Ouguela (Alentejo, Portugal) em baixo; Alburquerque (Badajoz, Espanha) ao fundo.

terça-feira, 19 de março de 2019

Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada


Conhecemos os nomes das escritoras Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada na Unidade 4 do nosso livro. Elas são autoras de numerosas obras de literatura infantil e juvenil.


Semelhanças

Nascemos em Lisboa na Primavera.

Somos irmãs mais velhas.

Pertencemos a famílias enormes.

Crescemos num ambiente alegre e estimulante.



Sempre gostámos de ler.

Em pequenas já inventávamos e escrevíamos histórias.

Divertimo-nos e viajámos imenso na juventude.

Adoramos dançar.



Tivemos muitos namorados.

Tirámos o curso de Filosofia na Faculdade de Letras de Lisboa.

Fomos boas alunas.

Fizemos estágio para professoras de Português e História do 2.º ciclo na mesma escola.



Começámos a escrever livros juntas em 1982.

Aguentamos um ritmo de trabalho alucinante.

Somos casadas com homens do Porto.

Visitámos países de quatro continentes para conhecer os sítios das nossas histórias.




Diferenças


Ana

Tenho irmãos e irmãs.

A figura mais forte da minha infância foi a da mãe.

Casei com 21 anos.

Tive um filho e uma filha.

Vivi um ano em África.

Tenho medo de cães.

Tenho medo de andar de avião.

Adoro ovos mexidos.

Tenho uma neta e outra a caminho.




Isabel

Só tenho irmãs.

A figura mais forte da minha infância foi a do pai.

Casei com 18 anos.

Só tive uma filha.

Sempre vivi em Lisboa.

Não tenho medo de animais, adoro cães e gatos.

Adoro andar de avião.

Prefiro ovos estrelados.

Tenho dois netos rapazes.



Netescrit@  O que eu quero é que eles gostem de ler e escrever

http://www.uma-aventura.pt/default.htm


"Alice Vieira e Ana Maria Magalhães dão 20 sugestões para o dia do livro infantil"

(Expresso, 02-04-2017)



segunda-feira, 18 de março de 2019

O Animatógrafo do Rossio





Um detalhe



O que faz um simples traço!


Esse tracinho na parte baixa do c (ç), a cedilha, indica que o som é bem diferente do que tem a letra c sem ele perante as letras a, o, u.



Wikipédia: O Ç, ç (cê-cedilha ou cê cedilhado) é uma letra do alfabeto latino (...) que representa o som "suave" /s/ em posições em que um "c" normalmente representa o som "duro" /k/ (antes de "a", "o", "u", ou em final de palavra)

A cedilha (do castelhano cedilla, «pequeno z») é um sinal diacrítico. Historicamente, a cedilha castelhana (e, por extensão geográfica, portuguesa, catalã e francesa) coloca-se somente sob um c originado, entre outras possibilidades, de um c latino palatalizado. Ela forma, portanto, a letra ç (cê cedilhado), pronunciada originalmente /ts/, depois convertida em /s/.


Esta introdução toda é para chegar a este momento: um aluno da turma de 3º D escreveu num teste que "brazo" em espanhol era braco em português, sem ç, e essa parte do corpo tornou-se de repente num cão!

Fotografia de José Carlos Filizola

De uma canção do cantor brasileiro Martinho da Vila, Segure tudo:

Segure tudo que for conquistado,
Segure tudo que não for demais,
Segure o braço do seu namorado,
Segure a menina, rapaz.

Wikipédia: Braco alemão de pelo curto é uma raça de cães desenvolvida na Alemanha por volta do século XVII pelos caçadores flamengos. Recebeu o apelido de "perdigueiro" por ser hábil na caça da perdiz.




quinta-feira, 14 de março de 2019

Um conto angolano: "Passado e Futuro"


Uma grande contadora de histórias, Ana Sofia Paiva, e um belo conto angolano, tão bem contado. Que duas personagens encontramos aqui? De qual é que vocês gostam mais? Eu gosto da história toda, dessa maneira de ver o passado e o futuro.

Antes de ler o texto, façam o favor de tentar compreender o conto na boca de Ana Sofia Paiva.


PASSADO E FUTURO

Iam dois homens por um caminho, caminhando, caminhando, caminhando. No meio do caminho pararam; encontraram outro homem, aquele que consegue extrair o vinho da palmeira.
–Ei, ei! Queremos vinho de palma; dá-nos vinho de palma!
–Eu dou-vos vinho de palma em troca dos vossos nomes.
O primeiro homem deu um passo em frente e disse:
–O meu nome é De Onde Viemos.
O outro homem ficou atrás e disse:
–O meu nome é Para Onde Vamos.
–De Onde Viemos, que belo nome! Quero. Para Onde Vamos é nome errado! A ti não te dou o vinho.
Os homens começaram a discutir e como não conseguiam chegar a um acordo, puseram-se a caminho. Iam três homens por um caminho, caminhando, caminhando, caminhando, caminhando à procura do juiz.
No fim do caminho, encontraram o juiz. Fizeram as suas queixas. O juiz ouviu, pensou e disse:
–Homem, erraste! Para Onde Vamos tem razão. Porque De Onde Viemos já passou, já nada nos pode dar, mas Para Onde Vamos, esse é o lugar onde iremos encontrar tudo aquilo que houver para encontrar.

Jeremia Dia Sabatelu, a partir da recolha de Héli Chatelain.



A Ribeira das Naus


 A Ribeira das Naus fica em Lisboa. Fotografia de Jorge Sousa.




 

segunda-feira, 11 de março de 2019

Como é que ele se chama?

Fotografia de Francesc Català-Roca

Alguém sabe como é que se chama esse senhor dos bigodes que está a saltar à corda com a ajuda dessas meninas?

Ele era um artista muito, muito conhecido, em todo o mundo, quando era vivo, e hoje também, claro, muitos anos depois de ele morrer (1998). Aliás, nasceu  no nosso país.


As três esfinges de Bikini (1947)

O sono (1937)




sexta-feira, 8 de março de 2019

Igualdade e respeito para todos os dias


Estas fotografias têm dois anos, mas as mensagens são intemporais, não acham? Igualdade e respeito para todos os dias, naturalmente.



(Olho do Tempo - Escola Viva. 8 de Março. Dia Internacional da Mulher. 2017). Autor: Thiago Nozi.





quarta-feira, 6 de março de 2019

Adição à tecnologia 3 (Jean Julien)


Coitado desse homem! Parece pensar: "Mas, o que é que se passa aqui? Ninguém é capaz de andar de metro sem um ecrã em frente dos olhos?"

A ilustração é de Jean Julien, que já veio pelo nosso blogue e há de voltar.