Ouguela (Alentejo, Portugal) em baixo; Alburquerque (Badajoz, Espanha) ao fundo.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Gosto de... Não gosto de...



Eis algumas coisas de que a modelo angolana Nayma gosta e não gosta. Servem-nos estas palavras dela para rever a construção gramatical gostar de. Ainda há quem diga "Gosta-me..." ou "Não me gosta..."


Gosto de VINHO TINTO. Gosto de AGUA DE COCO. Não gosto de AGUARDENTE. Gosto de PRAIA. Não gosto do INVERNO. Gosto de Jazz, R&B, SOUL, Hip Pop, Blues. Não gosto de COUNTRY. Gosto de Dance. Não gosto de Techno. Gosto de MÚSICA CLASSICA. Não gosto de Clássico CONTEMPORÂNEO. Gosto de MÃOS BONITAS. Não gosto de DENTES SUJOS. Gosto de CHORAR A RIR. Não gosto de caras MAL ENCARADAS. Gosto de «KOTAS» SABIOS. Não gosto dos «SABE TUDO». Gosto de AMIZADES ANTIGAS e INTENSAS. Não gosto de AMIZADES CIRCUNSTANCIAIS e «MELGAS ». Gosto de poesia recitada. Não gosto de LER POESIA. Gosto de VOZES GRAVES. Não gosto de vozes AGUDAS. Gosto de CRÓNICAS. Não gosto de ROMANCES de BOLSO. Gosto de FLORES NATURAIS. Gosto de PAZ. Não gosto de MINAS nem de «MINEIROS». Gosto da JANET JACKSON. Não gosto da BRITNEY SPEARS. Gosto de 2 BEIJOS. Não gosto de 1 BEIJO. Gosto de BEIJAR. Não gosto de APERTOS DE MÃO. Gosto de SINCERIDADE. Não gosto de CINISMO. Gosto de VELAS. Não gosto de LÂMPADAS. Gosto de INCENSOS. Não gosto de PERFUMES DE CASA. Gosto de PRATA. Não gosto de COURO. Gosto de AZUL. Não gosto de VERDE. Gosto de TEATRO. Não gosto de TEATRO EM TV. Gosto de telemóveis. Não gosto de «TOQUES». Gosto de escrever e receber cartas. Não gosto de FORWARDS de Email. Gosto de Família. Não gosto de SOLITÁRIOS. Gosto de «ESTILO». Não gosto de «FASHION VICTIMS». Gosto de Puzzles, jogos de lógica. Não gosto de APOSTAS. Gosto do MAR. Gosto de BIOLOGIA CELULAR. Não gosto de CLONES. Gosto de BANHOS DE IMERSÃO Não gosto de DUCHES. Gosto de SAIS DE BANHO. Não gosto de SABONETES. Gosto de CHÁ. Gosto de DESENHAR. Não gosto de caricaturas de RUA. Gosto de DALI e GAUDI. Não gosto de cópias de QUADROS. Gosto de BALLET CLASSICO. Não gosto de BALLET CONTEMPORÂNEO. Gosto de cinema ÉPICO. Não gosto de filmes de GUERRA. Gosto de CARTOONS. Não gosto de REALITY SHOWS. Gosto de COZINHAR. Não gosto de FAST FOOD. Gosto de AVENTURA. Não gosto de MONOTONIA. Gosto do SOM DO MAR. Não gosto de BUZINADELAS. Gosto do SILÊNCIO. Não gosto de GRITOS. Gosto de TERRA. Não gosto de CIMENTO. Gosto de ANIMAIS. Não gosto de animais em JAULAS. Gosto de SENSUALIDADE. Não gosto de VULGARIDADE. Gosto de andar a pé. Não gosto da condução em Portugal. Gosto de GOSTAR. Não gosto de NÃO GOSTAR. Gosto de CANETAS. Gosto de COMPRAS. Não gosto do ATENDIMENTO, filas de ESPERA.


Vocabulario
  • Melga = “2. Fam. Deprec. Pessoa enfadonha ou que impõe a sua presença” (esp. plasta).
  • Romances de bolso = novelas de bolsillo.
  • Minas = Minas Gerais, estado brasileiro; mineiro: quem nasceu no estado de Minas Gerais.




sábado, 5 de outubro de 2013

5 de Outubro - Implantação da República



Praça da República em Vila-Viçosa, muito perto de Badajoz. No dia 5 de Outubro de 1910 foi implantada a República.

Hoje não é feriado em Portugal pela primeira vez. A maldita crise...Podem ler em baixo




O primeiro 5 de outubro que não é feriado

O feriado de 5 de outubro foi eliminado no ano passado em conjunto com os feriados da Restauração da Independência e os feriados religiosos de Corpo de Deus e do Dia de Todos os Santos. 

