25 de abril de 2014

40 anos do 25 de Abril na RTP




Página da RTP (Rádio Televisão Portuguesa)

E depois de Abril

25 heróis

Arquivo

Programação

Cronologia





Celeste Caeiro: A flor que deu o nome à Revolução

D. Celeste Caeiro

Fizemos este belo achado no blogue Vamos falar de Abril, da Escola Básica nº 75 da Madalena, em Lisboa: a história de como o cravo se tornou o símbolo da Revolução que fizeram os chamados Capitães de Abril, e como deste modo ficou conhecida mundialmente como a Revolução dos Cravos.


"No dia 25 de Abril de 1974, o restaurante onde eu trabalhava festejava o seu primeiro aniversário", relembrava D. Celeste. "Como os patrões queriam fazer uma festa, o gerente foi até ao Mercado da Ribeira no dia anterior para comprar flores. Podia ter comprado rosas, mas não. Comprou cravos".

Este é o início de uma das histórias mais bonitas da nossa Revolução que, por mero acaso, tornou-se num símbolo de esperança, paz e amizade, hoje acarinhado por todos os portugueses.

Escutada com atenção pelos curiosos alunos, D. Celeste continuou:

“No dia 25 de Abril desse ano, como era habitual, apanhei o transporte para a Rua Braamcamp, a rua do restaurante. A casa nesse dia não abriu. Dizia o gerente que não sabia o que estava a acontecer, talvez um golpe de Estado e que, por ser perigoso, ninguém saía.

- Vão para casa, mas antes, passem pelo restaurante para buscar as flores. É uma pena ficarem ali e murcharem, pediu o dono.

E assim foi. Juntas, a D. Celeste e a sua colega Conceição foram até ao armazém, apanharam um molhinho de cravos brancos e vermelhos, colocaram-no debaixo do braço e saíram.

Indignada com este aparato, D. Celeste pensou para si mesma: “ Está a dar-se uma revolução e eu vou para casa?”. Apanhou o metro para o Rossio e dirigiu-se ao Chiado onde se cruzou imediatamente com as chaimites das Forças Armadas.

- O que é que se passa?, perguntou a D. Celeste quando se aproximou de um dos tanques.
- Nós vamos a caminho do Quartel do Carmo para fazer render o Governo, respondeu-lhe o soldado.
- Então, e já estão aqui há muito tempo?, voltou a interpelar.
- Estamos desde as duas ou três horas da manhã. E o militar pede-lhe um cigarro.

D. Celeste, que já tinha trabalhado numa Tabacaria, sabia perfeitamente a sensação de querer fumar um cigarro. Triste por não ter nenhum consigo, apesar de não fumar, respondeu-lhe:

- Não tenho nenhum cigarro, mas tenho um cravinho, estendendo-lhe a flor, que o soldado colocou cuidadosamente no cano da sua espingarda.

Foi o primeiro.

D. Celeste foi distribuindo os cravos pelos militares que encontrava pelo caminho até à Igreja dos Mártires, espalhando assim, na sua ingenuidade de menina, a cor vermelha de Abril por Lisboa.

Chegou a casa. A sua mãe, preocupada, perguntou-lhe o que estava a fazer na rua. D. Celeste foi até janela e mostrou-lhe como lindas ficaram as ruas com os seus cravos.

Também este ano, a história que acabaste de ler comemora os seus 40 anos. 40 anos de confiança entre o movimento militar e os desejos do povo português para derrubar o regime fascista. Mas mais importante, é que foi graças ao simples mas grandioso acto de D. Celeste que, ao oferecer as flores aos militares, impediu as espingardas de disparar, transformando o cravo vermelho numa palavra de ordem visual, expressão da vontade popular pela revolução pacífica, a Revolução dos Cravos.


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Por outro lado, no Jornal de Notícias, com data de 25 de abril de 2013, podemos ver um vídeo em que Celeste Caeiro conta a sua história: A mulher que fez do cravo o símbolo da revolução.





"Graffiters" criam mural dedicado à revolução de Abril




"Graffiters" criam mural dedicado à revolução de Abril

Marisa Soares

12/04/2014 - 20:09

Mural na Avenida de Berna, em Lisboa, evoca os principais símbolos da Revolução dos Cravos, numa abordagem contemporânea feita por quatro artistas da plataforma Underdogs.

Na parede branca onde em tempos houve rabiscos, estão agora desenhados os ícones de Abril. O retrato de Salgueiro Maia é a peça central do mural que foi ganhando vida nos últimos dias no exterior da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH) da Universidade Nova de Lisboa. É como se o capitão voltasse à rua, 40 anos depois, através do olhar de quatro jovens artistas de rua.

Não há quem passe pela Avenida de Berna sem olhar para os graffiti que ocupam 15 metros de muro, com as cores da bandeira portuguesa a sobressaírem num fundo negro. No meio, o olhar firme de Salgueiro Maia – eternizado numa das mais conhecidas fotografias de 25 de Abril de 1974, tirada pelo fotojornalista Alfredo Cunha – prende a atenção. De boina militar na cabeça e farda vestida, parece estar novamente pronto para a luta.

Foi naquela fotografia que Frederico Draw se inspirou. “Esta é a minha interpretação dessa imagem de 1974, um pouco mais carregada, com uns traços mais pesados”, explica o graffiter do Porto, de 25 anos, um dos quatro da galeria Underdogs convidados para concretizar este projecto. Draw quis usar o seu estilo “riscado e com tramas” para reforçar a expressão do rosto, simbolizando “o Portugal de hoje, mais pesado” do que há 40 anos. “É altura de haver uma nova mudança”, defende.

