Ouguela (Alentejo, Portugal) em baixo; Alburquerque (Badajoz, Espanha) ao fundo.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Dois diálogos de A Livreira Anarquista



A Livreira Anarquista é o pseudónimo de uma jovem que trabalhava, bem, suponho que ainda continua a trabalhar, numa livraria portuguesa, lisboeta se não me engano. Acontece que, por vezes, os fregueses ou clientes dessa livraria, pediam umas coisas muito esquisitas, percebem? Ela não inventa,  põe preto no branco o que essas pessoas pediam . Isso acontece em toda a parte, podem crer.

E ainda há mais histórias dela para lermos aqui!


Diálogos Surreais

Freguês: Quero um livro para uma rapariga de 17 anos que por sua vez é minha filha.

Livreira Anarquista (abalada mas a disfarçar bem): E o que é que ela gosta de ler?

Freguês: Nada. Ela não gosta de ler.

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Dia de trabalho diria quase a decorrer dentro da normalidade, quando uma senhora, também aparentemente normal, entra na livraria que, só para quem não está a visualizar bem a coisa, está recheada de livros, livros e apenas livros. De um modo muito óbvio.

Freguesa: Quero uma máquina fotográfica, tem?

Livreira Anarquista: Não. Aqui só vendemos mesmo livros. Mas a loja piiiii, no primeiro andar, vende máquinas fotográficas.

Freguesa: (muito descontraidamente) Humm…mas e quanto é que custam mais ou menos? Eu só quero uma máquina normal, está a ver, nada de muito complicado nem com muitos botões…