(A notícia aqui)



sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Crianças precisam de correr riscos para se desenvolverem

 

Crianças precisam de correr riscos para se desenvolverem

Pediatra critica "cultura de segurança fóbica" que impede crianças de brincarem fora de casa

Os boletins de saúde das crianças obrigam os pediatras a recordar aos pais os riscos de acidentes, durante as consultas de rotina. Mas o ex-presidente da Sociedade Portuguesa de Pediatria Luís Januário preferiu ontem destacar a importância de deixar as crianças correrem riscos, durante o congresso nacional desta especialidade.

"Brincar fora de casa, na natureza, é insubstituível [para o desenvolvimento das crianças]", sublinhou Luís Januário, no congresso que decorre na Alfândega do Porto, em que criticou a actual "cultura de segurança fóbica" e a "organização estereotipada dos espaços" criados para o lazer dos mais novos. "Não se pode negar às crianças a oportunidade de se envolverem em actividades de risco", defende.

O médico de Coimbra avançou mesmo com um exemplo da "cultura actual para mimar o desenvolvimento infantil" que considera desajustada - parques temáticos "como o Kidzania [onde as crianças brincam às profissões, em Lisboa]". Ali, ironizou, "os adultos são tratados como crianças e as crianças são tratadas como pequenos adultos". Lembrando que "o ambiente adequado para brincar é um local não estruturado", Luís Januário observou que "já não há crianças a brincar na natureza". "O espaço de liberdade das crianças da geração actual em relação à geração dos meus filhos mudou completamente. Contraiu-se o espaço de circulação das crianças de uma maneira incrível", lamentou. E isso não é uma inevitabilidade, defendeu, aludindo a um movimento que desde há alguns anos tenta contrariar esta tendência, nos países do Norte e em Inglaterra, as chamadas "escolas de floresta" (escola tradicional numa zona onde ainda há floresta).


(A notícia completa no jornal Público)



Dia Mundial do Sorriso


Já sabem que há Dia Mundial para todo o tipo de coisas... Mas de certeza que ninguém dirá mal de um sorriso, pois não? Sorrir, como ler, faz bem à saude. É verdade!


O Dia Mundial do Sorriso assinala-se anualmente na primeira sexta-feira de outubro. Em 2013, a efeméride decorre a 4 de outubro.

A ideia de celebrar este dia deve-se a Harvey Ross Ball, o criador do Smiley, a imagem que se tornou o símbolo da boa vontade e da boa disposição por todo o planeta.

O artista teve a ideia de dedicar um dia por ano a sorrisos e atos gentis pelo mundo, pois preocupava-o que a imagem que tinha criado em 1963, com o passar dos anos, devido à sua excessiva comercialização, estivesse a perder o seu significado e intenção original.

O primeiro Dia Mundial do Sorriso teve lugar em 1999, na terra do seu criador, Worcester (Massachusetts) e tem continuado por todo o mundo.

O lema deste dia é: «Faça um ato de bondade. Ajude uma pessoa sorrir!»


 A fotografia é de William Sosa.



Pim pam pum (Kussondulola)



Kussondulola é uma banda de reggae formada em Portugal, mas cujos membros são angolanos.

Em 1995 lançaram o seu álbum de estreia, Tá-se Bem. O disco incluía sucessos como "Dança No Huambo" e "Perigosa", entre outros.


Um dia perguntaram a um dengue natty dreadlock:

- Como se vai chamar a tua banda?

O dengue respondeu:

- Kussondulola de Angola.

- Qual a música que vão tocar?

- Kilapangasembareggae!


Kilapanga, uma das batidas tradicionais de Angola. Semba, música urbana angolana. Reggae, música tradicional Jamaicana. Estes três ingredientes definem a sonoridade dos Kussondulola. A canção, ou música como é frequente dizer também, “Dançam no Huambo”, reflecte a situação de Angola na altura, e especialmente da cidade do Huambo. Este tema foi como que um tributo para as pessoas que viveram essa experiência durante o período da guerra.


DANÇAM NO HUAMBO

Pim pam pum, cada bala mata um
Lá em cima do Huambo
Tem um copo com veneno
Quem bebeu morreu
Quiribi, quiribi macaco
Macaco quer é boa

Ei cota Silva o rapaz
Até nem tem a culpa
Tem pai que é retornado
Tem pai que é refugiado

Ilegal disfarçadamente ilegal
Ilegal disfarçadamente ilegal

Fazem reuniões

Fazem debates

Adis-Abeba

Lusaka , Lusaka

Cambas da luz e do dia

Não pertencemos nem à noite

Nem à escuridão

Póu, póu, póu

Póu, póu, póu
Dançam no Huambo
Andanças de guerra
Bombardeiam sem parar

Sou um escravo fugitivo
A minha alma está no meio
O filho do homem negativo
Ei cota Silva legaliza
A situação do rapaz
Filho do homem negativo


(Dados iniciais retirados da Wikipédia e de www.brazildeluxe.com.br)



quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Vista aérea de Lisboa



Ótima fotografia aérea de Lisboa. Já viram esse cacilheiro que se afasta a caminho da outra beira do Tejo? À esquerda fica a bela Praça do Comércio. Para a verem melhor, publicarei noutro dia alguns postais dela.