O desafio lançado pela FCSH à Underdogs, dirigida por Alexandre Farto (mais conhecido como Vhils), era fixar o testemunho da geração actual sobre a revolução que ditou o fim do Estado Novo e, simultaneamente, deixar mensagens para o futuro. A ideia surgiu a propósito do ciclo de conferências A Revolução de Abril – Portugal 1974-1975, organizado pela Universidade Nova no Teatro D. Maria II, de 21 a 24 de Abril.

“Não fazia sentido estarmos a trabalhar sobre este tema sem termos uma actividade junto da comunidade académica. Pensámos nos murais como uma marca do imaginário próprio da revolução”, argumenta Carlos Vargas, investigador do Instituto de História Contemporânea da FSCH e administrador do Teatro D. Maria II. Mas este não é um mural igual aos que nasceram com a revolução. “Não queríamos fazer um pastiche de um tempo que já passou”, justifica Vargas, sublinhando que “é possível fazer um mural político mas com o olhar da geração que hoje tem 25 ou 30 anos”.

O convite feito aos Underdogs apelava à renovação. “Queríamos conhecer o olhar contemporâneo de uma geração que não viveu o 25 de Abril”, afirma. O desafio era também construir um mural colectivo e não blocos separados, apesar dos estilos diferentes que caracterizam o trabalho de cada um.

Como que a suportar o retrato de Salgueiro Maia, Gonçalo Ribeiro (que assina como Mar) desenhou os punhos cerrados do povo que grita “amor” e “luta”. Diogo Machado (Add Fuel), de 33 anos, criou um padrão para inserir dentro da silhueta de duas espingardas, com cravos nas pontas. “O meu trabalho é reinterpretar a azulejaria portuguesa, o antigo”, o que encaixa nesta tentativa de “dar uma nova visão do 25 de Abril”, diz Add Fuel.

O mural fica completo com as duas peças simbólicas de Miguel Januário, conhecido pelos projectos maismenos e kissmywalls. À esquerda de Salgueiro Maia, o “pré-25 de Abril” com o escudo de Portugal entre ossos e correntes, quebradas numa ponta. “Representa o corte com o antigo regime”, explica. À direita, o “pós-25 de Abril” com um coração e duas G3 (com os canos virados para baixo, em jeito de provocação), que representam “a necessidade de sentirmos e agirmos”. Para este graffiter de 32 anos, Portugal vive hoje um momento semelhante ao que vivia em 1974, perante a necessidade de "ruptura com o sistema" e de "encontrar uma saída, uma solução que venha de dentro”. Junto ao coração, numa faixa escrita em latim, lê-se: “Ou encontramos uma via, ou fazemos uma”.


Notícia do diario Público (12/04/2014)






O Capitão Salgueiro Maia no dia 25 de abril de 1974 (Fotografia de Alfredo Cunha)




40 anos - Cravos de abril















quinta-feira, 24 de abril de 2014

Umas fotografias de Alfredo Cunha

Fotografia emblemática do Capitão Salgueiro Maia


Alfredo Cunha era muito novo quando tirou estas fotografias no dia 25 de Abril de 1974: tinha 21 anos. E as imagens que muitos têm daquele dia tão importante para a história contemporânea de Portugal foram realizadas por ele.














quarta-feira, 23 de abril de 2014

Palavras de Saramago para o Dia do Livro



"O leitor também escreve o livro quando lhe penetra o sentido, o interroga"

José Saramago

 
José Saramago (1922-2010) foi um escritor portugués, Prémio Nobel da Literatura em 1998.









O amor e o grito (Clarice Lispector)



O amor e o grito

Um dia um mestre perguntou aos seus discípulos:
- Por que as pessoas gritam quando estão aborrecidas?
Os homens pensaram por alguns momentos.
- Porque perdemos a calma - disse um deles. - Por isso gritamos.
- Mas, por que gritar quando a outra pessoa está ao teu lado? Não é possível falar-lhe em voz baixa? Por que gritas a uma pessoa quando estás aborrecido?
Os homens deram algumas respostas, mas nenhuma delas satisfez o mestre. Finalmente ele explicou:
- Quando duas pessoas estão aborrecidas, seus corações se afastam muito. Para cobrir esta distância precisam gritar para poder escutar-se. Quanto mais aborrecidas estejam, mais forte terão que gritar para se escutar um ao outro através desta grande distância.
Em seguida perguntou:
- O que sucede quando duas pessoas se enamoram? Elas não gritam, mas se falam suavemente. Por quê? Porque seus corações estão muito perto. A distância entre elas é pequena. Quando se enamoram, acontece mais alguma coisa? Notem que quase não falam, somente sussurram, e ficam cada vez mais perto do seu amor. Finalmente, não necessitam sequer sussurrar, somente se olham e isto é tudo. Assim é quando duas pessoas que se amam estão próximas.
Portanto, quando discutirem, não deixem que seus corações se afastem, não digam palavras que os distanciem mais. Chegará um dia em que a distância será tanta que não mais encontrarão o caminho de volta.

Clarice Lispector

aborrecido: 4. Que está contrariado ou maldisposto. = ARRELIADO, ZANGADO.


(Fotografia de Henri Cartier-Bresson)