Ouguela (Alentejo, Portugal) em baixo; Alburquerque (Badajoz, Espanha) ao fundo.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Uma citação de Montaigne

Michel de Montaigne

"A palavra é metade de quem a pronuncia, metade de quem a ouve."

Michel de Montaigne


Michel de Montaigne (1533 - 1592) foi um escritor e filósofo francês, considerado por muitos como o inventor do ensaio pessoal.




quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Portugueses na Índia

Forte português de Diu, na Índia (Fot. de Emílio Moitas)

O Estado Português da Índia, também conhecido por Estado da Índia ou Índia Portuguesa, designa o grupo de territórios ocupados por Portugal na Índia, à época do Império Português. Quando se deu a independência da Índia em 1947, Portugal detinha os direitos sobre vários enclaves na costa indiana, cuja posse datava da época dos Descobrimentos, logo após a ligação marítima ter sido estabelecida por Vasco da Gama. Entre estes territórios, incluíam-se: Goa, Damão, Diu e Dadrá e Nagar Haveli, um exclave de Damão bem no coração do Gujarat.

Muitas vezes a Índia Portuguesa é referida como apenas Goa, já que esta foi, durante anos, a principal praça comercial.


terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Calle Rua em Puebla de Sanabria (Zamora)


Puebla de Sanabria é uma vila da província de Zamora, que fica a vinte e tal kms da fronteira portuguesa. Uma das ruas centrais de Puebla tem este curioso nome: Calle Rua.

Ou se calhar não é tão curioso. Lembrem-se da ponte de Alcântara, em Cáceres (a palavra Alcântara significa 'ponte' em árabe). E Puebla de Sanabria fica tão perto de Portugal que afinal não admira o nome dessa rua, pois não?




segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

"Pra que um carro se no ônibus..." (Renato Ventura)


O curitibano Renato Ventura fez esta ilustração para a campanha ecológica de uma revista  brasileira chamada Capricho.

Pra que um carro se no ônibus você pode encontrar o amor da sua vida?

Reparem na palavra ônibus. Em Portugal dizem autocarro. E o você brasileiro equivale ao tu português. Isso já sabiam, não era?


sábado, 12 de fevereiro de 2011

O meu guri (Chico Buarque)



O MEU GURI

Quando, seu moço
Nasceu meu rebento
Não era o momento
Dele rebentar
Já foi nascendo
Com cara de fome
E eu não tinha nem nome
Prá lhe dar
Como fui levando
Não sei lhe explicar
Fui assim levando
Ele a me levar
E na sua meninice
Ele um dia me disse
Que chegava lá
Olha aí! Olha aí!

Olha aí!
Ai o meu guri, olha aí!
Olha aí!
É o meu guri e ele chega!

Chega suado
E veloz do batente
Traz sempre um presente
Prá me encabular
Tanta corrente de ouro
Seu moço!
Que haja pescoço
Prá enfiar
Me trouxe uma bolsa
Já com tudo dentro
Chave, caderneta
Terço e patuá
Um lenço e uma penca
De documentos
Prá finalmente
Eu me identificar
Olha aí!

Olha aí!
Ai o meu guri, olha aí!
Olha aí!
É o meu guri e ele chega!
Chega no morro
Com carregamento
Pulseira, cimento
Relógio, pneu, gravador
Rezo até ele chegar
Cá no alto
Essa onda de assaltos
Tá um horror
Eu consolo ele
Ele me consola
Boto ele no colo
Prá ele me ninar
De repente acordo
Olho pro lado
E o danado já foi trabalhar
Olha aí!

Olha aí!
Ai o meu guri, olha aí!
Olha aí!
É o meu guri e ele chega!

Chega estampado
Manchete, retrato
Com venda nos olhos
Legenda e as iniciais
Eu não entendo essa gente
Seu moço!
Fazendo alvoroço demais
O guri no mato
Acho que tá rindo
Acho que tá lindo
De papo pro ar
Desde o começo eu não disse
Seu moço!
Ele disse que chegava lá
Olha aí! Olha aí!

