Ouguela (Alentejo, Portugal) em baixo; Alburquerque (Badajoz, Espanha) ao fundo.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Levo as calças de ganga ou as azuis?




Diálogo. Ele pergunta uma vez, e mais uma, e... Ela também pergunta no fim


- Levo as calças de ganga ou as azuis?

- Levo a camisa às riscas ou aos quadrados?

- Levo ténis ou sapatos?

- João, como é que tu fazias em Moçambique, quando eu não estava?

Temi a resposta.

- Fui à praia de camisa.




sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Mulheres extraordinárias




A Mãe e o Pai estavam a ver televisão, quando a Mãe disse: "Estou cansada e está a fazer-se tarde. Vou deitar-me".

Foi à cozinha fazer umas sanduiches para os almoços do dia seguinte na escola, passou por água as taças das pipocas, tirou carne do congelador para o jantar do dia seguinte, confirmou se as caixas dos cereais não estavam vazias, encheu o açucareiro, pôs tigelas e talheres na mesa e preparou a cafeteira do café para estar pronta a ligar no dia seguinte. Pôs ainda umas roupas na máquina de lavar, passou uma camisa a ferro e pregou um botão que estava a cair. Guardou umas peças do jogo que ficaram em cima da mesa, e pôs a agenda do telefone no sítio dela. Regou as plantas, despejou o lixo, e pendurou uma toalha para secar. Bocejou, espreguiçou-se, e foi para o quarto. Parou ainda na secretária e escreveu uma nota para o professor, pôs num envelope o dinheiro para uma visita de estudo, e apanhou um caderno que estava caído debaixo da cadeira. Assinou um cartão de parabéns para uma amiga, selou o envelope, e fez uma pequena lista para a mercearia. Colocou ambos perto da carteira.

Nessa altura o Pai disse lá da sala: "Pensei que tinhas ido deitar-te"

"Vou a caminho"- respondeu ela.

Pôs água na tigela do cão, e chamou o gato para dentro de casa. Certificou-se que as portas estavam fechadas. Espreitou para o quarto de cada um dos filhos, apagou a luz de um candeeiro, pendurou uma camisa, atirou umas meias para o cesto da roupa suja, e conversou um bocadinho com o mais velho que ainda estava a estudar. Já no quarto, acertou o despertador, preparou a roupa para o dia seguinte e arrumou os sapatos. Depois lavou a cara, pôs creme, lavou os dentes e acertou uma unha partida.

Por essa altura, o Pai apagou a televisão e disse: "Vou deitar-me" E foi... sem mais nada...


Notam aqui alguma coisa de extraordinário?......... Ainda perguntam porque é que as mulheres vivem mais...? PORQUE SÃO MAIS FORTES........... FEITAS PARA RESISTIR.........



(Fonte)



O hino nacional de Portugal: A Portuguesa


Desempenho do Hino Nacional de Portugal - "A Portuguesa" - por grande orquestra em Mib M, com coro, por ocasião das Comemorações do Centenário da República Portuguesa - 2010.


Não sei porquê, mas um aluno do 4º ano, o Jesús, pediu-me para ouvir o hino nacional de Portugal. Cá está. Como bem sabem, o hino nacional espanhol não tem letra e não pode ser cantado, só trauteado.


A PORTUGUESA

Música: Alfredo Keil
Letra: Henrique Lopes de Mendonça
Mário Rui Simões Rodrigues

Heróis do mar, nobre povo,
Nação valente, imortal,
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!
Entre as brumas da memória,
Ó Pátria sente-se a voz
Dos teus egrégios avós,
Que há-de guiar-te à vitória!

Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!

Desfralda a invicta Bandeira,
À luz viva do teu céu!
Brade a Europa à terra inteira:
Portugal não pereceu
Beija o solo teu jucundo
O Oceano, a rugir d'amor,
E teu braço vencedor
Deu mundos novos ao Mundo!

Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!

Saudai o Sol que desponta
Sobre um ridente porvir;
Seja o eco de uma afronta
O sinal do ressurgir.
Raios dessa aurora forte
São como beijos de mãe,
Que nos guardam, nos sustêm,
Contra as injúrias da sorte.

Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!


(Texto: Universidade do Minho)


A Portuguesa, que hoje é um dos símbolos nacionais de Portugal (o seu hino nacional), nasceu como uma canção de cariz patriótico em resposta ao ultimato britânico para que as tropas portuguesas abandonassem as suas posições em África, no denominado "Mapa cor-de-rosa".