Se clicarem na imagem, vão vê-la muito maior, e vale  a pena.




quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Medusas pararam central nuclear na Suécia



Medusas pararam central nuclear na Suécia

Uma praga de medusas obrigou à paragem de uma das maiores centrais nucleares do mundo — na Suécia. Os operadores da central nuclear de Oskarshamn, no Sudeste do país, tiveram de parar o reactor número três no último domingo depois de toneladas de medusas-da-lua (Aurelia aurita) terem entupido os tubos que transportam água fria até às turbinas da central, para arrefecer os reactores.

Nesta terça-feira, os tubos ficaram desentupidos e o reactor prepara-se agora para voltar a funcionar, segundo o site da Fox News. Este não é caso inédito, lembra o site desta estação televisiva: em 2012, uma central nuclear na Califórnia também foi forçada a parar devido à invasão dos tubos por um organismo igualmente gelatinoso como as medusas.

(A notícia completa no Público)

"Quando eu era pequena, achava que as fadas existiam..."



Parece que Luz tem muito boa memória, não acham? Ela lembra-se de montes de coisas de quando era pequena, e é mais velha do que vocês.

Alunos do 4º ano, vocês que estão mais perto da vossa infância, depois de lerem as palavras de Luz, façam um pequeno esforço e lembrem-se daquelas coisas em que acreditavam e que, evidentemente, hoje já não acreditam nelas. É a vida. Já são crescidos...


Quando eu era criança

Quando eu era pequena, achava que as fadas existiam mesmo e que as histórias que me contavam eram mesmo verdadeiras. Pensava que os anões, quando nasciam eram tão pequeninos que deviam dormir em caixas de fósforos.

Tinha também as crenças clássicas da maioria das crianças: por vezes imaginava que era adoptada mas ninguém tinha coragem de me contar e que o governo só não dava mais dinheiro a toda a gente porque era mau, já que existia uma casa que fabricava dinheiro.

Pensava que se engolisse um caroço de laranja me nasceria uma árvore na barriga e o mesmo aconteceria com uma pevide de melancia. E se engolisse pastilha elástica teria que ser operada pois ela ficaria para sempre colada no estômago.

Quando eu era pequena, tudo aquilo com que não podia brincar ou mexer a minha mãe punha em cima de um armário e eu ficava desejosa de crescer para poder tirar de lá tudo, pois achava que lá em cima estava um monte de coisas boas. Achava que se tapasse os ouvidos e falasse, ninguém me poderia ouvir e que se tapasse os olhos ninguém me conseguiria ver. Também pensava que seria adulta assim que chegasse com os pés ao chão do carro.

A minha mãe dizia que se eu comesse legumes ficaria com o cabelo mais loiro e que as cenouras evitariam que eu chegasse a usar óculos algum dia e eu acreditava. Dizia-me que se algum dia tirasse os brincos, o buraco fecharia e nunca mais os poderia pôr. Então, um dia, uma das minha bonecas perdeu um brinco e eu chorei porque agora o buraquinho da sua orelha ia fechar.

Também acreditei que tudo o que se dizia na televisão era verdade, incluindo os anúncios e não entendia como podia a minha mãe dizer que era tudo mentiras.

Quando eu tinha 4 anos, a minha mãe mostrou-me o álbum de fotografias do casamento e eu fiquei muito triste porque não tinha ido à festa. Acreditava que os meus avós já tinha nascido velhinhos e que os meus pais nunca tinham sido crianças.

Acreditava que, sempre que pedia à minha mãe para comprar uma coisa e ela respondia "depois compro", ela compraria mesmo. Achava que a Branca de Neve e o Capuchinho Vermelho eram pessoas de verdade. Acreditava que, em dia de sol e chuva, havia mesmo um casamento de viúva em algum sítio. Achava que tinha vindo num comboio de França e que havia uma senhora que me tinha ido buscar ao comboio (era a parteira...).

E hoje tenho muitas saudades de tudo o que acreditei e achei ser verdade. Ai, que felicidade poder acreditar em tudo!

Luz




Programa "Falamos português" de 28 de setembro

Praça do Giraldo em Évora


Programa Falamos português de 28 de setembro, emitido por Canal Extremadura. Tudo em português com legendas na nossa língua.