Olha aí!
Ai o meu guri, olha aí
Olha aí!
E o meu guri!...(3x)

Fotografia de CARF (Children at Risk Fundation, Brasil)



sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Jorge Colombo e Nova Iorque

Capa da revista New Yorker (Junho 2009)














A vida de Jorge Colombo, ilustrador, fotógrafo e designer português, está ligada à cidade de Nova Iorque, onde vive há mais de vinte anos. Lá em cima podemos apreciar uma capa da prestigiada revista New Yorker,  assinada por ele. A imagem foi criada recorrendo a uma aplicação do telemóvel iPhone.


Ouvidos e mais ouvidos

As paredes têm ouvidos,  Amélia Toledo

Não é preciso dizer quais são as expressões equivalentes destas na nossa lingua, pois não? (Fora a última, se calhar)

  • As paredes têm ouvidos
  • Entrar por um ouvido e sair pelo outro
  • Prestar ouvidos / orelhas
  • Ser todo ouvidos
  • Tocar de ouvido
  • Fazer ouvidos moucos ("hacer oídos sordos")


quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

A palavra 'chá'


Estou certo que vocês não gostam muito de chá, mas é verdade que uma das palavras que mais chama a atenção dos espanhóis quando aprendem a língua portuguesa é chá. Em espanhol é té; em inglês, tea; em francês, thé; em italiano, tè... Vejamos o porquê dessa diferença entre o português e as línguas europeias vizinhas.


O caráter chinês para chá é o que vêem cá em cima, mas tem duas formas completamente distintas de se pronunciar. Uma é 'te' que vem da palavra malaia para a bebida, usada pelo dialecto Min-nan que se encontra em Amoy. Outra é usada em cantonês e mandarim, que soa como 'cha' e significa 'apanhar, colher'.

Esta duplicidade fez com que o nome do chá nas línguas não chinesas as dividisse em dois grupos:

Línguas que usam derivados da palavra TE: alemão, inglês, dinamarquês, hebraico, húngaro, finlandês, indonésio, italiano, letão, tamil, sinhala, francês, neerlandês, espanhol, arménio e latim científico.

Línguas que usam derivados da palavra CHA: hindi, japonês, português, persa, albanês, checo, russo, turco, tibetano, árabe, vietnamita, coreano, tailandês, grego, romeno, swahili, croata.

(Fonte: Wikipédia)


terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

António Damásio

António Damásio em 2008

António Damásio (Lisboa, 25 de Fevereiro de 1944) é um médico neurologista, neurocientista português que trabalha no estudo do cérebro e das emoções humanas. Atualmente é professor de Neurociência na University of Southern California. Entre os anos de 1996-2005 Damásio trabalhou no hospital da University of Iowa.

Licenciou-se em Medicina na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, onde veio também a doutorar-se. Após uma estadia no Centro de Investigação da Aphasia de Boston (EUA), regressou ao Departamento de Neurologia do Hospital Universitário de Lisboa.

Publicou o seu primeiro livro: O Erro de Descartes - Emoção, Razão e Cérebro Humano assim como O Sentimento de Si (2001), eleito um dos dez livros do ano pelo New York Times. Também escreveu Ao encontro de Espinosa. Recebeu, entre muitos outros prémios, o Prémio Pessoa e o Prémio Príncipe das Astúrias de Investigação Científica e Técnica em Junho de 2005.

Estudioso de neurobiologia do comportamento humano e investigador das áreas cerebrais responsáveis pela tomada de decisões e conduta. Observou o comportamento em centenas de doentes com lesões no córtex pré-frontal, permitindo concluir que, embora a capacidade intelectual se mantivesse intacta, esses doentes apresentavam mudanças constantes do comportamento social e incapacidade de estabelecer e respeitar regras sociais.

Os seus estudos debruçam-se sobre a área designada por ciência cognitiva, e têm sido decisivos para o conhecimento das bases cerebrais da linguagem e da memória.

Em 2010 é distinguido com o prémio Honda, atribuído pela Honda Foundation.


(Retirado da Wikipédia. Mais dados em: Infopédia da Porto Editora)