Em Portugal, a reacção popular contra os ingleses e contra o governo português, que permitiu esse género de humilhação, manifestou-se de várias formas. "A Portuguesa" foi composta em 1890, com letra de Henrique Lopes de Mendonça e música de Alfredo Keil, e foi utilizada desde cedo como símbolo patriótico mas também republicano. Aliás, em 31 de Janeiro de 1891, numa tentativa falhada de golpe de Estado que pretendia implantar a república em Portugal, esta canção já aparecia como a opção dos republicanos para hino nacional, o que aconteceu, efectivamente, quando, após a instauração da República a 5 de Outubro de 1910, a Assembleia Nacional Constituinte a consagrou como símbolo nacional em 19 de Junho de 1911.

A Portuguesa, proibida pelo regime monárquico, que originalmente tinha uma letra um tanto ou quanto diferente (mesmo a música foi sofrendo algumas alterações) — onde hoje se diz "contra os canhões", dizia-se "contra os bretões", ou seja, os ingleses — veio substituir o Hymno da Carta, então o hino nacional desde Maio de 1834.

(Wikipédia)


NB. Noutro dia tratamos um pouco a questão do Ultimato inglês para vocês terem uma ideia do que aqueilo foi.






quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Frutos (Eugénio de Andrade)



Sempre gostei da palavra portuguesa tangerina, que nos faz pensar na cidade marroquina de Tânger, de onde chegavam a Portugal as laranjas tangerinas, finalmente só tangerinas. O adjetivo passou a ser um substantivo.

A base deste breve poema do poeta português Eugénio de Andrade são nomes de frutas, e também estão cá as tangerinas, claro. Esta fruta tem um ótimo sabor, mas o poeta olha para ela também como palavra, porque gosta do som dela, de a pronunciar... esse "aroma das sílabas". A palavra cor tem, em português, género feminino, como também acontecia antigamente no castelhano, em que se dizia "la color".


FRUTOS

Pêssegos, pêras, laranjas,
morangos, cerejas, figos,
maçãs, melão, melancia,
ó música de meus sentidos,
deixai-me agora falar
do fruto que me fascina,
pelo sabor, pela cor,
pelo aroma das sílabas:
tangerina, tangerina.




Tá muito... (Leo Bastos)



"Muito quente, muito frio, muito morno..." Parece que o nosso homemzinho não fica à vontade com nenhuma das gradações possíveis da temperatura. Porque "gelada" acho que ele não vai querer...




quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

O que é um povo?



Quando vamos passar uns dias das férias à pequena localidade onde nasceram os nossos pais, ou um deles, não podemos dizer em português: "Estive uns dias no povo dos meus pais", mas "Estive uns dias na aldeia (ou na terra) dos meus pais"

Vejam a principal acepção da palavra povo: "Conjunto dos habitantes de uma nação ou de uma localidade"

Deste modo, podemos falar do povo português (quer dizer, os portugueses), do povo lisboeta, do povo brasileiro, do povo espanhol, do povo de Badajoz,  etc.

Na Wikilusa lemos: "Do ponto de vista do Direito Constitucional moderno (a partir do século XVIII), o povo é o conjunto dos cidadãos de um país, ou seja, as pessoas que estão vinculadas a um determinado regime jurídico, a um estado. Um povo está normalmente associado a uma nação e pode ser constituído por diferentes etnias."

Ah, e reparem na segunda imagem em baixo! O que acham? Lembram-se desta mensagem, ou deste poste: "Enquanto te exploram, tu grita gol!"?








"O Piódão é uma aldeia tradicional portuguesa na Beira Litoral. Situado em plena Paisagem Protegida da Serra de Açor, com paisagens magníficas, o Piódão é uma das mais pitorescas aldeias de Portugal, conhecida pelas suas casas de xisto encavalitadas umas nas outras e uma série de sinuosas ruas e travessas, dando-lhe um charme que faz desta aldeia o local único e atractivo que é. Apesar de poder dar a volta à aldeia de carro, só pode atravessá-la de pé, pois muitas das ruas são extremamente estreitas e tem escadas. As bicicletas estão também fora de questão - por causa das escadas."



Ter a barriga a dar horas



Uma expressão idiomática de que é fácil perceber-lhe o significado: ter a barriga a dar horas. De todas as maneiras, eis a definição do dicionário Priberam, pelo sim pelo não (= "por si acaso", como sabem):

Ter a barriga a dar horas

• [Informal] Ter fome


(A fotografia é de José Carlos Caria)